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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Um conto moderno. Campanha, política, emprego, sedução e poder machista...

13/12/2018

A história a seguir é uma ficção. Qualquer semelhança com fatos acontecidos ou sabidos por estas bandas, por favor, é mera coincidência. Eu diria que é intriga, de gente invejosa e incapaz ao galanteio fortuito ou como assédio do macho. Na lei, genericamente, tudo isso é definido como assédio moral – ou sexual. Mesmo que alguém jure ser a história verdadeira, peça para apresentar provas, dar nomes, locais e referência dos fatos. Caso contrário, desconfie. Vou contá-la porque não aguento mais guardá-la nos meus arquivos um conto fortuito e popularesco. É apenas para tornar a coluna desta sexta-feira mais leve sem fugir dos temas políticos. É que alguns poderosos de plantão – de ontem, hoje e os se armam para o futuro - reclamam da minha acidez e cobranças diretas, ou das apresentações de provas irrefutáveis que os apequenam nas suas jogadas e mentiras contra a cidade, os cidadãos e os pagadores de pesados impostos que sustentam suas farras distantes dos discursos morais. Então, aqui está a trégua que pediram...

Poder e confusão I
Não há provas, pois como lhe escrevi: é ficção, é algo inventado, feito para preencher este espaço nobre na penúltima edição impressa do ano. A menos que alguém... Era uma vez, numa aldeia, um jovem cheio de forma e apreciador do poder – a qualquer custo. Usava outros para exercê-lo além de seus poderes originais outorgados pelas leis dos aldeões. Gastava o espelho. Exibia e buscava nova riqueza, influência. Dizia ter conhecimento, soluções e relações para tudo. Defeitos? Tinha! E quem não os têm? Eu, o contador de estórias, por exemplo, tenho aos montes. Contudo, o nosso jovem personagem, ao contrário, auto se reconhece como não ter nenhum. Um deles, que não reconhece, é o de não ser contrariado; mesmo nas pequenas coisas. Um Bórgia – aquele papa da força, da fé, promiscuidade moral e da esbórnia ética. Mandava recados; espalhava medo contra detratores, ou contra gente que não o bajulava, ou o que não o colocava no centro do seu próprio universo. Os recados eram diretos. As atitudes também. Vingança, vingança, vingança. Sempre foi um péssimo perdedor.


Poder e confusão II
Virtudes? Hum! Sim, uma: a infidelidade não ao par sexual propriamente dito, mote deste conto, mas aos amigos e próximos que não atendiam mais nos momentâneos seus múltiplos interesses para se manter e ter mais poder. Insaciável. Perdia força, mas não percebia. Tinha, porém um hobby estranho, mas muito próprio aos machos da sua aldeia. Contava aos outros como era fácil copular com as jovens que as atraia por todas as suas virtudes e promessas – mesmo que sabidamente falsas ou passageiras de servi-lo na faina cotidiana. Aliás esse era o truque que funcionava nas trocas das experimentações de suas incursões e aventuras: a promessa de proteção eterna, carreira, poder, presentes, fantasias nos esquemas que sempre estava metido. Foi assim com uma sonhadora que quis ser mais do que a guardiã dos jovens num clube administrado pelo sedutor garanhão. Não deu muito certo. Surpreendido pela oficial, sem alternativas, descartou o engate promissor num escândalo visível em toda a aldeia.


Poder e confusão III
- Que m... é essa? Teria dito ela, indignada e com razão, ao galã que tinha a primazia de pelo menos de tê-la como “oficial”. Ele colocou tudo no meio das pernas e com caros presentes, jurou ser intrigas.... E a aldeia rindo (até hoje). Resultado, uma briga de rua e um trabalhão danado – e caro com dividendos e chantagens até hoje - para abafar se abafar tudo da alcova, inclusive o que não se pode mais apagar hoje em dia, como nos aplicativos de mensagens. Ufa! Tudo bem. Todos têm direito de errar. Eu erro. Não sou nenhum santo, mas longe eu de ser um João de Deus. Resultado disso tudo? Aprendizado zero. Refeito do susto, por instinto, sob o signo no poder, do vale tudo, o caçador foi à caça. Um dia, precisando de dinheiro para o caixa dois para a eleição de um amigo um próximo, o nosso pega-moça, para mostrar serviço e se fortalecer no novo círculo de confiança que criou, foi dar num artesão da aldeia. E como contrapartida também com dinheiro alheio, prometeu a oportunidade a indicação de cinco pessoas da confiança do artesão para trabalhar para o povo da aldeia, pago com o dinheiro do povo. O artesão doador compareceu ao caixa. E inicialmente, não usou da contrapartida ofertada do sedutor. Escaldado, conhecia desse riscado há muito. Entretanto. Lá pelas tantas, com muito tempo passado, resolveu cobrar parte da fatura – até como teste. Foi dar com o interlocutor pedinte já instalado no poder.


Poder e confusão IV
- Olha! Preciso de um favor. Uma moça recém-formada, de boa origem e índole, que coloco a mão no fogo por ela – recado cifrado para bom entendedor -, está necessitando de uma colocação. Aqui na minha fábrica de artesanato não está sobrando dinheiro, não tenho vaga. Conheço-a e avalizo. Posso indicá-la?” Trato feito. De pronto foi atendido. As coisas iam bem, até que a indicada foi ao “padrinho” artesão se queixar de que estava sendo assediada, exatamente por quem lhe empregou e era o portador da reciprocidade. Indignado com tudo, o artesão quis cortar o mal pela raiz e se livrar de qualquer culpa solidária naquilo em que havia metido a moça – que cá para nós, também pouco se cuidou nessa troca. Pediu ao fiador empregados para demiti-la. Nada aconteceu! Insatisfeito com o desenrolar da situação, foi mais adiante. Pediu a um amigo comum da aldeia para atrair o aldeão líder e o empregador a um encontro, num ambiente particular e reservado. E lá, surpreendido, com uma arma sobre a mesa, a conversa foi direta. “Ou demite a moça, dá um corretivo em quem tem que ser corrigido ou vai ter escândalo”.

Poder e confusão V
Um Deus nos acuda. Não teve nem um, nem outro. O aldeão líder pediu seis meses para resolver o assunto, pois tudo era muito delicado. Ou seja, o líder-banana, na verdade, provou, que estava nas mãos do assediador e que prometeu resolver e limpar tudo. Seis meses? Pediu a terceiros para fazer a gestão da crise, inclusive econômica do affair. Tudo começa no amor, mas quando termina, sai no suor, no bolso... Passados seis meses da carência pedida, finalmente o desemprego e mais uma problema: a ameaça da infelicitada de colocar a boca no trombone contra o empregado e o líder da aldeia. Uma correria de dar dó. Uma confusão de dar dó, no trabalho, na casa, no “harém” e nas viúvas do assédio. O chefe da aldeia começou a orar. Está desconfiado de que isso tudo ainda não vai terminar bem. E o revólver. Dizem que ficará tão oco, quantos os que se dizem santos na aldeia. Virão novos capítulos desta obra de ficção. O trombone das meninas. Aguardem!

 

Comentários

Herculano
16/12/2018 19:31
SAMAE INUNDADO E ATOLADO

Uma PC, tenta desde cedo no Belchior Baixo arrancar uma retroescavadeira de um atoleiro.

Prejuízos para os gasparenses pagarem.

A região está sem água há muitos dias. A telemetria indicava fuga de pressão, ou seja, vazamento. Não deram bola.

Hoje, tudo estourou. E o local virou um lamaçal só que engoliu a retro e atrasou toda recuperação que poderia ser feita em menos de uma hora, já leva um dia. Acorda, Gaspar!
Herculano
16/12/2018 16:26
OLHANDO A MARÉ, INÉDITA

Nesta segunda-feira, é dia de coluna inédita Olhando a Maré exclusiva para os leitores e leitoras do portal Cruzeiro do Vale, o mais antigo e acessado de Gaspar e Ilhota.

O que você vai ler? Aquilo que você não pode ler nos outros veículos de comunicação daqui e por motivos óbvios, mas que transita entre os ouvidos, os bastidores, os aplicativos de mensagens, nas alcovas e até nas redes sociais do povo. Acorda, Gaspar!
Herculano
16/12/2018 16:22
SINALIZAÇÃO EFICIENTE

Circula nas redes sociais um vídeo onde é mostrado uma placa no centra de uma das pista do recém implantado binário da Parolli. Nela está escrito que a seguir há uma "passagem elevada"

Elevado, só o descuido ou a ineficiência.

Até o vento, com vergonha, acabou por derrubá-la nesta tarde de domingo.Acorda, Gaspar!

Bernardo Koerich
16/12/2018 08:42
Bom dia Herculano

Presenciei o Executivo Hilario José reclamando do Senhor, dizendo ser perseguido e que não enxerga seu excelente trabalho frente ao Samae.
Acrescentou dizendo que a inveja que tens dele é antiga, que você não se confirmava com Ascenção dele como superintendente da Bung em São Francisco do Sul.
Mas o quê nos da região Sul do município temos a ver com isso? O cara é um incompetente, diz ter feito isto, aquilo e aquele outro, quando todos sabem que é resultado de administrações anteriores.
O Hilario inovou no Samae? Criou serviço que eram obrigação Prefeitura, abrir VALAS, lacaio.
Agora pergunta -se até quando vamos ficar sem água? Só pode ser brincadeira abastecer reservatório pm caminhão pipa contaminado.
Por que não usa o dinheiro das Valas para resolver a situação caótica e de saúde pública do povo do Barracão e Bateias? Poderia com sua "inteligência" achar alternativas, como perfurar Poços Artesianos ou até fazer uma nova rede da ETA do centro ou até aqui.
É brincadeira de "eficiência", arrogância e incompetência.
Melato Hilario José vc é mais "ilario", é um político da pior espécie igual teu chefe.
Herculano
16/12/2018 06:54
da série: em Santa Catarina o deputado mais votado, achava ele automaticamente empossado presidente da Assembleia; outros vieram lá do Oeste para escolher a dedo os gabinetes como se isso não tivesse uma gestão política própria...

AS GAFES DOS NOVOS POLÍTICOS ELEITOS NA ONDA DO BOTA-ABAIXO, por José Antônio Severo, em Os Divergentes.

Minas Gerais é a síntese do Brasil, costuma-se dizer. O deputado federal e ex-ministro Patrus Ananias lembra que o que acontece no Brasil repete-se em Minas, diz o veterano político, ele próprio uma expressão de seu estado, nascido no Vale do Jequitinhonha, membro de uma família ilustre de Barbacena, que se projetou como prefeito de Belo Horizonte. Nesta linha, o governador estreante Romeu Zema está batendo recorde nacional das gafes de estreantes.

No século XIX, tamanha iconoclastia seria denominada, com certeza, do "tempo do bota-abaixo".

É uma situação que se repete em todo o País, onde neófitos venceram eleições improváveis, surfando a onda gigante do presidente eleito Jair Bolsonaro e, agora, chegando o momento de tomar posse em seus mandatos, apresentam-se totalmente atrapalhados diante das exigências das instituições.

REGIMENTO É DO EXÉRCITO?

No Congresso Nacional é hilariante ver a perplexidade de certos parlamentares eleitos sem nunca terem sequer assistido a uma sessão da Câmara de Vereadores de suas cidades em grotões remotos de seus a estados.

Chegando a Brasília para tomar pé em suas novas funções, entram desconfiados na Câmara ou no Senado, envergonham-se e se enchem de coragem para perguntar sobre informações aparentemente óbvias que recebem dos funcionários que, divertidos, assistem ao embaraço dos novos salvadores da Pátria. Um deles chegou a perguntar se Regimento Interno seria algum tipo de quartel do Exército? Afinal, com tantos militares na nova política, não seria descabida a pergunta.

FIQUE TRANQUILO

Foi assim que, segundo a imprensa mineira, o falante governador Zema disse, depois de uma visita de cortesia, muito educadamente, ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Nelson Messias de Moraes, que ficara muito impressionado com a gestão do TJMG e que o chefe do Poder Judiciário poderia ficar tranquilo que seria mantido.

Messias quase engoliu a toga, mas manteve-se impassível e, diante da grande repercussão do fato nas rodas do anedotário belo-horizontino, elegantemente desmentiu. Entretanto, comenta-se na cidade que ele teria dito o mesmo aos presidentes do Tribunal de Contas e do Ministério Público Estadual. Exagero.

No entanto, Zema está fazendo bruzuras na cidade. A mais comentada é o tumulto no bairro da Pampulha, onde ele tem um apartamento, com os moradores apavorados com a súbita invasão de policiais, fixação de cancelas, quebra-molas e todo o aparato de segurança.

Os vizinhos terão de ter identidade verificada para circular nas proximidades de suas casas, no mesmo prédio, e informar com antecedência sobre visitas. Pode ser demais, mas dizem que será assim nos arredores da casa dele.

MUSEU DAS MANGABEIRAS

O governador disse que vai cumprir promessa de campanha, aquela mais recorrente em todos os candidatos a cargos executivos no Brasil, de não morar no Palácio. Multimilionário, Zema resolveu, como Fernando Collor, eleito presidente da República e dono da Casa da Dinda, em Brasília, não ocupar a residência oficial do governador.

Essa vontade do novo mandatário já causa espécie aos mineiros da capital. A cidade se orgulhava dessa residência oficial, o Palácio das Mangabeiras, uma casa até simples, construída por Oscar Niemeyer para o então governador Juscelino Kubitschek. Essa residência é adequada, já com todos os esquemas de segurança instalados. Mas é uma construção muito simples, embora se denomine Palácio.

Assim como os portenhos de Buenos Aires, os belo-horizontinos dão o nome de palácio a muitos tipos de prédios, que nada têm de suntuosos. Como foi o Palácio dos Fogões, que era uma oficina que concertava aparelhos domésticos, tal qual na Argentina há um restaurante da Calle Lavalle autodenominado Palacio de las Papas Fritas, ou seja, batatas fritas.

Antes de conhecer o imóvel, Zema disse que transformaria o "palácio" em Museu das Mordomias. Agora, meio sem jeito, não sabe como cumprir esta promessa da campanha.

ES OTRA COSA

A verdade é que os novos eleitos não repetem a regra antiga, quando a renovação dos poderes se dava sem tantas trapalhadas, com quadros que vinham de administrações estaduais ou de antigos políticos voltando ao poder central, no Congresso ou no Executivo. Esses estreantes ainda estão "empoderados" pelas urnas, esperançosos de mudar o Brasil. Chegando à Praça dos Três Poderes cai-lhes sobre as cabeças a realidade dos rituais do Estado.

Então, lembra-se do antigo (e trágico) presidente do Chile, Salvador Allende. Eleito depois de uma campanha que prometia botar tudo abaixo, dando suas primeiras entrevistas mostrou-se contido pela realidade.

Cobrado pela imprensa por mudança tão súbita, o veterano político respondeu em tom explicativo: "cantar com la guitarra es outra cosa". Traduzindo: cantar debaixo do chuveiro é uma coisa, vale tudo; já com o violão, há que fazê-lo afinado, entoado e no ritmo da música.
Herculano
16/12/2018 06:36
PRESTAÇÃO DE CONTAS DE PAULO HARTUNG, por Samuel Pessoa, economista, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (FGV) no jornal Folha de S. Paulo

O governador do Espírito Santo mostrou que a defesa do cidadão depende da responsabilidade fiscal

Paulo Hartung entregará o governo do estado do Espírito Santo no fim deste mês. Acaba de lançar pela Amazon o livro "Espírito Santo", com a história de seu governo.

?"tima leitura. Principalmente para os novos governadores que assumem em 1º de janeiro próximo. Alguns neófitos foram eleitos.

Paulo enfrentou a campanha eleitoral em 2014 avisando a sociedade de que a situação fiscal seria duríssima. E criticando o governo do estado à época por usar receita de petróleo, que é muito volátil, para custear gasto corrente. O que fazer se o preço do petróleo cair?

A regra fiscal responsável estabelece que receita de petróleo somente pode custear investimentos e outros gastos não obrigatórios. Gasto obrigatório tem de ser custeado com receita recorrente.

Avisou a população antes da eleição de que tempos difíceis viriam.

Paulo, economista, enxergou melhor do que eu a chegada da crise pesada de 2015 e 2016.

Quando foi eleito, antes de assumir, ainda em dezembro de 2014, chamou os deputados estaduais e renegociou com a Assembleia a redução do Orçamento que havia sido aprovado para o ano seguinte.

Essa negociação é muito importante, pois a Secretaria da Fazenda estadual é obrigada, até o dia 5 de cada mês, a transferir aos órgãos autônomos - Legislativo estadual, Judiciário estadual, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Estadual e Defensoria Pública - a parcela de 1/12, o famoso duodécimo, do montante que foi orçado. Vale frisar: o duodécimo depende do Orçamento, e não da receita efetivamente realizada.

Se há uma frustração na receita, a Fazenda estadual tem de transferir assim mesmo. Faltará recurso para o Executivo. Executivo significa saúde, educação e segurança. Isto é, o cidadão.

Ou seja, o incentivo é o Legislativo aprovar Orçamento inflado para garantir seu duodécimo calculado sobre o valor orçado. O Poder Executivo que se vire com a receita efetiva. As corporações se defendem bem.

Hartung, com sua liderança, conseguiu fechar um acordo ainda em dezembro de 2014 para reduzir o Orçamento. Se houvesse surpresa positiva na receita - fato que definitivamente não ocorreu em 2015 -, ela seria compartilhada com os Poderes autônomos.

Com isso, fechou o ano no azul. Fato surpreendente, dado que teve de enfrentar, além da queda da receita de petróleo e das demais, em razão da crise econômica, também a maior seca dos últimos 80 anos, que atingiu a produção de café, e o desastre ecológico da empresa Samarco, ambos com fortes impactos sobre a receita estadual.

Hartung, contrariamente à visão superficial da esquerda e dos economistas heterodoxos, mostrou que a sustentação dos serviços públicos e da defesa dos interesses do cidadão, principalmente dos mais vulneráveis, depende da responsabilidade fiscal. Não há contradição aqui.

Não atrasou salários e com isso houve continuidade dos serviços públicos. Contrasta com a situação do Rio de Janeiro.

Enfrentou uma greve covarde da PM - corporação que é proibida de fazer greves - quando estava em São Paulo tratando de grave câncer de bexiga.

Os resultados vieram. O Espírito Santo tem a melhor posição entre todos os estados na classificação de risco da sua dívida, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional. Adicionalmente, ficou em primeiro lugar na avaliação do ensino médio feita pelo MEC.

Em janeiro, Hartung passa o bastão para Renato Casagrande, experiente e respeitado político capixaba. Oxalá leve adiante o bom desempenho de seu antecessor
Herculano
16/12/2018 05:55
INDÍCIOS APONTAM PARA TRUMP NA POSSE DO DIA 1º, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Ainda não é oficial, mas todos os indícios apontam para a presença do presidente Donald Trump na posse do presidente Jair Bolsonaro, dia 1º. Está em Brasília o escalão precursor do serviço secreto americano, que cuida da segurança presidencial, e seis veículos blindados para uso da comitiva, trazido por aviões de carga da US Air Force. Trump pode até não vir, mas estão criadas as condições para isso.

PRIORIDADE TOTAL
Futuro ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o general Augusto Heleno prioriza agora os preparativos para a posse.

COMO TANQUES
Veículos blindados da comitiva têm a resistência de tanques de guerra. E são dotados até de metralhadora capazes de cortar blindagem.

TRUMP ATRAI OUTROS
A eventual confirmação da presença de Trump pode provocar uma revoada de chefes de Estado e de governo para a posse de Bolsonaro.

DIA 1º NÃO DÁ
Posse presidencial no Brasil foi esvaziada após mudar para 1º de janeiro, quando até os presidentes preferem estar com suas famílias.

ETANOL: ANP ACEITA VENDA DIRETA, MAS QUER BRIGA
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) avalizou sentença do seu Grupo Técnico reconhecendo o direito das usinas de venderem etanol direto aos postos. Mas a ANP deu outra na ferradura, para alegrar o lobby das distribuidoras, que atuam como atravessadoras: negou-se a abrir mão das manobras que há três meses impedem o cumprimento da sentença da Justiça Federal da 5ª Região que autoriza a venda direta.

CARTóRIO CARTELIZADO
Resolução da ANP, de 2009, obriga produtores de etanol, gasolina e diesel a entregarem seus produtos para as distribuidoras.

OS VILõES DO MERCADO
Sob os auspícios da ANP, distribuidores são os que mais ganham no setor de combustíveis: atravessadores, impõem o preço que querem.

FAZENDO VERGONHA
O Grupo de Trabalho da ANP, que reconhece o direito de venda direta, apenas recomendou a revisão da respectiva questão tributária.

LUGAR ERRADO
O círculo mais intimo do presidente eleito Jair Bolsonaro afirma que são fortes os indícios de arrependimento com a escolha de Onyx Lorenzoni para a Casa Civil. Acha que seu perfil aponta para a pasta de Governo.

SOLIDÁRIO A BOLSONARO
Zé Dirceu sempre reafirma ter sido preso "sem provas", e ontem surpreendeu criticando os ataques ao senador eleito Flávio Bolsonaro sem comprovação de prova, "e isso para uma democracia não é bom".

RETA FINAL
O grupo de trabalho de Minas e Energia dentro da equipe de transição entregou o diagnóstico das áreas de energia elétrica, mineração e petróleo/gás para o futuro ministro, Bento Lima Albuquerque Júnior.

PODERIA SER PIOR
Poderia ser maior o gasto de R$2,5 bilhões da Caixa com propaganda, que chocou Bolsonaro. Após denúncia da coluna, foram suspensas licitações de agências de marketing promocional ("promo"): R$120 milhões na Caixa e R$118 milhões no Banco do Brasil.

REAÇÃO RÁPIDA
Desde 2015 tramita na Câmara projeto semelhante à medida provisória que permite 100% de capital estrangeiro em empresas aéreas. A MP foi precipitada pela recuperação judicial da Avianca, 4ª maior do País.

EI, VOCÊ AÍ, ME DÁ...
O limite de 20% de capital estrangeiro foi obtido pelo lobby das empresas aéreas brasileiras, décadas atrás, que assim submeteram os brasileiros a um longo período de preços altos e serviços ruins. Agora, as próprias companhias é que suplicam pelo dinheiro que vem de fora.

APENAS MAIS DO MESMO
O voto recente do Brasil na ONU, sobre a questão da Palestina, não foi sob influência ou pedido do futuro governo, como alguns "analistas" imaginaram. Tem a ver com a política para a região. O Brasil costuma condenar ataques de qualquer dos lados; palestinos ou israelenses.

QUEM NOS DEFENDE
O Ministério Público Federal (MPF) investiga o Facebook por não cumprir ordens judiciais e "prestar informações falsas". A briga do MPF é para abrir o sigilo do WhatsApp, aplicativo do Facebook.

PENSANDO BEM...
...no Brasil da injustiça, até o vazamento de informações é seletivo.
Herculano
16/12/2018 05:47
MINISTRO DE MINAS E ENERGIA FOI ESCOLHIDO PORQUE NÃO TINHA LOBBY, DIZ MOURÃO, por Maria Cristina Frias, no jornal Folha de S. Paulo

Um dos dilemas da pasta é a conclusão da usina de Angra

O futuro ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima Leite, foi escolhido por não ter sido indicado por nenhum setor relacionado à pasta, segundo o general Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente eleito.

"Havia uma disputa entre dois lobbies, o do óleo e gás e o da energia elétrica. O [Jair] Bolsonaro [presidente eleito] optou por um terceiro nome", disse por telefone à coluna.

Um dos dilemas do ministério é a conclusão da usina nuclear de Angra 3 - parada depois de consumir R$ 6,9 bilhões e que demandará mais R$ 17 bilhões. Para o próximo ministro, é prioridade.

Mourão afirma o mesmo: "Não podemos desperdiçar o investimento feito e nem ficarmos defasados em energia nuclear, que é limpa".

Durante a campanha e após a eleição, o general manteve agenda com representantes de diversos segmentos da iniciativa privada.

"Eu não tenho uma função específica. Nosso homem da economia é o Paulo Guedes, com quem vou trocar ideias sobre os principais problemas relativos à economia."

O papel dos militares na área será limitado ?"ele cita que apenas o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, da Secretaria de Governo, lidará com questões econômicas.

Cruz será o responsável pelo PPI (Programa de Parcerias e Investimentos).

"O ministério de Infraestrutura ficou na mão do Tarcísio Meira, mas ele pediu demissão do Exército, e eu o considero mais civil que militar."

Rede social?
Para Mourão, Jair Bolsonaro foi claro em seu "live": se houve algum ilícito no caso de José Carlos de Queiroz, ex-assessor de Flávio, que se apure.

Venezuela...?
"A questão da Venezuela tem que ser resolvida pelos venezuelanos", diz. O Brasil só pode oferecer intermediação para que governo e oposição dialoguem.

...e nós?
O princípio da não-interferência sempre norteou a nossa política externa porque brasileiros não aceitam interferência nos assuntos domésticos, afirma Mourão.
Herculano
16/12/2018 05:35
DINHEIRO SAI, por Carlos Brickmann

O presidente eleito Jair Bolsonaro se declarou indignado com os gastos da Caixa com publicidade, que estima em R$ 2,5 bilhões por ano (a Caixa diz que é menos: R$ 685 milhões, ainda assim espantosos). Bolsonaro disse que vai rever esses gastos e também outros, como os da Presidência.

Bolsonaro que nos perdoe, mas está totalmente errado: deve é eliminar a publicidade oficial. Empresas que competem no mercado, como a Caixa e o Banco do Brasil, precisam de publicidade (embora, se forem privatizadas, o problema desapareça). Mas para que fazer publicidade do BNDES, que não tem concorrentes? E do Governo Federal, um monopólio que não tem nem com quem disputar mercado? Por que gastar dinheiro com a divulgação dos slogans oficiais ?" a menos que se queira influenciar o resultado de eleições futuras com dinheiro público, o que é crime, ou usar recursos do Tesouro para comprar a boa-vontade dos meios de comunicação, o que é indecente?

Gastar dinheiro público para fins particulares virou hábito. O senador Roberto Requião editou agora, por conta do Senado, um livro contra Sergio Moro. Aproveita o finzinho do mandato, porque os eleitores o mandaram para casa. O senador gaúcho Lasier Martins viajou de Brasília para o Rio, e lá se hospedou no Hotel Windsor, para assistir à formatura de uma parente. A parente é dele, o dinheiro é nosso. Bolsonaro pode mudar esses hábitos.

Que tal começar cortando o meio bilhão de propaganda da Presidência?

TIRA, PõE...

É cedo para analisar a história do R$ 1,2 milhão movimentado por um dos funcionários do deputado estadual (e senador eleito) Flávio Bolsonaro: a COAF, que monitora nosso comportamento financeiro, só apontou o caso e não fez qualquer denúncia; o próprio Fabrício Queiroz, o funcionário, não disse nada. Primeiro, eliminemos as objeções: a COAF não apontou os R$ 51 milhões de Geddel, apontou há anos a movimentação de umas dezenas de milhões, de Lula, e não avançou. É verdade. Mas, se o caso é irregular, deve ser investigado, não importa se casos parecidos foram ignorados.

... DEIXA VOLTAR

A história parece a de sempre: assessores de parlamentares recebem seu salário e devolvem boa parte ao parlamentar. É uma forma (das mais asquerosas) de transferir dinheiro público para bolsos privados.

Quanto? Um assessor disse que recebia R$12 mil e ficava com R$ 2 mil, e o restante era entregue ao parlamentar.

O total de R$ 1,2 milhão em um ano é grande demais? Depende: um assessor pode receber várias devoluções para entregá-las ao parlamentar. Isso é crime. Se vai para o Caixa 2, é crime. Como a posse é agora, talvez tudo seja esquecido. É uma boa saída, não é?

APROVAÇÃO ALTA

A questão do motorista do filho não parece ter afetado a popularidade de Bolsonaro. Pesquisa feita pelo Ibope para a CNI, Confederação Nacional da Indústria, indica que 75% dos entrevistados acreditam que o presidente eleito está no caminho certo. São 20 pontos percentuais acima da votação de Bolsonaro no segundo turno.

Traduzindo: muitos dos que não votaram nele concordam com suas posições. E 14% acham que o presidente eleito está no caminho errado - contra 45% que votaram contra ele. Os que não responderam à pergunta ou ainda não têm posição somam 11%.

EXPECTATIVA

Na mesma pesquisa, 64% dos ouvidos esperam que Bolsonaro faça um governo ótimo ou bom. Isso significa, pela ordem, melhorar os serviços de saúde, impulsionar a oferta de empregos, combater a corrupção, combater a criminalidade e melhorar a qualidade da educação.
Contra Bolsonaro

O professor Victor Nussenzweig, médico, professor titular da Faculdade de Medicina da Universidade de Nova York, um dos maiores pesquisadores mundiais da prevenção da malária (milhões de infectados por ano, uma das maiores causas de morte de crianças na África), escreve para esta coluna para falar de política. A mensagem do professor Nussenzweig:

"Estou nos EUA há 60 anos. Vou ao Brasil no fim do ano e quero falar sobre o MAL-sonaro. Saí do Brasil em 1964 fugindo dos militares e vejo que a praga continua. Lugares de militares são os quartéis, não a política. Fácil ganhar a eleição pondo a oposição na cadeia!"

A crítica às opiniões do professor Nussenzweig, como sempre ocorre nesta coluna, é livre - desde que se use linguagem civilizada e se mantenha o respeito devido a um grande cientista brasileiro. Discordar não é insultar.

É QUENTE
Preste atenção no major Vitor Hugo, deputado federal eleito por Goiás, amigo de Bolsonaro há dezenas de anos e muito bem preparado. Deverá ter influência no governo. Indicou a Bolsonaro o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. E amanhã já participa com ele de reuniões em Goiás.
Herculano
16/12/2018 05:24
CADÊ O FABRÍCIO QUEIROZ? por Elio Gaspari, nos jornais O Globo e Folha de S. Paulo

Desde que o Coaf acendeu o sinal amarelo, Bolsonaro está dois lances atrasado

Jair Bolsonaro lidou com a primeira crise do seu governo com uma mistura de onipotência e ingenuidade. Diante de um problema no qual ele e o filho Flávio (eleito senador) não são investigados ou acusados de coisa alguma, transformaram o silêncio em suspeita.

O suboficial Fabrício Queiroz, da PM do Rio, amigo do presidente, motorista, segurança e assessor de Flávio, movimentou R$ 1,2 milhão em 12 meses. Fez 176 saques (cinco num só dia) e recebeu 59 depósitos, todos em dinheiro vivo. Sete funcionários que estavam ou passaram pelos gabinetes do deputado estadual Flávio e de seu pai fizeram depósitos na sua conta. Dois eram parentes de Queiroz. Outro era um tenente-coronel PM que trabalhou por 18 meses com Flávio e durante esse período viveu 248 dias em Portugal.

Queiroz pediu demissão do gabinete de Flávio Bolsonaro no dia 16 de outubro, uma semana depois do primeiro turno. Ele teria feito isso para cuidar de sua passagem para a reserva. No mesmo dia, foi afastada sua filha Nathalia, que trabalhava com Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados. (Fernando Haddad, derrotado na disputa pela Presidência, levantou a suspeita de que a surpresa do Coaf tenha chegado ao conhecimento de Bolsonaro, "no máximo, em 15 de outubro".)

Durante uma semana os Bolsonaro reiteraram sua confiança em Queiroz, e o senador eleito informou que ouviu dele "uma explicação plausível". Apesar da plausibilidade do que ouviu o senador eleito, Queiroz manteve-se em silêncio e, pelo que se sabe, pretende falar ao Ministério Público nesta semana.

Deixando-se de lado o piti do futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que interrompeu uma entrevista ao ser questionado sobre o assunto, Bolsonaro foi onipotente e ingênuo ao supor que o silêncio de Queiroz poderia ser compensado por suas breves declarações. Tanto ele como o filho repetiram que estão fora da investigação e quem tiver feito algo errado deverá pagar. Até hoje, a questão é só uma: cadê o Queiroz?

As bizarrices apontadas pelo Coaf nas finanças do amigo dos Bolsonaro serão estudadas pelo Ministério Público e a ele caberá decidir se há o que pagar.

Noves fora a disseminação do "Cadê o Queiroz?", a malversação do episódio produziu um efeito colateral. Apareceram os "generais preocupados". É conhecido o desconforto do vice-presidente Hamilton Mourão, mas os generais anônimos são um fator de verdadeira preocupação para paisanos e fardados.

Bolsonaro é um exímio manipulador do que seria o pensamento de militares. Até sua eleição esse fator ventou a seu favor. Agora, poderia soprar contra. Para quem não gosta do presidente eleito, a brisa pode até ser motivo de alegria. O problema é que quando esse vento sopra, seja qual for a direção, arrasta tudo, inclusive a disciplina militar.

O marechal Castello Branco denunciou, faz tempo, as "vivandeiras alvoroçadas, (que) vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar".

REGISTRO
No segundo turno Fernando Henrique Cardoso votou em branco.

CANELADAS
A União Europeia nunca esteve disposta a fechar um acordo comercial com o Mercosul, e Bolsonaro presenteou-a com um álibi.

Em poucas semanas a França e a Alemanha afastaram-se das negociações atribuindo as dificuldades ao novo governo brasileiro.

Com um ministro da Economia dizendo que o Mercosul "não é prioridade" e um chanceler condenando o "globalismo", a equipe de Bolsonaro pôs a cereja no bolo da Europa.

Na diplomacia da canelada, o Brasil entrou com a canela.

PERIGO À VISTA
A ekipekonômica de Bolsonaro namora a ideia de cobrar anuidades aos alunos das universidades públicas. A ideia é velha e tem razoável apoio na opinião pública.

Para evitar desastres, os sábios do futuro governo devem tratar do caso na sua verdadeira dimensão.
Admitindo-se que a carta da cobrança das anuidades vá para a mesa, o que os sábios pretendem fazer quando estourar uma greve de professores e alunos?

A resposta imediata é a ameaça de que os professores não receberão os dias parados. Parece fácil, mas surge outra questão: o que eles farão quando a Justiça mandar pagar, como tem feito habitualmente?

Querer cobrar anuidades é uma coisa, incendiar as universidades, outra.

DILMA FALA
A ex-presidente Dilma Rousseff deu uma entrevista ao repórter Leonardo Fernandes. Tratou de seu legado, da desigualdade social e das formas de oposição ao novo governo. Num momento de bom humor, disse que "a alegria é a forma básica de resistência".

Quando o repórter perguntou "quais as perspectivas de resistência fora da institucionalidade, das organizações sociais e dos movimentos, em 2019", ela disse o seguinte:

"Eu acho que esse vai ser um momento fundamental para se voltar a investir nas lutas fora da institucionalidade, na organização fora da institucionalidade. E dessa combinação entre a institucionalidade e as lutas fora da institucionalidade é que está o 'X' da nossa resistência. A luta das mulheres, dos trabalhadores, dos sem-terra, dos desempregados... É importantíssimo buscar organizar os desempregados porque hoje não há uma perspectiva que dê sentido para a luta deles. (...) Não basta só a luta institucional. Não basta só a organização de massa. Ela é crucial, mas não basta uma só, isolada da outra."

"Fora da institucionalidade" pode significar muita coisa, inclusive nada.

SÁBIO FATIAMENTO
O economista Paulo Tafner deu a explicação definitiva para justificar o fatiamento da reforma da Previdência:

"Se o governo não fatiar a reforma, estará reunindo todas as oposições no mesmo debate. Os servidores públicos, por exemplo, manifestaram severa preocupação com os trabalhadores rurais. Se você fatia e faz uma primeira proposta só para os servidores, eles serão obrigados a admitir que são contra a retirada do próprio privilégio."

O CANDIDATO
A turma de Bolsonaro ergue o estandarte da "volta do PT" sempre que ouve alguma coisa contra seu chefe.

O espantalho pode ser conveniente, mas quem está na pista costurando sua candidatura é o futuro governador de São Paulo, João Doria.

PREFEITO-BOMBA
O prefeito Marcelo Crivella quer pedir ajuda a Jair Bolsonaro para que o bilionário americano Sheldon Adelson construa um resort-cassino na região do porto do Rio.

Adelson tem 85 anos, US$ 43,4 bilhões e explora esses negócios em Las Vegas, Macau e Singapura. É um dos campeões da luta pela instalação de embaixadas em Jerusalém, financiou a campanha de Donald Trump e tem grande influência sobre o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu.

Tudo o que Bolsonaro não precisa é entrar nessa fotografia como defensor da volta do jogo.
Herculano
15/12/2018 06:49
LOBBY PODE MUDAR SIGNIFICATIVAMENTE NO GOVERNO BOLSONARO, por Raquel Landin, no jornal Folha de S. Paulo

Lobistas experientes relatam que as coisas já mudaram e que não encontram interlocutores

Jair Bolsonaro (PSL) se elegeu presidente da República com a promessa de que inauguraria um novo jeito de fazer política e acabaria com o toma-lá-dá-cá que impera no Congresso Nacional. Até agora os sinais são mistos e é difícil dizer se ele vai conseguir.

Pelo menos um aspecto, contudo, parece que vai se impondo. A escolha de uma equipe econômica liberal, o avanço das investigações de corrupção, e o caixa apertado do governo prometem provocar uma revolução no lobby no país.

A mudança promete ser mais marcante na indústria. Até agora o setor industrial se mantinha no foco de atenção dos governos. Não apenas pelas relações espúrias e inconfessáveis reveladas pelas investigações da Polícia Federal, mas pelas características do setor.

A indústria gera a maior parte dos empregos qualificados e paga uma fatia expressiva dos impostos -dois atributos que atraem a atenção de qualquer político. Por causa disso, seus profissionais de relações com o governo não tinham que fazer muito esforço para serem ouvidos.

Só a menção da palavra desindustrialização provocava arrepio no Congresso e no Executivo, porque significava postos de trabalho perdidos, economia desaquecida e eleitores insatisfeitos. E nem eram necessárias muitas evidências. Bastava a ameaça para soltar uma benesse tributária aqui ou uma barreira alfandegária acolá.

Lobistas experientes de Brasília relatam que as coisas já mudaram e que não encontram interlocutores no governo de transição. Com pouco acesso a Guedes e sua equipe, conversam com o vice-presidente, Hamilton Mourão, ou com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Os dois são considerados mais sensíveis aos pleitos do setor.

Em conversas reservadas, esses profissionais explicam que a única maneira de sensibilizar a equipe econômica a partir de 2019 será com números - muitos números - que comprovem a necessidade de determinado benefício fiscal.

É a chamada "advocacy" dos Estados Unidos: uma prática política legítima de grupos, empresas ou indivíduos para influenciar as políticas públicas e a alocação de recursos. Se essa tendência efetivamente se cristalizar, será uma mudança positiva para o Brasil.

Mas existem aqui dois pontos de atenção muito importantes. O primeiro é que Guedes e seu time precisam estar abertos ao diálogo construtivo. Se permanecerem fechados em suas convicções liberais, não conseguirão a simpatia e o apoio necessário para aprovar no Congresso as reformas que o país precisa.

O segundo é que Bolsonaro - e todos aqueles que o cercam, principalmente seus filhos - precisam estar acima de qualquer suspeita. Evidências de que eles comungam das práticas mais comezinhas da velha política, como a existência de uma funcionária fantasma ou desvio de dinheiro de salário de assessor, definitivamente não ajudam.

E contra fatos não adianta esbravejar nas redes sociais e atacar o mensageiro - no caso, a mídia. A verdade sempre acaba se impondo, mesmo que demore.
Herculano
15/12/2018 06:42
da série: a decisão levanta suspeitas contra o STF, o de ter tomado uma decisão quando se sabia do criminoso estar longe e protegido por sua rede terrorista.

O WHATAPP DE CESARE BATTISTI

Conteúdo de O Antagonista. Um amigo de Cesare Battisti disse ao Corriere della Sera:

"O último contato dele no WhatsApp foi em 6 de novembro".

Um dia depois, portanto, da fotografia enviada ao jornal.

Se o terrorista desativou seu WhatsApp em 6 de novembro, é provável que ele tenha iniciado sua fuga exatamente naquele dia - uma semana após a vitória de Jair Bolsonaro.
Herculano
15/12/2018 06:27
POLUIÇÃO EM GASPAR

Para que serve a nova atividade do Samae de Gaspar que é o de limpar valas? Pelo que mostra a rede social é o de ajudar o escoamento da grossa poluição das tinturarias do Gasparinho.
Herculano
15/12/2018 06:25
INGREDIENTE DA VIOLÊNCIA

De Guilherme Fiuza, no twitter

O PSOL passa a vida atiçando black bloc, invasão e destruição. É o pacifismo da porrada q matou o cinegrafista Santiago Andrade c/um rojão na cabeça e quase matou Bolsonaro c/a facada do ex-militante do partido Adélio Bispo. Difícil combater a violência sendo um ingrediente dela.
Herculano
15/12/2018 06:23
CURTO E GROSSO

De Felipe Moura Brasil, no twitter

Lula deu asilo a um terrorista que agora está foragido. Isso diz tudo.
Herculano
15/12/2018 06:20
da série: o macaco que não enxerga o próprio rabo comprido. Aos seus pede perdão pelo mesmo delito que pede - acertadamente - punição aos outros

MOVIMENTAÇõES ATÍPICAS PODEM SE TORNAR UM COAFGATE, por André Singer, ex-assessor do ex-presidente e hoje presidiário condenado, Luiz Inácio Lula da Silva.

Futuro do caso depende da autonomia e da vontade dos órgãos de investigação

Como Jair Bolsonaro vai gerenciar o caso Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)?

As reportagens sobre a sua ex-funcionária Walderice Santos da Conceição, que em lugar de dar expediente foi flagrada vendendo açaí na Vila de Mambucaba, em que o presidente eleito tem casa de veraneio, geraram ruptura com a Folha.

Agora aparecem R$ 24 mil entregues em cheque à mulher do capitão reformado por um ex-assessor, Fabrício Queiroz, do gabinete do filho, Flávio, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Bolsonaro declarou ser amigo de Fabrício e ter-lhe feito um empréstimo de R$ 40 mil. O dinheiro suspeito seria parte da devolução. Mas um motorista que recebe R$ 600 mil (e os saca) em 12 meses não parece precisar de ajuda. Segundo a Veja, as datas de depósitos feitos na conta de Queiroz, coincidem com as de pagamento na Alerj.

Bruno Boghossian, nesta Folha, conta existir na Alerj a prática do "pedágio" ou "rachadinha". De acordo com o jornalista, gabinetes obrigam os respectivos funcionários a devolverem parte do que recebem.

O jornal (página A6 da mesma edição) acrescenta que, em geral, há três destinos para o recurso recolhido. Pode irrigar projetos mantidos nos redutos eleitorais do parlamentar; pode ir parar na mão de apoiadores ou na do próprio legislador.

Até a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP), confrontada com situação semelhante na Assembleia Legislativa de São Paulo, afirmou que o episódio envolvendo os Bolsonaro tem que ser investigado.

"Bolsonaro [refere-se ao pai] pode ter dado explicação daquilo que ele conhece. Pode haver uma parte da história que ele desconhece, entendeu?", afirmou ao portal Terra. Quando a inspiradora do impeachment de 2016 se manifesta em tais termos, é melhor tomar cuidado.

O rumo do escândalo vai depender de três variáveis. A autonomia e vontade dos órgãos de investigação, que determinará a quantidade de informações disponíveis para a imprensa. O destaque que esta conferir ao que for apurado. O ambiente político geral, que influencia tanto o aparelho investigatório quanto os órgãos de comunicação.

De todo modo, o clima de tolerância zero, do qual Bolsonaro foi um dos artífices, começa a prejudicá-lo. Na sexta (13), a Folha trouxe notícia de que a filha de Fabrício, secretária parlamentar, até outubro, do futuro mandatário, atuava como personal trainer na cidade do Rio de Janeiro.

Numa etapa da vida nacional em que Lula é julgado pelo sítio dos pedalinhos, Aécio Neves, investigado por propinas da JBS, e Cesare Battisti, extraditado, eleitores do "mito" já se sentem decepcionados. A possibilidade de haver um Coafgate não deve ser menosprezada.
Herculano
15/12/2018 06:12
CASO BATTISTI JÁ NÃO É UMA COMÉDIA, MAS UMA TRAGÉDIA JURÍDICA DE ERROS, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Cesare Battisti é dado como foragido. Caso se entregue ou seja encontrado, seja muito difícil se livrar da extradição. Estamos diante de uma formidável... já nem digo "comédia de erros", mas "tragédia de erros".

Refiro-me à desordem legal.

Comecemos pelo óbvio: o refúgio a Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas, jamais deveria ter sido concedido, como fez Lula no dia 31 de dezembro de 2010, no último dia de seu mandato. Aproveitou-se de uma decisão do Supremo que teve lá a sua estranheza: o tribunal considerou, por cinco a quatro, que os crimes cometidos por Battisti na Itália eram comuns, não políticos; que não havia prescrição das penas e que, portanto, o refúgio não obedecia aos rigores da lei. É bom lembrar que o Conare (Comitê Nacional de Refugiados da América Latina) era contrário à concessão do benefício.

Com base numa interpretação dos Artigos 21, Inciso I e 84, Inciso VII da Constituição, a maioria do Supremo entendeu que a concessão de refúgio era ato soberano do presidente da República, embora, reitere-se, o mesmo tribunal tenha considerado que a concessão a Battisti violava o princípio legal.

E Lula decidiu como decidiu. Preso desde 2007, Battisti foi solto por obra, então, de Lula.

Desde aquela data, teve início, então, uma polêmica jurídica. Se o Supremo havia, no mérito, considerado o refúgio ilegal e se era ato soberano do presidente concedê-lo ou não, um outro presidente poderia anular a decisão do anterior? Parece-me que sim, mas há quem sustente que seria necessário um novo processo de extradição.

Battisti foi preso por uma bobagem no dia 4 de outubro de 2010. Foi detido em Corumbá, na fronteira com a Bolívia transportando US$ 6 mil (mais de R$ 18 mil) e 1,3 mil euros (aproximadamente R$ 5 mil) não declarados à Receita Federal brasileira. Ele levava o dinheiro em um táxi boliviano. De acordo com a Receita, qualquer pessoa que esteja cruzando a fronteira do Brasil com mais de R$ 10 mil em espécie, tanto em moeda nacional quanto, precisa fazer declaração chamada "Bens de Viajantes". Segundo disse, iria comprar material de pesca. Convenham: não é dinheiro que se preste a alguma tramoia internacional. Foi solto logo depois.

A Itália entrou com novo pedido de revisão da decisão tomada por Lula. A defesa de Battisti solicitou ao Supremo um habeas corpus preventivo para que ele não fosse extraditado. O relator, ministro Luiz Fux, concedeu a dita-cuja no próprio mês do outubro do ano passado. E afirmou que submeteria a decisão ao pleno do Supremo.

Mas, ora vejam, mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, não é? Se há coisa na qual Fux é especialista, bem..., é a revisão das próprias decisões. O ministro cassou a própria liminar e tomou uma decisão monocrática: Battisti tem de ser preso e fica à disposição do presidente da República para ser extraditado ou não.

O que vai acontecer? Vamos ver. Estou entre aqueles que entendem que cabe agravo da decisão de Fux - isto é, apelo à turma ou ao pleno. Mas também isso não é consenso, uma vez que se pode alegar que o ministro apenas referenda decisão já tomada pelo STF: é atribuição do presidente a decisão da extradição. O STF entrará em recesso. Com o recurso, a questão pode cair nas mãos de Dias Toffoli, presidente e plantonista: ele decidiria se o recurso é cabível ou não. Se dissesse "sim", Battisti ficaria até o pleno se manifestar; se dissesse não, a decisão de extraditar ou não ficaria para o chefe do Executivo.

De todo modo, enquanto concluo este texto, ninguém sabe onde Battisti está. Convenham: a sua extradição vinha sendo dada como certa. A ele cabia escolher entre a tentativa de fuga e a prisão perpétua na Itália.
Herculano
15/12/2018 06:04
AÉREAS JÁ SÃO ESTRANGEIRAS, por Vinicius Torres Freire, no jornal Folha de S. Paulo

Reserva de mercado é quase ficção ou empecilho que pode dificultar investimentos

As companhias aéreas que fazem voos domésticos são controladas por brasileiros, como manda a lei? Sim, se a gente acredita em ficções burocráticas. Sim, se a gente ignora a composição do capital total dessas empresas e outras parcerias, fatores que determinam o rumo das operações dessas firmas.

O governo baixou medida provisória (MP) que dá cabo dessa quase ficção nacionalista, da determinação legal de que 80% das ações com direito a voto das companhias aéreas sejam de propriedade de brasileiros.

Editar MP com essa finalidade é uma esculhambação, é verdade, até porque a única urgência da medida é facilitar injeção de capital na Avianca, empresa no bico do corvo. Ainda assim, essa nova regra dá cabo de uma regulação que pode criar empecilhos a investimentos e era de interesse de um ou outro empresário, não do mercado de aviação.

Importante é saber como regular o negócio, evitar oligopólio, sabotagens várias das regras de mercado e descaso em geral com o consumidor. Disso pouco se fala.

A Gol é a empresa com maior participação brasileira no total de seu capital, a família Constantino. Mesmo assim, mais de um terço da companhia está na mão de terceiros, em especial da Delta, da Air France KLM e de um monte de fundos de investimento.

A Gol tem uma parceria operacional com a Air France KLM, que aliás é em parte propriedade da Delta.

A Gol tem 33,3% do mercado de passageiros. Em segundo lugar, vem a Latam, com 30,4%. A Latam do Brasil é na prática subsidiária de uma multinacional sob controle de uma família chilena, os Cueto, embora com participação relevante ainda da família Amaro nos negócios.

A Azul tem 22,9% do mercado. É controlada por David Neeleman, que é brasileiro e americano, embora a nacionalidade seja irrelevante, em termos de negócio. Neeleman tem pouco mais de 5% do capital total e, ele mesmo, é uma espécie de multinacional do setor, com participação relevante na TAP portuguesa, por exemplo.

A Azul é ainda das famílias donas da Trip, da United Airlines e de um monte de fundões internacionais de investimento.

A Avianca, que pediu recuperação judicial, tem 12,6% do mercado. É na prática de Germán Efromovich, que é um pouco ou simultaneamente brasileiro, colombiano, polonês e boliviano, embora tal peculiaridade também não seja o essencial.

Ele é controlador de uma holding que tem companhias aéreas em vários países, também uma espécie de múlti.

Nota-se, portanto, que o mercado é quase 100% dominado por empresas em processo mais ou menos avançado de internacionalização de capital, gestão e operação. Suponha-se, no entanto, que alguém apareça com bons argumentos a favor da maioria brasileira no controle dessas empresas. E daí?

Como será possível impor tal decisão caso brasileiros não tenham capital bastante ou não queiram controlar tais empresas? Por que, mesmo sob reserva legal de mercado para brasileiros, as empresas não se tornaram cada vez mais "nacionais"? Na verdade, as empresas nacionais quebraram operisticamente, mesmo com favores do Estado, ou se associaram a estrangeiros.

Sem abertura do mercado, haveria investimentos suficientes nas empresas domésticas? Note-se, enfim, que o capital estrangeiro terá de constituir empresas aqui no Brasil, a fim de operar no mercado aéreo doméstico, como o fazem montadoras de carros ou de eletrodomésticos, siderúrgicas, distribuidores de eletricidade e até varejistas.
Herculano
15/12/2018 05:57
da série: Justiça que tarda, falha e quando avisa antecipadamente o réu da sentença para dar permitir a fuga, é sócia do crime.

COMO BATTISTI, PF SOUBE DA PRISÃO PELA IMPRENSA, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou neste sábado, nos jornais brasileiros

Causou espanto a divulgação da ordem de prisão do terrorista italiano Cesare Battisti na noite de quinta (13), favorecendo sua fuga. A notícia da ordem do ministro Luiz Fux, do STF, contrariou a prática adotada há anos pela Justiça e a polícia, de surpreender de manhã cedo o alvo de mandado de prisão. O mandado chegou à Polícia Federal após a sua divulgação pela imprensa. Na manhã de sexta (14), quando a polícia bateu à porta do bandido a ser extraditado, ele havia desaparecido.

DESTINO PROVÁVEL
Policiais acham que Battisti teve ajuda de cúmplices ou agentes de outro país. Há um ano, ele foi preso tentando escapar para Bolívia.

FUGA PLANEJADA
Policiais experientes observam que fugitivos como o terrorista Battisti tem sempre plano de fuga preparados nos mínimos detalhes.

VAI QUE É TUA, STF
Procuradores também estranharam a fuga de Battisti. Mas, indagada, a Procuradoria Geral da República informou que isso é "assunto do STF".

FUX NÃO COMENTA
No STF, o ministro Luiz Fux informou que não vai comentar a suspeita de que a fuga de Battisti pode ter sido provocada pelo vazamento.

DECRETO DE EXTRADIÇÃO ESTAVA PRONTO HÁ UM ANO
O decreto de extradição do terrorista Cesare Battisti, assinado ontem pelo presidente Michel Temer, estava pronto desde o ano passado. A única alteração foi preparada também nesta sexta (14) pelo ministro Torquato Jardim (Justiça), um dos mais admirados juristas do País, que refez a argumentação para seguir a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF) ao ordenar a prisão do criminoso.

TRATATIVAS DIPLOMÁTICAS
Em novembro do ano passado, os chanceleres do Brasil, Aloysio Nunes, e da Itália, Angelino Alfano, iniciaram tratativas para extradição.

FRIEZA E CRUELDADE
Battisti revoltou os italianos ao executar 4 pessoas e deixar paraplégico um garoto de 15 anos. Foi condenado duas vezes à prisão perpétua.

APENAS UM BANDIDO
Até por ignorância, a "esquerda" brasileira dá tratamento de "ativista" ou "perseguido político" a Battisti, que é apenas um bandido comum.

DIGA-ME COM QUEM ANDAS
Apoiar o atual presidente, Rodrigo Maia, nem passa pela cabeça do PSL. É que o atual presidente da Câmara tem "conversado demais" com deputados de oposição, sobretudo do PT, em busca de apoio.

CONVERSAS DIFERENTES
Jair Bolsonaro pediu para que o PSL não manifeste apoio a qualquer candidatura a presidência da Câmara, mas o deputado Luciano Bivar (PE), que preside o partido, anda reafirmando que, "no momento certo", a candidatura de João Campos (PRB-GO) terá respaldo pesselista.

PERSONA NON GRATA
O ex-ministro José Dirceu chegou ontem em Campo Grande (MS) para lançar o seu livro. Foi direto ao programa de Joel Silva na FM Capital, líder no horário. De dez ligações de ouvintes, vinte o esculacharam.

AINDA FALTA O INSTITUTO
O caso envolvendo o Instituto Lula no esquema de lavagem de dinheiro na Guiné Equatorial foi remetido à Justiça Federal de São Paulo por ordem do então juiz Sergio Moro. A denúncia foi recebida pela juíza da 2ª Vara Federal de São Paulo, e o presidiário virou réu outra vez.

AUTOCENSURA NO YOUTUBE
Além de reduzir o número de assinantes de muitas contas, a rede de vídeos Youtube retirou dos seus servidores 58 milhões de vídeos de circulação, nesta sexta-feira (14), por violação a suas "políticas".

OCUPAÇÃO
Afastada do cargo de governadora de Roraima, a "rainha da Inglaterra" Suely Campos tem o que fazer: o filho Guilherme, preso em novembro, seria o dono da Qualigourmet, contratada por R$70 milhões pelo governo da mãe para fornecer comida aos presídios do Estado.

CUSTO LOTÉRICO
Apesar de toda a propaganda da Caixa sobre loterias, cerca de 20% de tudo que é arrecadado com essas apostas é destinado para a estrutura burocrática de loterias, em despesas de custeio e manutenção.

PAPO DE DERROTADO
Guilherme Boulos, candidato derrotado do Psol à Presidência da República, é o único presidenciável a ter assinado o abaixo-assinado pela "liberdade" de Cesare Battisti, o assassino. Nem Haddad assinou.

PERGUNTA À CONSCIÊNCIA
Se Battisti é "ativista", como proclama a esquerdopatia nacional, apesar do assassinato de 4 pessoas, o que será terrorismo para essa gente?
Herculano
15/12/2018 05:49
da série: Gaspar é um exemplo de mistura entre novas igrejas e poder político. Um pode revelar a podridão temporária do outro que pretende ter a verdade eterna. As instituições, como tese, são perfeitas. Quem as desmoraliza e as demoniza são os homens

GUERRA DE RELIGIÃO, por Demétrio Magnoli, geógrafo e sociólogo, no jornal Folha de S. Paulo

Não há diferenças essenciais entre Damares e os fundamentalistas islâmicos

"A igreja deve governar", exclamou Damares Alves, nova ministra da Mulher, da Família e Direitos Humanos aos fiéis de sua seita evangélica. Há pouco, bastaria contraditá-la invocando a laicidade estatal. Hoje, face ao regresso político em curso, é preciso examinar as relações entre igreja, partido e governo para redescobrir o valor universal do princípio do Estado laico.

A fé não precisa de uma igreja para se manifestar. As igrejas, como os partidos, são sobre poder. No Ocidente medieval, a Igreja Católica exercia um poder absoluto sobre as sociedades: o papado legitimava os reis. Um paralelo apropriado é com os totalitarismos do século 20: os partidos de Stalin e Hitler identificavam-se com o Estado.

Nas democracias, contudo, partidos e igrejas ocupam lugares radicalmente diferentes. Os primeiros almejam governar; as segundas só podem almejar a liberdade de pregar uma fé.

O partido é a expressão política de uma parte da sociedade que pretende representar, provisoriamente, a sociedade inteira. A meta é atingida por meio do voto majoritário, veículo da soberania popular, que sagra a verdade do partido como verdade geral provisória.

Mas o partido que chega ao governo continua a ser a parte, não o todo, e, por isso, corre o risco de ser apeado na eleição seguinte. A igreja, porém, qualquer que seja ela, define a sua verdade como Verdade eterna - e, por isso, não tem o direito de querer governar.

Os partidos exibem seus programas como soluções melhores para administrar as coisas (a economia, os serviços públicos) nas circunstâncias do presente. As igrejas, por outro lado, pretendem universalizar uma fé, um modo de entender a vida e a morte, um catálogo de preceitos sobre o comportamento dos indivíduos nas esferas pública e privada.

O governo do partido pode ser mudado; o "governo da igreja" é, por definição, imutável. Do ponto de vista da democracia, não existem diferenças essenciais entre Damares e os fundamentalistas islâmicos que governam a Arábia Saudita, o Irã, o Sudão e a Faixa de Gaza.

"Todo o poder aos sovietes!". A exigência dos antigos comunistas de transferência de "todo o poder" à classe proletária deve ser interpretada: de fato, eles queriam o poder absoluto para seu próprio partido.

Os partidos comunistas proclamavam representar, com exclusividade, a classe trabalhadora. Por esse motivo, quando os bolcheviques chegaram ao poder na Rússia, começaram proibindo os "partidos burgueses", inimigos da "ditadura do proletariado", para proibir na sequência os demais partidos que juravam representar os interesses dos trabalhadores.

As igrejas são, sob esse aspecto, muito parecidas com os partidos comunistas. Deriva daí que a elevação de uma igreja ao governo é o que de mais perigoso pode acontecer para a liberdade de religião.

A seita de Damares vê, no cristianismo, a fé verdadeira exclusiva. O seu "governo da igreja" começaria proscrevendo as "religiões demoníacas" (ou seja, todas as não cristãs), mas não pararia por aí.

Tanto quanto as outras, a seita de Damares enxerga a si mesma como a única perfeita tradução da fé cristã. Depois de eliminar as "religiões demoníacas", seu "governo da igreja" proscreveria as igrejas cristãs concorrentes. Todo o poder para Damares tem, como implicação lógica, a guerra de religião, primeiro contra os "infiéis" e, na sequência, contra os "falsos fiéis".

No seu organograma de governo, Bolsonaro traçou um círculo em torno de quatro ministérios, criando uma reserva de mercado para o extremismo de direita.

Perto dos ministérios das Relações Exteriores, da Educação e do Meio Ambiente, a pasta de Damares parece um pátio de folguedos infantis entregue a meia dúzia de fundamentalistas cristãos. Engano: o governo que desafia o Estado laico está brincando com fósforo entre tambores de substâncias inflamáveis.
Miguel José Teixeira
14/12/2018 22:47
Senhores,

Sobre a nota:

"MAIS UM CAPÍTULO. ANA PAULA LIMA, PT, FORA DA CÂMARA DECIDE LIMINARMENTE O TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. MAS TERÁ OUTROS CAPÍTULOS
OS PETISTAS DAQUI ESTÃO ATENTOS À SOBREVIVÊNCIA."

Parece-nos, que

"O princípio geral do Direito de que ninguém pode alegar o desconhecimento da lei é bastante antigo. ...

A defesa da lambisgóia PeTralha defenestrada, não se sustenta.

Com a palavra, os doutos.
Herculano
14/12/2018 19:35
ASSINADO AQUI E NÃO PRECISOU IR A BRASÍLIA

O que diz a página social do prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB.

Nossa Gaspar está se encaminhando para mais desenvolvimento. Assinamos há pouco o contrato com a Caixa Econômica Federal, que através da linha FINISA, nos disponibilizará R$ 60 milhões para realizarmos importantes obras para a nossa cidade.

Com este recurso, realizaremos a implantação do Anel de Contorno Viário Urbano, o alargamento da rua Duque de Caxias, revitalização da rua Doutor Nereu Ramos, implantação de uma passagem subterrânea de pedestres na região da empresa Círculo S/A, revitalização da Rua Anfilóquio Nunes Pires e pavimentação asfáltica da rua Prefeito Leopoldo Schramm a partir da rua Rosalina Theiss. Além disso, estão inclusos no planejamento o Parque Municipal, modernização da iluminação pública e a construção do centro cultural e de eventos.

Na área de comentários, a boa notícia veio recheada de críticas dos gasparenses presos no trânsito, ou encalacrado na rua depois da guerra, como a que se transformou a do Beco.

A autorização para o empréstimo foi autorizado pela Câmara de Vereadores. Tanto eles, como a população têm muitas dúvidas sobre a capacidade executiva do projeto, apesar da disponibilidade do dinheiro para uso. Acorda, Gaspar!
Herculano
14/12/2018 16:57
Perguntar não ofende?

O COMÉRCIO DE GASPAR VAI PAGAR MAIS UMA VEZ A CONTA NESTE NATAL DA MUDANÇA DO TRÂNSITO?

Sai e entra prefeito e a história continua a mesma contra os pagadores de pesados impostos e empregadores. Quando não é a crise econômica, inventa-se qualquer outra para...Acorda, Gaspar!
Herculano
14/12/2018 16:51
SAMAE INUNDADO (de reclamações, é claro)

O governo de Kleber Edson Wan Dall, MDB, Luiz Carlos Spengler Filho, PP, e do prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, MDB, conseguiu passar na Câmara, a obrigação do Samae abrir e limpar valas em Gaspar com o dinheiro que estaria "sobrando" da cobrança de taxas e tarifas de água e coleta de lixo.

A votação polêmica, foi comemorada pelo presidente da autarquia, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP, como um grande feito da sua gestão. Ele se autointitula como um "grande executivo". Os próprios vereadores da base, incluindo o do Bateias, Evandro Carlos Andrietti, MDB, assim designou Melato nos discursos que fez a favor da matéria.

A realidade da gestão e desta raspa de dinheiro que tinha outro destino pela lei e pela prioridade está à vista de todos nesta semana e tende a piorar.

Estas supostas sobras de caixa do Samae, na verdade e como sempre argumentei aqui, são falsas. Ou são da cobrança a maior do preço da água consumida e do lixo recolhido, ou da falta de investimento no setor para melhor atender os próprios consumidores e à população em geral.

Bingo. A mentira tem perna curta e os políticos sem experiência executiva se perdem na primeira curva da dificuldade que eles criam para si próprios. E a culpa é da oposição que está perdidinha e agora por cargos parte dela se bandeou para o governo num acerto de contas particular, ou da rede social que não conseguem controlar ou da imprensa independente, que enxerga a cidade como ela é, e não como compra o poder de plantão para vendê-la falsamente.

O verão nem começou e o povo do Barracão, Bateias - terra do Andrietti e que já trabalhou no Samae de Gaspar - e óleo Grande, está sem água. O berreiro é grande nas redes sociais e abafa, por exemplo, uma boa obra, ou seja, a inauguração do segundo reservatório de água do Centro e que aconteceu nesta sexta-feira, dia 14, depois de ser adiado, porque não se conferiu à agenda do prefeito, que viajou a Brasília, sem torná-la pública e integrá-la com os seus no próprio governo. Que coisa!

E por que o Bateias, Barracão e óleo Grande estão sem água potável para os seus moradores?

Porque os mananciais de lá estão secando naturalmente pelo desmatamento da área, como consequência da expansão urbana que está sendo direcionada para lá - inclusive pelas emendas ao Plano Diretor que estrategicamente não foi revisado como manda a lei.

Porque mesmo não secando, os mananciais de lá seriam insuficientes para atender à expansão na demanda por novos moradores, comércio e até indústrias que se instalam por lá.

E se ainda, fossem suficientes, a seca desses dias diminuiu a quantidade de água disponível naqueles mananciais como de todas as regiões no Médio Vale do Itajaí. Então há uma crise hídrica.

E se não bastasse, alertados quando assumiu há dois anos, o atual prefeito e o atual presidente do Samae, decidiram não continuar as obras de ligação da rede de abastecimento do Centro com as do Barracão, Bateias e óleo Grande. Simples assim.
Falta 1,5 quilômetro e meio para isso se concretizar. E seria uma questão de segurança, não a desistência de se investir naquela área para ir atrás de outras alternativas de mananciais de abastecimento para a comunidade.

"Economizaram" e usaram o dinheiro dos investimentos do Samae para limpar valas em toda a cidade e deixaram o pessoal da zona sul de Gaspar vulnerável e sem água. Que coisa!

Agora estão inventando um monte de desculpas. Erraram nas prioridades e contra a cidade e os cidadãos pagadores de pesados impostos.Competência, zero! A cidade avança, sim, mas para o descontrole. Acorda, Gaspar!
Herculano
14/12/2018 16:12
PARA QUE SERVE UM JORNAL E UM PORTAL LÍDERES, QUE NÃO DEPENDEM DO DINHEIRO PÚBLICO? PARA DAR VOZ À COMUNIDADE

Registrei às 12.30min desta sexta-feira, que fora do horário de pico, o trânsito por Gaspar em direção a Blumenau, estava praticamente parado.

às 15h, quase nada melhorou.

Ou seja, a manchete do jornal Cruzeiro do Vale - o mais antigo, o de maior circulação, o de maior retorno para os investidores e o de maior credibilidade de Gaspar e Ilhota, da edição desta sexta-feira, apenas refletiu uma realidade que os gestores públicos no poder de plantão não conseguem ver e ajudar os pagadores de pesados impostos.

A imprensa amiga do poder, a comprada, as redes sociais dos que estão no poder, estão zombando da realidade e dos cidadãos.

A situação é tão caótica, que a necessária e tecnicamente bem concebida pelo poder de plantão da obra do binário da Parolli, está sendo desmoralizada. Dinheiro colocado fora.

E por que? Se resolveu a rotação na área do entrocamento das Avenida Francisco Mastella, da saída para Brusque e Avenida das Comunidades permitindo mais segurança e principalmente fluidez, tudo fica em simples gargalos - e sem custos, como o de R$1,5 milhão da Parolli - não resolvidos como os estacionamentos que tomam e estreitam a Avenida Duque de Caxias, a junção de dois fluxos pesados Na Nereu Ramos - Comunidades e Aristiliano Ramos - e principalmente à passagem de pedestres nas Linhas Círculo. Acorda, Gaspar!
Herculano
14/12/2018 13:13
SAMAE INUNDADO, OUTRA FEZ

A troca da velha pela nova rede na Rua Leopoldo Schramm, em Gaspar, se enrola para além da conta. Dizem que é um protesto dos servidores contra o presidente da autarquia, o mais longevo dos vereadores, José Hilário Melato, PP.

Mas, o que aconteceu? ligada a nova rede, ela estourou. E por que? Os canos foram apenas encaixados nas juntas e não devidamente "colados". Contanto, poucos acreditam. Acorda, Gaspar!
Herculano
14/12/2018 13:03
MAIS UM CAPÍTULO. ANA PAULA LIMA, PT, FORA DA CÂMARA DECIDE LIMINARMENTE O TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL. MAS TERÁ OUTROS CAPÍTULOS

OS PETISTAS DAQUI ESTÃO ATENTOS À SOBREVIVÊNCIA.
Herculano
14/12/2018 13:01
da série: o voto pela mudança e quem jurava estar limpo e livre das práticas condenadas pelos pagadores de pesados impostos

SOB A SOMBRA DO LARANJAL DOS BOLSONARO, por José Carlos Marques, diretor editorial da revista IstoÉ

No clima primaveril de diplomação e festejos, o novo governo desabrocha exalando um odor inconfundível de laranja podre, com suspeitas de velhas práticas, esquemas condenáveis e descaso pela verdade a imolar uma gestão que se pretendia, desde o início, incorruptível. A movimentação atípica de uma pequena fortuna por parte do motorista policial Fabrício de Queiroz, amigo dileto, de longa data, dos Bolsonaro, e os depósitos que entravam e saiam de sua conta na mesma velocidade dos pagamentos dos salários da Alerj (a Assembleia Legislativa do Rio), deixam um rastro imenso de dúvidas sobre a lisura das práticas dessa turma.

Estaria a dinastia Bolsonaro reeditando a fórmula de um "mensalinho", usual entre parlamentares que costumam cobrar uma espécie de mesada ou pedágio dos funcionários em cargos comissionados devido ao emprego concedido? Ao menos sete assessores da equipe do então deputado e agora senador eleito, Flávio Bolsonaro, efetuaram transferências para a conta do ex-PM, dublê de motorista Queiroz, que recebia de salário à época a quantia de R$ 8.517 por mês, de toda incompatível com os montantes que passearam por suas mãos. A troco de quê? O Coaf suspeita que essa seja uma movimentação típica de conta de passagem na qual o real destinatário do valor creditado não é o seu titular.

Os saques e depósitos em dinheiro vivo, para não deixar rastros, reforçam a hipótese. As operações obedeciam a um padrão: entravam e saíam da conta em intervalos de tempo pequenos, às vezes no mesmo dia. Ao menos 176 saques do motorista titular obedeceram a essa rotina (precedidos de um depósito em espécie de valor em patamar semelhante), 50 deles em quantias acima de R$ 2.000, ao longo do ano de 2016. Não há como evitar os questionamentos. E as respostas, para afastar qualquer ranço de desconfiança de um dízimo ou de um caixa dois em gestação para o partido ou em benefício do parlamentar responsável - no caso, Flávio, digníssimo representante da estirpe Bolsonaro -, deveriam ter vindo de bate pronto. Não vieram. O presidente eleito, depois de um ensurdecedor período em silêncio, apareceu para falar do que entende ser a parte que lhe cabe nesse latifúndio. Justificou um cheque de Queiroz para a conta de sua mulher, Michelle Bolsonaro, alegando tratar-se de um empréstimo no montante total de R$ 40 mil que ele estava devolvendo em prestações. Queiroz e Bolsonaro pai se conhecem há mais de 40 anos, compartilharam juntos diversos momentos de lazer, desde encontros para churrascos até pescarias, devidamente registrados.

E esse vínculo do servidor com a família o colocou na inevitável condição de constranger os futuros detentores do poder em Brasília. Não são apenas os R$ 24 mil depositados na conta da primeira-dama. Nem os alegados R$ 40 mil dados em empréstimo pelo mandatário em pessoa - que, de resto, sequer declarou a quantia ao Fisco. O que dizer dos inúmeros repasses na conta desse assessor, da dinheirama de mais de R$ 1,2 milhão que ele gerenciou com precisão diligente, tal qual um tesoureiro, ao longo de quase um ano? Queiroz saiu estrategicamente dos holofotes para evitar cobranças.

De todo modo, seria só ele a ter de prestar esclarecimentos, como pretendem os Bolsonaro irritadiços, que atribuem a revelação do caso a perseguições indevidas da imprensa, do Coaf, da oposição, de forças ocultas e do diabo a quatro? Naturalmente que não. Essa reação - tão igual e previsível entre autoridades costumeiramente flagradas em situações duvidosas - é típica de quem tem dificuldades de passar da condição de atirador de pedras à posição de vidraça.

Os Bolsonaro e seus asseclas se portam como senhores da verdade que não devem satisfações a ninguém. Ou, no mínimo, acreditam que o assunto está resolvido, e ponto. O motorista que se vire para explicar. Não é razoável aceitar que alguém tão próximo do clã, que conseguiu pendurar no gabinete de Flávio a mulher e duas filhas, além dele próprio - e colocar uma outra herdeira em um cargo de confiança junto ao mandatário eleito -, reforçando laços de confiança duradoura com os Bolsonaro, tenha operado todo esse esquema de repasses de forma voluntariosa, sozinho e sem conhecimento superior. Queiroz, com rendimentos que jamais justificariam tamanho desprendimento pecuniário, não virou da noite para o dia um exímio financista, capaz de angariar recursos fartos. Naturalmente, é de se supor que agiu com o beneplácito dos chefes, tal qual um laranja, como tantos outros que se prestaram ao papel na putrefata política dessas paragens.

O histórico laranjal brasileiro, que serve de fachada aos poderosos, parece não encontrar limites. Como uma praga, brota por todo o lugar, nas diversas vertentes partidárias, sem preconceito ideológico à direita ou à esquerda. Teria, agora, tomado também os novos titulares do Planalto? Essa é a dúvida que precisa ser imediatamente dissipada. Não tem que reagir com raiva ou descaso os senhores do novo time. O futuro chefe da Nação, que foi eleito com a bandeira de moralização da atividade pública, "contra tudo que está aí", não pode se furtar à missão de deixar tudo às claras, sem respostas pela metade. A imagem do futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, abandonando uma entrevista no meio, esbravejando destemperado diante das câmeras ao ser questionado sobre o tema, mostra a intolerância e inabilidade que ainda grassam com fervor entre os novos ocupantes do Planalto. Não vão terminar bem se insistirem nesse caminho.
Herculano
14/12/2018 12:44
DA SÉRIE QUE ENFRENTOU O PODER DE PLANTÃO

Ninguém aguenta mais o trânsito infernal de Gaspar!

São 12.30, desta sexta-feira. Teoricamente, um horário sem "rush". Está tudo parado no centro de Gaspar em direção de Blumenau. Por que? Devido aos gargalos e que estão à vista de todos, menos dos especialistas e políticos com o rótulo de eficientes da gestão pública de Gaspar. Acorda,Gaspar!
Herculano
14/12/2018 12:03
IMPRESSIONANTE O FAZ DE CONTA DA ADMINISTRAÇÃO DE KLEBER

O relato do leitor da coluna que se apresenta como Pedro Salvador, é algo estarrecedor!

Duas coisas.

Ou vale a máxima do poder de plantão, repetida em todos os contos da cidade, de que tudo está dominado e na mão dele, incluindo o MP, para se fazer o que bem entender.

Ou então, se for blefe e que precisa ser esclarecido com uma intervenção clara e urgente, está tudo fora de controle e alguém está exposto. O responsável primário, não custa lembrar é o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB
LEO
14/12/2018 11:38
QUEM PRECISAR SAIR DE CARRO HOJE EM DIREÇÃO AO CENTRO DE GASPAR.DEVE LEVAR O KIT FILA... ÁGUA OU SUCO DE MARACUJÁ,LANCHE OU UMA FRUTA, CARREGAR A BATERIA DO CELULAR OU LEVAR UMA REVISTA .E MUITA PACIÊNCIA.
Pedro Salvador
14/12/2018 07:33
Vou empregar nesse comentário as palavras do Sr. Roberto Pereira, utilizadas para falar da Sede Própria da Câmara de Vereadores em sua rede social, mas com outro foco o qual relato abaixo.

"Amigos, tenho um assunto sério, o qual acredito que a maioria dos amigos não tenha conhecimento."

Estive acompanhando no portal da transparência do município pagamentos realizados pela prefeitura. Após verificações encontrei casos estranhos, para refletir o que estaria acontecendo gostaria de compartilhar um desses casos.

Empenho 5502/2018 (FORNECEDOR SLM TRANSPORTES E CONSTRUÇÃO ERELI EPP) datado de 08/10/2018 tem como descrição:
- Contratação de empresa para Serviços de Drenagem e Pavimentação da Rua JOSÉ RAFAEL SCHMITT - BAIRRO SANTA TEREZINHA, conforme ATA 42/2018;
Ao verificar os itens do empenho tem-se:
- Execução de pavimentação articulada com lajotas de concreto retangular (10cm x 20cm) com espessura de 8cm, compactação manual e compactação com rolo, com fornecimento das lajotas (paver).
- QUANTIDADE: 370 m²;
- VALOR UNITÁRIO: R$ 55,21;
- VALOR TOTAL: R$ 20.427,70;
Ao verificar os pagamentos do empenho, observa-se:
- NF 398/2018 com valor de R$ 20.427,70 datada em 02/12, com ordem de pagamento em 03/12 e depósito bancário compensado em 10/12;

Analisando estes dados faço as seguintes considerações:
1) Quem transita na Rua José Rafael Schmitt (rua do binário Parolli / Top liberado em 09/12 conforme noticia dada pelo Prefeito Kleber) observa que o pavimento empregado na referida via é asfalto e não paver conforme pagamento realizado;
2) O único local possível utilizar paver nesta rua seria junto aos passeios, contudo ao caminhar no local verifica que até a presente data os mesmos estão na terra - não existe paver nos passeios;
3) Diante destes fatos só temos uma explicação: FRAUDE, pois foi pago um serviço não executado;

Talvez após visualizar esse comentário, o governo municipal execute rapidamente este passeio, porém conforme mostra as imagens da Rua que disponibilizo nos links abaixo, o tráfego de veículos no local já estava funcionando no binário, ou seja as fotografias são após o dia 09/12 e a ordem/pagamento da pavimentação em paver já havia sido realizada pela administração do município nesta data, embora não exista esse tipo de pavimento no referido local.

Ao Prefeito Kleber digo, parece que o mal do MDB como já aconteceu na gestão de 1997 a 2000 esta implantado também neste governo, tome cuidado que os tempos são outros e as punições tendem a acontecer com maior brevidade!

Aos vereadores e seus assessores peço que acompanhem diariamente os empenhos no portal da transparência, e verifiquem se realmente os serviços empenhados e pagos estão sendo efetivamente prestados. Com base neste relato e provas espero que tomem providencias a fim de punir os responsáveis pela fraude no pagamento.

O empenho mencionado pode ser consultado no Portal da Transparência do Município:
http://grp.gaspar.sc.gov.br/grp/acessoexterno/programaAcessoExterno.faces?codigo=670063

As telas do empenho consultado e fotografias registradas em 12/12 da Rua José Rafael Schmitt esta disponíveis nos seguintes links:
https://uploaddeimagens.com.br/imagens/empenho5502-jpg
https://uploaddeimagens.com.br/imagens/empenho5502_itens-jpg
https://uploaddeimagens.com.br/imagens/empenho5502_pagamento-jpg
https://uploaddeimagens.com.br/imagens/jrs_01-jpg
https://uploaddeimagens.com.br/imagens/jrs_02-jpg

Espero interesse da Imprensa, Câmara de Vereadores, Ministério Público e Sociedade para cobrar dos gestores municipais explicações deste caso, se é que é possível justificar!

Ao que parece o governo do nosso município poderia se intitular como AFANA GASPAR!!
Herculano
14/12/2018 07:17
ENQUANTO OS POLÍTICOS DO PODER DE PLANTÃO TRAMAVAM A SAÍDA DO TÉCNICO QUE TOCAVA A DEFESA CIVIL DE GASPAR Só PORQUE ELE SE RECUSAVA A PEDIR VOTOS NAS CAMPANHAS ELEITORAIS E FECHAR OS OLHOS PARA OS PROBLEMAS QUE COLOCAM A VIDA E O PATRIMôNIO DAS PESSOAS EM PERIGO, A CLAQUE IRRESPONSÁVEL COMEMORAVA E DEBOCHAVA USANDO BONÉS DA DEFESA CIVIL NAS SESSõES DA CÂMARA DE GASPAR COMO OS VEREADORES EVANDRO CARLOS ANDRIETTI E FRANCISCO SOLANO ANHAIA, AMBOS DO MDB.

Ainda vou esclarecer esse assunto. Acorda, Gaspar!
Herculano
14/12/2018 06:47
da série: o artigo serve para Gaspar e Ilhota, e outros. Aqui por exemplo, a comunicação das redes sociais do poder de plantão é tão desastrosa, que trabalha contra o próprio poder que ouve do próprio povo o que ele não gostaria de ouvir. Pior: ao desdenhar a imprensa com credibilidade, se torna sócio, por paga, com gente que todos sabem que muda a biruta conforme o tamanho da grana. Então...

DOIS PRESIDENTES E UM MESMO DISCURSO SOBRE A MÍDIA, Roberto Dias, secretário do jornal Folha de S. Paulo


Sarney e Bolsonaro ouviram um galo cantar e o localizaram cada um em um lugar, mas erraram

No tempo em que televisores e antenas eram muito caros, o povoado Curtume, em Alagoas, montou sua "pracinha da TV", onde as pessoas se reuniam diante do único aparelho da área. A sabedoria popular acabou por rebatizá-la de "praça da discórdia", tamanho o desacordo sobre que canal assistir.

Corta para 2018, e o assunto em Curtume mostra como a tecnologia soterrou motivos para tal desavença. É com orgulho que se fala que numa capela da região, meses atrás, casou-se "o Whindersson" - um dos principais youtubers do país.

O Brasil de José Sarney é o da Curtume antiga. Dizia na década passada o então presidente do Senado: "A tecnologia levou os instrumentos de comunicação a tal nível que a discussão é: quem representa o povo? Diz a mídia: somos nós. Dizemos nós representantes do povo: somos nós. A mídia passou a ser inimiga das instituições representativas".

O Brasil de Jair Bolsonaro é o da Curtume de 2018. Disse nesta semana o presidente eleito: "O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes".

Os dois ouviram um galo cantar e o localizaram cada um em um lugar - ambos errados. A evolução tecnológica mudou muita coisa, mas a relação disso com o poder democrático difere da expressada por eles.

Não é papel da mídia, tampouco da sua vertente jornalística, substituir a representação parlamentar ou funcionar como garoto-de-recados entre o eleitor e seus representantes. Num imenso erro de compreensão, o novo presidente parece crer que solapa o jornalismo ao tuitar o nome de ministros e fazer lives.

A possibilidade de defender causas nas redes sociais traz avanço para a democracia. Mas isso não faz do país uma imensa ágora virtual. De comum entre o discurso dos dois presidentes em décadas diferentes, só a necessidade conjuntural de arrumar uma cortina de fumaça para os problemas apontados pela mídia.
Herculano
14/12/2018 06:40
STF PRESSIONADO A APOIAR 'TREM-BALA DA ALEGRIA', por Claudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

Dirigentes da Fenajufe, entidade de servidores da Justiça e do MPF, reuniram-se com o ministro Antonio Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pressioná-lo a apoiar proposta que é um escândalo: elevar a escolaridade dos técnicos de nível médio sem concurso público. O impacto do "trem-bala da alegria" pode chegar a R$ 4,5 bilhões por ano, para atender cerca de 80 mil servidores.

TREM INDECOROSO
Além do impacto bilionário, a proposta é chamada de "trem-bala da alegria" por suprimir a exigência constitucional de concurso público.

CÁRMEN RESISTIU
Antes de Toffoli, a entidade diz em seu site que fez 14 "tentativas oficiais" junto à ex-presidente Cármen Lúcia, que resistiu bravamente.

CONTESTAÇÃO
O "trem-bala da alegria" é rebatido pela Anajus, entidade de analistas do Judiciário e do MPU, que também irá falar com o presidente do STF.

BRIGA DE CATEGORIAS
O bilionário "trem-bala da alegria" atenderia 80 mil técnicos de nível médio, diz a Anajus, prejudicando 40 mil analistas de nível superior.

EMPRESAS AÉREAS: TEMER FAZ HISTóRIA, TCU PAPELÃO
Enquanto o presidente Michel Temer garante lugar na história da aviação civil, transformando o mercado com a medida provisória que autoriza 100% de capital estrangeiro nas empresas aéreas, o Tribunal de Contas da União (TCU) se apequenou curvando-se ao lobby das companhias, avalizando a cobrança abusiva pelo transporte de malas. O TCU alega que isso seria "favorável ao consumidor". Só para suas excelências, que viajam de classe executiva e por conta do cidadão.

BRASIL NO SÉCULO 21
O atrasado Código Brasileiro de Aeronáutica limitava a 20% o capital estrangeiro nas empresas aéreas. A MP põe o Brasil no século 21.

MP DA LIBERTAÇÃO
A legislação anacrônica subjugava o brasileiros à reserva de mercado para empresas ineficientes e gestores incompetentes.

CAPITAL É O QUE IMPORTA
A empresa aérea precisa ser brasileira, mas, para isso, basta ter sede no País. O desejado aporte de capital por ser inteiramente estrangeiro.

MORO CORRE RISCOS
O perigo parece iminente: o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, chegou aos estúdios da Band em Brasília, para gravar entrevista a José Luiz Datena, protegido por seis seguranças, tensos e armados.

TECNOLOGIA PIRATA
Quatro das cinco condenações contra o Brasil mantidas esta semana na Organização Mundial do Comércio (OMC) têm a ver com programas de incentivo fiscal para áreas de tecnologia.

O COLECIONADOR
O ministro Alexandre Baldy (Cidades) coleciona convites: foram sete governadores que o chamaram para ser secretário. Fez opção pelo governo João Doria. Cuidará da área de Transportes Metropolitanos.

PR QUER APITO
Orientados por Valdemar da Costa Neto, proprietário do partido, deputados do PR resolveram cobrar a fatura do apoio já declarado ao governo Jair Bolsonaro. Eles querem "espaço".

DIZ QUE NÃO ESTOU
O dono do PRTB, Levy Fidélix, aquele de bigodes e cabelos retintos, tem sido evitado no governo na transição. Militares que cercam o presidente eleito o acham cafona e muito tagarela.

O QUE ERA RUIM FICOU PIOR
Silenciosamente, o Banco do Brasil deixou de operar com as agências dos Correios. As agências do banco que já viviam cheias, agora estão superlotadas de gente. O serviço, um horror.

BOCA LIVRE NA ROUANET
O Ministério Público Federal fez 27 denúncias nos últimos dias à 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo no âmbito da operação Boca Livre, que investiga o desvio de recursos carimbados com a Lei Rouanet.

INIMIGO EXTERNO
O ditador da Venezuela se acha. Diz que Estados Unidos, Brasil e Colômbia articulam seu assassinato. Nicolás Maduro é só mais um tirano decadente arrumando inimigo externo para se manter no poder.

PENSANDO BEM...
...no mundo livre, só no Brasil o investimento estrangeiro é tratado como "invasão".
Herculano
14/12/2018 06:33
da série: despreparado para governar e até cumprir a principal promessa de campanha, mudar. Será mais uma experiência, aventura e com os catarinenses pagando a pesada conta?

BEM-VINDO AO JOGO POLÍTICO, PSL, por Upiara Boschi, no Diário Catarinense, da NSC Florianópolis.

Não importa se a política é nova ou velha, certas coisas não mudam. Uma delas é a insatisfação dos suplentes de deputado esquecidos na composição de governo. No PSL, as reclamações estão cada vez mais fortes.

Luís XV - o Rei Sol da França, não o saudoso Luiz Henrique da Silveira - dizia jocosamente que toda vez que fazia uma nomeação criava 100 descontentes e um ingrato. É por essa prova que o governador eleito Carlos Moisés da Silva (PSL) passa agora.

Quinta-feira, o comandante oficializou Diego Goulart na Secretaria de Articulação Nacional, como antecipei na quinta. Ele foi chefe de gabinete de Lucas Esmeraldino (PSL) quando vereador em Tubarão e é o secretário-geral do PSL catarinense. Sua escolha foi criticada internamente porque quem esperava aproveitamento melhor de quem disputou a eleição. Até mesmo a escolaridade de Goulart foi questionada - ele está concluindo graduação em Administração, informa a nota oficial da equipe de transição.

No fim das contas, o que mais impressiona é a Secretaria de Articulação Nacional sobreviver na estrutura administrativa catarinense. Ligado à Casa Civil e com sede em Brasília, o órgão tem a finalidade de fazer a ligação entre o governo estadual e os órgãos federais. Na prática, uma embaixada em que era alojado um político sem mandato. Em tempos de cortes de estrutura e promessas de economia, faria pouca falta.

Até porque além da tarefa de marcar agendas e voos, quem realmente faz a ligação Florianópolis-Brasília é a bancada federal catarinense, especialmente neste caso os quatro eleitos do PSL, partido do governador eleito. Na quinta-feira escrevi aqui como eles participaram da articulação para o encontro de Carlos Moisés com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) na terça-feira.

A bancada pesselista - Daniel Freitas, Caroline de Toni, Fábio Schiochet e Coronel Armando - já percebeu a força da atuação conjunta. Na quarta-feira, aproveitaram que Moisés ainda estava em Brasília para uma conversa em que pediram para participar da transição de governo e ajudar nas decisões. Foram atendidos e devem transitar mais pelo Centro Administrativo.

O PSL vive esse momento interessante em que nasce e ao mesmo tempo ocupa posições de destaque. De certa forma, todos ainda tateiam o que podem fazer e como podem fazer, especialmente os que não tiveram experiência política anterior. Mas, já é possível notar as três primeiras subdivisões pesselistas.

Um núcleo é composto pelos homens de confiança de Moisés, a maioria oficiais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar. Outro, é esse dos parlamentares federais que se juntam para ganhar luz própria.

O terceiro, o núcleo Esmeraldino, presidente estadual da sigla e indicado para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável - é o grupo que tocou os primeiros passos da sigla e tenta não perder espaço para os eleitos. A indicação de Goulart para um cargo em Brasília é um contrapeso político aos movimentos da bancada federal. Sim, político. Bem-vindos ao jogo, pesselistas.
Herculano
14/12/2018 05:46
MORTOS NA CATEDRAL E TIROS DE BOLSONARO, por Reinaldo Azevedo, no jornal Folha de S. Paulo

Demonstrar que é bom de bala seria um despropósito a qualquer tempo

O principal adversário de Jair Bolsonaro é Jair Bolsonaro. As esquerdas não lhe preparam, no curto prazo, dificuldades ou surpresas. Divididas, ficarão à espera da oportunidade. Não vão se antecipar a seus eventuais insucessos. Ainda tentam encontrar a linguagem.

Os esquerdistas entendem que lhes cabe o papel de futuros caudatários de insatisfações, mas estas têm de começar na sociedade, em particular nos grupos eventualmente atingidos pelos "remédios amargos", essa metáfora reincidente de nosso desassossego. Em momentos disruptivos favoráveis às suas teses, buscam acelerar a história, assumindo a vanguarda do confronto. Se a disrupção se dá em sentido contrário às suas pretensões, melhor a cautela. Em tempo de muda, jacu não pia. Na esquerda, a frase é teoria política. Na direita, sabedoria popular.

Segundo o Ibope, 64% estão otimistas com o futuro governo; para 75%, o presidente eleito está no caminho certo. Lula terminou seu segundo mandato, em 2010, com 83% de "ótimo e bom" (Datafolha). Só 4% o consideravam "ruim ou péssimo". Em "Júlio César", de Shakespeare, o vulgo vai em minutos do vitupério ao mandatário assassinado, cujo corpo jaz à porta do Senado, à indignação persecutória contra seus assassinos. Bastou um discurso de Marco Antônio para transformar um idealista meio tonto (na peça), como Brutus, num vilão atormentado.

O povo de verdade é mais pragmático do que isso. Não está nem aí para a cascata de antíteses e ironias do belo falatório do amigo de César. Sua biruta é movida pelo bolso. Abre a porta da geladeira como quem abre um livro. O Lula dos 83% havia passado pelo mensalão em 2005, no terceiro ano de governo. O PT só foi apeado do poder em 2016, com a recessão roçando os 4%. E é nesse ponto que Bolsonaro é o pior adversário de Bolsonaro.

As incertezas que há, e às pencas, têm origem em falas, hesitações e escolhas do próprio presidente eleito. Seus adversários, no momento, são inócuos e estão mudos. Por isso mesmo, seus críticos mais duros estão na direita liberal - esta, sim, a verdadeira derrotada em 2018, como notou, com acerto, o filósofo francês Bernard-Henri Lévy, que é de esquerda. Uma derrota da racionalidade, acrescento eu, um liberal...

Existe no entorno imediato de Bolsonaro uma paixão obsessiva pelo erro. As frases carentes de sentido do presidente eleito revelam um idealismo tosco - que, em seus intelectuais, é só má consciência -, tendente a colonizar almas, não a encher geladeiras. Ainda emudecido pelo relatório do Coaf, o eleito reencarnou na quarta passada (12) aquela personagem da internet que se tornou célebre por ter a coragem de dizer o que ninguém dizia, pouco importando o tamanho da bobagem.

Numa "live", que será semanal, Bolsonaro vituperou contra o Acordo de Paris e o Acordo Sobre Migração com uma coleção de asneiras de tal sorte formidável que o seu erro menor foi mandar Marrakesh para a Turquia. Estava pra lá de Bagdá. No dia anterior, um atirador, armado com revólver calibre 38 e uma pistola 9 mm, havia feito cinco vítimas na Catedral Metropolitana de Campinas. O presidente eleito não disse uma vírgula a respeito em seu vídeo. Preferiu amaldiçoar a imigração. No país dos 63 mil homicídios por ano, perguntou se queríamos nos tornar uma França ou uma Baviera...

No mesmo dia, um de seus filhos divulgou um vídeo em que o pai aparece treinando tiro. Os estampidos ecoaram na catedral vazia e ensanguentada. Demonstrar que é bom de bala seria um despropósito a qualquer tempo. No dia seguinte ao ataque, atravessa a linha da infâmia.

Também na quarta do espanto, falando a deputados do DEM, disse ser preciso aproximar a legislação trabalhista da informalidade. Ele ainda não apresentou uma proposta de reforma da Previdência, mas defende uma tese que retira recursos da... Previdência. E prometeu, adicionalmente, enquadrar o Ministério Público do Trabalho "se tiver clima". Bolsonaro, a seu modo, é um retórico com vocação missionária.

Alheamento da realidade e parolagem irresponsável. Convenham: do seu ponto de vista, o silêncio é mesmo a melhor estratégia das esquerdas, buscando se articular no espaço que Bolsonaro ignora: o Parlamento. Aos liberais, como de hábito, resta a crítica. Na contramão dos 83%, dos 75%... É a nossa vocação contramajoritária.
Herculano
14/12/2018 05:40
KLEBER FEZ DA CÂMARA DE GASPAR A SUA GENI E OS VEREADORES ACEITARAM. ALIÁS, TEVE VEREADOR QUE JOGOU PARA A PLATEIA E CUSPIU NELA

Ainda vou escrever sobre isso...E principalmente sobre sobre a pífia comunicação do legislativo sobre a questão que o deixou exposto. Acorda, Gaspar!
Herculano
14/12/2018 05:34
A VERDADE QUE TODOS SABEM, A MAIORIA PRATICA, MAS TODOS ESCONDEM

Do senador Cristovan Buarque, ex-PT e PDT, hoje no PPS e não reeleito por Brasília, na sua conta do twitter referindo-se ao caso Flávio Bolsonaro, deputado estadual na corrupta Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, eleito senador pelo PSL.

"Não é uma vergonhosa hipocrisia, deputado que clandestinamente tomar parte do salário do servidor que contrata, criticar empresa do governo cubano que desconta publicamente parte do salário do médico que contrata?"
Herculano
14/12/2018 05:29
PARA CACIQUES, BOLSONARO PRECISARÁ FAZER REFORMA MINISTERIAL NO 1º ANO, por Bruno Boghossian, no jornak Folha de S. Paulo

Pedido de cargos mostra que chip da política continua funcionando como antes em Brasília

Na terça-feira (11), um deputado parou o futuro ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) para fazer um pedido. Apresentou o nome do filho para uma secretaria do novo governo. Horas depois, Tereza Cristina (Agricultura) foi abordada por um colega do DEM que perguntava se havia espaço em sua pasta para um nome técnico de sua confiança.

Embora Jair Bolsonaro tenha ficado relativamente livre da pressão dos partidos na escolha dos principais cargos de sua gestão, o chip da política continua funcionando como antes. A cobrança por vagas no segundo escalão é feita às claras.

Os políticos mais calejados dão um voto de confiança ao próximo governo, mas alguns consideram praticamente inevitável uma reforma na Esplanada dos Ministérios já no primeiro ano de mandato. Para eles, a dificuldade para aprovar pautas amargas no Congresso deve obrigar o presidente eleito a dividir poder com os partidos.

Bolsonaro completou esta semana um ciclo de encontros com as bancadas que devem apoiar parte de sua agenda. O gesto de aproximação foi bem recebido e abriu os canais de articulação política para 2019, mas se traduziu em pouco apoio formal.

Ainda há sinais escassos de como o fluxo de poder funcionará. Deputados e senadores conhecem o valor de seus votos para o governo. O Planalto, por outro lado, sabe que tem tinta na caneta para fazer nomeações e liberar verbas para as bases eleitorais desses congressistas.

Se os dois lados não se encaixarem naturalmente, haverá uma queda de braço. Ou Bolsonaro forçará a troca do chip, ou precisará instalar em seu governo um software compatível com os políticos de sempre.

Em 1990, Fernando Collor montou um ministério a seu gosto. Cortou 10 pastas e escolheu titulares de sua confiança, quase sem consultar os partidos. Em abril de 1992, fragilizado, foi obrigado a fazer uma grande reforma, cedendo espaço aos velhos caciques. O acordo deu ao presidente uma sobrevida de oito meses, mas não o salvou do impeachment.
Herculano
14/12/2018 05:24
O CAóTICO TRÂNSITO DE GASPAR

Ontem, uma leitora no whattsapp: "Herculano, você não vai escrever sobre esse trânsito de Gaspar?"

E precisa mais do que já escrevi e a cidade está escrevendo nos aplicativos de mensagens, provando com imagens e depoimento? O que está exposto nas redes sociais?

O que eu não escrevi, o jornal Cruzeiro do Vale - o mais antigo, o influenciador, o comunitário, o de maior circulação e de credibilidade de Gaspar e Ilhota-, acaba de nos brindar com competência.

Então não custa repetir:

1. As mudanças são necessárias e eu as apoio. Entretanto, não da forma quase irresponsável - se não for amadora - como ela está sendo implantada.

2. As mudanças só darão os resultado necessários, mitigando - e não solucionando - um problema grade de circulação em Gaspar por falta de investimentos e ser um centro de passagem, quando elas forem implantadas por um todo e não dessa forma.

3. Fizeram o bom e necessário binário da Parolli, mas não resolveram os gargalos da Duque de Caxias, da saída do Gasparinho, da junção da Aristiliano com a Nereu Ramos e principalmente, a passagem de pedestre sem disciplina nas Linhas Círculo.

4. Gaspar e o improviso da administração de Kleber Wan Dall, MDB, que num momento desses resolve sumir daqui na surdina para ir na Brasília esvaziada, estão conseguindo desmoralizar um técnico que tinha a fama de resolver esses intrincados problemas em Blumenau e Brusque: o engenheiro Alexandre Gevaerd. Acorda, Gaspar!
Herculano
14/12/2018 05:09
QUEM BUSCA A CURA, SUJEITA-SE

Quando um doente busca um atendimento especializado, entende que o toque do ou da especialista é uma especialidade e necessário.

Curado, ou desenganado tem a certeza que foi abusado. Alguns denunciam.

Quando um vulnerável emocionalmente - de qualquer origem e estado - procura um intermediário espiritual ou religioso - de formação - ou um charlatão - e há aos montes por aqui e aqui - ele procura apenas o equilíbrio, a possibilidade de vida - se eterna possível.

Ele se sujeita à manipulação mental e que o leva a aceitar o abuso físico, sexual... Nos dias de hoje, com a mudança da cultura da sujeição, isto está sendo esclarecido, exposto - em alguns casos além da conta - e punido.

O mundo político e o do poder de mando, isto também está acontecendo. Então está na hora de se atentar para os novos tempos da cultura ocidental, aberta e que exige novos comportamentos e procedimentos dos especialistas, dos religiosos, espiritualistas, dos poderosos de plantão, dos leigos e dos aproveitadores de sempre. Todos estão na mesma vala.

Pior: os mais famosos ou poderosos estão pagando esta conta primeiro porque rende, segundo é uma forma de exemplo. O tema da coluna de hoje, chama a atenção para este fato que se tornou comum, e que está atingindo os grotões.

E por que? A imprensa tradicional podia ser controlada nestes assuntos pelo próprio poderio dos envolvidos, ou até pela piedade. Hoje, isso não é mais possível. As mídias sociais e os aplicativos de mensagens, instantaneamente, trazem a notícia, denunciam, expõem e até, ao mesmo tempo, inibem algo que se sabia, proliferava, mas não se tinha a dimensão do horror e do prejuízo físico e emocional sobre os abusados.

Há exageros? Há. Que sejam também controlados e punidos. Entretanto, o recado está dado.

E para encerrar: o que fazem a fé e a crença? Enquanto vislumbra-se à esperança há também o perdão cego e incondicional. Alcançado o milagre ou frustrando-se no resultado, a realidade desmascara o véu espiritual dos "escolhidos" se estabelecendo na verdadeira imperfeição permanente onde estão mergulhados os humanos.
Herculano
14/12/2018 04:47
BALAIO PARTIDÁRIO, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Sem unidade, agenda e experiência, PSL terá de competir com siglas conhecedoras do Congresso

A facilidade para a proliferação de partidos políticos no Brasil há muito tomou proporções de caricatura. Nada existe de parecido nos principais países com um Legislativo nacional onde hoje atuam 25 siglas - e são 30 entre os deputados que assumirão em 2019.

Muito mais complexa, entretanto, tem se mostrado a tarefa de consolidar legendas com um mínimo de organização interna e consistência programática, capazes tanto de sustentar um governo quanto de seguir relevantes na oposição.

Desde o restabelecimento da democracia, os casos mais bem-sucedidos foram os de PT e PSDB, ambos com referências na social-democracia - para a qual o primeiro rumou partindo da esquerda e da qual o segundo partiu em direção a um reformismo mais liberal.

Depois de protagonizar a disputa presidencial por duas décadas, os dois sobrevivem com vastas escoriações. Os petistas conseguiram a maior bancada eleita para a Câmara, com 56 nomes, mas não se sabe como e se vão superar o ocaso de seu único líder inconteste.

Os tucanos preservaram o comando do estado mais rico do país, que detêm desde 1995, mas o governador eleito está menos associado aos tradicionais expoentes da sigla do que à guinada direitista de parcelas expressivas do eleitorado e do mundo político nacional.

Essa onda, aliás, impulsionou o que talvez venha a ser a maior novidade do quadro partidário pós-ditadura: o PSL de Jair Bolsonaro, uma agremiação de discurso abertamente conservador que elegeu 52 deputados, ante apenas 1 quatro anos atrás, e tende a abrigar mais a partir de 2019.

Nenhuma outra legenda existente no país experimentou avanço tão vertiginoso. Por outro lado, a ascensão prematura e surpreendente evidencia agora a fragilidade e a desorientação do grupo.

No episódio mais recente, o presidente eleito determinou aos aliados que interrompam a troca de mensagens coletivas em redes sociais. Há poucos dias, essa prática resultou em bate-boca entre seu filho, Eduardo Bolsonaro, e Joice Hasselmann, ambos eleitos por São Paulo e interessados em ocupar a liderança dos correligionários.

Para além das rixas miúdas, o PSL enfrentará o desafio de articular uma bancada heterogênea que abarca policiais, membros das Forças Armadas, ativistas da nova direita e somente três deputados reeleitos - 30 dos que conquistaram cadeiras neste ano disputavam eleições pela primeira vez.

Mesmo que atraia mais nomes, o partido dificilmente terá muito mais que um décimo dos 513 deputados. Carente de experiência e agenda, precisará buscar alianças e ao mesmo tempo competir por influência com siglas amorfas, mas conhecedoras dos meandros do Congresso e do governismo.
Herculano
13/12/2018 22:16
O PROBLEMA NÃO É O PATROCÍNIO EM SI, MAS QUEM GANHA COM A INTERMEDIAÇÃO. É OUTRA MÁQUINA DE PODER, NEG?"CIOS E CORRUPÇÃO

De Jair Messias Bolsonaro, PSL, no twitter

Tomamos conhecimento de que a Caixa gastou cerca de R$ 2,5 bilhões em publicidade e patrocínio neste último ano. Um absurdo! Assim como já estamos fazendo em diversos setores, iremos rever todos esses contratos, bem como os do BNDES, Banco do Brasil, SECOM e outros.
Herculano
13/12/2018 22:13
A QUEDA DE BRAÇO ENTRE A VELHA POLÍTICA E A NOVA POLÍTICA, por Adriana Vasconcelos, de Os Divergentes

À primeira vista, a eleição do presidente Jair Bolsonaro e a derrota sofrida por boa parte de antigos caciques políticos, que não conseguiram a reeleição, parecia inaugurar uma nova fase da política brasileira. Mas a 17 dias da posse do novo governo, a realidade mostra que a transição entre o que muitos classificam de velha e nova política deverá ser muito mais lenta do que se imaginava. Há ainda quem aposte que o sopro de mudanças poderá morrer na praia, decepcionando mais uma vez o eleitor.

No Congresso Nacional, que quase sempre funcionou como caixa de ressonância do melhor e do pior da sociedade brasileira, a disputa entre a velha e a nova política já foi deflagrada. E dificilmente se encerrará com o fim da atual legislatura e a posse dos novos parlamentares, ainda que isso represente a maior renovação da história recente do Parlamento. E os antigos vícios da política parecem prontos para cooptar os novatos.

A renhida briga pelo poder raramente se encerra com a apuração dos votos, após as eleições. Apenas os contornos da disputa se alteram. Muitas vezes os adversários da campanha encerrada deixam de ser os principais problemas do vitorioso e as dores de cabeça passam a ser provocadas pelos próprios aliados. Normalmente, os insatisfeitos com a fatia que lhe coube no latifúndio do novo governo, mostrando que a briga pelo poder segue o mesmo padrão de antes.

As disputas internas dentro do partido do presidente eleito são prova disso, ainda que a deputada Joice Hasselmann tenha posado para foto ao lado do colega de bancada Eduardo Bolsonaro para tentar mostrar que a paz voltou a reinar dentro do PSL para não prejudicar o futuro governo.

Mas esse está longe de ser o único problema do futuro governo, que antes mesmo da posse já se vê às voltas com as primeiras suspeitas de irregularidades que atingem diretamente o novo presidente, a primeira-dama e seu filho mais velho, o futuro senador Flávio Bolsonaro.

Antevendo mais estragos em sua imagem, Bolsonaro gravou ontem um vídeo no qual declarou que, se for constatado qualquer erro na conduta do filho ou dele próprio em relação às movimentações financeiras atípicas do ex-funcionário de Flávio Bolsonaro na Alerj (Assembleia Legislativa do RJ) e que somam R$ 1,2 milhão, está pronto para assumir a culpa. As suspeitas são de que a família Bolsonaro poderia ter se apropriado de parte dos salários dos funcionários de seus respectivos gabinetes parlamentares. Mas nada foi comprovado ainda.

Assumir um eventual erro pode ser considerado um avanço, especialmente se comparado à postura de dirigentes petistas, que preferiram se colocar como vítimas de uma perseguição política a despeito das provas e delações premiadas colhidas durante as investigações do mensalão e do petrolão. Mas decepcionante, de qualquer forma, para os eleitores que acreditavam estar levando para a Presidência da República um legítimo representante da nova política.

Talvez seja cedo para vaticinar que a guerra pela mudança na política está perdida. Os novatos no Parlamento ainda têm chance de mostrar que tudo pode ser diferente a partir de fevereiro próximo. Antes disso, a turma antiga segue dando trabalho e mostrando empenho para deixar tudo como está e os efeitos disso serão sentidos mais uma vez no bolso dos brasileiros.

Com a disputa pelo comando das duas Casas do Legislativo aberta, o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), um dos candidatos ao cargo de presidente da Câmara, não hesitou nesta quarta-feira (12) em fazer média com futuros eleitores ao defender da tribuna a equiparação dos salários dos parlamentares ao novo teto do Supremo Tribunal Federal. Algo pouco compatível com a crise fiscal enfrentada pelo país e o desgaste popular pelo qual passa o Parlamento.

Mesmo em fim de mandato, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), ameaçou não colocar o Orçamento da União em votação para que o Legislativo possa ser convocado até fevereiro para votar um eventual veto presidencial ao projeto que estende os benefícios fiscais para investidores no Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Em jogo estão R$ 17,5 bilhões, esse é o montante que a União poderá perder em cinco anos com a prorrogação dos incentivos fiscais para as três regiões.

Tudo indica que essa queda de braço ainda vai longe.
Herculano
13/12/2018 22:10
PARECE QUE ALGUMA COISA ESTÁ MUDANDO.

O MINISTRO LUIZ FUX, DO STF, VOLTA ATRÁS, DEIXA ABERTA PARA O PRESIDENTE - SEJA ELE MICHEL TEMER, MDB, SEJA O FUTURO JAIR MESSIAS BOLSONARO, PSL,A POSSIBILIDADE DE UM DELES EXTRADITAR PARA A ITÁLIA O TERRORISTA CÉSARE BATISTA, DE EXTREMA ESQUERDA, QUE FOI ALBERGADO PELO EX-PRESIDENTE LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA, PT
Herculano
13/12/2018 22:06
SEM TRANSPARÊNCIA OFICIAL, ELA SE ESCLARECE SEMPRE QUE SE NEGA O óBVIO

A Assembleia do Rio de Janeiro - uma das mais corruptas do Brasil - pagava os salários dos assessores dos parlamentares.

Nos dias seguintes, depósitos em dinheiro eram feitos na conta do motorista - militar e de confiança - diga-se desde já.

Que logo os sacava. Com cuidado para o saque não superar os R$ 10 mil, valor que dispararia o alerta ao COAF.

Parece bem claro o que estava ocorrendo. O que os implicados estão tentando esconder?
Herculano
13/12/2018 22:00
PRECAUÇÃO

Tem gente em Gaspar que já desistiu de denunciar casos de supostas agressões ao meio ambiente por aqui no Ministério Público Estadual. Vai afundar o caminho do Ministério Público Federal, em Blumenau.
Herculano
13/12/2018 21:57
SAMAE INUNDADO

A Administração do prefeito de Gaspar é um poço de contradições.

Vai inaugurar nesta sexta-feira o novo reservatório do Centro do Samae. Era para acontecer no início da semana, mas como o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, viajou a Brasília, sem avisar ninguém e como a sua agenda não é pública, mudaram a "inauguração".

Dinheiro dos convites e dos entregadores deles, jogados fora.

Enquanto comemora-se de um lado, do outro os moradores do Barracão, Bateias e ?"leo Grande, estão há dois dias sem água.

É o verão, reponde o pessoal do Samae de Gaspar aos que reclamam.

Como assim? O verão nem chegou. E então se ele chegar com o vigor que está no fim desta primavera, tem gente que vai morrer de sede e dormir sujo por lá.

E por que? O dinheiro do Samae que deveria ser para novos projetos, incluindo a interligação com a rede do Centro, está indo para o buraco, com a abertura de valas.

Sabe-se que a captação e a geração de água nos mananciais disponíveis no lado do sul da cidade de Gaspar é bem aquém da demanda, e é para lá que a cidade está crescendo. Então esta conta não está fechando. Ou está, com a sede dos moradores de lá? Acorda, Gaspar!

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