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Editorial - Jornal Cruzeiro do Vale

Afinal, Gaspar avança?

Kleber Wan-Dall, com a clichê promessa de fazer a cidade Coração do Vale avançar, está prestes a ultrapassar a metade do seu mandato sem mostrar para o que realmente veio. Enquanto o governo planeja, o eleitorado perde as esperanças. O que se ouve nos corredores das empresas, restaurantes, transporte público e até mesmo na Praça Getúlio Vargas, bem em frente à prefeitura, é que a comunidade se arrepende dos números digitados nas urnas na última eleição municipal.

Há quem afirme, sem titubear, que além de não ter expectativas positivas, carrega consigo o medo das futuras medidas tomadas pelo Executivo. O povo alcançou, em uma das épocas mais leves e felizes, o auge do descontentamento, desencanto e descrença. Para completar, com a sensação térmica próxima de 40ºC e horário estendido no comércio local, o prefeito permite que algumas obras sejam realizadas paralelamente na cidade, tornando o trânsito caótico e insuportável.

A administração, tão segura de si, segue a linha do “não se faz omelete sem quebrar os ovos”. Os grandões querem mostrar serviço empurrando-os, de uma só vez, goela abaixo. É claro que os cidadãos são a favor do desenvolvimento, querem atitude e, obviamente, obras. Porém, quando executadas ao mesmo tempo, as reformas urbanas da cidade expõem a imaturidade de quem as propõem.

O ano de 2018 chega ao fim com o sentimento de incerteza em Gaspar. Inclusive quanto aos profissionais que irão gerir a cidade. Algumas alterações já foram reveladas, como a saída do Superintendente da Defesa Civil, Rafael Araujo de Freitas. Outras seguem em segredo. Que essas mudanças sejam para melhor, bem pensadas, focadas na competência e comprometimento. Afinal de contas, independentemente de quem esteja governando, residindo, passeando ou trabalhando, o município, entre idas e vindas, estará sempre aqui.

 

Edição: 1881

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