Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Inaugurar oito quilômetros de 73 da duplicação da BR-470 arrastados em 10 anos de promessas e escassos recursos é um ato de absoluto escarnio com as centenas de vítimas e principalmente com um polo econômico que mais gera impostos Federais em SC

17/06/2019

Não é preciso escrever muito sobre a novela da duplicação da BR 470 patrocinada por gente sem palavra, comprometimentos e até, escrúpulos com a sociedade; os catarinenses que passam pelo Vale do Itajaí são testemunhas do escárnio. E sobre os acidentes com centenas mortes e milhares de sequelados para sempre dão à perfeita dimensão dessa irresponsabilidade. Nada sensibiliza os políticos de ontem e os de hoje

O Brasil não ia mudar com a eleição de Jair Messias Bolsonaro, PSL? Parece que está repetindo os jogos do presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, PT, da teimosa e impichada Dilma Vana Rousseff, PT, e do sob forte suspeita de corrupção do mesmo esquema do PT, Michel Temer, MDB. Ao menos no que pelo menos diz respeito à enrolada duplicação da BR 470, que a todos os dias se conhece notícias vindas de Brasília sobre os cortes de verbas para esta obra.

O ministro da Infraestrutura, um militar de alta patente escolhido por Bolsonaro, Tarcísio Gomes Freitas, veio hoje, casualmente, dia 17, vejam só, “inaugurar” e “liberar” oito quilômetros de duplicação da rodovia BR 470, no trecho entre Ilhota e Gaspar, onde se tinha o menor problema geológico e também de indenizações. Tudo isso, depois de dez anos de enrolações dos governos anteriores.

Notem: são pouco mais de 10% da obra e se este for o ritmo, ela estará duplicada em outros sessenta anos, até porque estão pendentes na morosa e cara Justiça, 1.400, repito, 1.400 processos de indenizações de propriedades particulares, as quais serão ocupadas pela duplicação desta Rodovia que começa em Navegantes e vai até o município de Indaial.

Em dez anos, pouco se evoluiu. Um trecho aqui, outro acolá E sem a solução dessa pendência primária, a das indenizações, nenhum outro serviço avança sobre aquilo que não é do governo Federal, ou até mesmo de um suposto concessionário. Dez por cento em dez anos? Vergonha. Pior mesmo, é "inaugurar" esses 10% de um trecho que quando pronto, poderá ser percorrido em menos de uma hora.

Bolsonaro e o PSL imitam o PT, MDB naquilo que tinham de pior, o de enganar lideranças e à população. Não há razão para isso.

Lembram-se do comício pré-campanha que a presidente Dilma fez aqui no Ginásio João dos Santos com o ex-prefeito Pedro Celso Zuchi, com a então ministra Ideli Salvatti, o guru do petismo de Gaspar o casal de deputados Décio Neri e Ana Paula Lima, centena de outros políticos de vários partidos e lideranças comunitárias e empresariais. Ela jurou que havia verbas suficientes e que em dois anos, repito, dois anos, tudo estaria resolvido. Já se passaram quase seis e quem foi embora foi Dilma bem antes do tempo. Lembram-se daquele outdoor de aniversário de Blumenau, onde o casal Lima oferecia à duplicação como presente no aniversário da cidade?

E o que aconteceu de lá para cá? A nossa representação política – parlamentar do Vale e Santa Catarina - em Brasília que miinguou foi incapaz de interferir nesse processo que marginaliza uma região da competitividade nacional e expõe à morte os seus filhos e viajantes.

Não é à toa, que todos que citei, que armaram ou estavam naquele palanque, estão em casa e não foram eleitos nas duas últimas eleições. PT, MDB. PSD do então governador Raimundo Colombo, viraram micos. E o PSL de Bolsonaro e do governador Carlos Moisés da Silva – que no recente anúncio de investimentos em Santa Catarina “esqueceu” do Vale do Itajaí - parece que também não entendeu nem o passado, a lição e recado do povo daqui contra este descaso e esperava dele mudanças sensíveis.

O ministro Tarcísio não deveria vir aqui “inaugurar” ou “abrir” ao tráfego nada da BR 470 fruto da irresponsabilidade e descompromissos de outros governos para com a sociedade local, e assim se submeter a este constrangimento, exposição e vexame públicos, os quais possuem à marca do populismo que só cabe ao PT, PCdoB, ao PDT, ao MDB, ao PP, ao PSD, aos do Centrão....

O ministro deveria vir aqui sim, conhecer o problema de perto, pegar um carro e tentar vir do porto ou aeroporto de Navegantes – outro ambiente indecente e de permanentes obras que não solucionam nada e consomem os pesados impostos - até Indaial para ver o drama de todos nós, falar com gente da não política, mas das associações empresarias, dos caminhoneiros, e especialmente com o grupo liderado por Felix Theiss. Só assim teria a temperatura do drama, das mentiras e das promessas sem o filtro de interesses do Dnit tomado por políticos. Saberia o quanto esta rodovia é essencial para o Vale, Santa Catarina e mesmo o Brasil. Saberia ainda como hoje, ela impede o crescimento da região, mata, aleija e desemprega gente; é um gargalo fundamental na mobilidade, aumenta custos, diminui a eficiência e impede que o governo aumente a arrecadação de impostos para si mesmo e que dariam para duplicar várias vezes num ano a BR 470.

Bolsonaro não pode imitar Lula e Dilma sob pena de perder a credibilidade e o governo, como os palanqueiros do passado já perderam. No envento de hoje estavam ao lado do ministro os mesmos políticos de sempre que estiveram em outros palanques ecláticos fazendo selfies e fotos para usarem nas redes sociis. Wake up, Brasil!

Prefeitura de Gaspar corre contra o tempo para provar que suspensão da licitação de R$28 milhões para materiais e serviços de drenagem é um erro de interpretação do tribunal de Contas e age em três frentes.

Uma delas para desacreditar vereador Cícero Giovane Amaro, PSD, que fez a denúncia, apesar do governo admitir que, no mínimo, o fato é polêmico no âmbito jurídico

Vereador Cícero Giovani Amaro, PSD, é o centro de ataques do governo Kleber por ter denunciado suposta irregularidades na compra milionária de tubos

A suspensão liminar dada à licitação foi do conselheiro Herneus de Nadal, ex-deputado do MDB. Já dura dez dias. Ela ocorreu no dia cinco de junho, após a denúncia dar entrada no Tribunal no dia 31 de maio. Mais uma vez fui o único que abordei este assunto que se debatia na cidade, mas se escondia na mídia do povo. Foi num extenso artigo na coluna de segunda-feira passada, aqui no portal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, atualizado e acessado de Gaspar e Ilhota. Reveja-o em detalhes.

Sintetizando: o que se argumenta é de que esta licitação não poderia se dar na modalidade de pregão, mas de concorrência pública. Não apenas pelo alto valor, uma das questões levantadas, mas principalmente por exigir acompanhamento técnico especializado para as obras de drenagem, como atestou o Confea – Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura - em arrazoados para atos similares e levantados para arguir à impropriedade neste caso específico.

O que está acontecendo? Na verdade, a prefeitura está disfarçando a compra tubos e obrigando o vencedor dessa licitação, a assentá-los mediante projeto dela numa obra de engenharia de razoável complexidade e para isso, em tese, teria que ser feita outra modalidade de licitação. Entenderam a jogada?

Este fato, por exemplo, aconteceu na Rua Frei Solano, no Gasparinho. Resultado; só dúvidas até agora. Desde as técnicas, às de execução e até às de ordem administrativa-financeira que regem o ambiente público. Tanto que o asfaltamento da rua, 90 dias depois da execução do polêmico assentamento dos tubos, sem a devida base de concreto prevista, além de terem feito caixas de contenções de tijolos furados em substituição à previsão dos de concreto, ainda não foi feito.

Bom, isso é passado. Entretanto, transparência e aprendizado, zeros. O governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, do vice Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e do prefeito de fato, o titular da poderosa secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa, o advogado Carlos Roberto Pereira, MDB, quer mais e parte para o enfrentamento.

Então vamos então ao presente.

Primeiro este assunto não tem nada a ver com a obra da Rua Frei Solano, como alguns paus mandados, ou obrigados pelas tetas suas, ou de sua parentada na prefeitura estão obrigados a defende-la nas dúvidas e erros. A denúncia da Frei Solano foi feita pelo vereador Dionísio Luiz Bertoldi, PT, morador da área, o Gasparinho e não por Cícero. E o asfaltamento não foi feito até agora devido a esse erro, mas porque a prefeitura sem planejamento, esqueceu de fazer a licitação para o asfalto e esconde isso, por esperteza, do debate com os políticos e à população.

Segundo, o que o vereador Cicero Giovane Amaro, PSD, funcionário público do Samae, e um dos mais ferrenhos opositores ao atual governo, tenta esclarecer e evitar, segundo ele próprio abordou na Câmara, é a repetição de uma nova Frei Solano. Cicero arrisca a dizer que está na verdade, e com isso, na antecipação, salvando o governo de algo pior no futuro, ao denunciar o que ele acha ser irregular no nascedouro: a licitação.

O que aconteceu na sessão da terça-feira passada na Câmara?

Um “massacre” da base governista liderada pelo líder do governo, Francisco Solano Anhaia, MDB, o líder do MDB, Francisco Hostins Júnior e Roberto Procópio de Souza, PDT, estes, utilizando-se do conhecimento de advogados, contra o posicionamento de Cícero. Qual o pecado do vereador? Ele ter procurado o Tribunal de Contas, por ter conseguido parco espaço na imprensa local – apenas nesta coluna e na Rádio Comunitária Vila Nova -, e vejam só, ter exercido o seu papel constitucional de fiscalização dos atos do prefeito. Cheiro de intimidação e constrangimento.

O QUE SE QUERIA ESCONDER? AGORA TERÃO QUE ESCLARECER. TODOS OS PAGADORES DE PESADOS IMPOSTOS GANHAM!

Antes de prosseguir. Se esta coluna não possui valor, como argumentam frequentemente os membros do paço e os vereadores da base, não deveriam então ter se preocupado tanto com o que ela reproduziu até sobre o assunto. Se a rádio Vila Nova não é ouvida, a mesma coisa. Afinal, ninguém chuta cachorro morto, a não se for um prazer doentio ou falta de assunto sério...

Volto. Procópio mudou radicalmente de posição a respeito do governo Kleber. Estão lá todos os seus discursos e requerimentos contra Kleber por quase dois anos e no mesmo tom que ainda faz hoje Cícero. Está gravado. Está arquivado. É só ouví-los e relê-los. Depois da ferrenha oposição ao governo Kleber, Luiz Carlos e Roberto Pereira, Procópio negociou à participação dele em cargos para os seus do PDT e passou a apoiar o atual governo e dar maioria na Câmara a favor de Kleber. É do jogo.

Fato 1. Uma das três participantes da licitação que está sendo contestada, a Infrasul, de Joinville, já tinha tentando impugná-la pelo mesmo motivo como denunciou o vereador Cícero. A impugnação não foi aceita por orientação da própria Procuradoria Geral do Município à pregoeira da licitação.

Fato 2. A alegação de que a modalidade pregão foi benéfica ao município como defendem governo, Anhaia, Hostins e Procópio não é de todo verdade. O desconto de 21% dada pela vencedora, é menor do que os 25% que será possível aditar (acrescentar) pela ganhadora, como permite a Lei de Licitações, quando da execução do serviço ou entrega do material. A lei permite isso. Não precisa ser expert em contas, mas em licitações. E todos são.

Fato 3. A alegação de que na modalidade de pregão você apenas licita preços, fixa-o para uso ou não no futuro do material licitado, que não necessariamente leva o material ou se obriga a fazer o serviço como na modalidade de concorrência, ela também não é totalmente procedente. Na modalidade pregão você está preso a preços um fornecedor até findar o longo prazo de execução para o qual ele foi definido, mesmo que o mercado mude a favor do licitante (a prefeitura), que a qualidade dos concorrentes evolua em função das tecnologias ou novas exigências técnicas ao tempo do uso do material ou serviço já licitado.

Fato 4. Se não verdadeiramente havia problemas a serem analisados na referida licitação, o Tribunal não teria tomado conhecimento e nem mandado parar a licitação para melhor verificar o assunto. Então, no mínimo, está criada uma dúvida e ela precisa ser esclarecida. Qual a dificuldade do governo esperar e esclarecer essas dúvidas para sua própria segurança e calar o vereador Cícero? Afinal, atrás de tudo isso, na verdade, está o dinheiro dos pesados impostos dos gasparenses.

Fato 5. Cícero fez o papel dele de vereador, inclusive obrigado na lei. Ou seja, o de denunciar na tribuna da Câmara o que viu, na visão dele, de irregular. Agora, torná-lo um inimigo da cidade, por apenas ele pedir esclarecimentos, é algo que beira ao crime. Qual a razão disso? É fácil resolver isso sem o mimimi criado na Câmara na terça-feira passada: o que a prefeitura está fazendo, ou seja, tentando provar no Tribunal que está certa.

Fato 6. Os próprios defensores do governo admitiram no seu discurso que o fato é controverso. Ora, se é controverso, não é tão claro assim. E é porque ele é controverso que Cícero não errou. E ele fez o certo, pediu à arbitragem de alguém técnico, o Tribunal de Contas, que como princípio é conhecedor do assunto e a instância a ser recorrida. A prefeitura pode apontar o que isso está atrasando alguma obra em Gaspar, onde tudo está pela metade?

Fato 7. E por que tanto berreiro para quem diz que tem o corpo fechado? No TCE que é técnico, mas possui um viés político explícito – já foi maior e diminuiu diante da vigilância do Ministério Público e da sociedade -, a prefeitura está com a faca e o queixo na mão. Arma-se dos seus técnicos bem pagos, dos políticos com influência sobre os conselheiros do Tribunal, da papelada, da boa argumentação e de dezena de advogados bem pagos na Procuradoria e derrube a seu favor a denúncia de um vereador. É Davi contra Golias. Na controvérsia, como os aliados de Kleber dizem ser o assunto, vencerá o mais forte, o que tem mais “padrinhos” e este certamente não é o caso de Cícero. Ou o governo Kleber até nisso está órfão? Ou sabe que a controvérsia pode lhe causar embaraços?

Fato 8. Cícero também andou chorando as pitangas na semana passada. A prefeitura – por seus porta-vozes políticos - foi aos meios de comunicação da cidade e que ela tem domínio, ao invés de esclarecer o que se passava, culpou Cícero por estar atrasando tudo a cidade. Exagero do jogo político. Ele tentou contra-argumentar. Perdeu o timmig e à oportunidade, até porque na hora em que devia estar no palanque defendendo as suas ideias, Cicero tem que trabalhar no Samae. Foi ele quem fez essa opção para acumular os dois salários.

Fato 9. Se não fosse esta coluna, que nunca ganhou um tostão de ninguém e nem se deixou levar por um jantar, uma cerveja ou uma amizade de interesse, ou os críticos de oportunidade sem argumentos, muitos desses políticos de oposição de hoje, já estariam enterrados em cova bem funda. O próprio Cícero que encontra aqui espaços generosos para algumas das suas causas comunitárias, já acusou na tribuna da Câmara, de triste registro, jornal Cruzeiro do Vale de chapa branca, por exatamente não ter a mesma opinião do que a dele. Logo o Cruzeiro do Vale, o que é tido pela administração como o perigo a ser calado, o que mais está sendo perseguido pela gestão de Kleber, Luiz Carlos e Roberto Pereira e sem receber nada da dita oposição.

Fato 10. O jornal e o portal estão calejados com este tipo de político daqui e que não é diferente de outros locais. Foi assim no tempo do prefeito Bernardo Leonardo Spengler, o Nadinho, MDB, o único afastado em pleno mandato; foi assim no governo de Adilson Luiz Schmitt, MDB; foi assim nos três governos de Pedro Celso Zuchi, PT. E está sendo agora no governo de Kleber, Luiz Carlos e Roberto Pereira que individualmente aplaudiam o Cruzeiro do Vale quando eles eram oposição e precisavam de um canal de credibilidade para desnudar os poderosos no poder de plantão.

Fato 11. Está sendo agora para o PT e outros como PSD e PSL, que estão na oposição, ou nos jogos de composição e usufruindo gratuitamente do jornalismo verdade e comunitário do portal, da coluna e do jornal Cruzeiro do Vale, como se isso não custasse nada (profissionais, luz, internet, papel, deslocamentos, gestão...). Todos assinaram à mesma promissória e agora querem rasgá-la como não tivessem contraído nada para as suas causas e interesses. Para sobreviver, o jornal apenas protege a sua credibilidade, porque sabe que o poder político é passageiro e os que estão nele, tornam tudo em bagaço, inclusive e vergonhosamente à honra, pois tem a política como um negócio. Acorda, Gaspar!

Depois de 11 anos, o improvisado pontilhão de madeira do Vale da Fumaça, no Belchior, que caía a cada enxurrada, finalmente foi reconstruído de concreto.

Verbas Federais da Defesa Civil que o ex-titular foi atrás para a festa política de Kleber e outros da foto da semana

Kleber com o ex-titular da Defesa Civil, o cabo Rafael quando ainda jurava livrá-la do rótulo de Indefesa Civil, e a inauguração da ponte do Vale da Fumaça feita com recursos federais da Defesa Civil para a festa de políticos que pouco contribuíram com o resultado.

Luiz Mário da Silva, professor, cedido à Defesa Civil de Gaspar, talvez poucos o conheçam em Gaspar. Não está na mídia, não está nos palanques, nas fotos, nas comemorações dos políticos com as comunidades. Ele aparece nas situações de desesperos das pessoas quando há catástrofes ambientais em Gaspar. Pois é. Foi Luiz o responsável pela traiçoeira burocracia – aqui em Gaspar e dialogando nas exigências de Brasília, num trabalho formiguinha - que permitiu Gaspar acessar mais de R$2 milhões como ressarcimento dos danos provocados pelas enxurradas de do ano passado.

O que foi feito com esse dinheiro? Reconstruídas três casas, recuperada a barranca do Rio Itajaí Açú defronte ao supermercado Archer, na Anfilóquio Nunes Pires, entre os bairros da Coloninha e o Figueiras, bem como, substituído o pontilhão de madeira que eternamente era levado pelas enxurradas no Morro da Fumaça, por uma ponte de concreto, mais larga, segura e provavelmente mais forte contra a força das águas de lá quando das enxurradas. Na foto sobre a ponte, sobrou político e faltou gente que fez isso acontecer.

Esta história da ponte do Vale da Fumaça mostra como funcionou a Indefesa Civil no governo de Pedro Celso Zuchi.

Resumindo. A ponte de concreto foi ribeirão abaixo na catástrofe na severa catástrofe ambiental de novembro de 2018, quando o prefeito Adilson Luiz Schmitt, PPS, derrotado na reeleição, deixava o mandato. Improvisaram um pontilhão de madeira. Zuchi tentou ajuda na Defesa Estadual. Para receber a verba ele precisava fazer antes as cabeceiras. Enrolou-se e o pontilhão improvisado pelas madeiras caiu outras vezes. Quando fizeram a cabeceira de concreto, esqueceram de avisar a Defesa Civil estadual. Perderam o recurso da ponte de concreto. Entenderão a importância do Luiz? Com Rafael a história foi diferente. No ano passado, o pontilhão voltou a cair. E ele com o Luiz foram atrás dos recursos em Brasília e venceram a burocracia. Com isso os políticos puderam se esbaldar nas fotos que serão usadas agora na “compra” de votos em outubro do ano que vem.

Eu exagero? Pode ser. Mas, esta é a marca do político. Ele não é capaz de reconhecer quem verdadeiramente opera às suas realizações. Ah, mas o Luiz não fez mais do que a sua obrigação, disse-me um político a quem consultei sobre o fato. Pode ser. Igualmente vale para o Rafael. Contudo, nas antigas condições e nas atuais que involuiu com a saída de Rafael, a Defesa Civil de Gaspar só milagres. Luiz fez esta diferença para os gasparenses, e que os políticos, oportunistas a usurparam.

Tínhamos no governo do petista Pedro Celso Zuchi a Indefesa Civil.

Quando candidato, Kleber prometeu mudar esse quadro. E mudou. Trouxe, sob tiroteio da Câmara, o cabo bombeiro militar Rafael Araújo de Freitas. O indicado do prefeito de fato e que nasceu bombeiro militar, o advogado Carlos Roberto Pereira, secretário de Fazenda e Gestão Administrativa e presidente do MDB, logo percebeu que os dois projetos não eram coincidentes.

Rafael queria organizar – como organizou - a Defesa Civil sem viés políticos e orientou o Luiz na busca desse R$2 milhões para a cidade apesar da raquítica estrutura da área. Do outro lado, entretanto, Roberto Pereira cismou com a eficácia e personalidade forte do profissional Rafael: é que ele se negou a segurar pelas esquinas da cidade em outubro do ano passado, bandeiras de candidatos e partidos, ou fechar os olhos para as questões ambientais dos amigos do poder. Roberto tomou isso como uma ingratidão de Rafael para o “emprego” que arrumou para ele, e não admitia à autonomia técnica. Então tramou a saída de Rafael.

Não deu outra. Passada a eleição de outubro, Rafael – por manobras de bastidores – foi “convidado” a voltar para o quartel, que realmente precisava melhorar o contingente e ele era um valor indispensável. Ganharam os Bombeiros, perderam Gaspar e os gasparenses que voltaram a ter a Indefesa Civil. Acorda, Gaspar!

TRAPICHE

Caminho aberto. O prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, vetou o projeto de lei que permitia aos funcionários da Câmara de Gaspar receberem o tal “Auxílio Alimentação” em dinheiro. Sob a defesa de Francisco Hostins Júnior, líder do MDB, ou seja, da base do próprio governo e no engana que eu gosto, todavia, o veto foi derrubado por unanimidade.

O assunto não está claro e pacificado em legislação em transição e consolidação. Entretanto, prevaleceu o espírito de corpo dos funcionários da Câmara sobre os vereadores. Com a derrubada do veto, eles receberão esse “auxilio” em dinheiro e não em cartão, porque a lei aprovada expressa que se trata de uma verba indenizatória e não remuneratória, para a qual implicaria Imposto de Renda, desconto de INSS e até cálculos para fins de aposentadoria.

Efeito indenizatório era também o que dizia a lei do município criada lá no início da década de 1990 para os servidores da prefeitura e seus órgãos da administração direta e indireta. Por omissão e não enfretamento político, ela jamais cumprida. Kleber e Carlos Roberto Pereira colocaram o dedo na ferida, endireitaram e tudo virou um angu contra eles.

Agora, uma coisa é certa. Não é possível um poder ter um tipo de “auxílio” de alimentação e o Executivo, outro sob o patrocínio dos mesmos vereadores. Está na hora de se entenderem, inclusive no Sintraspug e os servidores sobre este assunto que volta exatamente às vésperas de uma nova campanha política. Isto retrata bem o funcionamento político das coisas por aqui.

Em breve será invocada a tal isonomia. Foi ela, por exemplo, que levou os servidores da Câmara que trabalhavam 40 horas semanais a trabalharem apenas 30 e os de 30 horas ganharem como os de 40 horas, tudo patrocinado no primeiro mandato do atual presidente, Ciro André Quintino, MDB. E quem paga a farra? Os pesados impostos do gasparenses que não possuem isonomia a não ser desemprego.

Perguntar não ofende: o ex-secretário de Planejamento Territorial, Alexandre Gevaerd, que ficou por aqui vai bater o ponto e alguém vai conferir isso?

Quantas vezes escrevi aqui que o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, voltaria para a super-secretaria que ele mesmo criou para si próprio na cara reforma administrativa? Quantas vezes fui zoado nos meios de comunicação, nas redes sociais e desmentido pela prefeitura e por ele próprio, indiretamente? Estou de alma lavada, outra vez. Os leitores e leitoras da coluna, do portal e jornal também. Isso é credibilidade. O tempo é o senhor da razão.

Como funciona. Depois que o vereador Cícero Giovane Amaro, PSD, por requerimento pediu explicações sobre uma pedreira particular no bairro da Bela Vista, defronte a Havan, com intensa movimentação e sem placa de licenciamento da prefeitura, tudo imediatamente cessou como um passe de mágica. E olha que a própria prefeitura usou material daquela jazida para colocar no enrocamento que fez na Anfilóquio Nunes Pires, defronte o supermercado Archer. Acorda, Gaspar!

 

Comentários

Herculano
19/06/2019 16:34
da série: gente do barulho, permanentemente em guerra com ajuda da Justiça

JEAN WYLLYS VAI PROCESSAR RATINHO POR ESPALHAR FAKE NEWS, por Mônica Bérgamo, no jornal Folha de S. Paulo

Assessoria do apresentador diz que ele recebeu fake news e apenas fez uma pergunta a Moro no programa

O ex-deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) vai processar o apresentador Ratinho, do SBT, por calúnia e difamação.

Durante o programa em que entrevistou o ministro Sergio Moro, na terça (18), o apresentador afirmou que um milionário russo teria dado dinheiro para um jornalista.

"Esse jornalista é namorado de um deputado e comprou o mandato do deputado Jean Wyllys. Tudo isso eu recebi, não sei se é fake news. Recebi! Se for verdade, é muito maior do que a gente imagina. Porque envolve outro país", disse Ratinho durante o programa.

Depois da divulgação do escândalo das mensagens de Moro com procuradores da Lava Jato, o site The Interpect Brasil e seu editor, o jornalista Glenn Greenwald, começaram a sofrer ataques na internet e a ser alvos de notícias mentirosas.

Uma delas dizia que Greenwald era financiado por um bilionário e que tinha comprado o mandato do ex-deputado Jean Wyllys - que teria renunciado para que seu marido, Davi Miranda (PSOL-RJ), que era suplente, assumisse.

A fake news foi disseminada por uma página chamada "O Pavão".

"Como disse um texto [publicado na revista Veja], 'é sordidez de Ratinho. Ele sabe que tudo não passou de uma fake news. Se não sabia, deveria saber'", diz Jean Wyllys.

"Ratinho teria sido contratado por milhões como estrela da campanha pela reforma da Previdência do governo Bolsonaro [referindo-se a notícia de que o apresentador teria recebido R$ 285 mil para participar da campanha]. O espaço conferido a Moro em seu programa não é desinteressado nem movido a interesse jornalístico, portanto", diz Wyllys.

"Tampouco o fato de ter disseminado uma evidente fake news contra mim durante a entrevista do ministro da Justiça de Bolsonaro acusado de usar o judiciário para prejudicar deliberadamente adversários políticos. Isso precisa estar claro", segue o ex-parlamentar.

"Trata-se evidentemente de abuso de poder além dos crimes de calúnia de difamação".Ele critica também o ministro Sergio Moro, que ficou calado enquanto Ratinho falava sobre a suposta compra de mandato.

"Moro ouviu a mentira e se calou porque sabe que a calúnia o beneficia. Isso não é postura de um juiz tampouco de um ministro da Justiça. Mas essa conduta de Moro está em completo acordo com o que o [site] The Intercept tem revelado dele na condução da Lava Jato", finaliza o ex-parlamentar.

A assessoria de Ratinho afirma que, durante a entrevista, ele afirmou que recebeu uma fake news. E que, a partir daí, fez uma pergunta ao ministro. "Não é verdade que eu espalho fake news."

A assessoria afirma também que Ratinho não é garoto-propaganda da Previdência. Segundo ela, o governo comprou ações de merchandising no SBT, em outras emissoras e em outros programas.
Herculano
19/06/2019 14:27
DIANTE DO QUE ACONTECEU COM A INTERDIÇÃO DA RUA NEREU RAMOS, EM GASPAR, FICOU EVIDENTE, COMO OS PREFEITOS SE PREOCUPARAM COM GRANDES OBRAS E NÃO EXATAMENTE COM A MOBILIDADE DOS GASPARENSES.

DIANTE DA EXPOSIÇÃO DAS AÇõES TOMADAS PARA DAR UMA ALTERNATIVA PRECÁRIA, FICOU CLARO QUE NÃO HÁ UMA ALTERNATIVA VERDADEIRA À RUA ANFIL?"QUIO NUNES PIRES E NEREU RAMOS.

FICOU PROVADO, QUE MENOS DE 100 METROS, OU SEJA, INVESTIMENTOS REDUZIDOS, ISTO ESTARIA RESOLVIDO. É O QUE ESTÁ FAZENDO O PREFEITO KLEBER EDSON WAN DALL, MDB, EM ACORDO EMERGENCIAL COM PROPRIETÁRIO DE DOIS TERRENOS - JÚLIO DESCHAMPS E BRAZ QUINTINO - PARA LIGAR PROVISORIAMENTE, EM POUCAS HORAS, AS RUAS OLGA BOHN E JOSÉ CASAS - NOS FUNDOS DA VINEPLAST E IGREJA ASSEMBLEIA DE DEUS - E TORNÁ-LO UM ATALHO À AQUELA PICADA E TAMBÉM MAL CUIDADA DAS ÁGUAS NEGRAS.

O ASFALTO DA OLGA BOHN NÃO VAI AGUENTAR, MAS ISSO, ESPERA-SE JÁ ESTEJA NO PLANO DE CONTINGÊNCIA PARA REFAZÊ-LO QUANDO A NEREU RAMOS FOR LIBERADA. ACORDA, GASPAR

ACORDA, GASPAR!
Herculano
19/06/2019 14:19
PENÉLOPE E A PREVIDÊNCIA, por Alexandre Schwartsmann, economista, ex-diretor do Banco Central, no site Infomoney

Tenho sérias ressalvas ao relatório da reforma apresentado pelo deputado Samuel Moreira, mas não as mesmas expostas, entre a histeria e a choradeira, pelo ministro Paulo Guedes

Se eu já não tenho mais paciência com a discussão da reforma previdenciária, que dizer do coitado do leitor, assombrado pelas obsessões tanto do colunista como do mercado. Fazer o quê? É o principal tema da agenda política e econômica do país, e por boas razões.

Isto dito, tenho sérias ressalvas ao relatório do deputado Samuel Moreira, mas não as mesmas expostas, entre a histeria e a choradeira, pelo ministro Paulo Guedes. Em particular não desgostei da retirada da capitalização do texto da proposta por uma série de motivos. A começar porque em momento algum houve clareza acerca do que se pretendia nesta frente.
Aventou-se, por exemplo, a possibilidade de uma capitalização nocional (aos interessados recomendo o belo artigo de Pedro Nery a respeito), que não seria uma má ideia. Por outro lado, o ministro frequentemente mencionou que as economias resultantes da reforma seriam utilizadas para bancar a transição para o regime de capitalização, proposição que, além de contrária ao regime "nocional", desafia a contabilidade e a aritmética.

Podemos (e devemos) abrir esta discussão mais à frente, preferivelmente na forma de um complemento à repartição, como defendido por Paulo Tafner e Pedro Nery em seu indispensável Reforma da Previdência: Por Que o Brasil Não Pode Esperar. Mas, nas condições de hoje, possíveis economias com a reforma serviriam apenas para estancar (ou reduzir levemente) o gasto previdenciário como proporção do PIB. Posto de outra forma, a proposta essencialmente evitaria a necessidade de corte ainda maior nos investimentos e demais gastos do governo.

Para ser curto e grosso, não me preocupa muito o abandono deste tópico, apesar do mimimi do ministro.

Ficaram de fora também as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a aposentadoria rural, temas politicamente tóxicos. Contudo, de acordo com as estimativas oficiais, o BPC representaria menos de 3% do impacto da reforma, enquanto a aposentadoria rural equivaleria a pouco mais de 5% do total. No conjunto da obra, seriam anéis pequenos na permuta pelos dedos, do ponto de vista das contas públicas.

Permanece, isto sim, um problema de tratamento desigual que deveria ser corrigido (os que não contribuem para a previdência se "aposentam" em condições similares a quem contribuiu, o que fere qualquer noção de justiça), mas que, novamente, pode ser objeto de discussão menos acalorada no futuro, sem grande prejuízo em termos de estabilização dos gastos.

O custo maior, do ponto de vista do governo federal, refere-se a regras de transição e manutenção de exceções aos princípios gerais em nome das especificidades de algumas carreiras (notadamente professores). De qualquer forma, a valer o relatório, o governo federal sairia da história com economia entre R$ 850 bilhões e R$ 900 bilhões em dez anos: menos do que o objetivo inicial de R$ 1,2 trilhão - sugerindo a necessidade de voltar ao tema em quatro ou cinco anos ?", mas ao redor do que se imaginava ser o efeito da reforma quando do seu lançamento.

Se a coisa parasse por aí valeria uma comemoração discreta: daria para abrir uma boa cerveja (não um baita vinho) e brindar com gosto, principalmente considerada a alternativa de manutenção do status quo, uma receita para o desastre.

Ocorre que não paramos por aí. Estados e municípios foram excluídos da reforma e pelos motivos mais mesquinhos. Deputados não querem facilitar a vida de governadores e prefeitos, potenciais rivais em 2022 e 2020 respectivamente, que, com a reforma, teriam melhores condições de gestão sem incorrer no desgaste político de promover suas próprias mudanças. O cálculo político mais vil determinou a exclusão.

Isto não é tão relevante na perspectiva dos municípios; contudo, no caso dos estados é óbvio que o dispêndio com inativos é o principal problema, ainda mais considerados policiais e professores (que se aposentam mais cedo e têm peso maior nos gastos comparado ao governo federal). Algumas estimativas sugerem que a adoção da reforma para estados e municípios implicaria redução de gastos da ordem de R$ 300 bilhões em dez anos na comparação com o cenário sem reforma.

A miopia não se restringe aos deputados. A experiência histórica é acachapante em demonstrar que, cedo ou tarde, o desequilíbrio dos governos locais termina nos cofres federais, sob forma de assunção e reestruturação de dívidas, pacotes de ajuda etc. É, portanto, uma ilusão acreditar que não haverá repercussões sobre as contas do governo central num horizonte não muito distante, desfazendo à noite o que se tenta tecer de dia.

Se houvesse um mínimo de articulação política por parte do governo federal, este monstrengo jamais deveria ter visto a luz da manhã. Os custos da inação e da fabricação de crises desnecessárias aparecem precisamente neste fato. A verdade é que o Congresso tem sido até mais colaborativo do que se esperava e Rodrigo Maia, frequentemente objeto da ira presidencial, é o responsável maior por este comportamento.

Falta, porém, a ação mais decidida do presidente e de seu ministro da Casa Civil (quem é mesmo?) para orientar o Congresso. O desleixo de ambos neste aspecto, em contraste com a frenética atividade presidencial para tratar de assuntos secundários na agenda de costumes, expõe de forma clara os preocupantes limites da atual administração.
Herculano
19/06/2019 11:12
MORO VENCE

Conteúdo de O Antagonista. Até aqui, Sergio Moro sai ainda maior da audiência na CCJ do Senado.

O ministro deixa claro a importância da Lava Jato para o combate à corrupção no Brasil, acusa a ação criminosa de hackers, relembra que suas decisões foram confirmadas em instâncias superiores e reforça que, se autênticas, as mensagens roubadas divulgadas em nada comprometem a sua atuação.

O resto é a chiadeira que já conhecemos.
Herculano
19/06/2019 11:01
OS CÚMPLICES E O JUIZ

De Rodrigo Constantino, no twitter:

Quee dureza o ministro Sérgio_Moro ter que aturar os cúmplices dos bandidos que prendeu enquanto juiz fazendo esse showzinho patético no Senado...
Herculano
19/06/2019 10:54
REALMENTE NÃO ESTÁ SENDO UM BOM DIA NO TRÂNSITO NA REGIÃO DE GASPAR. NEREU RAMOS INTERDITADA. DESVIO IMPROVISADO COM CAMINHÃO ATRAVESSADO E PARA COMPLICAR, A BR-470 QUE PODE SER UMA DAS ALTERNATIVAS, ESTÁ PARADA COM UM ACIDENTE NUMA DAS ENTRADAS DE GASPAR, A QUE DÁ ACESSO A PONTE HERCÍLIO DEECKE
Herculano
19/06/2019 10:52
O QUE É PRIORITÁRIO? ARMAS OU EMPREGOS?

O governo de Jair Messias Bolsonaro, PSL, só existirá se ele for capaz de gerar 14 milhões de empregos jogados no lixo pelo PT de Dilma Vana Rousseff, com o apoio da esquerda do atraso e os partidos do Centrão como o PP e PSD, que o PT comprou com a corrupção suportadas pelos nossos pesados impostos.

Sem gerar empregos com reativação da economia, reformas, incluindo a da previdência, desburocratização do estado sobre o cidadão, bem como as privatizações que comem dinheiro bom, empregam gente desocupada a serviço dos partidos e é porta para mais corrupção, Bolsonaro não terá avaliação e força para governar.

E quem não quer? O do quanto pior, melhor, principalmente o PT, PSOL, PCdoB, PSB, Rede, PCO, PDT, PSTU, Sindicatos, UNE, CNBB. Pobres, desempregados, analfabetos e com fome, é mais fácil de ser enganado.

Bolsonaro erra em insistir em pautas ideológicas e pessoais. Erra em ouvir seus filhos e não os técnicos. Era em ouvir um guru que, acreditem, admite que a terra pode ser plana. Sem pleno emprego e o Brasil esbanjando sucesso ele não terá oportunidade para as pautas pessoais e cada vez mais, vai ser governado pelo parlamento. É lá que sempre esteve o problema no Brasil. Pagos com altos salários por nós, são eleitos para nos representar e fazem do mandato uso indevido para chantagem contra o Executivo.

Bolsonaro se enfraquece ao perder batalhas como a das armas. O Senado mostrou a ele ontem, que a sua Bic pode ter tinta, mas não tem valor como bravateou. Se ele quiser debater isso nacionalmente e levar vantagem, vai ter que fazer um Projeto de Lei. Wake up, Brazil!
Herculano
19/06/2019 10:37
BOLSONARO PRECISA SER REEDUCADO EM DEMOCRACIA, editorial do jornal O Globo

Ligação direta com o povo, sem mediação do Legislativo, é marca registrada do autoritarismo

Foi grave quando o ex-presidente Lula, enquanto se travava a luta política em torno do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, ameaçou chamar o "exército de Stédile", chefe supremo do Movimento dos Sem-Terra (MST). Mais do que uma bravata, tratava-se de um daqueles rompantes autoritários que revelam a verdadeira ideologia do político. E quanto às tropas de sem-terra, nada aconteceu.

Neste fim de semana, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, o presidente Bolsonaro atravessou várias fronteiras da sensatez ao investir contra pilares da democracia.

Ao dizer em uma solenidade militar que, mais do que o Congresso, ele quer o povo ao seu lado para executar seu programa, ultrapassou em gravidade o que dissera Lula, porque este já estava fora do Planalto.

E foi mais além, ao defender de maneira inconsequente seus decretos que liberam posse e porte de armas pela população. Uma população armada, no entender do presidente, evitará que governantes tomem o "poder de forma absoluta." A receita da barbárie. No mínimo, de guerra civil.

O ex-capitão deputado federal com 28 anos de Câmara ressurgiu com suas teses radicais, só que agora envergando a faixa presidencial. Bolsonaro, precisa, portanto, de um curso intensivo de reeducação em democracia, a lhe ser ministrado pelas instituições republicanas.

As teses do presidente são as mesmas de qualquer político autoritário, desses que volta e meia aparecem na América Latina e que agora, na exportação do nacional-populismo, se espalham pela Europa, depois de conquistarem a Casa Branca em 2016.

Ele repete que o Brasil não pode virar uma Venezuela, mas defende fórmula de Hugo Chávez para instalar a ditadura que hoje, com Maduro na Presidência, destrói o país. Armar a população pobre com fuzis é o que fez Chávez, para proteger o "Socialismo do Século XXI". Estas milícias paraestatais, na Venezuela de Maduro, barbarizam na repressão a manifestações pela volta da democracia. Infelizmente, milícias já existem no Brasil, formadas por PMs, geralmente da reserva, e outros agentes públicos, e podem ser mobilizadas por um candidato a ditador de ocasião.

A reeducação do presidente, na realidade, já começou, com a dificuldade de tramitação pelo Congresso de seus incabíveis decretos armamentistas, porque a assinatura presidencial não pode alterar lei aprovada pelo Congresso. No caso, o Estatuto do Desarmamento.

O instrumento pedagógico para Bolsonaro são os freios e contrapesos da Constituição, em vigor há 31 anos de estabilidade institucional.

A memória nacional não esquece os prejuízos decorrentes da falta de liberdade nos 21 anos de ditadura militar. Foi um período em que o país não se abriu ao mundo, não houve renovação geracional na política etc. Não será feito o caminho de volta.
Herculano
19/06/2019 10:35
A MOBILIDADE EM GASPAR CONTINUA UM CAOS POR CONTA DA INTERDIÇÃO DA RUA NEREU RAMOS. SE A PRIORIDADE TIVESSE SIDO FAZER A VIA INTERMUNICIPAL, LIGANDO FIGUEIRA, ÁGUAS NEGARAS, GASPAR GRANDE, GASPARINHO E SANTA TEREZINHA, PARTE DESTE PROBLEMA NÃO SERIA TÃO CA?"TICO. MAS... ACORDA, GASPAR!
Herculano
19/06/2019 07:37
AVISO

Alívio. Na coluna de sexta-feira, feita especialmente para a edição impressa do jornal Cruzeiro do Vale, o mais antigo, o de maior circulação em Gaspar e Ilhota e o mais acreditado, não tratarei da barbeiragem da prefeitura de Gaspar em lidar com a crise de mobilidade instalada com a interdição da Rua Nereu Ramos.

A coluna já estava pronta e editada desde ontem, terça-feira, à tarde.
Herculano
19/06/2019 07:32
LEITURA

A massacradora derrota ontem à noite do presidente Jair Messias Bolsonaro, PSL, mostrou, pelos discursos, que boa parte dela, deu-se em função não exatamente pelo conteúdo liberalizante das armas, mas pela forma como quis impor: decretos. Na Câmara deverá se repetir o mesmo sentimento. Um projeto de lei, talvez, teria tido melhor resultado.
Herculano
19/06/2019 07:27
IMPROVISO DO GOVERNO, CHOCA MAIS UMA VEZ OS GASPARENSES

Escrevi aqui, ontem, às 19h03min, que diante de uma crise e da qual não possui culpa na origem, mas no desfecho, o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB e sua equipe (secretaria de Obras, secretaria de Planejamento, Ditran, Defesa Civil, Comunicação...), repetiram os mesmos erros do passado na reação, ação e comunicação.

Revela-se o improviso, a falta de planos, a inexistência de contingência, à coordenação enfadonha, inteligência pífia e liderança manca.

Faltou inclusive o mínimo até: a sinalização da rota alternativa à interdição da Rua Nereu Ramos e gente para orientar os que possuem dúvidas. E por isso, estão expostos, não pelo desastre natural. E para diminuir a barbeiragem, outro desastre anunciado, os responsáveis por isso tudo, transferem à culpa para o barranco. Acorda, Gaspar!

ROTA ALTERNATIVA ENTRE A FIGUEIRAS E O CENTRO DE GASPAR E VICE-VERSAR, PARA SE ALCANÇAR O BELA VISTA, BLUMENAU...

Depois de sair da Rua Anfilóquio Nunes Pires, utiliza-se a Estrada Geral das Águas Negras, próximo às Malhas Soft. Rua João Isidro Schramm, Rua Pantaleão Soares, Rua Geral da Garuba, Rua Prefeito Leopoldo Schramm (Willy Schramm), no Gaspar Grande, até chegar novamente a Rua Nereu Ramos.
Herculano
19/06/2019 06:10
GEAN SE DIZ INJUSTIÇADO: "UM DIA TRISTE PARA FLORIANóPOLIS", por Roberto Azevedo, na coluna Makingof

Depois de prestar depoimento por quase quatro horas à Polícia Federal, ser liberado por volta das 20h da mesma terça (18) em que a Operação Chabu provocou repercussões nos meios políticos e policiais, o prefeito Gean Loureiro (sem partido) disse, em coletiva, que ainda não sabe os motivos de sua detenção, que sequer chegou a ser mantida pelo delegado que coordena a operação por não entender necessária.

A tentativa do advogado Diogo Ptsica, que comanda a defesa de Gean, será derrubar o afastamento do cargo por 30 dias, de acordo com decisão do desembargador federal Leandro Paulsen, do TRF-4, com sede em Porto Alegre, nesta quarta (19), em uma véspera de feriado de Corpus Christi.

Como em muitas operações da Polícia Federal, a Chabu não deixa os detidos terem acesso à investigação, tampouco aos autos do pedido que instrui as prisões decretadas, daí o prefeito de Florianópolis dizer que o assunto envolvia muito mais uma questão interna de vazamento da própria PF e da Polícia Rodoviária Federal e menos em relação ao envolvimento de políticos.

SEM MOTIVOS, Só CONSEQUÊNCIAS

Nem a sala-segura nem os equipamentos de contra-inteligência foram encontrados nem o projeto Meta 21, que teoricamente traria dinheiro internacional para Florianópolis, e que seria encampado por um dos delegados federais presos, foi concretizado, mas Gean enfrenta o julgamento antecipado, traço das operações da PF.

É, sem dúvida, o peixe-grande que atrai os holofotes para o fato, que agora se sente injustiçado e assegura: "Foi um dia triste para Florianópolis".

DO ADVOGADO

Diogo Ptsica sustenta que o quase banimento da condução coercitiva pelo Supremo Tribunal Federal interferiu na decisão de decretar a prisão provisória do prefeito.

Mas aceitar isso como uma medida corriqueira, sem provas robustas, beira o perigoso caminho da superficialidade de uma investigação policial, algo questionável que atinge a qualquer cidadão, não só os poderosos, políticos, empresários ou policiais.

RESPEITO AO CONTRADITóRIO E AO PROCESSO LEGAL

Quando o assunto de abuso da autoridade entra em pauta no Congresso, delegados, promotores ou procuradores e magistrados são os primeiros a questionar o quanto isso poderá interferir em suas decisões profissionais.

Não se avalia, nesta hora, o impacto na vida de quem tem a imagem e biografia arranhadas para sempre, sem que qualquer indenização financeira restitua o bom nome na sociedade.

NOMES

Das 10 pessoas que tiveram os nomes envolvidos nas investigações perguntados ao prefeito da Capital, Gean disse à PF que conhecia umas quatro ou cinco, entre eles o delegado federal Fernando de Moraes Caieron, a ex-secretária estadual de Assistência Social Romanna Remor e o ex-secretário estadual da Casa Civil, Luciano Veloso Lima, os dois do MDB.

Mais uma vez, a questão era qual a conduta imputada a cada um deles, já que, por determinação legal, Gean não teve acesso a eles, enquanto depôs, nem poderá fazê-lo agora. O prefeito entregou o passaporte e o celular pessoal, com a devida senha.

OUTROS NÃO

Os nomes de políticos que tiveram mandato ou os detém atualmente foram perguntados Gean.

Muito menos o do ex-governador Eduardo Pinho Moreira, em cuja administração atuaram Luciano Lima e Romanna Remor.

CREDIBILIDADE

As operações da Polícia Federal, mesmo antes da Operação Lava Jato, sempre chamaram a atenção pelo combate à corrupção, ao narcotráfico e ao crime organizado.

Com equívocos como os verificados em ações, como a Ouvidos Moucos, que resultou na morte do reitor da UFSC, Cao Cancellier, ou a Chabu, a relevância das operações começa a ser questionada, algo entre o barulho que provocam e o resultado que trouxeram, isso tudo na véspera da conclusão do julgamento da Operação Moeda Verde, no TRF-4, nesta quarta (19).

VICE ESTÁ NO EXERCÍCIO

Sem titubear, Gean, que é advogado por formação, não aparecerá nesta quarta na prefeitura, enquanto não for derrubado afastamento do cargo.

Na coletiva, confirmou que era é o vice-prefeito João Batista Nunes (PSDB) que está à frente do município e acrescentou que seu objetivo, a partir de agora, é manter o mandato e o ritmo de atividades e obras, antes de pensar nos efeitos do ocorrido em 2020, pois acredita que sai fortalecido politicamente do episódio negativo que enfrentou.

OS NOMES

Pela decisão do TRF-4, foram detidos provisioriamente (cinco dias), além de Gean, Fernando Amaro de Moraes Caieron, delegado da Polícia Federal; José Augusto Alves, empresário; Marcelo Rubens Paiva Winter, policial rodoviário federal que chegou a atuar no Gaeco; Luciano da Cunha Teixeira, consultor; Luciano Veloso Lima, ex-secretário estadual da Casa Civil; Hélio Sant'Anna e Silva Júnior, delegado aposentado da Polícia Federal.

Não há a confirmação de quantos continuam detidos, mas a tendência é a de que alguns sejam liberados como ocorreu com o prefeito de Florianópolis, logo após prestarem seus depoimentos.

ATÉ DO PT

Adversários históricos de Gean Loureiro, os petistas de Florianópolis proporcionaram um momento raro nas relações políticas, emitiram uma nota em que condenam a forma como a Operação Chabu, da PF, repete a espetacularização verificada em outros atos da Polícia Judiciária Federal. Leia na íntegra:

NOTA DO PT DE FLORIAN?"POLIS SOBRE A PRISÃO DO PREFEITO GEAN LOUREIRO

O Partido dos Trabalhadores de Florianópolis mantém sistemática oposição ao governo de Gean Loureiro, uma vez que a política implementada pelo prefeito é diametralmente oposta à visão de mundo defendida por nosso Partido, tanto que nossa bancada atua como oposição ao paço municipal, com responsabilidade e de forma sempre propositiva, fato é que nosso projeto de cidade não cabe neste projeto implementado por Gean.

Contudo, mantemos a responsabilidade e coerência na defesa intransigente do estado democrático de direito, rechaçando práticas que ferem o princípio da presunção de inocência, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, para dizer o mínimo.

As prisões pirotécnicas como método tem sido a arma do estado policialesco que tanto combatemos nesses últimos tempos de nítido obscurantismo.

Que as investigações apurem adequadamente as respectivas responsabilidades cíveis, criminais e administrativas, mas sempre sob o holofote das regras do jogo democrático e das garantias e direitos individuais.

Vários são os exemplos de excessos cometidos pelas autoridades investigativas do Estado pelo País afora, sendo que em Santa Catarina, por exemplo, passamos pelo fatídico episódio que vitimou o Reitor Cancelier, cujo inquérito recém finalizado conclui sua total inocência.

Independente de apoiar ou não determinada figura pública e sua política, o foco deste tipo de ação policialesca espetacularizada precisa ser necessariamente pensada a partir do cabimento da prisão, seja ela flagrante, preventiva ou temporária, e o consequente risco que um Chefe do Executivo tem de fuga ou destruição de provas do eventual ilícito. Nesse caso, faz-se necessária uma rápida manifestação da Justiça Federal a respeito. A cidade, tanto quanto os indiciados e presos, merecem saber quais os motivos das suas prisões.

Florianópolis 18 de Junho de 2019


Executiva Municipal do Partido dos Trabalhadores de Florianópolis
Herculano
19/06/2019 05:58
COMO VOTARAM OS SENADORES CATARINENSES NO DECRETO DE POSSE DE ARMAS.

Dário Berger, MDB (53,8% da bancada votou contra o governo) e Jorginho Mello, PL (50% da bancada dividiram os votos), votaram a favor do governo Bolsonaro.

Esperidião Amim Helou Filhou, PP (só 66% da bancada votou a favor do governo), contra o projeto.
Herculano
19/06/2019 05:45
ALÉM DOS JUROS, O QUE A ECONOMIA PODE FAZER PARA SE TRATAR DA DEPRESSÃO, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Lei do Saneamento e reforma tributária andam no Congresso; obras param no governo

O que aconteceria se o Banco Central diminuísse a taxa básica de juros de 6,5% ao ano para 6% nesta quarta-feira (19)? Quase nada, para o bem ou para o mal. Na prática, os negociantes de dinheiro grosso, "o mercado", já o fizeram.

Ainda assim, a gente tem de prestar atenção a essa história. Mas não apenas. A eventual e lenta recuperação da economia depende de muitas outras decisões, como a reforma tributária, as concessões de infraestrutura e a Lei do Saneamento, assuntos sobre os quais há novidades.

Quanto aos juros, o Banco Central está atrasado em relação ao mercado, repita-se. O único argumento razoável restante para manter a Selic em 6,5%, e olhe lá, é o risco de a reforma da Previdência ir para o vinagre.

O corte de juros não ajuda em nada o crescimento de 2019 e pouco em 2020. Teria efeito marginal sobre a dívida do governo e, talvez, das famílias, embora esses trocos tenham relevância, pois estamos na miséria. Mas é possível dar um talho maior na Selic até o fim do ano.

O investimento em transporte, saneamento, energia, moradias, instalações produtivas etc. é o nosso problema. Tão cedo não haverá investimento público extra. Fazer obras de serviços públicos com dinheiro privado é uma saída, por ora no fim de um túnel longo. Daí a dificuldade de sair da depressão.

A lei do saneamento pode levar dinheiro privado para essas obras. Passou no Senado em 6 de junho, vai para a Câmara. Se "pegar", pode permitir investimentos com o peso que o Minha Casa Minha Vida teve nos anos petistas, que foi grande. Mas, até que a lei seja aprovada, regulada, entendida e utilizada por estados e municípios, estaremos em 2021, com sorte.

Não se sabe o que virá do programa de concessões, afora umas previsões vagas de licitações para o início de 2020. Estes são ainda projetos do governo de Michel Temer, assim como as concessões feitas neste ano (aeroportos, áreas de portos e trecho da ferrovia Norte-Sul). De Jair Bolsonaro não se tem nada, nem projeto.

"O Programa de Parceria e Investimentos, PPI, deve sair da secretaria de Governo (estava sob o decapitado ministro Santos Cruz). Além dessa mudança de escaninho burocrático, espera-se agora extrema urgência na limpeza do entulho burocrático e dos projetos das concessões, não apenas para iniciar obras como também para dar perspectiva de futuro para as empresas. Novos canteiros, porém, só em fins de 2020 ou em 2021, se der tudo certo."

Além dessa mudança de escaninho burocrático, espera-se agora extrema urgência na limpeza do entulho burocrático e dos projetos das concessões, não apenas para iniciar obras como também para dar perspectiva de futuro para as empresas. Novos canteiros, porém, só em fins de 2020 ou em 2021, se der tudo certo.

A reforma tributária andou. Na segunda-feira (17), foi instalada a Comissão Especial da Câmara para analisar a emenda constitucional que cria o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituiria PIS, Cofins e IPI (impostos federais), ICMS (estadual) e ISS (municipal), aos poucos, ao longo de dez anos.

Como o IBS tira autonomia estadual e municipal para fazer farra, haverá problemas na tramitação da PEC e da lei que vai regulá-la.

O IBS em si mesmo começaria a fazer efeito notável apenas em 2022, mas a perspectiva de redução considerável da demência tributária pode animar empresas, assim como a mudança no saneamento e um sinal de vida nas concessões.

Seria uma longa convalescença. Seria uma mudança no padrão de financiamento do investimento e, também, um meio de fazer com que o país e a receita do governo cresçam de modo que o Estado volte a investir (até relaxando a lei do teto), pois a empresa privada nem de longe vai dar conta de tudo.

Por ora, é o que temos.
Herculano
19/06/2019 05:40
VETO DERRUBADO MOSTRARIA QUE AÉREAS NÃO MANDAM, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O presidente Jair Bolsonaro devolveu ao Congresso o ônus político de manter a gratuidade de ao menos uma mala de 23kg por passageiro, nas viagens aéreas. Ele vetou a franquia aconselhado pela equipe econômica, que é muito sensível aos apelos do lobby das empresas aéreas. Com isso, o presidente ofereceu a Rodrigo Maia et caterva a oportunidade de provar que não servem aos interesses das empresas.

CONTRA AÉREAS NÃO ROLA

Maia sentou-se em dezembro de 2016 no projeto do Senado anulando a cobrança de bagagem imposto pela Anac. Até matá-lo por "asfixia".

MENTIRAS NO AR

Empresas aéreas e agência reguladora Anac juraram que a cobrança de malas, iniciada há 2 anos, reduziria o valor da passagem. Mentiram.

ATÉ O PRESIDENTE

Aéreas e Anac inventaram - e Bolsonaro acreditou - que viajante sem bagagem paga caro porque o outro passageiro leva mala sem pagar.

NÃO ESTÃO NEM AÍ

Políticos desdenham do valor extorsivo de passagens aéreas no Brasil porque jamais pagam por elas. É um problema que não os afeta.

BOLSONARO LEMBRA CASO QUE A MÍDIA 'ESQUECEU'

Jair Bolsonaro lançou luz, nesta terça (18), sobre um caso que desapareceu rapidamente do noticiário: o garotinho de 9 anos, Rhuan, que teve o órgão genital decepado, foi torturado durante meses, assassinado e esquartejado pela própria mãe e sua companheira, na cidade de Samambaia (DF), a poucos quilômetros do Palácio do Planalto. A polícia acredita que Rhuan foi morto e cortado em pedaços por ser menino. Bolsonaro defendeu prisão perpétua para casos assim.

RHUAN EM SEGUNDO PLANO

No dia em que as duas mulheres foram presas por matar e esquartejar o menino, as manchetes se voltavam contra um caso de homofobia.

INTOLERÂNCIA INACEITÁVEL

No Brasil e no mundo, todo destaque foi dedicado a duas mulheres vítimas de intolerância, agredidas em Londres por serem gays.

HETEROFOBIA MATA

Sobre à intolerância em Londres, um site brasileiro cravou: "homofobia mata". O caso Rhuan mostrou que heterofobia também. Até esquarteja.

POSE PELA CULATRA

Pedir proteção da Polícia Federal é jogada para posar de "ameaçados". Mas David Miranda (PSol-RJ) e o marido Glenn Greenwald apenas reconhecem a seriedade do ministro Sérgio Moro, o chefe da PF.

ALô, TEM GOVERNO AÍ?

Até parece que Ronaldo Caiado (DEM) não foi empossado governador de Goiás: enquanto a OAB banca pequenas obras para impedir fuga em massa do presídio de Cristalina, que seu governo abandonou, ele pede cabeças em Brasília em busca de cargos. Agora, na Sudeco.

BRÊTAS NA CPLP

O plenário do Senado aprovou ontem o diplomata Pedro Fernando Brêtas Bastos por 56? - 2 votos como representante permanente do Brasil na Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa.

SAPATO ALTO NA TRIBUNA

A petista acanhada Kátia Abreu (PDT-TO) exigiu mais dois minutos para falar, na tribuna do Senado, alegando haver ficado "em pé, de salto." Na dúvida, concederam. Vai que ela resolve usar o sapato como arma de argumentação contra o decreto de Bolsonaro...

VIAGEM XING LING

A oposição vem chamando de "visita xing ling" uma curiosa viagem do governador de Alagoas, Renan Filho, oficialmente dedicada a uma pauta rigorosamente municipal, que não faz parte de suas atribuições.

NÚMEROS ENGANAM

Desavisado na comissão da reforma da Previdência pode achar que preocupa o governo haver mais inscritos entre parlamentares de oposição. Ao contrário, isso revela quantos votos tem a oposição.

SELIC REVISADA

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais revisou, pela primeira vez neste ano, a projeção para a Selic de 6,5% para 5,75%. A primeira queda seria em setembro, para 6%.

OBESIDADE MóRBIDA

Ao pedir aprovação com ressalvas das contas do governo de 2108, a ministra Ana Arraes, do TCU, previu falta de recursos para cumprir a regra de ouro até 2022. A causa são os gastos com o Estado obeso.

VAI QUE É TUA!

Se Câmara e Senado são tão favoráveis à gratuidade de bagagens de 23kg em aviões, é só derrubar o veto do presidente.
Herculano
19/06/2019 05:31
O CAPITÃO PROMETEU UMA ALEGRIA, por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Bolsonaro quer baixar imposto de importação de computadores

Num de seus últimos tuítes o presidente Bolsonaro anunciou:

"Para estimular a competitividade e inovação tecnológica, o governo estuda (...) a possibilidade de reduzir de 16% para 4% os impostos sobre importação de produtos de tecnologia da informação, como computadores e celulares."

É o caso de se sentir o alívio da diretora de futebol da seleção feminina da Tailândia, que chorou ao ver o gol de seu time depois de tomar 13x0 contra os Estados Unidos e de ralar um 5x0 contra a Suécia.

Tomara que o capitão emplaque essa. Como seus tuítes fazem parte de uma realidade paralela, ficaria de bom tamanho se passasse a revelar todos (repetindo, todos) os obstáculos que aparecerão no caminho.

Os computadores, bem como os tablets e os celulares, custam caro no Brasil. A inovação tecnológica da indústria é desprezível e esse mercado é dirigido pela mão invisível do atraso.

Em 1975, quando a China vivia as trevas da Revolução Cultural que descambou até para casos de canibalismo, em Pindorama uma aliança de militares e burocratas começou a erguer barreiras contra a importação de computadores. Nascia assim uma das maiores ruínas produzida pela ditadura, a chamada reserva de mercado da informática. Era mais fácil trazer um quilo de cocaína do que passar pela Alfândega com um computador. A ideia era criar uma tecnologia nacional, copiando patentes estrangeiras.

Em 1984, quando o Congresso sacramentou a maluquice, um grupo de engenheiros chineses fundou a empresa Lenovo. Ela ralou, mas hoje é a maior vendedora de computadores do mundo. É a China que monta os iPhones e seus celulares estão entre os melhores. Os chineses disputam com os americanos a dianteira na tecnologia da informática. Os campeões nacionais brasileiros atolaram.

Deve-se ao então presidente Fernando Collor a quebra do monopólio do sonho, ao qual juntaram-se grandes bancos e empresários. A reserva de mercado acabou, mas a mão invisível continuou agindo no escurinho de Brasília. Reciclou-se, beneficiando-se de incentivos fiscais, franquias de importação y otras cositas más. O resultado desse contorcionismo está aí: os celulares e os tablets são caros e os computadores competem graças ao imposto de importação de 16%.

O tuíte de Bolsonaro poderá ser uma baforada, como foi o "Peso Real". Se ele contar, passo a passo, por que a ideia não vier a avançar prestará um grande serviço. As guildas empresariais já anunciam que uma redução do imposto provocará a fuga de indústrias. Nesse caso, um dos motivos que mantém essas empresas em funcionamento é a barreira tarifária. Restará discutir se ela faz sentido. Sempre será bom lembrar que a abolição da escravatura destruiria a produção do café. Era lorota.

No final do século passado, quando o Brasil começou a abrir sua economia, a indústria fortificou-se na defesa de sua proteção. Isso para não falar na venda de ilu$ões, como o plano de construção naval. Noves fora alguns trogloditas, a agricultura e a pecuária tomaram o caminho inverso, modernizando-se. Surgiram dezenas de centros de pesquisas agrícolas e hoje o agronegócio empurra a economia. Enquanto isso, as guildas industriais continuam dando jantares para autoridades. Uma indústria pode crescer protegendo-se dos concorrentes, mas definha quando se protege dos consumidores.
Herculano
19/06/2019 05:24
CONSTITUIÇÃO, A NOSSA E A DELES, por Carlos Brickmann

Tudo o que se discute sobre a divulgação da troca de mensagens entre os procuradores da Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro, hoje ministro, é fácil de entender: quem é a favor de anular os julgamentos de Lula e libertá-lo imediatamente acha que juiz e procuradores manifestaram sua parcialidade e portanto se deve anular os processos; quem é a favor de manter Lula preso acha que os diálogos publicados pelo Intercept ou são falsos ou estão dentro da lei, e que se deve, isso sim, descobrir quem violou ilegalmente o sigilo do juiz e dos procuradores, processar os responsáveis e botá-los na cadeia.

É como pênalti no futebol: se é contra nosso time, é claramente uma má interpretação da jogada. Se é a favor, foi flagrante, indecente, bem marcado. E, como no caso do pênalti, há uma ínfima minoria que procura analisar os fatos à luz da lei. E que dizem os especialistas neutros? Há quem diga que sim, há quem diga que não. Depende do caro leitor: em quem confia mais?

Isso quer dizer que a questão será resolvida politicamente. Como Moro se mostrou capaz de resistir ao Intercept e até de ser aplaudido num estádio - embora usasse camiseta do Flamengo em que aparecia por baixo sua gravata (estava também de paletó), embora seja razoável supor que não tivesse a menor ideia de quem era a bola - tudo acabe em pizza. No domingo, 30, haverá grandes passeatas bolsonaristas e ele estará blindado, ao menos até que Carluxo, o filho 02, implique com ele. Mas segurança total é uma ilusão.

VIDA AGITADA

Moro, quem diria, já esteve no Programa do Ratinho, o que ninguém iria imaginar. Hoje vai ao Senado, diante de uma plateia majoritariamente hostil, para defender a Lava Jato e o Projeto Anticrime. O projeto anticrime já ficou para o segundo semestre. No caso Lava Jato, terá o apoio dos evangélicos, mas de novo as bancadas governistas permitiram que a oposição ocupasse a maior parte das posições entre os debatedores. Apesar disso, Moro só tem de se manter sereno para sair-se bem. Se perder a calma, entrar em bate-bocas, jogará contra seu próprio time. O que neste Governo, aliás, não é novidade.

A LINHA DE DEFESA

Moro deve adotar, no debate, algumas posições do tipo "meu time é que tem razão". Tentará deixar de lado o conteúdo das mensagens, dando grande importância à maneira como foram obtidas, que classificará de inaceitável, ilegal. Pode desmentir uma ou outra transcrição, certamente pedirá que seja publicada a íntegra da interceptação, talvez diga que, mesmo verdadeiras, as mensagens não indicam nenhuma violação da lei. Moro tem uma situação privilegiada: com ou sem transcrições, mantém alto nível de popularidade.

PESQUISA FAVORÁVEL...

Na véspera do comparecimento de Moro ao Senado, saiu a pesquisa Ibope encomendada pela CLP - Liderança Pública, grupo sem fins lucrativos cujo objetivo declarado é contribuir para melhorar a vida dos brasileiros. Ao lado da CLP, há 77 entidades apartidárias, entre elas federações do Comércio e da Indústria, e think-tanks do pensamento econômico liberal, como o Instituto Millenium e o Instituto Mises. CLP e a rede de entidades têm como objetivo divulgar, sob o nome Apoie a Reforma, a reforma da Previdência; e estimular movimentos de cidadãos em favor de reformas estruturais.

Agora, a pesquisa: 82% são favoráveis a que a atual geração se esforce para garantir a aposentadoria às gerações futuras. E 45% defendem o sistema de capitalização, onde cada trabalhador forma um fundo individual que possa complementar, com seus rendimentos, o salário do aposentado. A proposta de reforma apresentada pelo Governo (e que pode ser mudada no Congresso, o que deve acontecer) tem o apoio de 44% dos pesquisados.

... MAS CUIDADO

A pesquisa é favorável, mas é preciso levar em conta que os pesquisados não têm como fazer a conta para saber se vão ou não ganhar mais. Há ótimos economistas que fizeram a conta e concluíram que não há como reformar a Previdência, ao menos agora, incluindo a capitalização. Falta dinheiro.

O TAMANHO DO ROMBO

A multibilionária Odebrecht, do grupo que mais vezes foi denunciado em delações premiadas, cujo principal diretor (e herdeiro) foi preso por um longo período, é multibilionária também em dívidas: quer recuperação judicial (a antiga concordata) para negociar R$ 65 bilhões com seus credores. A Odebrecht resistiu o quanto pôde a essa solução, mas teve de recorrer a ela quando a Caixa Econômica Federal passou a executar as garantias de suas dívidas. O problema não é apenas o montante dos débitos: é a resistência de possíveis clientes futuros, impressionados com o volume de más notícias que atingiu a empresa desde o início da Operação Lava Jato.

QUEM COMPRA?

Simultaneamente, a Odebrecht perdeu clientes como Cuba, Venezuela, Angola; esses clientes também já não chegam ao BNDES. Tempos difíceis.
Herculano
19/06/2019 05:14
LOBBY RURALISTA FICA PROTEGIDO DA IRA DE GUEDES NA PREVIDÊNCIA, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Ministro acerta ao atacar pressão de servidores, mas deixa passar bancada do boi

Quem ouviu a explosão de Paulo Guedes contra as mudanças na reforma da Previdência deve ter pensado que o ministro usaria um trator para derrotar qualquer grupo de interesse. Sem medir palavras, o chefe da economia acusou o Congresso de ceder ao "lobby dos servidores" e de enfraquecer o projeto para favorecer "os privilegiados".

As letras miúdas do texto em discussão na Câmara mostram que havia uma certa ira seletiva na reação do ministro. Guedes tinha razão quando atacou a campanha do funcionalismo para preservar benefícios, mas deixou passar as pressões do consórcio ruralista, que caminha para manter suas benesses.

O projeto original do governo proibia o perdão de dívidas de produtores rurais com o INSS - coisa de R$ 17 bilhões, nas contas de economistas. O agronegócio acionou seus articuladores no Congresso e conseguiu reverter esse veto. O relator do projeto mudou a proposta de Guedes e abriu novamente a porteira.

O lobby foi escancarado. Reportagem publicada na Folha na última semana revelou que um deputado da bancada do boi apresentou uma emenda para fazer essa alteração na reforma. O texto, na verdade, havia sido redigido pelo diretor de uma associação ruralista.

Trata-se de um caso típico de manutenção de privilégios. A aprovação da mudança quebraria o espírito da reforma de Guedes, que se propõe a barrar vantagens individuais.

Os deputados do agronegócio dizem que a mudança foi negociada com o relator, Samuel Moreira (PSDB), embora o tucano negue que a alteração beneficie o setor. Os ruralistas também afirmam o governo foi alertado, mas não houve censura pública a esse movimento até agora.

A bancada do boi é a mais organizada do Congresso e costuma servir de tropa de choque para presidentes que atendem a seus desejos. Foi assim com Temer, que abriu os cofres do governo em troca de blindagem na crise da JBS. Bolsonaro e Guedes também parecem interessados em colher esse apoio político.
Herculano
18/06/2019 19:03
TROCARAM A TITULAR E A ESTRUTURA DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA DE GASPAR. DEVE SER PARA FAZER A CAMPANHA DE REELEIÇÃO DE KLEBER.PORQUE NADA MUDOU EM RELAÇÃO A TRANSPARÊNCIA COM A COMUNIDADE

Agora no início da noite desta terça-feira, o prefeito de Gaspar, Kleber Edson Wan Dall, MDB, e o seu superintendente da Defesa Civil, Evandro de Mello do Amaral, gravaram um vídeo e soltaram nas redes sociais afirmando que vão fechar, preventivamente, a Rua Nereu Ramos, perto da curva da antiga churrascaria Líder, onde houve o solapamento da margem do Rio Itajaí Açú.

Não se discute à necessidade ou não desta medida. Eu particularmente penso que deve ter avaliação técnica e prevenir é melhor do que se arriscar, como já se fez em outras ocasiões.

Mas, este solapamento começou de manhã. Deveria ele estar sendo monitoriado na evolução.

Então técnicos da secretaria de Obras e Serviços Urbanos, e do Planejamento Territorial deveriam ter agido imediatamente para a interdição, pois a progressão era a olhos vistos não para os técnicos, mas para os leigos.

Se tivesse feito isso, provavelmente teria evitado o agravamento da situação durante o dia, como aconteceu. A prova disso? Tanto que, alguns entendidos, assumiram e determinaram, avalizado pelo prefeito, o fechamento da principal ligação urbana entre Gaspar e Blumenau, às 19 horas.

Primeiro: não se prepararam para o fechamento. Linha de ônibus. É uma ligação com bairros importantes e a cidade. É rota de agentes de segurança e emergência. Há vida social e comercial naquele local.

Segundo: feito às pressas, apesar de quase o dia todo para acionar um exercício de crise, não comunicaram com antecedência à população. Não só de Gaspar, como da região de forma organizada, transparente e organizada nas alternativas à decisão tomada. Cada um que se vire!

Terceiro: não se indicaram rotas alternativas em pontos vitais de desvios, bem como à adequada sinalização de mobilidade para pedestres, ciclistas, motociclistas, veículos automotores, caminhões e ônibus urbanos e intermunicipais.

Quarto: nada se aprendeu com o improviso do também necessário fechamento da Rua Anfilóquio Nunes Pires, a continuação da Rua Nereu Ramos, e que fica a 300 do local do novo deslizamento.Lá gente se perdeu, por falta de informação, indicação e sinalização, principalmente no meio da noite nos desvios improvisados criados as pressas pela Ditran e Planejamento.

Quinto: era a hora da comunicação agir profissionalmente, antecipar, orientar não apenas à comunidade mas também os envolvidos nas decisões e soluções. Contudo, preferiu-se ao velho esquema do prefeito ser o repórter improvisado da notícia. Da má notícia, da vítima do acaso, ao invés de mostrá-lo um líder no comando da solução de um problema sério Impressionante!

Ah, Estamos em grave emergência. E se você, como cidadão, telefona para a Defesa Civil atrás de alguma orientação, cai na portaria. Ninguém sabe de nada. Vergonhoso! Acorda, Gaspar!
fiscal
18/06/2019 18:45
E os andarilhos.... gaspar não oferece nada... nao tem alburgue e cade o social do prefeito...
Fiscal
18/06/2019 13:14
Telefone nao é meu....
Porque a PREFEITURA NAO DIVULGOU A Inutilização de 1.130 de carnes congeladas vencidas? Conforme foi encaminhado p assessoria de imprensa...
Aí tem coisa
18/06/2019 12:05
Alexandre, o grande, faturava 12 milhas de secretário por aqui mais 4 milhas da Furb. Poderia voltar ao cargo tecnico em BNU e faturar 11 milhas como engenheiro e as 4 como professor Mas mesmo fritado pelo governo escolheu ficar aqui como diretor geral, sem possibilidade de voltar as aulas pra ganhar só 5200. Ou seja ele pode voltar pra BNU, sem responsabilidade de chefia e ganhar 15 conto mas prefere ficar aqui, queimado, ganhando 5. Vai entender...
Herculano
18/06/2019 11:35
CRUSOÉ: "PF INVESTIGA LIGAÇÃO DE GRUPO PRESO EM SC COM ATAQUE HACKER"

Na Crusoé, Fabio Serapião noticia que a Polícia Federal investiga a ligação entre um grupo preso na manhã desta terça-feira em Santa Catarina com a onda de ataques hackers sofridos por autoridades da Lava Jato semanas antes do vazamento de mensagens do aplicativo Telegram para o site The Intercept.

"A Operação Chabu mira suspeitos de violarem o sigilo de investigações em andamento sobre organizações criminosas. O caso já vinha sendo tocado pela corporação bem antes de ocorrerem os ataques hackers. Mas, nos últimos dias, investigadores enxergaram a possibilidade de haver conexão com as invasões aos celulares de autoridades. Uma fonte ligada à cúpula da PF confirmou a Crusoé que está em apuração a possibilidade de ligação do grupo com os ataques.
Herculano
18/06/2019 11:31
INFORMANTE E GENTE INFORMADA. PRIVILÉGIOS

Segundo a revista eletrônica Cruzoé, PF investiga ligação de grupo preso nesta manhã em SC com ataque hacker a autoridades da Lava Jato.
Herculano
18/06/2019 11:29
A POLÍCIA FEDERAL ANDOU ESTA MANHÃ POR BLUMENAU
Herculano
18/06/2019 11:24
TEM GENTE DA POLÍTICA E NO PODER DE PLANTÃO QUE ARROTA TER O CORPO FECHADO. É PRECISO FAZER MAIS AMARRAÇõES. FOI ISSO QUE PROVOU A "OPERAÇÃO CHABU"
Herculano
18/06/2019 11:21
O MDB SOB SUSPEITA. DESTA VEZ FOI O PREFEITO DE FLORIAN?"POLIS - QUE JÁ SAIU DO PARTIDO - GEAN LOUREIRO QUE FOI PRESO PELA POLÍCIA FEDERAL. OS APLICATIVOS DE MENSAGENS NÃO PARARAM. TODO MUNDO COM AS BARBAS DE MOLHO

conteúdo do G1, Florianópolis. O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, foi preso na manhã desta terça-feira (18) durante a Operação "Chabu", deflagrada pela Polícia Federal. A operação tem como objetivo desarticular uma organização que violava sigilo de operações policiais em Santa Catarina.

Também Luciano Veloso Lima, que foi secretário da Casa Civil, teria sido preso esta manhã em Florianópolis, e o delegado da Polícia Federal, Fernando Caieron, preso em Porto Alegre (RS).

Ao todo 30 mandados são cumpridos, sendo 23 de busca e apreensão e sete de prisão temporária, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS). Até as 11h, não havia balanço dos trabalhos realizados.

Em nota, a assessoria do prefeito informou que as "informações preliminares dão conta de que não há nenhum ato ou desvio de recursos públicos relacionados a prefeitura e de que a suposta relação entre o prefeito Gean Loureiro e os envolvidos não teria nenhuma ligação com eventuais atos".

Investigações
Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, que ocorreu em agosto de 2018, foi apurado pela Polícia Federal que o grupo suspeito construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores do órgão e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) lotados em órgão de inteligência e investigação, com o objetivo de embaraçar investigações policiais em curso e proteger o núcleo político em troca de benesses financeiras e políticas.

"Durante as investigações foram apuradas práticas ilícitas, dentre as quais envolve o vazamento de informações a respeito de operações policiais a serem deflagradas até o contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar 'salas seguras' a prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas", informou a PF.

Ainda segundo a polícia, as investigações apontam a prática de crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

O nome "Chabu" significa dar problema, dar errado, falha no sistema, usado comumente em festas juninas quando falham fogos de artifício. Conforme a PF, o termo era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a ocorrer.
Herculano
18/06/2019 07:41
DEMISSÃO DE LEVY TRAZ MENSAGEM PREOCUPANTE, editorial de O Globo

É grave que a decisão tenha fundo ideológico e sinalize para a intenção de aparelhamento

Em 28 anos de Congresso, o deputado Jair Bolsonaro construiu a imagem de uma pessoa extemporânea. Vítima de uma tentativa de assassinato, ele pouco se expôs na campanha, devido ao longo tempo de hospitalização. Venceu as eleições, recuperou-se e, em seis meses de mandato, confirma a sua imprevisibilidade.

A mais recente demonstração deste traço de personalidade foi dada no fim de semana, quando, diante de microfones, na prática demitiu o presidente do BNDES, Joaquim Levy, ao dizer que estava "por aqui " com ele, colocando sua cabeça "a prêmio".

Não se recorda de uma dispensa, com a mesma crueza, ocorrida nos escalões elevados do governo. Nesses casos, há uma liturgia a seguir, pela qual o afastamento do funcionário é feito pelo superior hierárquico, no caso, o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Admissões e demissões são parte da rotina de governos. E de tempos em tempos ocorrem nos escalões elevados. O que preocupa desta vez são as circunstâncias do afastamento de Levy, tanto quanto a forma.

Eram conhecidos alguns desencontros entre o BNDES e o ministro, por exemplo, sobre novas devoluções de recursos bilionários que o governo Dilma, irresponsavelmente, determinara que o Tesouro injetasse no banco, para permitir empréstimos subsidiados a um pequeno grupo de empresas.

Isso com dinheiro proveniente de endividamento público, contraído com juros altos. Levy resistia a devolver R$ 126 bilhões, pedidos pelo Ministério da Economia.

Mas o desentendimento não justificaria a demissão pública. Há várias indicações de que a decisão de Bolsonaro tem forte motivação ideológica, uma característica que se vislumbra neste governo.

O presidente e certamente o grupo que o influencia não aceitaram a escolha de Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de Mercado de Capitais. Razão: ter trabalhado no BNDES como chefe de gabinete do presidente Demian Fiocca, no governo Lula. O bolsonarismo tem fobia de PT, não importando o currículo profissional de Barbosa Pinto.

Mesma fobia que levava a pressões constantes sobre Levy para abrir a "caixa-preta" da instituição, a fim de expor à luz do dia empréstimos como os feitos a Cuba e Venezuela. Operações de resto já conhecidas ?" condições camaradas, garantia do Tesouro brasileiro etc.

O fato leva à suspeita de que o bolsonarismo pode querer aparelhar a máquina pública, da mesma forma como fez o PT. Péssimo para o país.

Outro equívoco é olhar enviesado para Levy porque ele trabalhou em governos petistas. Ora, Levy é um técnico que se dedica a funções públicas. Poderia ter continuado em Washington, numa diretoria do Banco Mundial. O Brasil, como qualquer país, precisa de um estamento de profissionais que zele pela máquina do Estado, independentemente do governo de turno.
Herculano
18/06/2019 07:17
A CRISE E OS PINOS DA TOMADA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Um enorme fiasco marcará a primeira metade do governo Bolsonaro, se os fatos confirmarem as avaliações do mercado

Continuam caindo velozmente as previsões de crescimento econômico para este ano e para 2020. Um enorme fiasco marcará a primeira metade do governo Bolsonaro, se os fatos confirmarem as avaliações do mercado. Na semana passada já estava em 1% a expansão prevista para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019. Agora, nem isso. No meio de muita confusão política e de muita incerteza sobre os negócios, a nova projeção, divulgada ontem, já está em 0,93%. A pesquisa entre economistas do setor financeiro e de grandes consultorias foi fechada na última sexta-feira. Naquele dia, as atenções do Congresso e do mercado estavam centradas no trabalho apresentado pelo relator do projeto de reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira. Outras preocupações, no entanto, dominavam o presidente da República e vários de seus principais auxiliares. Uma dessas preocupações era a tomada de três pinos, como foi noticiado no começo daquela noite.

No mercado, as apostas para o próximo ano também continuaram em queda. Pela nova estimativa, o PIB crescerá 2,20% em 2020. Quatro semanas antes a projeção ainda estava em 2,50%, cálculo ainda mantido para 2021 e 2022, segundo a pesquisa Focus do Banco Central (BC).

A visão cada vez mais sombria das condições econômicas nos próximos meses começou a contaminar claramente, há pouco mais de uma semana, as expectativas em relação ao próximo ano. Indústria, varejo e serviços continuam muito mal, pela maior parte dos dados conhecidos até agora, e o comércio externo tem perdido vigor. Há poucas dúvidas sobre a aprovação da reforma da Previdência, mas nem isso estimula empresários a assumir riscos além dos indispensáveis para continuar operando.

Em maio, o índice de confiança do empresário industrial caiu pela quarta vez consecutiva, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A queda se estendeu, portanto, por quase todo o mandato do presidente Jair Bolsonaro.

O desempenho do setor industrial deve continuar muito ruim neste ano e estabilizar-se em nível medíocre nos próximos, segundo as expectativas apontadas pela pesquisa Focus. A produção industrial deve crescer 0,65% em 2019, segundo o boletim publicado ontem. A taxa é maior que a registrada na pesquisa anterior, de 0,47%, mas ainda inferior a metade da publicada quatro semanas antes, 1,47%. Mesmo esta previsão já era muito baixa. As estimativas para os dois anos seguintes também têm caído. Agora se estimam taxas de 2,80% para 2020, 2,75% para 2021 e 2,85% para 2022, num cenário de evidente estagnação.

A mensagem vem sendo transmitida pelos economistas há meses. A reforma da Previdência é indispensável, mas insuficiente para livrar o País do marasmo econômico. Não há sinal claro, no entanto, de providências para tornar os negócios mais dinâmicos.

Além de algumas ações para simplificar a vida empresarial e de uma promessa de reforma tributária, poucas medidas economicamente importantes aparecem na pauta do Executivo. Mesmo sobre a reforma tributária poucas informações claras, organizadas e convincentes foram divulgadas.

Não há, também, sinais de providências para movimentar a economia a curto prazo, nem depois de aprovada a reforma da Previdência. O governo continua agindo como se a prolongada estagnação, os resultados muito ruins deste ano e o desemprego de cerca de 13 milhões de trabalhadores fossem questões secundárias agora nos próximos meses.

Distante das questões mais urgentes para o mercado e para as famílias empenhadas em sobreviver, o presidente se ocupa da tomada de três pinos e do armamento da população. Demite o ministro-chefe da Secretaria de Governo por ter contestado seu guru Olavo de Carvalho. Por motivo ideológico, leva à demissão o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Atropelado, o ministro da Economia se cala, reforçando as dúvidas sobre quem manda em sua área. Pode haver alguma surpresa, se as expectativas econômicas pioram a cada semana?
Herculano
18/06/2019 07:11
LIMPAR PARA DESTRUIR, por Joel Pinheiro da Fonseca, economista e doutor em filosofia pela USP

Um BNDES disfuncional talvez seja a real intenção do governo

Joaquim Levy cometeu um crime imperdoável para o governo Bolsonaro: nomeou funções pela qualidade técnica dos quadros e não pelo alinhamento ideológico-partidário com o discurso oficial do governo. E é mais um caso que vem ilustrar a tônica dominante até aqui: quando o discurso ideológico - que move a militância radicalizada - e a qualidade técnica entram em conflito, a ideologia leva a melhor.

Joaquim Levy é um economista de excelência técnica e que ao longo de sua carreira trabalhou para diversos governos: FHC, Lula, Dilma. Em qualquer democracia, isso é uma qualidade, uma virtude de um homem público: saber trabalhar com pessoas de todos os partidos, colocando os pés da ideologia no chão da realidade. No momento atual, tornou-se um vício, posto que toda divergência política é vista não como uma discordância legítima mas como crime de lesa-pátria.

A política de campeões nacionais que definiu o BNDES dos anos Dilma, o que inclui os projetos megalomaníacos no exterior, foi um imenso fracasso e parcialmente responsável pela crise que vivemos até hoje. O plano de Levy era reorientar o BNDES para aquilo em que o papel do Estado é imprescindível: investimentos sociais e tecnologia sem retorno de mercado imediato, suas funções legítimas. Não duvido que tenha havido corrupção lá dentro sim, embora não esteja claro que o montante desviado se compare às somas bilionárias que foram esbanjadas dentro da lei. Transformar o banco em mais um espetáculo midiático de combate à corrupção provavelmente impediria seu funcionamento, que será essencial para uma retomada futura do crescimento.

Um BNDES disfuncional talvez seja, no entanto, a real intenção do governo. Podemos dizer, sem risco de exagerar, que o BNDES não é lá muito valorizado pela ideologia dominante no governo hoje. Para Paulo Guedes, todo banco público é suspeito, e interessa mais que o BNDES retorne dinheiro ao Tesouro Nacional para que ele atinja a meta (desnecessária do ponto de vista econômico) de superávit desde o primeiro ano. Para o discurso de Bolsonaro, o BNDES representa a corrupção e o projeto de poder petista. Para ambos, interessa desmontar a instituição.

O governo Bolsonaro é seletivo na hora de fazer seu combate midiático à corrupção. Tudo que ele não gosta por motivos ideológicos vira alvo preferencial. Meio ambiente, educação, investimento público? Precisamos de uma Lava Jato para cada um deles, abrir todas as caixas-pretas, virá-los do avesso, não deixar pedra sobre pedra, rever cada contrato e exonerar cada funcionário, inviabilizando o próprio funcionamento dessas estruturas. O combate ao câncer com quimioterapia pesada é um pretexto para, quem sabe, matar o paciente.

Agora, com as polícias, a propriedade rural, a mineração, as igrejas, a própria Operação Lava Jato - em suma, tudo aquilo de que o governo gosta -, ai de quem sonhar em abrir essas "caixa-pretas", embora não me conste que haja menos corrupção neles do que na educação, no meio ambiente e no BNDES.

Gustavo Montezano, o novo presidente do banco, tem um bom currículo no mercado financeiro, o que não é garantia de que prezará pelos interesses da instituição que preside (vide o ministro Weintraub na Educação). Afinal, ele chega ao BNDES oriundo da Secretaria de Desestatização e - sublinhe-se - Desinvestimento. Só o tempo dirá se colocará em primeiro lugar os interesses do Brasil ou a agenda politiqueira do presidente.
Herculano
18/06/2019 07:05
MAIA CRITICA CUSTOS DA CÂMARA, MAS NÃO OS REDUZ, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O deputado Rodrigo Maia fala mal dos gastos absurdos da Câmara dos Deputados, que ele preside, mas não se conhece qualquer iniciativa dele para interromper, por exemplo, a sangria de R$200 milhões na manutenção da TV Câmara. O pagador de impostos sustenta naquela emissora, de utilidade questionada, 38 servidores concursados e outros 227 terceirizados, que poderiam ser dispensados sem demora.

MÉDIA INDECENTE

Maia contou que a média salarial na Câmara é de R$30 mil mensais. Também não são conhecidas iniciativas dele para enfrentar isso.

SUCESSO DE PÚBLICO

Os custos com a TV e a média salarial na Câmara foram revelador por Maia durante evento da rádio BandNews em São Paulo, ontem (17).

SEM CUSTO/BENEFÍCIO

Não faz, como nunca fez, o menor sentido criar e manter a TV Câmara, cuja audiência próxima de zero não justifica a operação milionária.

CUSTO DAS BOQUINHAS

Além dos salários elevados, a TV Câmara compra programas, contrata suporte técnico, locação de satélite, contratos de terceirização etc.

COVARDIA DIANTE DA CORPORAÇÃO DERRUBOU LEVY

O ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy foi convertido em "donzela maculada", após sua demissão. O presidente da Câmara disse até que sua saída do governo "foi de uma covardia sem precedentes", mas nem Rodrigo Maia se lembra da covardia do próprio Levy de não abrir a caixa preta do BNDES, um dos maiores instrumentos de corrupção dos governos do PT, tampouco de enfrentar a corporação aparelhada e muito bem paga: chegam a receber salários de R$100 mil mensais.

CATATONIA CONVENIENTE

Levy nem se mexeu quando os petistas do BNDES recusaram acesso ao Ministério do Meio Ambiente a contratos com ONGs ambientalistas.

PICARETAGEM ESCONDIDA

Dos R$25 milhões recebidos para projetos ambientais, ONGs picaretas gastaram R$14 milhões em "consultoria" e salários para eles próprios.

MÃOS LEVES NAS DOAÇÕES

Mais de R$800 milhões de um total de R$1,5 bilhão doados ao Brasil por meio do Fundo Amazônia, acabaram nos bolsos dos ongueiros.

TCU NÃO CONFIA NA RECEITA

Em relatório de auditoria, o Tribunal de Contas da União não atestou a confiabilidade dos dados da Receita Federal por falta de transparência. O TCU não teve acesso aos dados de 37% dos ativos (R$1,2 trilhão) e 48% da receita (R$888,45 bilhões). O relatório foi enviado ao Senado.

GUEDES COM OS PRODUTORES

O ministro Paulo Guedes recebeu por 1 hora os representantes dos nordestinos que ralam para produzir etanol. Respondem por 7% da produção total, mas empregam 30% da força de trabalho do setor.

CLIENTE TEM SEMPRE RAZÃO

Guedes disse que defenderá sempre o interesse do consumidor e que em 30 dias decidirá sobre a venda direta de etanol aos postos, como quer o presidente Bolsonaro, com a evidente redução do preço final.

O LOUVÁVEL É IGNORADO

A cobertura do assassinato do marido da deputada Flordelis (PSD-RJ) não deu grande bola a um lado da vida do pastor Anderson Souza: era pai de 51 filhos adotados, 37 deles após sobreviverem a chacinas.

ERRO HISTóRICO

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) foi dos poucos com a coragem de criticar o STF pela equiparação da homofobia a racismo. Para ele, um "erro histórico de interpretação e aplicação da Constituição".

AFASTA DE MIM...

Impressiona a indisposição do PT ao trabalho. Nesta segunda, às 16h45, a atendente do partido avisou que não tinha ninguém na assessoria. Mas o fundo partidário paga ótimo salários para todos.

LEITURA PETISTA

O PT é alvo no TSE de novo pedido de extinção do partido, acusado de se enrolar com grupos estrangeiros internacionais. O PT alega que documentos do partido foram alvo de "leitura obtusa". Hahahaha...

DISPUTA LOCAL

Uma briga paulista resultou na primeira representação no Conselho de Ética da Câmara. O PSDB acusa o deputado Coronel Tadeu (PSL) de quebra de decoro por afirmar que o ex-governador Geraldo Alckmin virou "assassino de policiais" já que "em 2006, fez acordo com o PCC".

PERGUNTA NO EXÍLIO DOURADO

Agora que também se diz "ameaçado", o suplente David Miranda (Psol-RJ) também vai se juntar a Jean Wilis no circuito Helena Rubinstein?
Herculano
18/06/2019 06:56
VERDADE EM XEQUE, por Pablo Ortellato, professor do curso de gestão de políticas públicas da USP, é doutor em filosofia, no jornal Folha de S. Paulo

Entrevista de Lula e boato bolsonarista mostram descrédito de instituições

Seria tentador, mas inexato, dizer que assistimos à morte da verdade. O que estamos vendo é uma perigosa e acelerada perda de confiança nas instituições que asseguram que a produção da verdade está adequadamente assentada em procedimentos rigorosos.

Em entrevista divulgada pela TVT na última sexta-feira (14), o ex-presidente Lula endossou a teoria da conspiração de que a facada em Bolsonaro poderia ter sido forjada: "Tem uma coisa muito estranha, uma facada que não aparece sangue em nenhum momento. O cara que dá a facada é protegido pelos seguranças do Bolsonaro, a faca que não aparece em nenhum momento".

A reação na esquerda foi ainda mais estarrecedora do que a declaração do ex-presidente.

Acostumada a acusar a direita de difundir fake news e de "não ter fatos, mas convicções", parte da esquerda não viu problema em dar crédito a uma teoria delirante que implicaria o conluio de centenas de testemunhas, repórteres dos principais veículos de comunicação, três equipes médicas, de Juiz de Fora, do Albert Einstein e do Sírio-Libanês, e duas investigações independentes, da Polícia Civil de Minas Gerais e da Polícia Federal.

Na tarde do último domingo (16), influentes perfis bolsonaristas no Twitter e páginas de notícias hiperpartidárias no Facebook difundiram acusações de um perfil anônimo, desativado em seguida, que alegavam que o jornalista Glenn Greenwald teria recebido dinheiro de um bilionário para contratar um hacker russo para desestabilizar a Lava Jato e afastar Jean Wyllys da Câmara dos Deputados.

A evidência apresentada era um documento grosseiramente forjado que registraria transações em bitcoins.

A lógica por trás do alvoroço em perfis e páginas bolsonaristas era clara: se Greenwald pode produzir reportagens com grandes repercussões a partir de documentos cuja autenticidade tem como respaldo apenas a sua credibilidade como jornalista, então acusações graves que fossem igualmente respaldadas por gente "do outro lado" teriam o mesmo estatuto de verdade - como se a apuração criteriosa e uma reputação sustentada por um Pulitzer não fizessem diferença.

O descrédito nas instituições que resguardam os métodos de produção da verdade é resultado direto da agitação e do fanatismo político que tomaram o país.

Se não confiamos mais nos fatos que foram estabelecidos por cientistas, por jornalistas, por médicos e por policiais, cada qual pode escolher a sua verdade.

Como diz o novo jargão da política, tudo agora se resume a uma disputa de narrativas.
Herculano
18/06/2019 06:47
LISTA DA PGR VAI SER VOTADA HOJE


Conteúdo de O Antagonista. A lista tríplice para a PGR vai ser votada hoje, por mais de mil procuradores.

O resultado deve ser anunciado à noite.

O futuro da Lava Jato está em jogo.
Herculano
18/06/2019 06:42
POIS É. NADA DE MIMIMI. Só A LEI

Ex-presidente da Uefa, o craque e ex-jogador Michel Platini é preso por acusação de corrupção na escolha do Catar como sede da Copa de 2022. Teria recebido 1,8 milhão de euros
Herculano
18/06/2019 06:40
INDÚSTRIA DO BôNUS, editorial do jornal Folha de S. Paulo

O que nasce como incentivo pereniza-se como aumento disfarçado de proventos

Levantamento do Ministério da Economia revelado por esta Folha estima que houve desembolso de R$ 1,7 bilhão em 2018 com bônus e honorários para apenas seis carreiras do Executivo federal.

Com incrementos de até 30% no salário, que podem alcançar R$ 7.000 em um mês, na prática os servidores contemplados nada precisam fazer para merecê-los. Não era essa a justificativa original, mas, como tantos privilégios no Brasil, o benefício resulta de uma vergonhosa deturpação de objetivos.

O que nasce como incentivo à produção e à eficiência pereniza-se como aumento disfarçado de proventos de uma elite, incorporado até por inativos.

Considere o caso dos auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal. Os analistas ganharam em 2017 direito a um bônus de R$ 1.800 mensais; os auditores, ao mimo de R$ 3.000. Dispêndio total no ano passado: R$ 844 milhões.

São valores fixos, e não proporcionais a qualquer avanço de eficiência. Não é obrigatório fazer nada a mais para percebê-los, tanto é que aposentados os recebem. Na Receita como um todo, 15,3 mil servidores da ativa e 26,6 mil inativos são atualmente agraciados.

Em 2017, ano da introdução da benesse, houve algum aumento nas autuações, que chegaram a 390 mil e geraram crédito extra de R$ 205 milhões. No ano seguinte, elas despencaram para 346 mil, com ganho de meros R$ 187 milhões. Os bônus não se sustentam nem ética nem aritmeticamente.

Diga-se, aliás, que a vinculação do bônus a multas aplicadas representaria um incentivo perigoso a abusos. Entretanto alguma medida de produtividade teria de embasar o pagamento adicional.

Verdade que o Tribunal de Contas da União já havia despertado para esse flagrante desvio. Questionou a isenção de pagamento de contribuição previdenciária sobre o bônus e a ausência de estimativa de impacto fiscal ou de medidas para compensar o custo da medida.

Parece incrível que o governo, às voltas com uma crise orçamentária profunda, negligencie tal descalabro, ao pleitear no TCU mais tempo para uma solução. O Executivo obviamente teme melindrar corporações influentes e enfrentar uma greve de chantagem.
Herculano
17/06/2019 16:37
COM CONFUSõES INTERNAS E SEM GERAR EMPREGO PARA 14 MILHÕES DE DESEMPREGADOS, A PREVISÃO DE 2,5% DE CRESCIMENTO DO PIB PARA ESTE ANO DERRETE PARA 0,93% EM SEIS MESES. SE O RITMO CONTINUAR, SERÁ NEGATIVO. OS POLÍTICOS NÃO AGUENTAM MAIS OS POLÍTICOS

Conteúdo do Poder 360, Brasília.O Boletim Focus (levantamento feito pelo Banco Central com instituições financeiras) divulgado nesta 2ª feira (17.jun.2019) traz o pior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) publicado em 2019. Os economistas consultados pelo BC reduziram a projeção de 1% para 0,93%. É a 16ª queda consecutiva do indicador.

As expectativas de crescimento do PIB para 2020 também reduziram para 2,20%. Há 4 semanas, eram de 2,50%.

A inflação medida pelo IPCA diminuiu pela 3ª semana seguida. Está em 3,84%. O valor do dólar se mantém o mesmo das últimas 4 semanas, em R$ 3,80.

Os economistas consultados projetam 1 corte na taxa básica de juros, a Selic. A estimativa é que a taxa feche 2019 em 5,75% ao ano. Desde março de 2018, o BC mantém a Selic em 6,50% a.a., patamar mais baixo da história.

A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) será nesta semana. A expectativa do mercado financeiro é que o colegiado anuncie a manutenção na taxa em 6,50% nesta 4ª feira (19.jun).
Herculano
17/06/2019 16:26
UMA CONSTATAÇÃO PARA AQUILO QUE TEM SIDO NORMAL

De Ricardo Setti, no twitter:

Ana Lúcia Amaral, procuradora da República aposentada, disse à "Folha" q em s/ carreira sempre falou c/juíz, pois é "o primeiro q deveria convencer para a causa q propunha". Foi o q vi toda vida, sendo casado com advogada, filho de advogado e com outros 17 advogados na família.
Herculano
17/06/2019 16:24
CAMARA PRECISA VOTAR LEI CONTRA OS SUPERSALÁRIOS, editorial do jornal O Globo

Projeto aprovado no Senado há três anos limita adicionais, para que o teto constitucional seja obedecido

Em maio, a remuneração líquida de um magistrado de Minas Gerais foi de R$ 752.159,39. Desse total, o Tribunal de Justiça pagou-lhe R$ 725.037,51 a título de "vantagens eventuais", rubrica para verbas indenizatórias.

Não se trata de algo episódico. Levantamento do G1 mostra ocorrências similares - no mesmo mês, outro juiz mineiro recebeu R$ 340.339,80 como "vantagens".

Minas é um estado em virtual falência. Para este ano, prevê-se um déficit de R$ 11,4 bilhões, resultado de receita estimada em R$ 102,1 bilhões para uma despesa de R$ 113,5 bilhões. E ainda possui mais R$ 30 bilhões em dívidas pendentes.

Remunerações acima do teto constitucional se tornaram padrão nas folhas salariais do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público em todo o país. A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, enfrenta uma ação civil pública por "não respeitar" o teto salarial.

Há uma miríade de situações amparadas na Constituição, possibilitando acumulação de cargo, emprego ou função, e recebimento de remuneração cumulativa.

Cerca de 71% dos magistrados brasileiros têm ganhos acima do teto, legitimados por, ao menos, 35 modalidades de gratificações, "auxílios" (moradia, alimentação, viagens) e "toda a sorte de penduricalhos que o sistema jurídico permite conceber e implantar" ?" registra a comissão especial da Câmara que analisou os chamados supersalários pagos no setor público.

Há três anos, o Senado aprovou um projeto para regulamentar aspectos da Constituição e limitar esses adicionais, ou vantagens salariais, que ultrapassam o teto constitucional. Remeteu à Câmara, que criou comissão específica. Depois de ano e meio de negociações, o deputado-relator Rubens Bueno (Cidadania-PR) conseguiu aprovar um texto-substitutivo. Ele está na mesa de trabalho do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pronto para votação em plenário.

O projeto, em resumo, estabelece disciplina remuneratória e proíbe que União, estados, municípios e entidades estatais cujo custeio dependa dos orçamentos públicos sustentem pagamentos acima do limite constitucional, "não importando qual denominação se lhe atribua ou qual origem tenha".

Impõe um sistema unificado de controle, por número de CPF, de remunerações, proventos e pensões pagos a servidores e militares, ativos e inativos e pensionistas.

Fixa prazo de um ano para transição. O desrespeito será passível de sanções como suspensão das transferências voluntárias de recursos do Tesouro, além de punições a gestores que autorizem ou efetuem pagamentos à margem da lei.

Numa época de gravíssima crise fiscal é de interesse público que a Câmara atue com diligência para acabar com os supersalários em toda a Federação.
Herculano
17/06/2019 16:12
EX-PROCURADOR CARLOS FERNANDO DIZ QUE AÇÃO DE HACKER TEM "OBJETIVO CLARO DE LIBERTAR LULA"

Conteúdo de O Antagonista. O ex-procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima, que aparece em conversas de celular vazadas, acredita que os ataques sejam parte de "uma campanha orquestrada", com "objetivo claro de libertar Lula".

Em entrevista ao Estadão, Carlos Fernando afirmou que desconhece "completamente as mensagens citadas, supostamente obtidas por meio reconhecidamente criminoso. O 'órgão jornalístico' volta-se contra mim, aparentemente incomodado pelas críticas que tenho feito ao péssimo exemplo de 'jornalismo' que produz."

E acrescentou:

"É um ataque covarde e criminoso, perpetrado por uma organização criminosa que, valendo-se de um jornalista ideologicamente comprometido e leniente, pois até agora não explicou como isso tudo veio parar em suas mãos, nem como procurou aferir a veracidade, autenticidade e integralidade das conversas, consegue criar esse falso drama com conversas pinçadas segundo o objetivo claro de libertar Lula."
Herculano
17/06/2019 16:06
TRÊS HORAS APóS SER ABERTA AO TRÁFEGO, A MÍNIMA PARTE DUPLICADA DA BR 470, TEVE O SEU PRIMEIRO ACIDENTE ENVOLVENDO UM CORSA.

Um casal de idosos foi levado ao Hospital de Caspar
Adilson Luis Schmitt
17/06/2019 16:03

ESTE COMENTÁRIO VAI PARA OS MORTADELANTES DE PLANTÃO, QUE AINDA ESTÃO CEGOS,SEGUEM LUDIBRIADOS E EMBRIAGADOS PELO LULLO PETISMO MISTURADO COM O PSEUDO COMUNISMO BARATO, DESTA ESQUERDA PODRE....QUE INSISTE EM ATRASAR O BRASIL...

Minha postagem referente a matéria que trata da década perdida, leia-se 2011 a 2020. Que será a pior em 120 anos... PIB ( Produto Interno Bruto) será de 0,8 %...

"Ainda tem brasileiro que defende os Petralhas, que roubaram descaradamente o Brasil nos últimos 13 anos.
Agora fazem greveS, são contra as Reformas Tributárias e da Previdência, pior de tudo deixaram uma herança maldita de 13 milhões de desempregados.

Mas claro estes Pseudo Comunistas são do Time quanto Pior estiver o Brasil, melhor para eles fazerem discursos e apologias baratas.

Cadeia nestes vagabundos e que comecem a procurar emprego ou melhor dizendo que primeiro FAÇAM A SUA CARTEIRA DE TRABALHO.... E QUE COMEÇEM A RECOLHER INSS.
QUANTO AOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS ESQUERDISTAS, QUE FAÇAM UM GRANDE FAVOR AO BRASIL, NÃO TENTEM CONTINUAR A FORMAR GERAÇÕES DE IMBECIS, QUE ACEITAM SER MANIPULADOS E GUIADOS COMO VAQUINHAS DE PRESÉPIO.
O NOSSO PAÍS NÃO AGUENTA MAIS TAMANHA INSENSATEZ.


SEGUE O LINK DA REFERIDA matéria: https://www.nsctotal.com.br/noticias/brasil-caminha-para-decada-perdida-na-economia-a-pior-em-120-anos?fbclid=IwAR17Rh6xw7UC8lcKlHE-ET1OACQPLK5fvzjp2v9Kc2f9YI821Rk8hku5vr8

P.S lembro aos que estiveram lendo esta minha postagem, fui UNIVERSITÁRIO de 1985 a 1990 e não me tornei um Esquerdista e muito menos um Pseudo Comunista."

Adilson Luis Schmitt
Médico Veterinário
Formado pela UFPR em 1990
Adilson Luis Schmitt
17/06/2019 15:54

DUPLICAÇÃO DA BR 470 JÁ, NÃO PODEMOS MAIS AGUENTAR TANTAS MORTES, JÁ PASSAMOS DE MIL E QUINHETAS!!!

A NOVELA MEXICANA CHAMADA BR 470, JÁ PASSOU DA HORA DE SER DUPLICADA. POIS NÃO É POSSÍVEL QUE TEREMOS QUE ESPERAR 25 ANOS, COMO NO TRECHO DE BLUMENAU, GASPAR, ILHOTA ATÉ NAVEGANTES. HOJE FORAM LIBERADOS MÍSEROS 08 KM...

UMA VERGONHA SEM TAMANHO!!!

Não há o que discutir: a BR-470 precisa urgentemente ser duplicada. É por ela que grande parte da economia de Santa Catarina transita. A BR-470 é a artéria principal do desenvolvimento de Santa Catarina e do vale do Itajaí.

A história dessa rodovia é marcada por idas e vindas, avanços e retrocessos, verdades e mentiras. As obras para a construção da BR-470 na região do vale do Itajaí levaram mais de 25 anos.
Desde seu início, em plena ditadura militar (1974) até a inauguração do trecho Navegantes a Gaspar (1999), tivemos obras interrompidas, traçados mudados e impasses por diversas razões.

Em 1983, quando a BR-470 ainda não estava concluída, a obra foi duramente afetada pela enchente daquele ano. Em Navegantes, mais precisamente entre os quilômetros seis e nove, a pista sofreu rupturas e afundamentos.

Foram necessários 20 anos e cinco presidentes (Figueiredo, Sarney, Collor, Itamar Franco e FHC que a inaugurou) para que fosse reparado aquele estrago.

Adilson Luis Schmitt
Ex-Prefeito de Gaspar
Gestão 2005-2008
Miguel José Teixeira
17/06/2019 14:03
Senhores,

Mais uma da série:"só para abrilhantar as festas juninas":

Com a proximidade do "Dia de São João", simpatizantes da quadrilha já estão extasiados:

"Milton Gonçalves processa Paulo Betti por racismo em meio a duelo por Sindicato dos Artistas"

Fonte: https://f5.folha.uol.com.br/celebridades/2019/06/milton-goncalves-processa-paulo-betti-por-racismo-em-meio-a-duelo-por-sindicato-dos-artistas.shtml
Herculano
17/06/2019 12:01
da série: alguém tem dúvida que vivemos um parlamentarismo branco? E que o STF é o tutor do Congresso para exercer esse parlamentarismo tupiniquim?

"TALVEZ TENHA SIDO UMA BOA CRISE", DIZ MAIA APóS CRÍTICAS DE GUEDES À REFORMA

Conteúdo de O Antagonista.Rodrigo Maia, em evento da Band News, diz que as críticas de Paulo Guedes ao relatório de Samuel Moreira sobre a reforma da Previdência ajudam os governadores a defenderem a proposta.

"Acho que ajudam os governadores do Nordeste a virem para o processo, porque se a proposta não é mais a do Paulo Guedes, é a do Congresso, facilita os partidos de esquerda a discutirem o projeto com a gente. Talvez ele não tenha pensado desse jeito, mas talvez tenha sido uma boa crise."
Herculano
17/06/2019 11:52
OS ARAPONGAS DO BORDEL, por Guilherme Fiuza, no site Gazeta do Povo, Curitiba PR

Pegaram Sergio Moro. Ele foi flagrado sentenciando o ladrão mais querido do país - e isso não se faz. O pessoal da mídia transformista - a militância fantasiada de jornalismo ?" não gostou do que o principal juiz da Lava Jato falava em privado durante o processo que condenou o bom ladrão. Jean Wyllys (por acaso amigo dos arapongas em questão) já tinha reclamado que a voz de Moro é fina. Agora veio a queixa sobre os modos para se referir ao ladrão amigo.

Ok, cada um na sua - e se a sua é a militância delinquente com maquiagem de jornalismo investigativo, você tem mesmo que caçar quem defende a lei. Ainda assim, se coloque no lugar de Sergio Moro por um instante.

Ele estava liderando a força tarefa que capturou a quadrilha mais simpática e voraz da história. Já tem gente até dizendo que ele não poderia ter liderado Lava Jato nenhuma, que tinha que ficar lá no gabinete dele canetando os processos e ponto. Normal: no mundo encantado dos legalistas de almanaque, a justiça se faz praticamente com uma varinha de condão. O juiz é um burocrata que não precisa nem lavar as mãos no fim do expediente, tal o seu isolamento virtuoso.

Voltando ao mundo real e sua desobediência aos almanaques, Moro tinha entendido que o filho do Brasil - uma figura a caminho da canonização em vida - aproveitara sua santificação na Terra para se associar a santidades menos conhecidas que ele, mas igualmente puras - que viviam no altar das empreiteiras. Tudo em nome da amizade e da camaradagem, num clima tão fraterno e altruísta que ali a gula nem era pecado. Sendo assim, saíram devorando tudo (sem culpa).

Sergio Moro foi o estraga prazeres que apareceu para atrapalhar essa história bonita. O final terrível de tudo isso - se é que se pode falar em final - foi a condenação e prisão inédita no país de empreiteiros bilionários que só queriam fazer o bem, junto com ídolos do PT que tomaram o dinheiro do povo só para impedir que ele gastasse tudo com cachaça.

Agora imagine a cena: Moro decreta a prisão de Lula e ele simplesmente não obedece. Se tranca num sindicato cercado de fiéis transtornados esbofeteando jornalistas e dizendo que o grande líder só sairia dali sobre seus cadáveres. A companheira Gleisi já tinha avisado que ia morrer gente se ousassem tentar prender Lula.

Vários desses intelectuais de almanaque - os que dizem que juiz bom é juiz de gabinete ?" ali já diziam que Moro tinha dado vexame: sua sentença precipitada e inócua iria para a lata de lixo da história.

Os legalistas sabem admirar um bom drible marginal nas instituições.

Além deles, na torcida - e na fé - pelo baile de Lula na Justiça e na lei, estavam celebridades, famosas entidades de classe, parte da imprensa internacional, instituições multilaterais de direitos humanos (sic), etc. E Moro jogando xadrez com essa tsunami "progressista" em sentido contrário, fora os insultos de quem estava a favor dele mas já o chamava de arregão nas redes sociais. "Manda a polícia logo!" "Morreu na praia!" etc.

Ao contrário do que fingem querer os legalistas de almanaque, nesse momento Sergio Moro não estava sozinho em seu gabinete esperando a justiça se fazer pela providência divina. Certamente estava conversando não só com procuradores, mas com delegados, agentes, desembargadores e outros. Estava fazendo o que não estava em nenhum script e contrariava todos os convites das circunstâncias: evitar um banho de sangue e desmontar um teatro que salvaria um criminoso.

Se os arapongas fantasiados de jornalistas capturarem alguma mensagem telefônica desse famoso 7 de abril de 2018, informarão, depois daquela edição caprichada, que Moro estava combinando com seus comparsas como capturar um inocente perseguido por ele.

Como diria Cazuza: transformam um país inteiro num puteiro pra ganhar mais dinheiro - e (complementamos) querem que o xerife seja a virgem.
Miguel José Teixeira
17/06/2019 11:51
Senhores,

Da série:"só para abrilhantar as festas juninas":

Será que as supremas lagostas, chapadas de "quentão" elaborado com vinhos tetrapremiados, um dia após o "São João", soltarão o chefe da quadrilha?
Herculano
17/06/2019 11:48
A CONFIANÇA PRESIDENCIAL, por Leandro Colon, diretor da sucursal de Brasília do jornal Folha de S. Paulo

Bolsonaro disse não confiar 100% em Moro. Pelo histórico recente, Moro é quem não deveria confiar 100% no patrão

Em quase seis meses de governo, está evidente que o presidente Jair Bolsonaro realmente nada entende de economia, pouco faz para melhorar a articulação política e tem gastado tempo com temas secundários (ou bobagens mesmo).

Mas isso não surpreende quem acompanhava o Bolsonaro deputado. O que talvez quase ninguém conhecia era essa faceta dele: ao fabricar crises desnecessárias, não encara as origens de cada uma e os assessores envolvidos. A opção mais fácil é fritá-los publicamente.

Bolsonaro cobra fidelidade de seu time, mas dá gestos de deslealdade quando a coisa aperta. Joaquim Levy não tinha outra saída que não fosse largar o BNDES ao ouvir pela imprensa a ameaça destemperada e desrespeitosa do chefe da República.

Bolsonaro anunciou em um café da manhã com jornalistas que demitiria, três dias depois, Ricardo Vélez da Educação. O mesmo fez na última sexta-feira (14), quando informou, em um encontro com repórteres que cobrem o Planalto, que decidira exonerar o presidente dos Correios, o general Juarez Cunha.

Bolsonaro já havia dado sinais de descompromisso com a liturgia nas relações com sua equipe no episódio que levou à queda de Gustavo Bebianno da Secretaria da Presidência.

Não bastasse a maneira escapista para lidar com as crises, saltam aos olhos os argumentos usados pelo presidente para demitir dirigentes.

No caso da queda de Levy, a birra deu-se por causa da nomeação de um diretor que havia atuado no BNDES nos tempos de governo petista.

O comando dos Correios será trocado porque na cabeça de Bolsonaro o general Juarez Cunha atua como um "sindicalista". Qual o pecado dele? Ter tirado foto com parlamentares de esquerda e afirmado que não haverá privatização na empresa.

No sábado (15), Bolsonaro voltou a defender Sergio Moro (Justiça), ferido pelo vazamento dos graves diálogos com a Lava Jato, mas disse não confiar 100% no seu ministro. Pelo histórico recente, Moro é quem não deveria acreditar 100% no patrão.
Herculano
17/06/2019 11:44
A VERDADE NÃO É UM CRIME, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, no jornal O Globo

Ela não se degrada em mentira por emergir em veículos que têm causa

Certa feita, referindo-se a suas divergências com Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso declarou que "as pessoas têm visões diferentes do que seja melhor para o Brasil, mas não coloco em questão a boa-fé de ninguém". A frase deveria ser pregada nos gabinetes das autoridades, como fundamento do debate público numa sociedade aberta. É pena que, diante das evidências de conluio entre o juiz Moro e os procuradores da Lava-Jato, Barroso esqueceu-se dela. Sua reação contém os germes de algo perigoso para a democracia: a criminalização da divulgação da verdade.

Barroso: "A euforia tomou os corruptos e seus parceiros. A única coisa que se sabe ao certo, até agora, é que as conversas foram obtidas mediante ação criminosa." Os corruptos alegram-se, obviamente, com os fortes indícios de que o juiz da Lava-Jato praticou atos processuais ilegais - mas não são responsáveis por tais atos. Quem são os "parceiros" dos corruptos? A segunda sentença do ministro sugere enquadrar nessa categoria "criminosa" os jornalistas que publicaram os vazamentos.

Augusto Heleno, chefe do GSI, não se preocupou com o conteúdo dos diálogos travados entre Moro e Dallagnol, preferindo ajustar a mira em outro ponto: "Querem macular a imagem de Sergio Moro, cujas integridade e devoção à pátria estão acima de qualquer suspeita". O fantasma do "inimigo da pátria" é um clássico: o truque retórico destinado a circundar um dilema ético e, ainda, a ameaça de recorrer à repressão para fulminar a verdade inconveniente.

O general foi adiante, declarando que "o desespero dos que dominaram o Brasil nas últimas décadas" levou-os a "usar meios ilícitos para tentar provar que a Justiça os puniu injustamente". Heleno, que não sabe quem obteve os diálogos, sabe quem os divulgou. Na prática, está qualificando o The Intercept, site que divulgou a informação, como "inimigo da pátria". Sua conclusão é a convocação típica de um populista autoritário: "O julgamento popular dará aos detratores a resposta que merecem. Brasil acima de tudo!".

Os vazamentos dos diálogos devem-se a um hacker? É possível, mas há outras hipóteses. No nosso MP fragmentado em grupos ideológicos que operam como partidos, a origem poderia ser um procurador (e, nesse caso, não haveria crime). Dos arquivos sob sigilo processual da Lava-Jato, já saltaram inúmeros vazamentos ilegais. O ato do vazamento consuma-se na hora da retirada ilícita da informação, que se torna disponível aos olhos de um círculo privilegiado de atores. A publicação da informação pela imprensa, ato seguinte que nem sempre ocorre, apenas democratiza o acesso. Traçar um sinal de equivalência entre os dois é procedimento característico dos espíritos autoritários.

O The Intercept simpatiza com o lulismo. Faz parte da imprensa militante, que seleciona suas pautas segundo uma régua ideológica. Mas a verdade não se degrada em mentira por emergir em veículos que têm causa. Os diálogos escandalosos não foram desmentidos - e, ao dizer que "não vi nada de mais", Moro praticamente confessou. As manobras diversionistas de Barroso e Heleno carecem do poder de cancelar os fatos.

O site O Antagonista, que opera como porta-voz informal de Moro e dos procuradores da Lava-Jato, é um The Intercept com sinal invertido. Há pouco, publicou um vazamento de delação no qual Marcelo Odebrecht identificava Dias Toffoli como amigo de Lula. O artigo, de resto estéril, provocou uma ordem insana de censura de Alexandre de Moraes, criticada por toda a imprensa e finalmente revogada. Agora, o site refere-se a Glenn Greenwald, do The Intercept, como "cúmplice de hackers". A liberdade para mim, o arbítrio para os demais ?" eis o estandarte de O Antagonista. Na acusação de "cúmplice de hackers", tentativa de criminalização da verdade, encontra-se o complemento das sentenças incompletas de Barroso e Heleno.

"As pessoas têm visões diferentes do que seja melhor para o Brasil". Não são "inimigos da pátria" as pessoas que acham melhor para o Brasil distinguir a Justiça do justiçamento e o juiz do justiceiro. Concorda, Barroso?
Herculano
17/06/2019 11:41
da série: se o governo Bolsonaro não possui base, articulação, liderança, vontade e votos, a reforma da Previdência será da forma quem os têm. Simples assim. Chora Guedes. Paguem os brasileiros mais pobres para os mais ricos e protegidos.

MAIA DEFENDE MODELO DE APOSENTADORIA DOS POLÍTICOS

Conteúdo de O Antagonista. Rodrigo Maia, em evento da Band News, defendeu o regime de aposentadoria diferenciado para políticos.

"O regime de Previdência dos políticos, desde 1997, é o único que tem idade mínima no serviço público brasileiro e, para ter integralidade e paridade, precisa ser deputado e ter contribuído como deputado por 35 anos, o que é uma coisa quase que impossível."

O Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), criado em 1997, alterou as regras da aposentadoria de políticos, permitindo a concessão do benefício a partir dos 35 anos de contribuição e 60 anos de idade, sem fazer distinção entre homens e mulheres - ou seja, antes dos demais trabalhadores.

A lei prevê, ainda, aposentadoria com proventos proporcionais ao tempo de mandato. Nesse caso, os proventos serão calculados à razão de 1/35 (um trinta e cinco avos) por ano de mandato, com um detalhe: sem limitação de teto.
Herculano
17/06/2019 11:37
da série: como a comunicação do governo é falha e o governo não toma a iniciativa de esclarecer os cidadãos, enquanto a minoritária casta de privilegiados passa a conta para os mais pobres, a Fiesp, faz

FIESP LANÇA DESENHO ANIMADO PARA DEFENDER A REFORMA

Conteúdo de O Antagonista. Igor Gadelha informa, na Crusoé, que a Fiesp lança nesta segunda-feira quatro filmes curtos em animação, a serem distribuídos pelo WhatsApp, em defesa da reforma da Previdência.

"Nova Previdência: não é uma questão política, nem ideológica; é matemática" é o título da campanha.
Herculano
17/06/2019 11:29
CIBERSEGURANÇA VIRA ASSUNTO NACIONAL, por Ronaldo Lemos, advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, no jornal Folha de S. Paulo

Fatos dos últimos dias mostram complexidade das relações entre governo e tecnologia

Para além do choque das revelações do site jornalístico The Intercept Brasil, o país viveu dias atípicos na semana passada.

O debate sobre "cibersegurança" ganhou proporções nacionais. De mesas de bar a integrantes do primeiro escalão dos três Poderes, houve muita gente conversando sobre assuntos como "hackers", "criptografia ponta a ponta", "vazamentos" e "segurança da informação".

Uma discussão desse tamanho sobre esse tema é rara no Brasil. Cibersegurança é um tema que sempre andou à deriva em nosso país. Já tivemos micos em 2018, quando planilhas foram publicadas na internet com senhas de sites administrados pela Presidência da República. Em vários países ocupar cargos públicos leva à obrigação de abrir mão de diversas práticas de acesso à rede, inclusive abandonar o uso de smartphones convencionais.

No Brasil, o fato é que praticamente todos os integrantes da administração pública se sentem muito confortáveis em manter seus hábitos "normais" na internet, mesmo quando têm de lidar com questões de segurança nacional.

Essa conduta é negligente. A Electronic Frontier Foundation (EFF), instituição que trata de temas como direitos e privacidade na rede, divulga com frequência um balanço sobre cibersegurança na rede. Chegou a publicar uma tabela com os principais aplicativos de mensagens, apontando quais seriam suas falhas de segurança. O Telegram é notoriamente um aplicativo que tem diversas vulnerabilidades.

Entre as três falhas que foram apontadas sobre o app pela EFF no momento em que a tabela foi realizada, estão: o aplicativo não utiliza criptografia, de modo que a própria plataforma pode ler as mensagens; não há mecanismos de verificação de identidade dos contatos; as comunicações passadas não estarão seguras se as chaves que as protegem forem roubadas. Essas falhas só não se aplicam na modalidade "chat secreto" do Telegram, que precisa ser acionada ativamente pelo usuário para funcionar.

Em outras palavras, quem usa o Telegram assume o risco de ter comunicações sensíveis interceptadas ou vazadas na rede. Saber que esse aplicativo tem falhas não é uma informação "secreta". Qualquer busca na internet feita por leigo aponta claramente as deficiências do aplicativo e os riscos que se corre do ponto de segurança da informação ao ser utilizado.

Para além das questões técnicas, os fatos dos últimos dias mostram a complexidade das relações entre governo e tecnologia no mundo atual. Já falei aqui na coluna que "quem governa por redes sociais acaba sendo governado por elas". Mais do que isso, fica claro também que "quem julga por redes sociais acaba sendo julgado por elas".

Essas duas constatações derivam diretamente da lição que Marshall McLuhan postulou já nos anos 1960, da seguinte forma: "As sociedades são moldadas muito mais pela natureza das mídias que as pessoas usam para se comunicar do que pelo conteúdo dessas comunicações".

Em outras palavras, as ferramentas que usamos para exercer controle também nos controlam. Mais do que nunca, o cachimbo entorta a boca. E, para citar outra lição de McLuhan: "Tudo o que um político mais gostaria de fazer é abdicar em favor de sua imagem, pois a imagem é sempre mais forte do que ele jamais poderia ser".

READER

Já era?
Headphones convencionais

Já é?
Headphones que cancelam ruídos

Já vem
Headphones que mapeiam o perfil auditivo de cada pessoa e se ajustam a ele
Herculano
17/06/2019 11:25
NÚMERO DE ARMAS SOBE 10% E MORTES CAEM 23%, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou nos jornais brasileiros nesta segunda-feira

Desde a edição do decreto que regulamenta a posse de arma de fogo e faz cumprir o resultado do plebiscito realizado em 2005, a quantidade de licenças de armas subiu 10%, segundo a Polícia Federal. Já mortes violentas caíram 23% este ano, entre janeiro e abril, em comparação aos quatro primeiros meses de 2018, de acordo com dados do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV/USP), do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e Monitor da Violência.

QUEDA VERTIGINOSA

Segundo o FBSP/NEV/USP, foram 14.374 mortes violentas entre janeiro e abril, contra 18.688 registradas no mesmo período de 2018.

GENERALIZADA

Os dados confirmam: a redução nas mortes foi observada em todos os estados. Tocantins teve a menor queda (2%) e Ceará, a maior (53%).

RELAÇÃO CAUSAL

Especialistas acham cedo para estabelecer relação causal do aumento do número de armas e a queda na violência. Mas não a descartam.

ESPECIALISTA

Segundo o especialista Aloisio Lira, treinamentos das PMs e reforços em presídios são as principais causas na queda de mortes em 2019.

PREVIDÊNCIA: CALENDÁRIO PARA VOTAÇÃO É FOLGADO

O governo tem prazo folgado para concluir a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, antes do recesso parlamentar marcado para 17 de julho. Após a apresentação do relatório de Samuel Moreira (PSDB-SP) na comissão especial, poderá ser concedido pedido de vista de, no máximo, duas sessões. Extraordinariamente na sexta (14), o governo conseguiu quórum, e contabilizou a primeira sessão. A próxima sessão está prevista para esta segunda-feira (17).

VOTAÇÃO TRANQUILA

Estima-se que a votação do relatório comece já nesta terça (18), sem contar os destaques. São previstas duas sessões para a conclusão.

PRAZO REGIMENTAL

Em seguida, será publicado o parecer da comissão e a matéria deve cumprir interstício de duas sessões antes ir para a pauta do plenário.

PARA CONCLUSÃO

A reforma é votada em dois turnos. Entre um turno e outro, há intervalo regimental de cinco sessões antes da publicação final do texto.

BALCÃO DE NEGóCIOS

Como nada conseguiram com Bolsonaro na base do "toma lá, dá cá", os partidos do "centrão" retiraram Estados e Municípios da reforma da Previdência para forçar governadores e prefeitos a "convencê-los" a apoiar o projeto, no mais desavergonhado balcão de negócios.

QUE VERGONHA

O Senado vem adiando a decisão de garantir acesso às notas fiscais de despesas dos senadores com a rica verba indenizatória. A Câmara já disponibiliza as notas para consulta pública há anos.

MANDOU BEM

Paulo Guedes (Economia) mandou às favas a hipocrisia e criticou o substitutivo de Samuel Moreira, por ceder ao lobby dos servidores-marajás da Câmara, que vai custar ao País mais de R$30 bilhões.

DóLARES DE SOBRA

Reservas internacionais subiram 3,05% em 2019 e estão no maior nível da História. O "colchão" para evitar efeitos de crises externas subiu de US$374,42 bilhões em dezembro para US$386,16 bilhões em maio.

DEU CERTO

A aprovação de crédito extra de R$248,9 bilhões pelo placar de 450? - 0 sepultou a expectativa de fracasso da política de Jair Bolsonaro de não negociar com o Congresso na base do "toma lá, dá cá".

APOSTA ECONôMICA

O ministro Paulo Guedes recebeu pesquisa do Instituto Jogo Legal sobre a legalização dos jogos de azar. O governo pode arrecadar R$20 bilhões, por ano, com a abertura de bingos e cassinos.

PELOS CÉUS

As solicitações de operação com drones enviadas ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo subiram de 13 mil para 80 mil entre 2017 e 2018. Grande parte, de uso em entregas ou logística de empresas.

ÁGUA NA BOCA

O deputado Celso Maldaner (MDB-SC) pediu a palavra no plenário na Câmara para celebrar o requeijão brasileiro. Lembrou que produtores de queijos do país participaram do 4° Mondial du Fromage de Tours.

PERGUNTA NA POLÍCIA

O que levou o sujeito com tornozeleira eletrônica, como a TV mostrou, unir-se aos protestos contra a reforma da Previdência?
Herculano
17/06/2019 11:24
DESINTELIGÊNCIA GENERALIZADA, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Jornalismo que se deixa submeter à balbúrdia irracional das redes sociais não cumpre sua função, que é a de dar aos cidadãos condições de refletir

Não são apenas os devotos das seitas extremistas, à esquerda e à direita, que limitam sua visão de mundo às mentiras, distorções e meias-verdades cínicas que leem nas redes sociais. A histeria irresponsável parece ter capturado também aqueles dos quais se esperam equilíbrio e sobriedade na formação de opinião pública.

Quase todos aparentemente estão se deixando pautar pela gritaria que tão bem notabiliza essa forma de comunicação instantânea, que na prática dispensa a reflexão. Nas redes, mesmo bem preparados formadores de opinião vêm tomando como expressão da verdade tudo aquilo que para eles faz sentido, sem se perguntarem se, afinal, aquilo que se informa é um fato ou uma rematada mentira.

A verdade, portanto, vem perdendo importância até para quem vive dela. Um exemplo é a imprensa, que não raro repercute de maneira irrefletida os debates produzidos a partir de informações distorcidas ou simplesmente falsas. É natural que, algumas vezes, as publicações, no afã de registrar tudo o que pareça ter caráter noticioso, acabem por dar guarida a versões dos fatos que, com o tempo, se provam mentirosas.

O que tem acontecido, porém, é que os fatos se tornaram quase irreconhecíveis ante as certezas ideológicas alimentadas pela acachapante onipresença das redes sociais na vida de quase todos os brasileiros. Num cenário desses, todo aquele que ousar questionar as convicções cristalizadas de parte a parte, mesmo munido de fatos incontestáveis e de argumentos racionais ?" ou até por causa disso ?", será tratado como um ser exótico, uma espécie de rebelde deslocado no mundo dos que, orgulhosamente, se julgam do "lado certo".

Assim, a influência das redes sociais, que é inegavelmente grande, tornou-se uma explicação mágica para tudo ?" e para muita gente supostamente bem pensante nada do que acontece fora delas parece ter valor. Baseando-se mais em palpite do que em elementos concretos, muitos atribuem, por exemplo, a surpreendente eleição do presidente Jair Bolsonaro ao seu domínio dessas redes, nas quais teria construído sua candidatura muito antes de a campanha começar. Também se creditam às redes sociais as mobilizações contra o governo da presidente Dilma Rousseff, que acabaram resultando em seu impeachment. Com toda essa suposta capacidade, quase sobrenatural, de entronizar e decapitar reis, as redes sociais tornaram-se uma espécie de fetiche dos formadores de opinião, que há algum tempo veem nelas a grande arena onde se disputa o poder de determinar o que é a verdade.

As redes sociais, até onde é possível concluir, são o lugar onde narrativas se chocam não em busca do esclarecimento, como acontece em sociedades maduras, mas para fazer triunfar a mistificação que favoreça este ou aquele ponto de vista, e onde o consenso só ocorre entre os que já estão de acordo entre si, por razões ideológicas.

É claro que nada do que deriva desse ambiente de franca hostilidade pode ser tomado como base para orientar políticas públicas e muito menos para consolidar as opiniões a partir das quais a sociedade se posiciona acerca dos grandes problemas nacionais. Ao contrário, o debate nacional naturalmente descamba para o terreno da ficção, quando não para o da mais vulgar briga de rua, na qual tem razão aquele que termina a refrega em pé.

No livro O Jornalismo como Gênero Literário, Alceu Amoroso Lima diz que o jornalismo, sempre que "envenena a opinião pública, fanatiza-a ou a informa mal, está falhando à sua finalidade". O autor, que escreveu em 1958, decerto não imaginava a revolução da comunicação digital que ora se atravessa, mas o princípio ali exposto está mais atual do que nunca.

O jornalismo que se deixa submeter à balbúrdia irracional das redes sociais não cumpre sua função, que é a de dar aos cidadãos condições de refletir de maneira efetiva sobre o mundo que os cerca e sobre os problemas que os afetam. Ao contrário, os formadores de opinião que tomam como legítima e digna de consideração a gritaria dos fanáticos, conferindo-lhe ares de autenticidade, estimulam a consolidação do facciosismo que, no limite, inviabiliza os consensos, sem os quais a democracia simplesmente não se realiza.
Herculano
17/06/2019 11:23
TERRORISMO DIGITAL, por Luiz Felipe Pondé, filósofo e ensaísta, no jornal Folha de S. Paulo

Prática é agora um player legítimo na nossa realidade política

O Ministério Público caiu sob um ataque orquestrado e financiado de terrorismo digital. Esse é o grande protagonista político do vazamento das conversas entre agentes da Lava Jato. Num olhar que vê a cauda longa de certos eventos, o debate ao redor da possível simpatia dos diálogos vazados pela condenação de Lula não é o essencial, porque o Estado de Direito já está sob ataque sistemático no país, e quem começou a matá-lo foi o próprio PT, com seu desejo de poder por mil anos.

O PT não tem moral pra falar de defesa da democracia. Caso Haddad tivesse vencido as eleições, hoje apoiaríamos o ditador Maduro na Venezuela, que foi elogiado por altas patentes do partido quando foi "reeleito". Portanto, a narrativa de virgem violentada que o PT faz após esse conteúdo hackeado só engana bobo.

O corrupto PT se vende como defensor da democracia, mas quem crê nessa imagem é ingênuo, ignorante ou mentiroso. E, numa democracia, a verdade sempre está na UTI, desde Atenas, e nada mudou.

O essencial nesse evento é a aceitação tácita por parte dos agentes institucionais da política e do debate público autorizado do terrorismo digital como player legítimo no faccionalismo político que tomou conta do Brasil.

De agora em diante, o terrorismo digital está valendo como arma política, seja pra que lado for. O "case Brasil" será objeto de estudo, dentro dos limites, claro, que um país irrelevante como o nosso merece no cenário intelectual e político internacional. Na geopolítica, o Brasil vale menos do que a Nigéria.

O terrorismo é uma tática inventada para combater um inimigo de forma a tornar o seu cotidiano instável, numa palavra, aterrorizado. Mas uma das faces essenciais do terrorismo é que sua legitimidade como forma de luta é aceita por muitos, ao mesmo tempo que é combatida por outros.

Para israelenses, o Hamas é terrorista; para palestinos, são guerreiros da liberdade. Para britânicos, o IRA era terrorista; para irlandeses, também guerreiros da liberdade.

Aqueles que aceitam o terrorismo consideram-no uma forma legítima de combate diante de um inimigo muito poderoso e instituído legalmente - como um Estado, uma empresa (um Ministério Público?). Esses poderes são sempre vistos como assimétricos em relação às vítimas que são obrigadas a combatê-los lançando mão do terrorismo.

A política sempre legitimou as formas distintas de terrorismo, inclusive enterrando seus terroristas como heróis. Intelectuais, à esquerda e à direita, sempre serviram coroas de flores em seus enterros, elogiando-os em aulas, em artigos nos jornais ou revistas, em emissões na TV ou no rádio, em posts nas redes sociais, enfim, nos veículos de conteúdo.

O terrorismo digital custa caro. Como toda máfia, requer logística e pessoal treinado. Quem pagou por esse hackeamento? De onde veio o dinheiro? Quem é contemplado positivamente pelo hackeamento e pelo conteúdo disponibilizado? O site que o divulgou é ideologicamente isento?

Claro que não. Evidente que os extremos polarizados do espectro político sempre tenderam para um ethos semelhante ao da máfia, principalmente pelo seu temperamento faccionalista, como um PCC ou um Comando Vermelho. As lutas ideológicas radicalizadas desde o século 19 sempre simpatizaram e produziram grupos terroristas.

Esses últimos acontecimentos marcam o retorno do polo à esquerda para a pole position da guerra digital, que é o futuro da política no mundo (e tanta gente por aí dizia que o PT estava morto). Mas, o fato vai mais longe do que isso.

Para além dos diretamente interessados (a esquerda como um todo, políticos corruptos em geral, intelectuais e artistas orgânicos que perderam a boquinha, professores irrelevantes) na destruição dos protagonistas da Lava Jato e, por consequência, da autonomia da Lava Jato, a classe política também vê a possível "queda da República de Curitiba" com um certo gozo: "Ufa!! Escapamos por pouco!"

De qualquer forma, parece piada os discursos sobre o controle das redes digitais por parte do Estado. Escreva aí: ninguém controla as mídias digitais. A democracia será e já está sendo devastada por ela, por seus grupos ativistas, seus hackers militantes e mercenários, seus bots competentes.

O ocorrido deve ser investigado, como tudo mais. Mas quem larga na frente nos ganhos são os que lucram com a desmoralização da Lava Jato e o crescimento do movimento Lula Livre. Voltamos à luta armada ?"agora digital.

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