Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Bem orientado, Kleber vai passar por uma prova de fogo. Esta CPI da rua Frei Solano é um trágico retrato da falta de transparência somada à arrogância, vingança e autossuficiência dos que o influenciam

05/12/2019

Esticaram a corda I

Não vou repetir o que noticiei em primeira mão – no portal do Cruzeiro do Vale, na sexta-feira da semana passada - e quase toda a outra imprensa de Gaspar só deu a notícia três dias depois, apesar dela ter acesso, no mesmo tempo, naquilo que tive. Está instalada – para os incrédulos da cidade e os “çabios” do paço, a Comissão Parlamentar de Inquérito. Foi pedida por cinco vereadores contra o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, por supostas irregularidades – de todos os tipos - cometidas nas obras inacabadas da Rua Frei Solano. Elas se arrastam cheias de dúvidas. Ao mesmo tempo prejudicam os moradores e comerciantes, há mais de um ano e para um trecho de menos de 1.400 metros. Ao poupá-los dos da repetição dos fatos, vou lhes escrever sobre vingança, falta de transparência, esperteza e as consequências desastrosas de tudo isso. Elas, na verdade, são resultados da centralização do governo pelo prefeito de fato, ex-coordenador da campanha, presidente do MDB local e secretário de Fazenda e Gestão Administrativa, Carlos Roberto Pereira.

Esticaram a corda II

Só se colhe o que se planta. O governo de Kleber é centralizador, amador – correu com todos os poucos profissionais que ousaram passar por aqui -, politiqueiro – não faz aliança, mas coopta e sufoca; é ineficiente, impõe e acima de tudo, é vingativo. Criatividade? Só na propaganda enganosa e ufanista que produz, bem como para desmoralizar quem coloca o dedo nas feridas do governo. Primeiro Kleber pediu um tempo para mostrar a que veio. Depois culpou o suposto legado de problemas dos governos petistas – mesmo sendo eleito justamente com o discurso de mudar e superar os problemas - todos conhecidos antecipadamente; foi essa expectativa que vendeu para vencer. Agora, acha-se perseguido (?). Esticou a corda. Pagou para ver. Na verdade, o governo Kleber está embrulhado nos seus próprios erros, na falta de prioridades, nas escolhas erráticas que fez, na falta de coordenação, liderança, um projeto de governo e principalmente, transparência. E na hora de colher para se reeleger – já chegou a dizer na rádio 89 FM que não sabe se será candidato - está com a pior imagem possível. Atraiu o olho do Tribunal de Contas – depois de se livrar das fiscalizações do Ministério Público local-, está sendo cozido numa Ação Popular que pode lhe complicar, e agora, uma CPI e que pode não ser a única. Esta CPI, de verdade, só vai funcionar no ano que vem, exatamente quando Kleber deveria estar mostrando conquistas para se consagrar nas urnas. Mas, estará sangrando.

Esticaram a corda III

E tudo isso acontece quando Kleber não possui até aqui um adversário de fato instalado contra si na praça para outubro do ano que vem. Contudo, poderá aparecer e crescer conforme o desfecho da CPI e fora do PT, numa terceira via para barrar esse Fla-Flu. A diferença entre o veneno e o remédio está na dose. Kleber, e os seus, claramente estão errando na dose; e faz tempo. Numa época de redes sociais abertas, aplicativos de mensagens sem controle, Kleber e sua equipe de jovens como se vendem até hoje – estão como aquele rei: nu. Quiseram impor censura, fizeram escolhas particulares, negaram-se à transparência e ao contraditório. Pior: estabeleceram-se na vingança como nos tempos antigos e dos coronéis de quem são alunos. Como dizia o mineiro Tancredo de Almeida Neves, ex-primeiro ministro e quase presidente do Brasil, “quando a esperteza é muita, ela come o dono”.

Esticaram a corda IV

E parece que a esperteza dos jovens terá um preço; tomara que venha acompanhado de aprendizado. Entortaram o que era simples e óbvio. Dionísio Luiz Bertoldi, PT, morador do bairro, pediu explicações técnicas sobre as obras Rua da Frei Solano. Sonegaram. Sabiam o que faziam. E ainda se divertiram via redes sociais. Desprezaram um poder independente – o Legislativo e que constitucionalmente é o fiscalizador do Executivo. Era preciso intimidar contra os reclamantes e até criar revanche contra quem noticiava o problema? E mais: obrigado judicialmente, o prefeito – possivelmente “bem” orientado por seus “çabios” – fingiu que respondia desafiando à própria ordem judicial no mandado de segurança. E em essência, é disso que se baseia a CPI. Se não tinha algo a esconder como sempre alegou, brincou com a corda e agora vai usá-la para fazer mais malabarismos, sem saber o resultado do espetáculo. Se não tinha algo a esconder, qual a razão de fazer o blocão de última hora para abafar a CPI? Aí tem! E muitas coisas. A fogueira estará ardendo no tempo errado: o da campanha política. Quem mesmo – que não possui votos - orienta ou manda em Kleber? E se por acaso alguém inventar uma CPI da Saúde Pública, muitos no governo ficarão doentes. Acorda, Gaspar!

 

TRAPICHE

O Exame Pisa mostrou o quanto desastroso é o básico do nosso ensino, se comparado a outros países. Uma das constatações é que os estudantes não conseguem diferenciar fatos de opinião. Isso já se sabia há muito aqui. E de gente que se diz formada em jornalismo em discursos fantasiosos para leigos.

Pensando bem. Como ficará essa gente que enfraqueceu seus partidos e se agarrou, por conveniência, ao governo Kleber se a CPI revelar problemas técnicos, operacionais e administrativos graves com as obras da Rua Frei Solano?

Não se deve esquecer que o PP do mais longevo dos vereadores e presidente do Samae, José Hilário Melato, é um dos principais protagonistas das dúvidas das obras da Frei Solano. Melato, lava as mãos e diz por aí, que fez o que pediram. Será que instado na CPI dirá isso?

Tanto que nas manobras feitas por Kleber, estão as de proteger Melato e assim impor dificuldades à CPI. Por isso, o suplente José Ademir de Moura saiu PSC e se filiou ao PP de Melato. Poderá haver desdobramentos e até trazer o presidente do Samae de volta para a Câmara mais cedo do que previa.

Cinco vereadores assinaram a CPI. Era uma orientação técnica da Câmara. Depois ficou provado que é necessário somente quatro. Antes, a CPI seria composta por cinco titulares e dois suplentes. Feitas as contas: somente quatro titulares e dois suplentes.

O blocão com o MDB, PP, PDT e PSDB e liderado pela tucana Franciele Daiane Back foi criado na última hora para enfrentar a minoria na Câmara e para que ela fosse maioria na CPI. Sem o blocão, uma vaga seria do MDB, uma do PT, uma do PSD e uma do PSC, ou seja: três a um contra Kleber. Agora serão duas do blocão, uma do PT e uma do PSD. Entenderam?

Dessa forma, os autores vão ter que dividir à presidência e relatoria da CPI. Tudo ficará mais difícil. E o desgaste de Kleber? Virá com o palanque armado exatamente para denunciar as chicanas, espertezas e manobras do pessoal do governo contra a CPI.

O diretório do MDB de Gaspar toma posse em Pomerode. A promoção do comércio do Centro de Gaspar é no Distrito do Belchior que não se identifica e nem ônibus tem para tal... Tempos esquisitos estes.

Quinta-feira é o Dia da Traição. Será a eleição da mesa da Câmara de Gaspar. O atual presidente Ciro André Quintino, MDB, caminha para a reeleição, depois que o candidato articulado por Kleber, o líder do MDB, Francisco Hostins Júnior, disse ser eleitor de Ciro.

Escaldado, Hostins tem dito que ajuda mais o governo Kleber, principalmente nestes tempos de agonia, na tribuna do que na presidência. Além disso, ele viu o quanto pé frio é Kleber nesta questão: os candidatos dele Franciele Daiane Back, PSDB, e Roberto Procópio de Souza, PDT, perderam respectivamente para Silvio Cleffi, PSC, e Ciro.

O problema de Ciro está em quem o elegeu: a oposição. Está desconfiada dele. Acha que manobra para atrapalhá-la na CPI. Ciro, nega. Mesmo assim, os oposicionistas andam desconfiados dele. Vigiam às trocas de favores com o Executivo para não ser um dissidente em outubro do ano que vem.

Ciro, todavia, não depende de Kleber para a sua reeleição à presidência da Casa, é um político populista hábil e articulado dentro da Câmara. E ele diz saber onde o calo está doendo neste momento.

Outra: a eleição de quinta-feira será com voto aberto pela primeira vez na história da Câmara. Ufa! Acorda, Gaspar!

 

Edição 1930
 

Comentários

Miguel José Teixeira
06/12/2019 20:58
Senhores,

Esta frase, extraída do texto abaixo, deveria ficar exposta na porta de todos os gabinetes de gestores:

"Quem puxa-saco também puxa tapetes."

fonte: Correio Braziliense, 06;12;19, coluna: Visto, lido e ouvido (Circe Cunha (interina)

"Lições tardias"

Somente depois de sentar na cadeira presidencial é que o político eleito começa a aprender o beabá do ofício e o que lhe cabe como chefe do Poder Executivo. Embora se saiba que alguns desses ungidos jamais tenham assimilado as lições e a devida dimensão do cargo, é próprio dos presidentes reconhecerem que o pleno desempenho da missão só se consolida há poucos dias antes do término de seu mandato. O mesmo fenômeno acontece com governadores e prefeitos. Todos só começam a assimilar os segredos e as nuances da função quando é hora de dizer adeus. O instituto da reeleição talvez tenha vindo justamente com o propósito de dar uma segunda chance imediata ao eleito.

Mesmo assim a nova oportunidade tem, entre nós, sido utilizada para prolongar erros do passado e mesmo aumentá-los em gravidade. Aprender a conduzir um carro ou um barco, sentado no banco de comando, é arriscado. No caso de um transatlântico, como o Brasil, o risco é maior ainda. Não se passa de marujo a almirante num salto olímpico. O problema com as democracias do Ocidente tem sido esse modelo que faz com que atores de filme B e torneiros semialfabetizados se tornem, de uma hora para outra, chefes da nação.

Aos partidos, que controlam todo esse esquema, interessa, tão somente, apoiar indivíduos com visibilidade e chances de vitória, pouco se importando se ele é o elemento certo para certas missões. De todo jeito, o que interessa aos partidos é ter nessa posição um correligionário. Com isso, a legenda ganha espaço e poder e, principalmente, o mapa que leva aos cofres do Tesouro. Obviamente, um esquema dessa natureza está fadado ao fracasso, com o agravante de prejudicar milhões de cidadãos.

Prestes a completar um ano de mandato, o governo Bolsonaro pode ser classificado ainda como aprendiz do ofício. De toda forma, é o que melhor se apresentava para se contrapor à volta de uma esquerda pré-histórica, que arrastou o país para a maior crise de toda a sua história. O atual mandatário tem um trunfo a seu favor nessa questão, que é o tempo para reverter a média baixa e dar um salto para frente recuperando uma menção mais elevada, a bem do país. Restam ainda três longos anos para aprender o ofício. Para tanto, a primeira lição, por demais conhecida desde o início da civilização e que ainda é válida, é livrar-se dos bajuladores.

Quem puxa-saco também puxa tapetes. A segunda e também importante lição é livrar-se, o quanto antes, de parentes problemáticos. A terceira é estudar os problemas do país, discuti-los com pessoas experientes no assunto e tomar decisões bem embasadas sem se preocupar com o horizonte político.

Todas essas lições básicas não surtirão efeito algum se o mandatário não aprender com as do passado, sobretudo com aquelas que marcaram os governos de seus predecessores.

À guisa de facilitar qualquer mal-entendido posterior, recomenda-se ao neófito na Presidência que nunca receba políticos, empresários e outros próceres da República em segredo. Grave tudo e disponibilize todas as conversas em tempo real. Segredos e República são antípodas e destroem a democracia. Faça chegar ao povo todo e qualquer movimento das peças no tabuleiro. Por último, não confie em ninguém, nem na própria intuição.


A frase que foi pronunciada

"O peixe cai pela isca,
O velho pela conversa,
A galinha pelo milho,
O pobre pela promessa."

Anônimo
Herculano
06/12/2019 17:40
DEFINIDOS OS NOMES DA CPI CONTRA O PREFEITO KLEBER. ELA VAI APURAR AS SUPOSTAS IRREGULARIDADES NAS OBRAS DA RUA FREI SOLANO

Os nomes dos titulares do governo na CPI são os Francisco Hostins Júnior, MDB e Roberto Procópio de Souza, PDT. E a oposição nomeou como titulares da CPI, Dionísio Luiz Bertoldi, PT e Cicero Giovane Amaro, PSD.

Os dois suplentes da CPI são Silvio Cleffi, PSC, pela minoria e que pediu a CPI, e Francisco Solano Anhaia, MDB, pelo governo.

O presidente e o relator da CPI só serão conhecidos na semana que vem quando a CPI se reunir, se houver quorum para tal. Trabalhar de fato, só no ano que vem. A CPI da Frei Solano tem 120 dias para concluir os trabalhos, mas eles poderão ser prorrogados.

Os dois representantes titulares do governo Kleber foram escolhidos a dedo na bancada: são advogados. E Roberto Procópio de Souza, vejam só, foi quem comandou a oposição em 2018, inclusive na tática de emparedar Kleber com mandados de segurança para ver seus requerimentos atrasados serem respondidos pelo prefeito.

Chegou até a trazer a antiga RBS Blumenau para fazer uma intervenção ao vivo na Câmara, para comemorar a decisão judicial ganha contra Kleber.

Os tempos e os políticos mudam.

A CPI da Frei Solano nasceu exatamente porque o prefeito não respondeu a um requerimento feito pelo vereador Dionísio. E quando Kleber respondeu obrigado pela Justiça num mandado de segurança, o fez incompleto, zombando por meses da própria Justiça e do Legislativo, o qual possui o papel constitucional de fiscalizar o Executivo.

Paradoxalmente quem ensinou à oposição fazer isso na Câmara, agora vai defender o governo Kleber

Roberto Procópio e seu PDT - já pertenceram ao governo do petista Pedro Celso Zuchi. Procópio aderiu ao governo Kleber ao final de 2018. E entre tantas trocas para isso, estava a do governo Kleber apoiá-lo para ser presidente da Câmara.

Kleber e Procópio levaram uma rasteira na própria base de apoio a Kleber e perderam para o atual presidente Ciro André Quintino, MDB, que em tese, por ser governista, deveria ter votado em Procópio, e não secretamente nele próprio.


Kleber diz que a CPI é sobre um assunto requentado e que já deu explicações na Câmara. Não é verdade. Se é requentado, não precisava manobrar como manobrou e tentar sufocar a CPI. As explicações do requerimento do vereador Dionísio continuam incompletas. E a "audiência" que seus técnicos fizeram na Câmara não conseguiram sequer levar o projeto da obra assinado por um engenheiro. Serviu apenas para palanque e gravação de uma live de apoiadores que dependem da prefeitura para espalharem nas suas redes sociais.

Os tempos e os políticos mudam.

Por outro lado, em outra ironia, na banca titular oposicionista da CPI contra Kleber, estará a sua cria política, irmão de igreja pentecostal, funcionário público municipal e médico cardiologista, Silvio Cleffi, PSC.

Kleber e Silvio se divorciaram quando Silvio se sentindo excluído do poder, num acordo que o mais longevo dos vereadores e presidente do Samae, José Hilário Melato, PP, foi usado pela oposição, coordenada pelo vereador Procópio.

A manobra articulada por Procópio nos bastidores não só deu o troco em Kleber, como o deixou o governo fragilizado e em minoria na Câmara. O resultado fez o prefeito de fato, Carlos Roberto Pereira, MDB, correr da secretaria de Fazenda e Gestão Administrativa e se asilar na secretaria da Saúde, de onde comandou o governo.

Silvio derrotou Franciele Daine Back, cujo PSDB nem era governo naquela época, mas ela se alinhou informalmente a ele, para dar maioria na Câmara, e por isso, seria recompensada com a presidência da Câmara. Foi derrotada numa cena patética onde o governo Kleber estava em peso na platéia para bater palmas para ela e viu Silvio eleito, articulado por Procópio com os votos do PT e PSD e PDT e do próprio Silvio.

Agora, Procópio e Silvio estarão em lados opostos. E o primeiro tombo na CPI foi o governo Kleber quem deu, quando manobrou para criar o blocão MDB, PP, PDT e PSDB - que expliquei na coluna acima - para impedir que a oposição tivesse a maioria dos seus membros.

E quem é a presidente do blocão criado para enfrentar a CPI? Franciele. É que o PSDB depois manobrar para tirar a ex-vereadora e candidata derrotada a prefeito, Andreia Symone Zimmermann Nagel da presidência do PSDB gasparense, entregou-o a Jorge Luiz Prucinio Pereira (presidente da Fundação Municipal de Esportes e Lazer) finalmente saiu da informalidade e se tornou um partido do governo Kleber.

Tanto Hostins como Procópio, são hábeis e possuem conhecimento minimamente técnico para se impor ou manobrar na Comissão para o menor dano possível a Kleber, em ano de eleições. A oposição vai ter que tirar cartas da manga, mesmo tendo provas irrefutáveis como alega. Tudo será feito para que os relatórios não sejam contundentes ou conclusivos, evitando-se que eles cheguem às mãos do Tribunal de Contas do Estado e até Federal (pois o uso de empréstimos de instituição Federal pode se configurar improbidade administrativa contra a União - ou Gaeco. Acorda, Gaspar!
Herculano
06/12/2019 16:14
da série: gente sem noção. E por que? Por que nunca ficaram sem emprego e se errarem na conduta, ainda terão a aposentadoria vitalícia com os altos vencimentos que recebem.

JUSTIÇA DO TRABALHO PRATICAMENTE DECRETA O FIM DO APLICATIVO LOGGI, por Cláudio Dantas, de O Antagonista.

Você sabe: Uber, Rappi, iFood, Cabify, Loggi são aplicativos de entrega rápida que empregam milhares de pessoas que estariam na fila de desempregados e dos quais outras milhares se servem para locomover-se, enviar e receber encomendas, dinheiro e comida.

O que você não sabe é que a Justiça do Trabalho continua a tentar impedir que os brasileiros nas duas pontas desfrutem desses serviços.

Uma sentença da juíza do Trabalho Lavia Lacerda Menendez, de São Paulo, datada de hoje, impõe ao aplicativo Loggi estabelecer relações de emprego com quem aderiu a ele para executar serviços - o que inviabiliza o negócio e deixará na mão os motoristas. A decisão abre caminho para que aplicativos semelhantes tenham igualmente o seu fim decretado.

Atendendo a ação movida pelo MP do Trabalho, a juíza decidiu que há vínculo empregatício do motorista com o aplicativo, fixa jornada de horas e manda o aplicativo ter imóvel para estacionamento, fornecer condições adequadas de segurança, sanitárias e conforto - além de contratar seguro de vida para os condutores e por aí vai.

Mais: estabelece que o Loggi pague 30 milhões de reais a título de compensação pecuniária, dinheiro a ser depositado diretamente junto a instituições beneficentes escolhidas pelo aplicativo.

A beca e a toga da Justiça do Trabalho não entendem - ou fingem não entender - que esses motoristas não trabalham para os aplicativos, mas COM os aplicativos.

Se acham que se trata de exploração do homem pelo homem, esses procuradores e juízes do Trabalho não deveriam usar Uber, Rappi, iFood, Cabify e Loggi. É preciso ter coerência.
Herculano
06/12/2019 16:06
da série: o primeiro ministro comandando Rodrigo Maia DEM RJ, a tropa da Câmara que atrasa o Brasil e tentando trucar o avanço do Senado, onde os senadores estão colocando para assar o outro enrolador, David Alcolumbre, DEM-AP

LEGISLATIVO NÃO É "JUIZ DE EXECUÇÃO PENAL", DIZ RODRIGO MAIA

Conteúdo de O Antagonista. Em palestra organizada pelo Instituto dos Advogados de São Paulo, Rodrigo Maia afirmou que a PEC da prisão após condenação em segunda instância deve ser votada em março, informa o Estadão.

"Não podemos nunca imaginar que o Parlamento possa cumprir um papel de juiz de execução penal, de prender ou soltar", disse o presidente da Câmara.

Maia voltou a afirmar que o papel da lei é constituir segurança jurídica para toda a sociedade e argumentou que é necessário tempo para um debate amplo. "É uma PEC que trata de recursos especiais, é extensa (...) Por isso compreendi que a discussão dessa PEC é o melhor caminho."

O presidente da Câmara também rebateu a afirmação de Selma Arruda - a senadora disse que a discussão do tema na Câmara seria uma forma de não votar a prisão na segunda instância.

"Ela é senadora, nós somos deputados. Ela pode, junto com o presidente Davi Alcolumbre, cuidar da pauta do Senado, a gente cuida da Câmara. (...) Com todo o respeito à senadora, quem faz a pauta da Câmara são os deputados eleitos."
Herculano
06/12/2019 15:58
NO DOMINGO É DIA DE MANIFESTAÇÃO CONTRA OS DEPUTADOS FEDERAIS E SENADORES QUE MANOBRAM PARA ENTERRAR A PRISÃO PARA CONDENADOS APóS JULGAMENTO EM SEGUNDO GRAU, QUE Só UM PEQUENÍSSIMO GRUPO PRIVILEGIADO DE CRIMINOSOS COM MUITO DINHEIRO E ADVOGADOS CAROS. ELES, POR MEIO DE RECURSOS, CONSEGUEM ENROLAR A JUSTIÇA, ZOMBANDO DA SOCIEDADE

QUEM ESTÁ À FRENTE DESSAS MANIFESTAÇõES? PRINCIPALMENTE O "VEM PRÁ RUA" E O "MBL". OLHE NAS REDES SOCIAIS DESSES MOVIMENTOS, VEJA LOCAIS E HORÁRIOS

Herculano
06/12/2019 15:49
Ao que disse se chamar Altamiro.

A primeira parte está correta e é publicável. A outra, faltam provas ou a sua identificação.
Herculano
06/12/2019 13:28
"ELE TEM QUE SER CASSADO", DIZ CARVALHOSA SOBRE DEPUTADO DO "OFÍCIO DO FUNDÃO"

Conteúdo de O Antagonista. Modesto Carvalhosa [ advogado e jurista] disse a O Antagonista que o líder do PL (ex-PR) na Câmara, Wellington Roberto, deve responder por quebra de decoro parlamentar e crime de falsidade ideológica, em referência à fraude de assinaturas no "ofício do Fundão Eleitoral".

O documento foi utilizado pelo relator da proposta orçamentária de 2020, deputado Domingos Neto, para justificar o aumento do fundão para R$ 3,8 bilhões.

"Além de um processo por crime de falsidade ideológica, ele realmente quebrou o decoro parlamentar e deve ser cassado. Não pode ficar por menos. Ele quebrou as regras do direito penal e todas as regras de conduta de representação popular. Ele tem que ser cassado."
Pedro
06/12/2019 12:53
Falando em Rua Frei Solano...
A eficiência do prefeito e equipe, está funcionando. Pelo que se vê a segunda empreiteira que ganhou a licitação é a pacopedra. Para quem duvida, passa lá e vê com os próprios olhos.
Ou será que este prefeito está com o corpo fechado? Está desafiando qualquer lei.
Herculano
06/12/2019 11:56
da série: sem candidato no campo da esquerda do atraso, pesquisas alimentam manchetes com Lula, mesmo que solto com duas condenações nas costas, ele não pode ser candidato por ser um ficha suja. Incrível! Bolsonaro só perde para Bolsonaro - devido as suas bobagens que inventa e filhos atrapalhados - e principalmente para Moro. E Moro surra Lula num eventual segundo turno.

BOLSONARO EMPATA COM LULA NO 1° TURNO; MORO SUPERA COM FOLGA O PETISTA

Pesquisa exclusiva VEJA/FSB mostra que o trio Bolsonaro, Lula e Moro dará o tom da disputa de 2022

Conteúdo da revista Veja. Texto de José Benedito da Silva.

Enquanto Bolsonaro e seu círculo mais próximo lembram fantasmas autoritários enxergando no horizonte a possibilidade de protestos radicais como os que ocorreram nas últimas semanas no Chile (a repetição disso por aqui representa uma miragem, diga-se), Lula saiu da cadeia justamente convocando a população a ir reclamar nas ruas contra o governo. Assim, os dois extremos vão se retroalimentando, tática que parece funcionar entre boa parte dos eleitores, conforme mostra a nova rodada de pesquisa eleitoral VEJA/FSB.

Ambos representam as principais forças do momento, à direita e à esquerda. O primeiro levantamento com o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de ele ter deixado a prisão em Curitiba mostra o petista empatado tecnicamente com o candidato da situação no primeiro turno, seja ele o presidente Jair Bolsonaro, seja ele o ministro Sergio Moro (Justiça). Nos dois cenários, Lula tem 29% das intenções de voto, contra 32% dos dois adversários - a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

A pesquisa anterior, feita em outubro, com a inclusão de Lula, ainda preso, apenas em cenário de segundo turno, mostrava que o petista já era a maior ameaça ao bolsonarismo: ele possuía 38%, enquanto Bolsonaro tinha 46%. Na mesma simulação da nova pesquisa, ambos oscilam dentro da margem de erro: 40% para Lula e 45% para Bolsonaro. A polarização espreme os candidatos de centro, que ostentam porcentuais longe de levá-­los ao segundo turno - Ciro Gomes (PDT), Luciano Huck (sem partido), João Amoêdo (Novo) e João Doria (PSDB) chegam a perder para "nenhuma das alternativas" .

"Essa polarização interessa a Lula e a Bolsonaro, mas não à maior parte da sociedade", afirma o cientista político Rui Tavares Maluf, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, que alerta sobre o risco de uma nova onda de abstenções e votos nulos e brancos caso o cenário persista, a exemplo do que ocorreu em 2018. "Há as polarizações boas, que contribuem para a democracia, que precisa viver um pouco do conflito. Só que existe a polarização de baixa qualidade, e é isso que estamos vivendo", diz. Para os especialistas, será difícil alterar o quadro, uma vez que o PT lidera a oposição às agendas econômica e política do governo, enquanto o bolsonarismo se fortalece com o enfrentamento com o petismo. "A política é dual, você é contra ou a favor de um projeto. No mundo político, é muito difícil mesmo circular fora de alguma dualidade", avalia Rafael Cortez, sócio da Tendências Consultoria Integrada.

A possibilidade de Fernando Haddad ser de novo o candidato petista, uma vez que Lula continua inelegível em razão da Lei da Ficha Limpa, é uma esperança para outras candidaturas, já que o ex-prefeito tem a maior rejeição: 60% não votariam nele de jeito nenhum ?" Lula tem 56%. Moro é o que melhor aparece nesse quesito, com 35%, condição que ajuda o ministro a conseguir o feito de empatar numericamente com Bolsonaro no segundo turno e derrotar Lula com vantagem maior que a de seu chefe. Já o presidente é rejeitado por 48% do eleitorado, o que pode não ser empecilho à reeleição, como lembra Marcelo Tokarski, diretor do Instituto FSB Pesquisa. "Sempre afirmaram que um candidato com rejeição superior a 40% era inviável. Mas na última eleição Bolsonaro desconstruiu essa tese. Às vésperas do primeiro turno, ele possuía uma rejeição de quase 50%. Um ano depois, o patamar permanece igual, e ele se mantém competitivo", afirma. Muita água ainda vai rolar até 2022, mas o bolsonarismo e o petismo vão continuar insistindo no mesmo jogo da radicalização, que rende frutos até o momento.
Herculano
06/12/2019 11:43
da série: um exemplo saída legal para não perder o mandato que é do partido ou da coligação que o elegeu.

RODRIGO FACHINI PEDE DESFILIAÇÃO DO MDB, por Moacir Pereira, no NSC total

O vereador Rodrigo Fachini, o segundo mais votado nas eleições de 2016(6.243 votos) entrou com ação declaratória no Tribunal Regional Eleitoral requerendo a desfiliação do MDB de Joinville.

Apresenta como motivo principal os vetos à sua atuação como vereador em Joinville, veto este que seria ostensivo do líder da bancada na Câmara Municipal, por suas posições de independência em relação a gestão do prefeito Udo Döhler.

Fachini foi o único vereador de Joinville a integrar a Executiva Estadual do MDB.

Vai aguardar a decisão da Justiça Eleitoral para decidir então sobre seu futuro partidário.
Herculano
06/12/2019 07:05
da série: os resultados do PIsa são legados dos governos petistas onde a ideologia prevaleceu sobre a pedagogia nos gabinetes e sala de aula

LIÇõES DO PISA, O DEVER DE CASA NÃO FEITO, Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, para o jornal Folha de S. Paulo

Tivemos melhoras, mas continuamos mal; e vale a pena entender as razões

A cada resultado do Pisa, desde 2000, leio com cautela os dados, buscando fugir da mera constatação de que não estamos bem. Sim, tivemos, nesta edição, melhoras na pontuação nas três áreas avaliadas, mas continuamos mal, e vale a pena entender as razões.

É verdade que o Brasil só universalizou o acesso ao fundamental entre o final do século 20 e o início do 21. Praticamente todos os países e economias nas primeiras posições do Pisa alcançaram a universalização bem antes de nós. Mas isso não é razão suficiente para o nosso fraco desempenho.

Tivemos, isso sim, grandes dificuldades para construir uma escola que ensine a todos. Hoje, com jovens de meios vulneráveis finalmente na escola, as políticas docentes teriam que se ajustar a isso, seja atraindo mais talento à profissão para um desempenho bem mais desafiador, seja formando o professor para seu novo papel, o de assegurador de aprendizagem para todos.

E é justamente em políticas docentes que estamos falhando. Não há nenhum elemento com maior influência na qualidade da educação que um bom professor, mostram as pesquisas recentes. É preciso melhorar os salários, evitar contratos fragmentados de 16 ou 20 horas, que obrigam os mestres a percorrer várias escolas para cumprir uma jornada que os remunere, fornecer-lhes um currículo que estabeleça os direitos de aprendizagem dos alunos e mudar a formação que eles recebem no ensino superior, criando maior diálogo entre teoria e prática profissional. Afinal, isso é o que fazem os sistemas com bons resultados no Pisa.

A boa notícia é que já começamos, mesmo que tardiamente, a fazer algumas dessas coisas. Finalmente estamos implantando a Base Nacional Comum Curricular, estabelecida na Constituição de 1988, mas homologada apenas no final de 2018. Todos os 26 estados e o Distrito Federal já elaboraram seus currículo estaduais, em parceria com seus municípios, para a educação infantil e o fundamental. Em 2020, eles serão implantados nas escolas. Além disso, o Conselho Nacional de Educação aprovou diretrizes novas de formação docente, que, tão logo sancionadas pelo MEC, mudarão os currículos das licenciaturas e dos cursos pedagogia.

Falta agora seguir o exemplo de Pernambuco, que está contratando seus professores de ensino médio para 40 horas, com dedicação exclusiva e concentrando suas aulas numa única escola. Ainda precisamos melhorar os salários, para atrair e reter os melhores alunos do ensino médio para a mais interessante e desafiadora das profissões - a de professor.

Sem isso, não há melhoras que não sejam milimétricas e que possam se tornar, de fato, sustentáveis.
Herculano
06/12/2019 06:30
AUMENTO DE FUNDO ELEITORAL DÁ FôLEGO A MODELO CARO E DESIGUAL, por Bruno Boghossian, no jornal Folha de S. Paulo

Ampliação para R$ 3,8 bilhões amplia poder de caciques e reforça distorções

O cobertor anda curto, mas os parlamentares encontraram um jeito. O relator do Orçamento apertou os números e conseguiu aumentar para R$ 3,8 bilhões o valor proposto para o fundo de financiamento das eleições municipais do ano que vem. Para cumprir as regras fiscais, foi preciso tirar dinheiro de obras, da educação e até do programa que dá remédios para os mais pobres.

A ampliação da verba é tratada como prioridade por políticos de todos os lados. Do PT ao PSL, 13 partidos apoiaram a canalização de mais recursos para a eleição. Parlamentares e dirigentes dessas siglas alegam que o valor previsto antes, de R$ 2 bilhões, era pouco para custear a disputa em mais de 5.500 municípios.
Além de soar como desaforo num momento de crise econômica prolongada, a manobra dá fôlego exagerado a um modelo de financiamento de campanhas que é caro, desigual e ainda pouco transparente.

A decisão do Supremo que proibiu doações de pessoas jurídicas nas eleições reduziu a influência econômica das empresas na principal porta de entrada da atividade política, mas criou um problema óbvio, já que não havia alternativa inteligente para pagar a conta do processo.

O financiamento público é um caminho razoável, mas precisa de um debate profundo sobre redução dos custos das campanhas, regras de distribuição do dinheiro entre candidatos e modelos de prestação de contas. A fartura que os políticos concederam a si mesmos certamente não vai estimular essa discussão.

Os caciques partidários continuam concentrando o poder de decidir quem vai receber cada fatia do fundo eleitoral. Em geral, saem beneficiados políticos que já têm mandato, aliados e parentes, além dos próprios dirigentes. Aumentar o volume de dinheiro ainda vai reforçar as distorções da partilha.

As dificuldades de financiamento poderiam ser uma boa oportunidade para corrigir essas deformidades. Atirar mais dinheiro no problema pode ser fácil, mas não melhora a qualidade da democracia.
Herculano
06/12/2019 06:26
INACREDITÁVEL, MAS REAL, NORMAL... NO MUNDO DOS POLÍTICOS COMO MOSTRAM OS POSTS ABAIXO

De Roberto Pozzobon, procurador da República, integrante da Lava Jato, em Curitiba, no twitter

O que dizer da possível falsificação no documento que serviu de base para o aumento do Fundão Eleitoral para R$ 3,8 BILHõES!?

Isso mesmo. Senador Jorginho Mello (PL-SC) diz que não é sua assinatura em ofício que pediu o aumento do Fundão.

Inacreditável!
Herculano
06/12/2019 06:22
A FRAUDE DE ASSINATURA TEM ORIGEM: O PR OU TAL EX-PARTIDO DA REPÚBLICA, DE VALDEMAR DA COSTA NETO, DE SÃO PAULO, EX-DEPUTADO, EX-DONO DO PR, CONHECIDO DA MALANDRAGEM DOS TROCA-TROCAS NO MEIO POLÍTICO E NO CONGRESSO NOS TEMPOS DOS GOVERNOS PETISTAS
Herculano
06/12/2019 06:19
da série: o Congresso se consagra como a Casa da Mãe Joana para roubar para os seus, os pesados impostos destinados aos doentes, sob os mais variados disfarces

DEPUTADO ASSINOU "OFÍCIO DE FUNDÃO ELEITORAL" EM NOME DE SENADOR E PRESIDENTE DO PL, por Cézar Feitoza, de O Antagonista.

O Antagonista descobriu que a assinatura falsa em nome do senador Jorginho Mello no ofício do Fundão Eleitoral foi obra do deputado Wellington Roberto, líder do PL (ex-PR) na Câmara.

Roberto também assinou em nome do presidente da legenda, José Tadeu Candelária.

Questionado, o líder do PL na Câmara admitiu a fraude. Disse que assinou "como representante" do partido, mas que não tem "nenhuma procuração".

"Assinei como representante do meu partido numa reunião em que estavam ausentes o presidente e o líder (no Senado). Encerrada a reunião, perguntaram se eu podia assinar. Assinei e assinaria de novo, se preciso. Eu resolvi fazer e acabou."

Como O Antagonista publicou mais cedo, o senador Jorginho Mello sempre foi contra o uso do Fundão Eleitoral e ficou surpreso ao ver seu nome no ofício de presidentes e líderes partidários enviado ao relator do Orçamento, deputado Domingos Neto.

O senador avalia tomar medidas judiciais em razão do dano à sua imagem. Wellington Roberto acha que não cometeu crime algum.

"Não sabia que ele era contra. Acho que não fiz nada demais. Se ele acha que eu fiz, é problema dele. Não estou me afastando hora nenhuma da responsabilidade de ter assinado."

O documento fraudado foi usado por Domingos Neto para justificar a ampliação do Fundão Eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões.
Herculano
06/12/2019 06:12
da serie: este fato sério, mostra como o Congresso é feito de uma maioria de pilantras que derrotam gente séria antes do voto.

SENADOR CATARINENSE JORGINHO MELLO DIZ QUE NÃO É SUA ASSINATURA EM OFÍCIO QUE PEDIU AUMENTO DO FUNDÃO

Conteúdo de O Antagonista. O senador Jorginho Mello (PL-SC) disse a O Antagonista que não é sua a assinatura no ofício encaminhado ao deputado Domingos Neto, relator do Orçamento.

O documento serviu de base para o aumento do Fundão Eleitoral para R$ 3,8 bilhões.

Mello ressaltou que é totalmente contra o Fundão e que foi o único candidato a senador em Santa Catarina, entre os cinco mais votados, que não usou nem abriu conta para uso dos recursos.

"Em 2017, ele votou contra o Fundo Eleitoral, em 2018 não o utilizou e, em 2019, votará contra novamente", informou sua assessoria.
Herculano
05/12/2019 19:44
da série: um retrato um tanto comum nas Assembleias, e principalmente nas Câmaras, que se escondem nos noticiários.

MP QUER REDUZIR NÚMERO DE CARGOS EM COMISSÃO NA ALERJ

Conteúdo de O Antagonista. O MP do Rio entrou com ação civil pública para que o governo do estado e a Alerj regularizem a situação do quadro de pessoal do Legislativo fluminense e não admitam mais servidores sem ser por concurso público.

A ação foi baseada em denúncias de que a Alerj mantém mais funcionários com cargos em comissão do que concursados - além disso, candidatos aprovados em concurso teriam sido preteridos para a nomeação de comissionados.
Herculano
05/12/2019 19:38
AS ESTOCADAS DE BOLSONARO NA FESTA DE VILLAS BôAS, por Andrei Meireles, em Os Divergentes

As críticas do general Rocha Paiva e Luciano Huck explicam a ausência do presidente

Era o tipo de festa que até recentemente o presidente Jair Bolsonaro não faltaria de jeito nenhum. Foi o concorrido lançamento na quarta-feira (4) do Instituto General Villas Bôas, uma entidade para preservar a memória do militar e ajudar pessoas com doenças raras, crônicas e com deficiência. Estavam lá assessores do presidente, como os ministros Sérgio Moro e Augusto Heleno, o porta-voz Otávio Rêgo Barros, e uma penca de generais para prestigiar Villas Bôas, tido por eles e pelo próprio Bolsonaro como referência por sua conduta como chefe militar.

A ausência de Bolsonaro talvez se explique pela escolha dos principais oradores - o apresentador Luciano Huck, possível concorrente nas eleições de 2022, e o general Eduardo Rocha Paiva, um dos principais auxiliares de Villas Bôas na criação do instituto, notório desafeto de Bolsonaro. Paiva censurou a famosa gafe de Bolsonaro ao se referir aos nordestinos como "os paraíba", que definiu como "grosseira e antipatriótica" e foi chamado pelo presidente de general melancia, verde por fora e vermelho por dentro.

A pretexto de alertar o general Villas Bôas das dificuldades enfrentadas hoje em dia pelas ONGs sérias e comprometidas com o Brasil, Luciano Huck deu a primeira estocada em Bolsonaro: "O terceiro setor, que é o mundo das ONGs, tem sofrido ataques desleais nos últimos tempos no Brasil". Todos entenderam que o alvo foi o presidente e sua família com disparates como culpar as ONGs que atuam na Amazônia pelo aumento das queimadas na região e atribuir ao GreenPeace o vazamento de petróleo que atingiu as praias do Nordeste.

Se o cascudo de Huck teria incomodado Bolsonaro, certamente o discurso do general Rocha Paiva o teria tirado do sério. "Um projeto de Nação precisa de uma sociedade disposta a superar o quadro de corrupção, impunidade, e a lógica da predominância do conflito sobre o debate respeitoso de ideias. A virtude está no centro. Os extremos são viciosos... Será preciso cicatrizar a ferida aberta que compromete a coesão interna, fruto do embate ideológico com sua injustificável intolerância ao contraditório nos temas e debates políticos e na administração de setores importantes da sociedade".

O alvo é claro - a recusa da polarização que Bolsonaro e Lula cultivam como projeto político. Vários setores da sociedade têm se manifestado com críticas semelhantes. O que torna mais relevante o discurso do general Rocha Paiva é ele ter sido proferido em um ambiente que, por cargos e patentes, deveria ser amplamente favorável a Bolsonaro. Isso parece explicar a ausência de Bolsonaro na festa.

A conferir.
Herculano
05/12/2019 19:31
UM POVO QUE GOSTA DE XERIFE

De J.R.Guzzo, no twitter:

O Brasil tem um povo realmente difícil: gosta mais do xerife do que do bandido. Nossas classes intelectuais, sociológicas e preocupadas com "as ameaças" à democracia adorariam que o Brasil tivesse outro povo - assim não existiria nenhum Sérgio Moro neste país. Vão ter de esperar.
Herculano
05/12/2019 19:29
da serie: o nome aos bois.

OS LÍDERES E PRESIDENTES QUE PEDIRAM O AUMENTO DO FUNDÃO

Conteúdo de O Antagonista. Como noticiamos, presidentes e líderes partidários enviaram ao relator da proposta orçamentária, deputado Domingos Neto, um pedido para aumentar o fundão eleitoral para R$ 4 bilhões.

Veja quem pediu o aumento do fundão:

Presidentes partidários:

Ciro Nogueira (PP)
Baleia Rossi (MDB)
Gleisi Hoffmann (PT)
Luciano Bivar (PSL)
Gilberto Kassab (PSD)
Marcos Pereira (Republicanos)
Bruno Araújo (PSDB)
Carlos Lupi (PDT)
Paulinho da Força (Solidariedade)
José Tadeu Candelária (PL)

Líderes da Câmara:

Arthur Lira (PP)
Pedro Lucas Fernandes (PTB)
Wellington Roberto (PL)
André de Paula (PSD)
Tadeu Alencar (PSB)

Líderes do Senado:

Jorginho Mello (PL)
Rodrigo Pacheco (DEM)
Herculano
05/12/2019 19:22
Publicado originalmente às 11.27 de 05.12

BABACAS. ESSA GENTE TRATA-NOS COMO BEóCIOS, GADO, TOLOS E TROUXAS. QUANDO EM CAMPANHA TODOS POLÍTICOS DIZEM E JURAM QUE FARÃO DIFERENTE. ELEITOS, REPETEM O DESATINO QUE CONDENARAM NOS OUTROS

Circula nas redes sociais, um vídeo do senador Flávio Bolsonaro, sem partido, do Rio de Janeiro, estado falido, onde o próprio Flávio está metido em rachadinhas na Alerj - um antro de ladrões, alguns presos.

Explicando: "rachadinha" é uma forma "criativa" de colocar indevidamente dinheiro público dos pesados impostos pelo parlamentar no seu próprio bolso ou desviá-lo para outras ações não permitidas na lei.

Flávio, um Bolsonaro, está no vídeo, com legenda e tudo, para que não fique nenhuma dúvida sobre o que ele está falando.

O senador Flávio está dizendo no vídeo que votou "errado" contra o veto do presidente Jair Messias Bolsonaro, sem partido, seu pai. O veto limitava o Fundão Eleitoral do ano que vem a R$2 bilhões, uma cifra por si só absurda, pois toda ela tirada dos nossos pesados impostos e que estão faltando à Saúde Pública, Segurança, Educação, Infraestrutura básica...

Como uma notícia ruim dos políticos sempre vem acompanhada de uma pior justamente pelos que se dizem nossos representantes, mas, de verdade, contra os nossos bolsos, o que era para ser R$2 bilhões no máximo, virou R$3,8 bilhões.
Praticamente o dobro, num ambiente digital, onde em teoria, tudo é mais barato na propaganda para se fazer campanha eleitoral.

E sabe de onde os políticos vão tirar essa montanha de dinheiro (quase R$4 bilhões)? Da Saúde Pública onde gente morre na fila do SUS, da Farmácia Básica, onde os pobres se socorrem, principalmente os idosos de salário mínimo, e das obras de infraestrutura básica.

E sabe qual é o sacrifício de Flávio diante do seu "erro" bilionário? Pasmem! Não usar esses recursos quando ele for candidato à alguma coisa. Sabe quando isso vai acontecer? Daqui a sete anos quando termina o mandato dele, se ele não for cassado antes por causa dessa tal "rachadinha", o outro erro que por meses ele tentou no Supremo e com os novos amigos, livrar-se da investigação com provas fornecidas pelo antigo Coaf. Brincadeira.

Só para comparar a gravidade e encerrar.

No orçamento de 2020 que está para ser aprovado no Congresso, a rubrica de obras de infraestrutura é de R$5,3 bilhões. Merreca, se comparada com o que os políticos candidatos vão colocar nos bolsos no ano que vem, eleitos ou não: R$3,8 bilhões, em plena crise econômica, de emprego e tentativas de recuperação.

É por isso que a BR-470 está atrasada e matando gente quase todos os dias, além de travar o desenvolvimento da região que mais produz impostos em Santa Catarina para os políticos se esbaldarem.

Vergonha e cara-de-pau sobram aos que estão no Legislativo, independente de partidos.

O que fazer? Trocá-los! E se deve começar em outubro do ano que vem por quem usar dinheiro que deveria ser da Saúde Pública, da Segurança, da Educação e para obras mínimas de infraestrutura como a duplicação da BR-470. Wake-up, Brazil!

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