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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

15/01/2018

QUEM É O PROBLEMA? O LÍDER, OS QUE CERCAM OU A COMUNICAÇÃO?

O jornal Cruzeiro do Vale e o seu portal são os mais importantes veículos na área jornalística (impressa e de internet) em Gaspar e Ilhota. O jornal, o mais antigo, é o de maior circulação e resposta comercial aos seus anunciantes; o portal é o mais acessado e atualizado. Na sexta-feira, o Cruzeiro ofereceu espaços para o prefeito Kleber Edson Wan Dall, MDB, fazer um “balanço” do primeiro ano de governo e pontuar os seus objetivos para os próximos de governo.

Ele e sua assessoria de comunicação, que puderam “pensar” nas respostas escritas, mais uma vez, tropeçaram nas próprias pernas: nada sobre o que foi feito no primeiro ano de governo a não ser culpar a tal burocracia.

Conclusão para quem leu a entrevista ping-pong no jornal e no portal cuja entrevista foi a mais acessada depois das notícias policiais? Nada foi entregue a população ou feito de relevante neste primeiro ano de Kleber e Luiz Carlos Spengler Filho, PP. Desperdício de audiência num veículo de tanta credibilidade.

Sobre o futuro, Kleber preferiu duas tacadas que parecem muito difíceis de serem alcançadas: começar o tal Anel de Contorno com verbas de um governo estadual endividado e pressionado por Blumenau. Tudo piora neste quesito, para quem não consegue implantar sequer as simples mudanças em ruas locais.

Kleber, como novidade, revelou na entrevista que também quer começar a “implantação” do esgoto sanitário, novamente, num ambiente de fortes restrições de verbas federais e que não depende dele para liberá-las. Pior, uma obra que será tocada pelo Samae, o que não consegue entregar água potável aos seus consumidores, apesar dela existir. E por que? A gestão política escolhida por Kleber, a mesma que o fez perder a maioria na Câmara – conseguiu se não destruir, mas imobilizar pela vingança, terror e desconhecimento, o corpo técnico da autarquia, para experimentar e tatear as soluções aos problemas pontuais.

Então sou eu o que malho em ferro frio? Quem mesmo orienta essa gente? Ou combinaram que vão fazer apenas um mandato e vão entregar o segundo a outro grupo? O primeiro ano já foi para o saco. O segundo, anuncia-se como um desperdício. Logo estarão às portas, as eleições municipais. E os fantasmas das administrações peemedebistas de Bernardo Leonardo Spengler e Adilson Luiz Schmitt, tornam-se mais reais. Nenhum sinal para espantá-los.

Leiam a entrevista de Kleber, respondida com retoques e cuidados da sua assessoria. Ela confrontou-se com os meus comentários na coluna de sexta-feira. Mais uma premonição ou à exposição da realidade?

A minha coluna já estava pronta há duas semanas; tinha anunciado isso. Afinal, era um balanço do primeiro ano do governo de Kleber, somando-se à barbeiragem que fez na eleição da mesa diretora da Câmara.

Não tive acesso às perguntas feitas pela Redação (nem mesmo palpitei nelas). Não tive acesso antecipado às respostas "dadas" por Kleber. Li, como todos os leitores e leitoras, quando disponibilizado no portal (a minha coluna foi aberta antes) ou no jornal impresso.

O RESUMO DO NADA

Resumindo: Kleber “confessou” que não se preparou para governar; que a equipe que escolheu 9está com ela na foto acima) é a melhor e por isso não há nada para mudar ou melhorar nela. Ou seja, tudo o que (não) aconteceu no ano passado tenderá a se repetir neste ano, por pura teimosia, por ajustes pessoais, partidários, religiosos e familiares. Melhor: vai continuar culpando os outros para as coisas que não deram certo no ano passado e tendem a não dar este ano.

Um gestor escolhe seus objetivos, todos possíveis de serem realizados em um determinado período de governança. Um gestor escolhe gente para estar ao seu lado e que julga capaz de concretizar esses objetivos. E quando o cenário conjuntural muda (e isso é normal mesmo na imprevisibilidade), o gestor também muda seus planos e logo se adapta para atingir ou refazer os objetivos. Normal. Necessário. Próprio do líder que assume e mitiga os riscos, continuadamente.

Assim também acontece com as pessoas que o gestor escolhe para atingir os seus objetivos, para seu grupo político e de poder. Se eles não dão conta ou se tornaram insuficientes diante dos novos desafios, troca-se. Se os cenários mudam, avaliam-se os executores e se necessário, trocam-se também.

Mas, o político é diferente. E Kleber prova, que é um político e não gestor. É mais: tem culpados todos fora do seu círculo, quando o problema está exatamente do seu lado. Jovem, arma vinganças ao invés de alianças por objetivos e que visem o fortalecimento do seu próprio grupo. Está refém de gente antiga, ardilosa e de incompetentes que não têm onde se escorarem a não ser na barrosa. O resultado está aí.

O político geralmente protege os seus, mesmo que eles demonstrem incompetência, incapacidade e que comprometam a própria imagem e resultados (políticos) do seu chefe. Ao negar adaptar a equipe à uma realidade de resultados que prometeu e não conseguiu entregar no ano passado, Kleber assina à sua própria ruína. Como é ele quem vai perder politicamente, deve saber o que está fazendo, ou está sendo traído pela mesma máquina que sob os seus olhos elegeu Silvio Cleffi, PSC, presidente da Câmara?

Finalizando o mar-de-rosas do político Kleber. O jornal Cruzeiro não perguntou, e é uma pena, mas como o prefeito de Gaspar vai governar com uma Câmara supostamente de oposição, se quando ela era maioria para ele, Kleber teve dificuldades para impor vários projetos seus, como o que criou despesas de mais de R$600 mil por ano para abrigar comissionados e funções gratificadas ou aumentar em 40 por cento a Cosip?

Sobre o não funcionamento dos postinhos, da policlínica, da farmácia básica, da falta de 1.100 vagas nas creches, do hospital comendo dinheiro como nunca, nem um pio. E olha que isso é sobre o básico, da rotina... Ainda há tempo para reverter. Mas se não mudar? Os adversários estão adorando. Acorda, Gaspar!

DEPOIS DO REVÉS, ABRIU O BICO!

Na coluna do dia sete de dezembro, e outra vez quase premonitória ao que aconteceria na eleição da mesa diretora da Câmara de Gaspar no dia 19, escrevi sob o título de “Transparência Zero”: “O Projeto de Resolução 2/2017, vejam só, assinado só por vereadores da base de apoio a Kleber Edson Wan Dall, PMDB (Ciro André Quintino, Evandro Carlos Andrietti, Francisco Hostins Junior, Francisco Solano Anhaia, todos do PMDB, mais Franciele Daiane Back, PSDB, José Ademir Moura, suplente e Sílvio Cleffi, ambos do PSC), deu entrada no dia primeiro de março. No mesmo dia, Anhaia, líder do PMDB, pediu a retirada do PR. E o engavetou até ser arquivado. Nenhuma explicação!”.

E tinha mais naquela coluna. Destaco dois tópicos. O primeiro deles estava na própria justificativa da boa intenção e da proposta: ”O objetivo deste PR é extinguir a votação em escrutínio secreto nesta Casa de Leis, tornando a votação nos casos acima mencionados, nominal”, justificaram os autores. "Então ao retirar no mesmo dia em que deu entrada, qual o medo, jogo e que os vereadores querem nos esconder? Esta é a cara da Câmara deste ano”, completei.

E sabem os leitores e leitoras como a coluna daquela sexta-feira encerrou este assunto ainda aproveitando à própria justificativa do Projeto de Resolução? “Para que isso ocorra [evitando as manobras individuais e dar transparência total ao seu voto], é necessário que o voto do vereador não seja instrumento ensejador desses ardis, mas apenas reflita claramente os interesses de seus mandatários (o povo)”. Depois sou eu o exagerado no que escrevo? Os nossos vereadores são incoerentes, demagogos e até hipócritas com o que eles próprios escrevem nos seus projetos. Ficam expostos e depois reclamam quando se cobra à transparência naquilo que fazem e principalmente, não fazem. Daqui há duas semanas, será a eleição da Câmara, e os traidores, se houver, estarão protegidos pelo voto secreto. Com a palavra a base e o vereador Anhaia, que retirou o PR da tramitação e ficou de bico calado. Acorda, Gaspar!”

PREVISÃO OU OBVIEDADE?

Antes de prosseguir vou repetir o que escrevi no dia no dia sete se dezembro: “Daqui a duas semanas, será a eleição da Câmara, e os traidores, se houver, estarão protegidos pelo voto secreto”. Quatro dias antes da eleição, escrevi aqui que o plano B era Silvio Cleffi, PSC, na traição à noiva que se encaminhava para o altar, Franciele Daiane Back, PSDB. Os votos foram secretos (aparentemente, nem tão secretos assim pelas circunstâncias do caso) e Silvio foi o plano B. É impossível que só eu, o que se esconde atrás de um computador, como me acusam para me diminuir e desmoralizar na credibilidade que possuo, soubesse ou desconfiasse disso tudo. E os que frequentam à Câmara, os citados e bajulados pelos vereadores, não soubessem, não sentissem no ar, o que se trama na frente de seus narizes.

Não é à toa, que é a coluna mais lida e a que mais influencia.


Voltando. O vereador Anhaia, o líder da bancada do MDB, o que que sumiu com o PR, ficou quieto. Até o dia três de janeiro, ainda no embalo da “traição” mal explicada da eleição da Câmara para algo que ele já sabia inócuo desde o dia 23 de fevereiro à noite. Num e.mail que recebeu e todos os outros 12 vereadores, o analista da Câmara, Emerson Pereira tinha fulminado tecnicamente o tal Projeto de Resolução e afundado a “boa intenção” da base.

Pelas datas, sabe-se que esse PR nem deveria ter sido protocolado na Câmara no dia primeiro de março. No dia 23 de fevereiro, já se sabia que estava bichado.

Como escrevi naquela coluna: “transparência zero”. Anhaia e os demais, tiveram oportunidades ímpares para esclarecerem à sociedade já em fevereiro ou março do ano passado, bem como neste sete de dezembro, quando tratei deste assunto por esperar quase um ano de explicações. Só depois de levar a pernada na eleição da mesa, resolveu abrir o jogo. Nada é tarde para a transparência.

E por que o PR 02/2017 não foi adiante? Por algo muito simples: é que “além do Regimento Interno, vários outros artigos da Lei Orgânica também precisariam ser alterados. Inclusive seria necessário criar um novo sistema de votação”, explica o vereador Anhaia. Ótimo! Então por que esconder isso da sociedade à qual o vereador representa? Por que não tomou essas medidas logo após receber a informação técnica? Anhaia é um trabalhador sério, já escrevi isso porque o conheço e não é de hoje. Mas é teimoso. E isso dificulta alguns resultados. causa tropeços.

Erolado na própria rede que criou, Anhaia precisou esperar o Requerimento 68/2017, de três de outubro, ou seja, oito meses depois daquele e.mail contra o PR 02/2017. Aquele requerimento é assinado por Franciele Daiane Back, PSDB; Francisco Hostins Júnior, PMDB; Roberto Procópio de Souza, PDT e Rui Carlos Deschamps, PT. Ele “cria a Comissão Temporária Especial destinada ao estudo da reforma ou alteração do Regimento Interno desta Casa de Leis, bem como da Lei Orgânica Municipal”. Aliás o referido requerimento, quando apresentado e aprovado, gerou uma saia justa com Silvio Cleffi, PSC. Ele queria tê-lo assinado também, pois segundo Silvio, possui "sugestões" a dar nesse assunto, que terá tramitação inicial de 180 dias na Comissão.

Para sugerir, logicamente, não precisa ser autor do requerimento. A queixa apenas mostra o jogo de vaidades que envolve o vereador Silvio. Um perigo! E para encerrar: Anhaia, já avisou que vai pedir ao presidente da Comissão, o vereador Rui, a inclusão do que estava previsto no PR 02/2017. Espera-se que esse trabalho da comissão seja transparente e não mais uma reunião de políticos defendendo seus próprios interesses. Mas, este assunto será motivo de novas colunas. Ele esconde agora, um jogo de coisas que a dita oposição não conseguiu passar como lei Ordinária em 2017. Acorda, Gaspar!

OS POLÍTICOS PROFISSIONAIS

O advogado e jurista Modesto Carvalhosa, entrevistado no programa Roda Viva, da TV Cultura de São Paulo, foi radical contra os políticos e à classe política, de um modo em geral. Eu partilho parcialmente da indignação dele, mas a política e os políticos, são os que movem uma sociedade plural, livre e democrática.

A deterioração da classe política no Brasil é algo assustador. A degradação não está em Brasília. Está aqui bem perto de nós. Entretanto, a dita classe política não desaparecerá como se quer e se prega, a menos que haja uma ditadura, e ainda assim, agirá como poder político administrativo dominante.

O que precisamos é, cada vez mais, conscientizar-nos dos nossos atos nas escolhas que fazemos a cada eleição para aquilo que acreditamos. Alfabetizar, diminuir a ignorância, o fanatismo, as influências corporativas e de grupos organizados, bem como a desinformação são ingredientes essenciais para inibir os políticos corruptos, chantagistas e que desonestamente agem para si e os seus, com os nossos votos (e dinheiro). A depuração deve ser continua e nunca será rápida e total.

NO QUE A RBS SC DIFERE DA NSC?

A RBS SC foi a pior coisa que aconteceu para o jornalismo catarinense. Primeiro acabou com a concorrência das redações, eliminou os colunistas, impediu a divergência, deu mais valor ao visual, ao frugal, à plástica, à beleza gráfica do que a informação, a apuração, a investigação ou à análise da informação. Tratou-nos todos como beócios. E aí perdeu o leitor, o ouvinte e telespectador. Os catarinenses passaram a ter acesso apenas à informação pasteurizada e conveniente ao negócio e não à sociedade diversificada e principalmente, regionalizada, a nossa característica.

Segundo, a gaúcha RBS, sem nenhuma identidade com a história catarinense, terminou, este é o termo correto, com as lideranças e forças regionais, sejam elas políticas, econômicas e pasmem, os movimentos culturais. Sumiram os jornalistas barriga-verde. Foram as disputas regionais que tornaram Santa Catarina pioneira e referência nacional em vários setores produtivos. A RBS chegou aqui, exatamente quando o Rio Grande do Sul, rico culturalmente, estava decadente na economia e na importância política que sempre foi para o Brasil.

As redações foram invadidas por gaúchos identificados com o Rio Grande do Sul e a forte, única e rica história de lá. Eles manobravam “focas”, por questões econômicas, a maioria importada, que até para chegar às redações, precisavam de GPS. Então, a RBS SC transformou a sua atividade jornalística num balcão de sobrevivência chapa branca. Business. Devidamente calada as lideranças regionais, escondeu-se as mazelas dos governos de Luiz Henrique da Silveira, PMDB e Raimundo Colombo, PSD.

Engordou-se um lucrativo negócio centralizado. Santa Catarina ficou restrita a Florianópolis, a Ilha do Ócio. O manezinho, uma forte e viva identidade ilhoa apenas, virou o retrato barriga-verde. O principal executivo da RBS se tornou o principal homem de comunicação, estratégia e negócios desses governos.

E tudo isso, aconteceu sob os nossos passivos olhares (sociedade, lideranças, investidores, jornalistas locais por três décadas...). Enrolada no Carf e vendo que tinha exaurido pela predação, Santa Catarina e os catarinenses, a gaúcha RBS bateu em retirada para proteger a sua origem ameaçada no próprio Rio Grande do Sul por desenlaces familiares, a profissionalização que não se completou e a mudança brusca da comunicação diante da chegada do mundo virtual, e que pegou, diga-se, à bem da verdade, todos de calças curtas.

A comunicação de Santa Catarina saiu das mãos de um forasteiro que entendia como extrair negócios usando o jornalismo e passou para as mãos de um outro, que nem isso conhece bem, mas resolveu adotar a mesma fórmula a partir deste ano. Os primeiros dias da NSC no ano passado e os primeiros sinais foram bons. Até o acidente do filho do ex-diretor da RBS SC se noticiou com clareza. O próprio governo de Colombo sentiu o bafo ao ser desnudado na enganação que arma contra a sociedade como as pedaladas fiscais; o caos, descontrole e mentiras sobre os números na saúde pública. Entretanto, já há um visível recuo. E quem perde mais uma vez: sociedade.

Foi apenas um cartão de apresentação. E ele pode estar sendo trocado.

A NSC acaba de anunciar mudanças. Elas são sintomáticas. Primeiro vai continuar a ter um legítimo da RBS no comando geral, Mário Neves. Então, não muda. Disfarça! Segundo, anunciou que jornalista César Seabra assumiu à direção geral de Jornalismo. “Meu compromisso é continuar fazendo ótimo jornalismo, com total credibilidade, com leveza e seriedade, de forma integrada”.

Resumindo aos desatentos: “leveza” quer dizer superficialidade, a mesma que a RBS usou para trocar o jornalismo conveniente por negócios institucionais. E “integrada”, quer dizer o fim do jornalismo regional, debatendo, dando voz e respeitando as peculiaridades de cada região. Vai-se, novamente, no modelo que transforma Santa Catarina numa problemática Florianópolis. É só ver o que fizeram com o Jornal de Santa Catarina: uma redação de jornal de bairro.

Por derradeiro, neste jogo de encontro com o passado, houve a confirmação de que o “novo” jornalismo da NSC será peça acessória do business. Ela está contida na informação da própria NSC, de que o executivo Adriano Araldi assumiu a diretoria de Produto e Operações – “recém-criada com a missão de identificar novas oportunidades de estar ainda mais presente na vida dos catarinenses. Sob a gestão dele estarão as áreas de novos negócios, tecnologia, programação, entretenimento, industrial e logística”.

Notícia ruim? Não de todo. Isso mostra que a NSC vai dar oportunidade para crescer a concorrência local e ser desmoralizada no jornalismo como estava acontecendo com a RBS TV, que a enfraqueceu como negócio, a tal ponto do Jornal de Santa Catarina circular por dias seguidos sem um só anúncio. Não tinha conteúdo, liderança, opinião e estava distante de sua comunidade. Tinha beleza gráfica. E duvidosa!

 

Comentários

Herculano
17/01/2018 06:50
HOJE É DIA DE COLUNA OLHANDO A MARÉ INÉDITA. EMPRESÁRIO É SINôNIMO DE EXEMPLAR GESTOR PÚBLICO OU POLÍTICO?
Sujiru Fuji
16/01/2018 20:33
GLEISI HOFFMANN FALA COMO SE FOSSE LÍDER DO CRIME ORGANIZADO E AMEAÇA PAÍS COM MORTES SE LULA FOR PRESO.

Esta "prima" da Mariluci é mesmo sem noção (como eLLa).
Coisas de loira.

Já se fosse o Bolsonaro, seria cassado.
Herculano
16/01/2018 19:37
GLEISI HOFFMANN FALA COMO SE FOSSE LÍDER DO CRIME ORGANIZADO E AMEAÇA PAÍS COM MORTES SE LULA FOR PRESO. ENTENDA POR QUÊ, por: Reinaldo Azevedo, na Rede TV

A senadora-ré Gleisi Hoffmann (PR), que preside o PT, é uma irresponsável. E não é de hoje. Já quando ministra da Casa Civil no governo Dilma, entre 8 de junho de 2011 e 2 de fevereiro de 2014, isso ficou patente no ambiente do próprio governo, em especial no relacionamento com setores da oposição. Bem, não custa lembrar que a pasta era uma das responsáveis pela articulação política e por gerenciar as obras de infraestrutura. As duas coisas entraram em colapso. Não por culpa exclusiva de Gleisi, porque ela foi um tanto irrelevante até como elemento negativo. Mas a ela cumpria perceber primeiro os sinais da deterioração que levaram a sua então chefe à lona. Não é, pois, apenas irresponsável. É também incompetente.

Já censurei aqui a gritaria de juízes, que saem alardeando por aí o risco de caos no dia 24, quando o TRF 4 julga o recurso de Lula contra a condenação imposta por Sérgio Moro no caso do tríplex do Guarujá. Sim, já deixei claro aqui que o juiz não ancorou a sua decisão em provas, mas numa leitura derivada da chamada "teoria do domínio do fato", que jamais poderia ser aplicada à área penal. Espremendo-se todos os argumentos de Moro, chega-se à conclusão de que o petista foi condenado no caso do apartamento de Guarujá porque, com efeito, havia um grupo atuando de forma criminosa na Petrobras. Tal grupo tinha conexões com o PT ?" entre eles, havia os escolhidos pelo partido. Lula sempre mandou no PT, e sua família deixou pistas de vínculos com o apartamento. Logo, ele é culpado.

Qualquer pessoa razoável sabe que isso é exercício, digamos, precário do direito. Estamos diante de uma Justiça que tem a ambição de corrigir os vícios da sociedade corrigindo o que considera os vícios de alguns homens. Pune-se um símbolo com o intuito de ser exemplar. É o que se tem no caso, numa análise desapaixonada. Esse tipo de comportamento, ao contrário do que pensam os tolos, faz mal ao Brasil, não bem. Ademais, note-se: o fato de o MPF não ter apresentado as provas não quer dizer que o crime não tenha sido cometido. Acontece que ao estado de direito interessa o que está nos autos, não o que está na convicção pessoal dos juízes. Ou juízes não teríamos. Em seu lugar, haveria 18 mil ditadores. Dito o necessário, ponto, parágrafo.

Isso não dá à senhora Gleisei Hoffmann, ela também uma ré, o direito de pôr a faca no pescoço da Justiça. Até porque está fazendo um falso alarde. A menos que o PT tenha organizado uma milícia armada, cuja existência desconhecemos, pergunta-se: quem vai se apresentar para:

a) o sacrifício, candidatando-se à condição de cadáver?;
b) para o trabalho sujo, candidatando-se à condição de homicida?
Eu não entendi, senadora Gleisi Hoffmann! A senhora está dizendo que o PT está disposto a morrer, a matar ou às duas coisas? No primeiro caso, o partido teria um estoque de mártires, não é? Quem sabe a legenda tenha treinado, nesse tempo, uma milícia suicida, que estará disposta a atear fogo às próprias vestes. No segundo caso, a legenda teria organizado um bando de sicários, dispostos a sair por aí a eliminar aqueles que não concordam com seus postulados. No terceiro, tratar-se-ia de um anúncio de rompimento com a legalidade e de adesão à luta armada.

Já censurei aqui o alarde de juízes, que estão superestimando as possibilidades de conflito. Querem saber o que acho que vai acontecer no dia 24? Nada! Uma escaramuça ou outra dos mais exaltados e pronto! Não vai além disso. Ao elevar a tensão retórica e o risco de confronto, os senhores juízes abrem caminho para o triste proselitismo da senhora Gleisi Hoffmann.

Ao dizer o que diz, na prática, a senadora está desafiando a Justiça a prender Lula, uma possibilidade que existe, é claro!, embora me pareça remota no momento. Gleisi quer uma de duas coisas:

a: por motivos técnicos, a Justiça não prende Lula, e os petistas saem alardeando vitória entre os seus, mesmo com Lula condenado, como deve ser. Assim, mantém-se a fantasia de uma legenda que atua na resistência e que logrou uma "vitória" contra o sistema. A próxima é vencer a eleição;

b: a Justiça decide prender Lula: os petistas vão organizar protestos e vão forçar o limite da contenção policial, buscando alguns confrontos, e Lula se torna, então, o líder encarcerado.

Em qualquer dos casos, estamos diante de politicagem mixuruca, que responde com irresponsabilidade à irresponsabilidade daqueles que viram um clima de conflagração armada onde se tem nada além de uma pressão que deve ser considerada normal numa democracia. No mundo inteiro, grupos organizados tentam interferir em decisões da Justiça.

Mas não é corriqueiro que o comandante de um partido político ameace o país com cadáveres caso a Justiça não decida segundo o gosto do grupo que lidera. Isso não é conversa de presidente de partido, mas de líder de milícia ou de bando dedicado ao crime organizado.

Gleisi Hoffmann é o quê?
Herculano
16/01/2018 19:31
'PARA PRENDER O LULA, VAI TER QUE MATAR GENTE", DIZ GLEISI SOBRE JULGAMENTO

Conteúdo do Poder360. Texto de Rodrigo Zuquim. A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), desconsidera a hipótese de o ex-presidente Lula ter a prisão decretada. "Para prender o Lula, vai ter que prender muita gente, mas, mais do que isso, vai ter que matar gente. Aí, vai ter que matar", afirmou Gleisi, na 2ª feira (15.jan.2018), ao Poder360.

A senadora faz referência ao julgamento do recurso da defesa do ex-presidente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, na 4ª feira da próxima semana (24.jan.2018).

Para a petista, se a sentença do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, for confirmada pelo TRF-4, significará que "eles [os juízes] desceram para o 'play' da política [?] No 'play' da política nós vamos jogar (?) E vamos jogar pesado".

A senadora também negou que uma decisão que mantenha a condenação de Lula possa tirá-lo da disputa pelo Planalto. "A candidatura vai ser decidida na Justiça Eleitoral", disse.

A prioridade do PT é registrar a candidatura de Lula em 15 de agosto e entrar com todos os recursos possíveis. A sigla quer garantir a foto do ex-presidente nas urnas, mesmo que a candidatura venha a ser impugnada. "Como é que vai cassar o voto de 40, de 50 milhões de brasileiros?", questiona Gleisi.

A petista reafirma que o partido não tem um plano B para lançar como candidato à Presidência. Mesmo que tenha a condenação confirmada em 2ª Instância, Lula "terá o seu registro de candidatura".

"Essa condenação não tem nada a ver com a candidatura. A candidatura do Lula vai ser decidida na Justiça Eleitoral. Porque a candidatura só se resolve na Justiça Eleitoral. É em outra esfera. Não tem nada que nos impeça de registrar Lula como candidato no dia 15 de agosto", afirmou.

JULGAMENTO DO TRF-4
A presidente do PT espera 1 único resultado no julgamento do dia 24: que o ex-presidente Lula seja absolvido. Para ela, "esse seria o único resultado capaz de resgatar a seriedade da Justiça brasileira e mostrar para o Brasil e para o mundo que há isenção no Poder Judiciário".

Caso contrário, a senadora afirma que o processo "vai continuar eivado de vício, de distorções e de problemas".

A senadora defende que na ação em que Lula foi julgado não há "condições jurídicas, probatórias, processuais" para condená-lo, e menciona o livro "Comentários a Uma Sentença Anunciada ?" O Processo Lula", escrito por 122 juristas, segundo ela, de posicionamento apartidário.

CENÁRIOS ELEITORAIS
Para as eleições deste ano, a presidente do PT já tem um mapeamento de candidaturas de senadores e deputados. A meta do partido é aumentar a bancada na Câmara. Atualmente, a legenda conta com 57 deputados em exercício na Casa.

Para o Senado, a sigla quer chegar próximo à quantidade de representantes que o partido elegeu em 2010 ?"foram eleitos 11 senadores, compondo uma bancada que passou a ter 14 representantes. "A gente acha que tem a condição de eleger mais 7 a 8 senadores, que é uma boa bancada", calcula Gleisi.

Para os Estados, a prioridade do partido será manter os governos nos quais o PT já governa. Mas no Rio Grande do Norte, por exemplo, a sigla deve lançar a senadora Fátima Bezerra como postulante ao governo. Segundo Gleisi, ela tem apresentado 1 bom desempenho nas pesquisas.

"Nos Estados onde a gente já governa, que são 5 [BA, AC, MG, CE e PI], todos os governadores estão bem avaliados, nós acreditamos na reeleição. E aí eles mesmos estão conduzindo o processo da política de alianças, que já deu sustentação a eles em eleições passadas", disse a senadora ao Poder360.

Gleisi não pretende se candidatar à reeleição no Senado. "Eu devo ir para deputada federal. É a discussão que a gente está fazendo, nós estamos priorizando a chapa para deputados federais e a configuração de majoritários no Paraná para essa eleição é mais difícil", afirmou.

DILMA ROUSSEFF
Segundo Gleisi, a ex-presidente ainda não definiu os planos para as eleições e qual seria o seu domicílio eleitoral, se Rio Grande do Sul ou Minas Gerais. Dilma também recebeu convites para ser candidata no Nordeste.

A decisão deve ser tomada em abril. "Ela, eu acho que seria muito bom para o partido tê-la como senadora", disse a petista.

ATOS EM PORTO ALEGRE
O PT marcou uma série de atos para acompanhar o julgamento do recurso do ex-presidente Lula no TRF-4. A senadora viaja para o Rio Grande do Sul em 22 de janeiro. Participa de 1 evento com juristas internacionais e com intelectuais, de manhã. De tarde, será relançado o livro com artigos de 122 juristas que criticam a sentença de Moro.

No dia 23, Gleisi participa de 1 encontro de mulheres, com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff. À tarde, haverá 1 evento do Fórum Social Mundial. O linguista e pensador norte-americano Noam Chomsky participa de uma teleconferência. O ato será seguido de uma caminhada e uma vigília que vai se estender até o final do julgamento do TRF-4.

LAVA JATO
A senadora Gleisi Hoffmann é ré em processo da Lava Jato que corre no Supremo Tribunal Federal. Ela foi denunciada pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na ação penal pela qual responde junto com o marido Paulo Bernardo, ex-ministro das Comunicações no governo Dilma e do Planejamento no governo Lula.

Gleisi nega a autoria dos crimes e pede a absolvição sob a alegação de que não há provas conclusivas contra ela. Em 19 de dezembro, a defesa da senadora apresentou suas alegações finais neste processo.

'FORÇA DE EXPRESSÃO'
Com a repercussão da entrevista da senadora ao Poder360, Gleisi se manifestou no Twitter. Disse que sua fala ao portal foi "força de expressão para dizer o quanto Lula é amado pelo povo brasileiro". A senadora reiterou as críticas que tem feito ao processo que envolve o ex-presidente Lula. O petista foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Segundo a presidente do PT, a condenação foi feita sem provas.

NO TWITTER, GLEISI AFINOU

Gleisi Hoffmann
?"
@gleisi
Na minha fala ao site Poder 360, usei uma força de expressão p/ dizer o quanto Lula é amado pelo povo brasileiro. É o maior líder popular do país e está sendo vítima de injustiças e violências q atingem quem o admira. Como ñ se revoltar c/condenação s/ provas? Política e injusta
Herculano
16/01/2018 19:23
da série: aqui no Brasil, todos do PT, PSOL, PCdoB, PDT, PSTU, PCO, Rede, PSB, Une, Cut, MST, MTST e outros bolivarianos e da esquerda do atraso, quietos

"OSCAR ÉREZ FOI EXECUTADO POR ORDENS DE MADURO"

Conteúdo do de O Antagonista. Um comunicado da Força de Ação Especial (Faes), que cercou a casa de ?"scar Pérez ontem, confirmou nesta manhã a morte do líder rebelde venezuelano.

Ex-prefeito de Caracas e líder opositor em exílio, Antonio Ledezma disse que a execução de Pérez foi realizada sob ordens expressas de Maduro:

"?"scar Pérez foi executado por ordens de Maduro. Esse capítulo se soma ao expediente que circula no Tribunal de Haia, esperando uma sentença contra os que aplicam a pena de morte. Peço ao povo que, em homenagem a estes mártires, não decline na sua luta."
Ana Amélia que não é Lemos
16/01/2018 15:00
Sr. Herculano:

"Temer autoriza a viagem de Lula para Etiópia."
Sidnei Luis Reinert

Vai para Etiópia num convescote da FAO.
Para quem frequentava Davos, Suíça já demonstra fim de carreira rolando ladeira abaixo.
Digiter 13, delete
16/01/2018 14:55
Oi, Herculano

"PENDURADO NO PASSAPORTE
A menos que a Justiça recolha o passaporte, Lula viaja no dia 25 para Etiópia, que não tem acordo de extradição com o Brasil. Passagem de classe executiva de São Paulo-Adis Abeba custa R$15.600."
As 07:18Hs

Alô, Alô! Inteligência, para se esconder como rato na Embaixada da Venezuela não precisa de passaporte.
Anônimo disse:
16/01/2018 14:50
É verdade, Herculano, gente "esperta e que faz erros de português proposital como se os leitores e leitoras deste espaço fossem todos ignorantes e desinformados."
Ufa! ao ler o comentário, pensei até que fosse o Luladrão - alfabeto funcional - escrevendo.
E quanto ao Élcio no comando da "água", é que vivíamos um período ditatorial. As bombas tinham hora para funcionar e hora para desligar.
9X1, o escambau, só os parvos acreditam que o Melato é o "cara".

Herculano, o manézinho deve estar num cabide de emprego no falido governo do Colombo pendurado feito saco.
Seu Herculano
16/01/2018 14:32
Seu Herculano,

Adorei saber as mazelas da vida do Genézio, vai que o ex-padreco a noite se chama Genézia.
Paty, agradeço a lembrança.
Bye, bye!
Sidnei Luis Reinert
16/01/2018 13:03
Diário Oficial 15/01/2018
Temer autoriza a viagem de Lula para Etiópia . Por que será?

Ué, mas não era góupi? São inimigos?KKKKKK. Trouxas acreditam que comunistas querem o bem do povo!
Herculano
16/01/2018 12:35
Ao que se diz ser Sérgio Luiz, mas se esconde na identificação, IP 191.218.5.81 (Florianópolis), gente esperta e que faz erros de português proposital como se os leitores e leitoras deste espaço fossem todos ignorantes e desinformados.

Você escreve:

"Chega homem, tá na de tu malhar quem te ferrou; a administração passada e não nós que somos teu parceiro, na câmara tens o Ciro e pares, no Executivo tem o Kleber prefeitao e P Bonham sem, que sempre te admiravam quando mostrava a verdade da miopia petisca"

1. Malhar quem me ferrou? Não faria isso. Pois essa não é a minha missão. Esclareço. E os políticos e os gestores públicos possuem pavor disso. Se o PT experimentou do seu próprio veneno, o MDB de Gaspar repete a dose.

2. Se o PT me perseguiu, o MDB de Carlos Roberto Pereira e o PP de José Hilário Melato, fazem o mesmo. É do jogo mal jogado. O resultado, por certo, a médio e longo prazo, como está no comentário principal desta coluna, será o mesmo. Então quem está com miopia.

3. O MDB do dr. Pereira e Kleber, estão até abrindo uma imobiliária para fazer negócios com os seus de patrimônio dos outros, expropriados pelo PT. Então...

Você escreve:

"Chega de falar do Melato, tá dando de 9x1 com Elcio no Samae, antes faltava água todo dia "que agonia" , tinha desavenças, brigas e segundo más léguas até desvios. Se liga Herculano, Melato é o cara.
MOSTRE A VERDADE, NASA MAIS QUE A VERDADE".

1. Reafirmo: eu não estou falando do Melato, mas do grave problema de gestão e atendimento do Samae de Gaspar, onde há problemas graves de relacionamento interno. E vou falar muito mais.

2. Realmente, o Melato é o cara. Veja a penúltima dele e o que aconteceu, por causa dele, na eleição da mesa diretora da Câmara. Vem mais. Acorda, Gaspar!
Luís Sérgio Reinning
16/01/2018 11:55
Herculano

Chega homem, tá na de tu malhar quem te ferrou; a administração passada e não nós que somos teu parceiro, na câmara tens o Ciro e pares, no Executivo tem o Kleber prefeitao e P Bonham sem, que sempre te admiravam quando mostrava a verdade da miopia petisca. Sabes que Gaspar evoluiu conosco no poder.
Chega de falar do Melato, tá dando de 9x1 com Elcio no Samae, antes faltava água todo dia "que agonia" , tinha desavenças, brigas e segundo más léguas até desvios. Se liga Herculano, Melato é o cara.
MOSTRE A VERDADE, NASA MAIS QUE A VERDADE.
Herculano
16/01/2018 09:26
E A REFORMA DOS PRIVILÉGIOS, por Gil Castelo Branco, no jornal O Globo

Excelências usufruem de verba para aluguel de carros e escritórios, combustível, passagens aéreas, telefone, cópias etc.

O Estado brasileiro é uma verdadeira "mãe" no que diz respeito à concessão de privilégios. O Brasil, porém, não é uma jabuticaba. Um dos mais influentes líderes da França moderna, Charles de Gaulle, afirmou: "O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses, em todas as épocas".

Uma classe que adora privilégios é a dos políticos. Às nossas custas, isto é, dos cidadãos que pagam impostos, as excelências usufruem de verba para aluguel de carros e escritórios, combustível, passagens aéreas, telefone, cópias, imóvel funcional, divulgação da atividade parlamentar, reembolso por serviço médico prestado em qualquer hospital do país etc. Fazem jus a recesso no meio do ano, enforcam a semana quando os feriados caem na terça, quarta ou quinta e tiram férias em janeiro. Além disso, podem ter um exército de burocratas (ou seriam cabos eleitorais?) à disposição. Os deputados podem ter até 25 assessores e no Senado, o recordista em quantidade de funcionários ?" o senador do Maranhão João Alberto ?" tem 84 servidores distribuídos no gabinete em Brasília e no escritório no estado, a maioria comissionados, claro. Não por acaso, o Congresso Nacional custará em 2018 cerca de R$ 29 milhões por dia aos brasileiros.

No Judiciário, a concessão generalizada de "penduricalhos", na forma de "auxílios" para moradia, alimentação e saúde, fez com que 26 tribunais estaduais de Justiça tenham gasto cerca de R$ 890 milhões em 2017. Com base na publicação detalhada das remunerações, determinada pelo Conselho Nacional de Justiça, o Estadão Dados constatou que 13.185 juízes dos TJs (mais de 80%) tiveram contracheques turbinados por esses benefícios. Por ter caráter de "verba indenizatória", esses recursos adicionais não são levados em conta no cálculo do teto de R$ 33.763. Em resumo, para o Judiciário, o teto previsto na Constituição virou piso. Vale destacar que o auxílio moradia é pago a magistrados, mesmo quando possuem imóveis próprios nas cidades onde trabalham. Além do que recebem, os juízes têm férias de 60 dias e recesso prolongado na Páscoa. Na esteira dos magistrados vieram promotores, procuradores, conselheiros dos Tribunais de Contas e até do Ministério Público de Contas.

No Executivo, falam muito em enxugamento, mas existem 33.659 funções comissionadas (incluindo o governo do DF) e 66.725 funções e gratificações técnicas (novembro/2017). Há, pelo menos, duas propostas para restringir a quantidade de cargos em comissão na administração pública(PEC 110/ 2015 e PLS 257/2014), que caminham a passos de cágado no Congresso. Os servidores não querem perder as "boquinhas" e os políticos, os votos. A propaganda sobre a reforma da Previdência vende a ideia do fim dos privilégios, mas deixa fora do debate a aposentadoria dos militares, a mais desequilibrada. As mulheres continuarão a se aposentar com idade menor do que a dos homens e os movimentos feministas não tocam no assunto.

No setor privado, uma boa parte dos privilégios está nos subsídios e nas isenções fiscais, que somam juntos, anualmente, quase R$ 400 bilhões. Os subsídios dispararam de 2007 para 2016, passando de R$ 31 bilhões para R$ 115 bilhões. As isenções fiscais (os chamados gastos tributários) estão estimadas para 2018 em R$ 284 bilhões, beneficiando setores, regiões, categorias empresariais ou mesmo pessoas físicas. Segundo estudo recente do TCU, oito em cada dez desses programas não têm data para acabar e mais da metade (53%) não têm gestor responsável. Os beneficiários, obviamente, não reclamam.

Os contribuintes em atraso criticam a carga tributária, mas também não reclamam dos sucessivos programas de refinanciamento de dívidas (Refis), por meio dos quais a União deixou de arrecadar R$ 176 bilhões em juros e multas nos últimos dez anos.

No momento em que o país tem um déficit primário de R$ 159 bilhões, fazse necessário comprometermos os candidatos a deputados, senadores, governadores e presidente da República com a "reforma dos privilégios". É claro que não seremos uma Suécia da noite para o dia ?" país onde congressistas moram em quitinetes, não têm assessores e, como os magistrados, usam o transporte público para ir ao trabalho.

Como em nosso país a sensação de injustiça é generalizada na concepção de um bom número de brasileiros, privilégio é um benefício do qual os "outros" usufruem. No caso pessoal, é sempre um direito adquirido. O pior é que no Brasil, frequentemente, o privilégio é irmão da injustiça e vizinho da corrupção...
Herculano
16/01/2018 09:24
da série: o que adianta rubricar o dinheiro dos contribuintes para ações públicas se eles são roubados, mal aplicados ou usados sem eficiência? Apenas orienta os sacanas para os está a montanha de dinheiro

A INEFICIÊNCIA DA VINCULAÇÃO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

Não basta destinar verba para que serviço público funcione

O legislador brasileiro tem recorrido, nas últimas décadas, com desastrosa frequência, à prática de vincular o destino de um porcentual dos recursos públicos a um uso específico. Por exemplo, a Emenda Constitucional 86/2015 determinou que a União deve aplicar ao menos 15% de sua receita corrente líquida anual em ações e serviços públicos de saúde.

No caso da área de educação, o limite mínimo é ainda maior. O art. 212 da Constituição diz que "a União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino".

À primeira vista, esse tipo de regra parece oportuno, já que significaria dar prioridade orçamentária ao que realmente deve ser prioritário no País. Em 2014, por exemplo, foi comemorado por amplos setores da sociedade o Plano Nacional de Educação, que destina, até 2024, ao menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação pública. Seria o passo definitivo para que o Brasil tivesse uma educação pública de qualidade.

O problema, no entanto, é que as coisas não são tão simples como parecem. Não basta destinar mais dinheiro para que um hospital público funcione melhor ou para que alunos aprendam mais Matemática e Português. É, aliás, mais provável que ocorra o oposto. É o que verificou o Banco Mundial no caso da educação pública brasileira, num recente estudo sobre a qualidade dos gastos públicos no País. "A vinculação constitucional dos gastos em educação a 25% das receitas dos municípios também contribui para a ineficiência dos gastos. Municípios mais ricos, com altas taxas de receita corrente líquida por aluno, tendem a ser bem menos eficientes que municípios mais pobres", disse o estudo.

A causa para tal ineficiência não é difícil de ser encontrada. "É provável que, para cumprir as regras constitucionais, muitos municípios ricos sejam obrigados a gastar em itens que não necessariamente aumentam o aprendizado." Ou seja, quando determinados recursos são vinculados a um determinado uso, como faz frequentemente o legislador brasileiro, há uma ruptura entre destinação e necessidade. Mesmo que não sejam necessários, os recursos serão destinados a uma área por força de regra legal.

A vinculação de receitas tem ainda outro grave efeito sobre a eficiência. Algumas áreas não precisarão realizar bons projetos para que recebam recursos. Ou seja, além do risco de o dinheiro ir para locais que não precisam tanto, dissemina-se, na esfera pública, a cultura de que não é preciso ter um bom projeto para receber recursos. A vinculação de receita prejudica, assim, a qualidade da aplicação dos recursos públicos também naquelas áreas em que, a princípio, poderia haver necessidade.

Também não se pode esquecer que uma distribuição de recursos públicos que não esteja baseada nas necessidades reais é sempre um estímulo à corrupção. Por pior que seja o déficit fiscal do País, com esse sistema de vinculação de receitas, haverá áreas com dinheiro sobrando.

O Banco Mundial aponta ainda que os efeitos da vinculação de receitas na área de educação tendem a piorar, em razão da transição demográfica pela qual passa o País, com a diminuição do número de alunos. "Para cumprir a lei, muitos municípios serão obrigados a gastar mais e mais por aluno, mesmo quando a receita se mantenha constante. (...) A consequência é um aumento ainda maior da ineficiência."

Como é lógico, esses problemas não estão restritos à área de educação, dado que as regras de vinculação engessam quase 80% do dinheiro arrecadado pelo governo. Com urgência, é preciso tornar o Orçamento mais flexível. Seja por força de equilíbrio fiscal, para que o governo tenha capacidade de administrar de fato as despesas, seja para melhorar a eficiência pública. É injusto e irracional gastar mal quando se tem tão pouco e as necessidades são tão grandes.
Herculano
16/01/2018 09:21
'JUS ESPERDIANDI', por Eliane Cantanhede, no jornal O Estado de S. Paulo

Afinal, o que vai ocorrer no dia 24 em Porto Alegre é um julgamento, um carnaval, um circo ou, pior, uma guerra de guerrilhas? Quanto mais o julgamento do ex-presidente Lula se aproxima, mais o TRF-4 parece nervoso, as autoridades morrem de medo e os dois lados ?" anti-Lula e pró-Lula ?" se comportam como se fosse tudo, menos uma decisão de Justiça, a confirmação ou não da condenação em primeira instância.

Foi por isso que o presidente do TRF-4, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, fez uma maratona ontem em Brasília, desde o encontro com a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, até o da procuradora-geral, Raquel Dodge, o do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, e o do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência, general Sérgio Etchegoyen.

Vamos ao óbvio: qualquer ação contra Lula, na primeira, segunda ou qualquer instância, mexe com os nervos das "torcidas" e gera temor de quebra-quebra. E o TFR-4 é tratado como "muito pequeno" para uma decisão tão importante. Quem queria estar na pele dos três desembargadores?

?"bvio, também, que ninguém admite ter discutido a sentença do juiz Sérgio Moro, de mais de 9 anos de prisão para Lula, e muito menos a disposição do TRF-4. O que todos dizem é discutir os aspectos externos: a possibilidade de confrontos de rua, de perturbação da ordem pública.

"Perguntar a um desembargador sobre um julgamento seria como exigir de vocês, jornalistas, o nome de uma fonte de notícia. Um absurdo", disse o general Etchegoyen, velho amigo de Thompson Flores, que almoçou com ele no Planalto e saiu com um presente: o livro História da Segunda Guerra Mundial, de Sir Liddell Hart.

Nem é preciso perguntar se Etchegoyen concorda com o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, que disse à repórter do Estado Tânia Monteiro que pedir tropas para o julgamento do Lula é inconstitucional. Cá entre nós, é também ridículo, já que se trata de uma questão da Secretaria de Segurança Pública, além de as Forças Nacionais protegerem os prédios federais em torno do TRF-4.

No caso de Cármen Lúcia: Thompson Flores relatou as ameaças a desembargadores do caso Lula, já que ela preside também o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Mas, objetivamente, o único recurso do CNJ seria chamar a polícia! E o presidente do TRF-4 já foi direto à Polícia Federal. Já o ministro da Justiça, Torquato Jardim, vai a Porto Alegre nesta sexta-feira, para encontros com o governador e o prefeito, e "vai aproveitar" para conversar com o desembargador no TRF-4, que, como se vê, se cerca de todos os lados.

Apesar de toda essa maratona, a expectativa parece pior do que a realidade. Durante o julgamento, vai haver manifestações em Porto Alegre, na Avenida Paulista e em outras capitais. O PT e seus braços, tipo MTST, convocam os atos pró-Lula. Os adversários tentam concorrer com os anti-Lula. É do jogo. Desde que o jogo não descambe para batalha campal.

Depois, com Lula condenado ou com Lula absolvido, o mundo não vai acabar, o Brasil não vai parar, tudo vai continuar como está. E o lado perdedor vai chiar. Confirmada a sentença de Moro, como apostam os meios jurídico e político, os petistas vão reclamar, criticar, xingar. Ok. Também faz parte do jogo.

Haverá mil e uma versões sobre perseguição das elites, continuidade do "golpe", essas bobagens que não dizem respeito à Justiça. Mas isso não significa guerra nem atentado à democracia, só o velho "jus esperniandi", que vale também para o outro lado. E, na Quarta-Feira de Cinzas deste carnaval, começa uma outra folia: a dos recursos. Resta saber até quando a candidatura Lula aguenta essa rebordosa
Herculano
16/01/2018 09:16
OS TRÊS EQUÍVOCOS DO MOVIMENTO PASSE LIVRE, por Maílson da Nóbrega, economista, ex-ministro da Fazenda, na revista Veja

Não existe tarifa grátis: a gratuidade precisa ser compensada por subsídios públicos ou pela cobrança maior para os grupos sem isenção

O Movimento Passe Livre (MPL) recomeçou sua luta pela gratuidade no transporte coletivo. Essa demanda comete pelo menos três equívocos. O primeiro é não perceber a inexistência de tarifa zero. Montar e operar um sistema de transportes requer investimentos em veículos, locomotivas e instalações, além dos gastos de manutenção. Tais custos devem ser cobertos pela cobrança da tarifa ou pelo setor público.

O segundo equívoco, que decorre do primeiro, é não perceber que os recursos para financiar a gratuidade virão da cobrança de tributos. No Brasil, cerca de dois terços da carga tributária são de tributos sobre o consumo, que não distinguem contribuintes. Assim, o ICMS do pãozinho é o mesmo para o rico, para a classe média e para os pobres. Logo, representa uma parcela proporcionalmente maior da renda dos pobres. O passe livre constituirá, pois, um peso relativamente maior para os pobres. Já que o MPL visa essencialmente os estudantes, em sua maioria de classe média ou rica, a gratuidade será uma transferência de renda dos pobres para os segmentos de maior poder aquisitivo.

O terceiro equívoco é imaginar que as concessionárias de serviços de transportes podem deixar de cobrar pelas passagens. Isso não está previsto nos contratos de concessão. A gratuidade terá, então, que ser compensada por subsidio do governo. Do contrário, as empresas irão à falência e todos ficarão sem transporte, pelo menos até que o sistema seja estatizado, criando ineficiências. No fundo, imagina-se que o lucro é algo pecaminoso, o que justificaria sua eliminação para favorecer os usuários do transporte coletivo.

Na realidade, além dos equívocos, o MPL é prisioneiro da cultura da meia entrada, mostrada por Marcos Lisboa e Zeina Latif. Ela está presente na meia entrada em cinemas e teatros. Neste caso, acontece o subsídio cruzado, isto é, a gratuidade é financiada pelos que não se beneficiam da isenção, pois pagam uma entrada maior do que deveriam.

Uma outra demonstração dessa cultura foi hoje divulgada pelo jornal Valor. Existem 112 projetos no Senado, na Câmara e em assembleias legislativas, propondo a isenção total ou parcial do pedágio para idosos, funcionários públicos, motociclistas, vãs escolares ou carros com mais de um passageiro. Isso exigiria que se determinasse quem vai pagar pela isenção, se os demais usuários ou toda a sociedade.

Um desses projetos já foi aprovado na Assembleia Legislativa de São Paulo e aguarda sanção do governador Geraldo Alckmim. Isenta completamente do pedágio professores, dentistas, médicos, enfermeiros e fisioterapeutas da rede pública nas rodovias estaduais. Por que não beneficiar também quem trabalha no setor privado?

Somente com a melhoria da educação, inclusive para ensinar que não existe almoço grátis, será possível o Brasil livrar-se de tamanha ignorância e de seus efeitos negativos.
Herculano
16/01/2018 07:23
ELEIÇÃO SEM LULA É FRAUDE? por Hélio Schwartsman, no jornal Folha de S. Paulo

Eu gostaria de ver Lula concorrendo à Presidência da República e perdendo. Embora o Brasil seja um lugar "sui generis", não creio que tenha ficado tão disfuncional a ponto de recolocar no cargo máximo do país o líder da legenda que acaba de provocar uma das maiores recessões da história ?"e sobre o qual ainda pesam graves suspeitas de corrupção.

Penso também que um pleito sem Lula deixaria um fio desencapado no processo político. Petistas passariam o resto dos tempos se queixando de que foram desclassificados no tapetão. Para reduzir o caráter de rixa que vem marcando as últimas corridas eleitorais, seria melhor que o capítulo Lula fosse encerrado por uma decisão das urnas e não dos tribunais.

Se, porém, o ex-presidente tiver sua condenação confirmada pelo TRF-4 na próxima quarta-feira (24), não vejo como deixar de aplicar a Lei da Ficha Limpa (LC nº 135/2010), que o excluiria da disputa. Confesso que nunca gostei muito dessa norma, contra a qual já escrevi algumas colunas. Mas, se o prejuízo de uma eleição sem Lula fica restrito ao campo das conveniências políticas, passar por cima da lei para admitir o petista no pleito causaria um dano de ordem institucional. E, a essa altura, tudo o que não podemos fazer é fragilizar ainda mais as instituições.

Nesse contexto, eu diria que, se há alguma ameaça de fraude no ar, ela está menos em tirar Lula da eleição ?"o PT e suas ideias, afinal, não estão sendo calados, já que o partido estaria apto a lançar outro candidato ?"do que em deixar deliberadamente de aplicar uma lei que foi quase universalmente apontada como virtuosa apenas porque o resultado não nos agrada.

Não há como não apontar a ironia de que a Ficha Limpa leva a assinatura de Luiz Inácio Lula da Silva, que foi quem a sancionou, sob o aplauso de petistas como Dilma Rousseff.
Herculano
16/01/2018 07:18
ELEIÇÃO TERÁ RECORDE DE CANDIDATOS DESDE 1989, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A eleição presidencial de 2018 deve bater o recorde de 1989, no número de candidatos a presidente da República. Até agora já são 18 os pré-candidatos ao Planalto, incluindo nomes que se deixaram "lançar", como o ex-presidente Lula (PT), o deputado Jair Bolsonaro (PSC), e outros como o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, deputado Rodrigo Maia (DEM) e até do presidente Michel Temer (MDB), que negam candidaturas. Em 1990 foram 20 candidatos.

PRÉ-CANDIDATURA DISCRETA
Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB) se preparam discretamente, mas são considerados candidatos oficiais.

NOMES TRADICIONAIS
Também estão em campanha Ciro Gomes (PDT), Rui Pimenta (PCO), Cristovam Buarque (PPS), Manuela Dávila (PCdoB) e Zé Maria(PSTU).

NOVATOS
O ministro Henrique Meirelles (PSD), o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro (PSC) e João Amoedo (Novo) ensaiam candidaturas.

DEM POR FORA
Os pré-candidatos do Democratas (ex-PFL) devem ser candidatos aos governos de seus estados: Ronaldo Caiado (GO) e Rodrigo Maia (RJ).

ITAMARATY OFICIALIZA SEÇÃO DE 'ESCADAS E CORREDORES'
Sem saber o que fazer com dezenas de diplomatas beneficiados pela "PEC da Bengala", que alterou de 70 para 75 anos o prazo para aposentadoria, nem com aqueles cuja cúpula deseja "encostar", o Ministério das Relações Exteriores oficializou o seu tradicional "Departamento de Escadas e Corredores (DEC)" criando por meio de portaria, publicada em 18 de dezembro, o Departamento de Assistência Administrativa e Operacional (Gaoa), para "depositar" esses servidores.

EXPEDIENTE NO PORÃO
Diplomatas malquistos pela cúpula terão de assinar ponto eletrônico no Gaoa, a partir do dia 1º, no porão (subsolo) do anexo 2 do Itamaraty.

PONTO DOS ENCOSTADOS
Quinze diplomatas, até embaixadores, receberam carta assinada por um Terceiro Secretário despachando-os para o porão dos encostados.

HISTóRICO DE PERSEGUIÇÕES
O "DEC", agora rebatizado de Gaoa, faz a delícia do serpentário pelas histórias de perseguição da chefia a diplomatas e outros servidores.

NEM PENSAR
O comandante do Exército, general Eduardo Vilas Boas, deu risada quando soube do suposto almoço de oficiais generais, dia 25, para analisar o julgamento de Lula. "Não tem o menor cabimento", disse.

PENDURADO NO PASSAPORTE
A menos que a Justiça recolha o passaporte, Lula viaja no dia 25 para Etiópia, que não tem acordo de extradição com o Brasil. Passagem de classe executiva de São Paulo-Adis Abeba custa R$15.600.

A SANGRIA CONTINUA
Rogério Carlos, segurança de Lula, viaja para a Etiópia dia 23, véspera do julgamento. Os outros, Valmir Moraes e Ricardo Bessias Azevedo, viajam com Lula, dia 25. Passagens e diárias são por nossa conta.

ALCKMIN NO MURO, CLARO
Indagado sobre apoio a seu vice Márcio França (PSB) na disputa para governador, como prometeu, Geraldo Alckmin subiu no muro: "O PSDB não deliberou, vamos aguardar as convenções", desconversou.

PENDURADO NA BROCHA
Os insultos a Gilmar Mendes parecem divertir os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a julgar pelo constrangedor silêncio e falta de solidariedade, inclusive da presidente, Cármen Lúcia. Gilmar ontem citou versos de Bob Dylan para advertir: "Amanhã pode ser você".

FERRO PASSA BEM
Às 17h desta segunda (15), uma ambulância do Samu parou no comércio da quadra 103 Sul, em Brasília, para a salvação de um ferro de engomar. Entregue à assistência técnica, o "paciente" passa bem.

TEST-DRIVE
Um ano após operar os joelhos, José Carlos Araújo (PR-BA) percorreu os 8km da procissão de Lavagem no Bonfim, em Salvador. O ex-presidente do conselho de ética da Câmara que cassou Eduardo Cunha disse, ao final, que passou no "test-drive".

NANICO
O megalonanico Celso Amorim, ex-chanceler do PT e candidato a deputado, chamou de "assédio" o processo contra a ex-presidente argentina Cristina Kirchner. Como Lula, ela é acusada de corrupção.

PENSANDO BEM...
...a eleição 2018 começa de hoje a oito dias, no julgamento do ano.
Herculano
16/01/2018 07:14
TESOURO NÃO VAI COBRIR NESTE ANO ROMBO DE R$18,3 BILHõES DO FAT

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Lucas Vettorazzo, da sucursal do Rio de Janeiro e de Fernanda Perrin, de São Paulo. Neste ano, o Tesouro Nacional não cobrirá um buraco de R$ 18,3 bilhões no caixa do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). O FAT é responsável pelo pagamento de benefícios sociais como seguro-desemprego e abono salarial.

A previsão era que o FAT receberia a quantia do Tesouro a título de compensação financeira pelas perdas de receitas com a chamada DRU (Desvinculação das Receitas da União). Esse dispositivo permite que o governo retire dinheiro de uma fonte para encaminhar a outra.

Com a mudança das regras na DRU neste ano, o governo poderá reter até 30% da arrecadação do PIS/Pasep, que é a principal fonte de recursos do fundo ?"responde por pouco mais da metade das receitas.

A perda dessa receita vinha sendo compensada pelo Tesouro desde 2007. No ano passado, o FAT sofreu ainda com a queda de arrecadação por causa do aumento do desemprego. Houve a reforma trabalhista, que acabou com a obrigatoriedade da contribuição sindical, o que também vai afetar a arrecadação.

A expectativa do Ministério do Planejamento é que a compensação seja feita pelo BNDES. Será a primeira vez que o banco participará desse tipo de operação.

O futuro das receitas do fundo foi objeto de discussão em reunião do Codefat (Conselho Deliberativo do FAT) em outubro passado.

A ata do encontro registrou divergências entre a área jurídica do Ministério do Trabalho e o BNDES em relação à forma como os recursos poderiam ser devolvidos pelo banco de fomento. O caso foi levado à Câmara de Conciliação da AGU (Advocacia-Geral da União).

Num sinal da dificuldade fiscal do governo, conselheiros cogitaram buscar recursos de contribuições sindicais que estariam retidos na Caixa.

Pela Constituição de 1988, até 40% dos recursos do fundo podem ser colocados à disposição do BNDES para que o banco empreste a terceiros ?"é o chamado FAT constitucional. Nos últimos anos, porém, o FAT constitucional foi a segunda fonte de receita, atrás do Tesouro.

Todo ano, o BNDES paga os juros da dívida com o FAT. Mas a lei prevê que o fundo pode pedir ao BNDES a devolução de parte do estoque de dívida em caso de necessidade ?"como agora.

PLANEJAMENTO

Na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que projeta as contas do ano, o FAT teria R$ 16,4 bilhões de receita própria em 2018. No entanto, na LOA (Lei de Orçamento Anual), aprovada pelo Congresso em dezembro, a previsão de receitas próprias do fundo veio maior: R$ 34,7 bilhões.

Segundo o coordenador de recursos do fundo, André Rezende, o Ministério do Planejamento elevou a previsão, sem informar a origem da receita adicional. O Planejamento confirmou à Folha que a mudança decorre da expectativa de que o BNDES devolva recursos ao fundo.

O banco, porém, tem dito que teria R$ 130 bilhões para devolver para a União neste ano, referente a repasses que recebeu do Tesouro. Esse seria o valor máximo. Nesse montante, no entanto, não está previsto esse adicional de R$ 18,3 bilhões para o FAT.
Herculano
16/01/2018 06:59
IMPEDIR CRISTIANE NO TRABALHO É ABERRAÇÃO LEGAL; CRETINOS DE DIREITA NÃO PERCEBEM QUE É GUERRA CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por Reinaldo Azevedo, na Rede TV

Nunca falei com a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ). Nunca tratei Roberto Jefferson, seu pai, como professor de Educação Moral & Cívica, nem mesmo quando ele se tornou a voz a denunciar o mensalão, acusação que pegava na testa do PT. Tampouco disponho de elementos técnicos para defender a nomeação da parlamentar para o Ministério do Trabalho. Entenderam? Não vou tratar de pessoas, mas de competências e procedimentos. Assim, uma coisa eu sei: as decisões tomadas pela Justiça Federal do Rio impedido a posse de Cristiane como titular do Trabalho são uma aberração. Trata-se de um momento vergonhoso, em que se evidencia a óbvia politização do Judiciário.

Fato do dia: o juiz federal Vladimir Vitovsky, que está como substituto no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), no Rio, negou nesta segunda questão apresentada pela Advocacia-Geral da União, em embargos de declaração, para tentar derrubar a liminar que impede a posse de Cristiane. Fez ainda mais: decidiu que a 4ª Vara Federal de Niterói ?" que concedeu a liminar contra a posse ?" passa a ser a titular de outras ações do gênero, que correm em outras varas, a saber: 1ª Vara Federal de Magé, 1ª Vara Federal de Teresópolis, 14ª Vara Federal do Rio de Janeiro, 1ª Vara Federal de Nova Friburgo, 1ª Vara Federal de Campos e 1ª Vara Federal de Macaé.

A quantidade de idiotices escritas a respeito da decisão, sobretudo por cretinos de direita, os nossos falsos liberais, impressiona. Essa gente evidencia que uma eventual derrota da esquerda em 2018 não tornará o país carente de asnos. Os dois lados os produzem com proficiência prolífica, não é mesmo?

Vamos lembrar. A suspensão da posse de Cristiane é um escárnio. O juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, concedeu liminar a Ação Popular impetrada pelo valente Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes ?" quem são, a propósito, os "dependentes"? Argumentos da turma, acatados pelo juiz:
1) A deputada não teria currículo compatível com a tarefa. Atenção! Inexiste exigência de "currículo mínimo" para exercício de cargo ministerial, uma função eminentemente política. A nomeação, segundo a Constituição, é de competência exclusiva do presidente. E o doutor Couceiro não parou por aí.
2) Ele acatou outra argumentação estupefaciente, cuja veracidade nem verifiquei, mas dou de barato que seja como se diz: Cristiane teria sido condenada a pagar uma multa em processo trabalhista.

Segundo os tais advogados, com o que concordou o juiz, dados esses dois elementos ?" a falta de currículo e a multa ?", a nomeação de Cristiane feriria a moralidade administrativa.

É um escracho.

É um acinte.

É um despropósito.

É uma provocação.

É uma aberração.

É um deboche.

A questão da falta de currículo é apenas um despropósito que nem merece outras considerações. Mostrem-me onde está a exigência. Quem deu ao juiz o direito de estabelecer filtros que não estão na lei para nomeação desta ou daquela pessoas ?

Quanto à multa trabalhista, dizer o quê? Recorrer à Justiça é um direito de todo cidadão. Defender-se também. Ainda que Cristiane venha a ser condenada, em caráter definitivo, a pagar uma multa, isso não a inabilita para o exercício de qualquer cargo público. Basta que pague, e nada mais ela deverá à Justiça.

A AGU recorreu da decisão, apegando-se à questão técnica. Nada, na lei, da à 4ª Vara Federal de Niterói competência específica para conceder aquela liminar, impedindo a posse de um ministro de Estado. O primeiro recurso teve de ser apresentado ao próprio Couceiro, que reafirmou a sua primazia. O TRF-2, por meio de Vladimir Vitovsky, sem dizer por quê ?" e não disse! ?" não apenas decidiu que a 4ª Vara é a dona da bola como passou para ela todas as outras ações. Ao governo caberá agora recorrer ao STJ. Se mantida a decisão, ainda existe o STF. O que pode acontecer? A esta altura, meus caros, não dá para prever. Estamos nos tornando a terra da insegurança jurídica e da imprevisibilidade.

Atenção! Essa constatação que faço aqui já chegou aos agentes econômicos. Grandes investidores, hoje em dia, afirmam, em conversas reservadas, que a Justiça já não pode ser considerada uma instância que vai corrigir este ou aquele abusos. Ao contrário: o que se avalia é que ela própria se tornou o território privilegiado da transgressão, da idiossincrasia e do corporativismo.

Por mais críticos do governo que possam ser analistas não-esquerdistas, cumpriria, em casos assim, olhar menos para o "quem" e mais para o "quê". Importa menos saber a história de Cristiane e seu pai ?" afinal, eles passarão, como todos nós ?" do que a agressão a fundamento legal, que ordena o Estado de Direito. Mas, para que tal análise se faça, os nossos direitistas e liberais teriam ao menos de respeitar os fundamentos de uma democracia. E os idiotas estão ocupados demais vazando seu moralismo primitivo e azedo.

Todo mundo sabe que a nomeação de Cristiane é parte de um movimento maior que busca votos para a reforma da Previdência, sem a qual o país voltará para o buraco. Se a intenção é esta ou não, pouco me importa, porque não julgo intenções, mas avalio fatos. Eis um fato: impedir a posse da deputada no Ministério é só mais uma forma de sabotar a reforma da Previdência, que, como é sabido, conta com a quase unânime rejeição do Poder Judiciário, o mais aquinhoado dos Três Poderes com benefícios e privilégios que esmagam os pobres brasileiros.

Sim, o mundo que interessa está atento às aberrações em curso por aqui, como revela a decisão da Standard & Poor's, que rebaixou a nota do país. O corporativismo, o moralismo tosco e a burrice estão fazendo um enorme esforço para inviabilizar o país. E, como corolário desse esforço, pavimentam o caminho da volta da esquerda ao poder.

Sob o aplauso da direita xucra.
Herculano
16/01/2018 06:56
LOUCURA DE TRUMP É SUCESSO DE BILHETERIA PARA ELE E PARA A MÍDIA, por João Pereira Coutinho, sociólogo e escritor português, para o jornal Folha de S. Paulo

Donald Trump sofre de uma doença mental? Para mim, a pergunta não faz sentido. Sempre parto do princípio que todas as pessoas sofrem de uma doença mental. Em rigor, estar vivo é uma doença mental. Mas divago.

Donald Trump sofre de uma doença mental, repito? São incontáveis os artigos que respondem afirmativamente. Já perdi a conta: um jornal, normalmente progressista, convida um psicólogo, um psiquiatra, um neurologista para dissertar sobre a cabeça de Trump.

O diagnóstico é sempre sombrio. Tão sombrio que o leitor poderia pensar que a "medicalização" da política é uma originalidade desta Presidência. Não é.

Houve um tempo em que me diverti com o assunto. Conheço mal a "medicalização" da esquerda pela direita. Mas suspeito que é tão ignara como a "medicalização" da direita pela esquerda -um esporte que teve em Theodor Adorno e seus camaradas os principais gurus: os conservadores, diziam eles, exibem uma personalidade "autoritária", "cínica", "violenta", que só pode produzir o nazismo e o Holocausto.

O livro "The Authoritarian Personality" foi publicado em 1950, poucos anos depois do suicídio coletivo da Europa. O que pode servir de atenuante.
Ou não. Porque Adorno deixou herdeiros. A lista é infinita -Michael Dodd, John Jost, Bob Altemeyer etc.- mas todos eles parecem concordar que o conservadorismo não é uma ideologia; é uma patologia que tem os seus sintomas: o medo do desconhecido; a agressão como linguagem primária; uma intolerância forte a situações de incerteza e ambiguidade; um fechamento cognitivo perante o pensamento abstrato.

Aliás, por falar em pensamento abstrato, estudos recentes (de Gordon Hodson e Michael Busseri) estabelecem uma ligação entre a homofobia e essa dificuldade em lidar com abstrações. Pergunta inevitável: quem não gosta de matemática também não gosta de gays? Parece que sim. O debate continua.

E continua com a participação da tecnologia: John Hibbing, da Universidade do Nebraska, afirma ter provado que existem diferenças na estrutura neuronal de um conservador. Para sermos mais precisos, no seu sistema nervoso simpático, que reage com repulsa sempre que alguém fala em "casamento gay".

Imagino que o próximo passo da ciência é encontrar um fármaco para tratar essa doença -ou, então, uma qualquer forma de lobotomia para que o sistema nervoso simpático seja, precisamente, mais simpático com minorias.

Longe de mim querer proibir, por palavras ou atos, a "medicalização" das ideologias: exercícios divertem-me e, quando leio essa prosa "científica", gosto de escrever os meus pensamentos nas margens do texto.

"Medo perante o desconhecido?" Stálin não tinha. "Intolerância perante a ambiguidade"? Na Coreia do Norte, a família Kim nunca soube o que isso era. "Fechamento cognitivo"? Felizmente, Fidel Castro era um pluralista.

Mas existem duas consequências mais sérias -e a obra do sociólogo Frank Furedi, que está longe de ser um conservador, não se cansa de as lembrar.

A primeira é que a transformação do rival em doente destrói qualquer possibilidade de debate. Se o rival é um louco, só um louco tenta argumentar com outro louco. Donde, silêncio ou insulto são as únicas atitudes razoáveis.

A consequência disso é a incomunicabilidade instalada entre esquerda e direita -ou, em linguagem mais prosaica, a transformação de uma comunidade política democrática numa sociedade de inimigos mais típica de uma ditadura.

Mas existe uma segunda consequência: tratar o adversário como louco é imitar as piores práticas dos regimes totalitários. Na União Soviética, por exemplo, o dissidente não era um agente político válido, ainda que perigoso para o regime. Era um doente mental -e o asilo, ou o "campo de reeducação", era o melhor lugar para ele.

Admito que Donald Trump tem uma saúde mental problemática -repito, todo mundo tem. Mas também admito que Trump gosta de "fabricar" essa instabilidade. No fundo, foi com esse número de circo que ele chegou à Casa Branca.

Se, por mera hipótese, a mídia deixasse de sondar o boletim psiquiátrico de Trump, isso sim, seria uma derrota para o presidente.

Mas "the show must go on" -e a loucura de Trump é sucesso de bilheteria. Para ele e para a mídia.
JEAN LEANDRO
15/01/2018 22:23
PARECE QUE TEM GENTE QUE NÃO TEM O QUE FAZER.NA SEXTA FEIRA NA INTERNET E EM GRUPOS DE WHATSAPP. CIRCULOU UMA NOTÍCIA FALSA.QUE O HOSPITAL SANTO ANTONIO NÃO IRIA MAIS ATENDER PELO SUS.O HOSPITAL SANTO ANTONIO LANÇOU UMA NOTA DE ESCLARECIMENTO.QUE O ATENDIMENTO PELO SUS ESTA NORMAL.O SEU HERCULANO.O SR PODERIA AJUDAR A ESCLARECER.
Despetralhado
15/01/2018 20:57
Oi, Herculano

O Anhaia escondeu a PR?
Deve estar debaixo da bombachinha.

Vai um Bom Ar aí, na Câmara?
Herculano
15/01/2018 20:56
À leitora Paty Farias

O ex-padre católico Leonardo Boff, o teólogo, marxista, é catarinense de Concórdia
Paty Farias
15/01/2018 20:35
Oi, Herculano

O blog O Antagonista, ontem, achou estranha a presença do ministro Eliseu Padilha na lista de leitores do Twitter do frei lulopetista Leonardo Boff.

Ambos são gaúchos.

Mais tarde, Padilha esclareceu por que seu nome apareceu ali:

- Tenho uma filha de 3 aninhos que mecheu (sic) no meu celular.

Os lulopetistas apressaram-se a dizer que Padilha não sabe conjugar o verbo mexer.

Na verdade, ele não soube escrever a palavra, o que no caso não tem nada a ver com conjugação de verbo.

De qualquer modo, o ministro deixou claro que só entra na página de Boff quem for desavisado."

O jornalista Políbio Braga acrescentou:

"O editor lê o frei lulopetista - por dever de ofício."

Comentário de um anônimo:

"Leonardo Boff não é Leonardo, mas Genézio Darci Boff. Não é gaúcho, nasceu em Concórdia SC. Foi excomungado e não pertence ao seio da Igreja. O Editor não devia chamar de Frei um excomungado e aliado de primeira hora do capeta.

O fato de um ministro escrever mexer com ch deve se derivar da convivência com a ignorância petista por muitos anos. A turma do "nóis pega o peiche" tá obtendo o resultado esperado na decadência escolar.

O prezado Políbio tem mesmo que ler este tipo de licho, ops lixo. Depois da leitura do lixo esquerdista, dois Engovs resolvem o problema.

Se uma "filhinha" de três tuíta no iphone do ministro, imagina como deve ser na Casa Civil comandada pela toupeira. Pobre Brazil!!"

Colei para homenagear Mariazinha Beata, o nome do bofe é Genézio KKKKKKK...
Sujiru Fuji
15/01/2018 19:57
Pôxa!!! até que enfim vão chegar na vagabunda.
Erva Daninha
15/01/2018 19:47
Oi, Herculano;

A foto acima é da escolinha do Professor Raimundo?
Joquinha Faceiro
15/01/2018 19:34
Herculano!

"FORZA LULA", a "AMANTE" Gleisi Hoffmann, presidANTA do pt perdeu mesmo o censo do ridiculo. E ai PETEZADA, não cansam de dar vexame, hein. Mais dois petistas indiciados, o ex-prefeito Fernando Hadadd e a gasparense honorária Ideli Salvati, acusados de receberem propinas. Onde mexe, tem rolo.Vai faltar cadeia.
Herculano
15/01/2018 11:59
POR QUE O PT DENUNCIA GOLPISMO NOS PROCESSOS CRIMINAIS CONTRA LULA? por Percival Puggina

Réu em sete ações penais, já condenado numa delas, e é tudo golpe? Na ponta da língua de todo cidadão há diversas respostas à pergunta que dá título a este artigo.

? O PT é um partido que não aceita ser contrariado, que não sabe perder e que quando eleitoralmente derrotado dá início imediato à campanha "fora fulano", seja lá quem ou o quê tal fulano seja (prefeito, governador, presidente).

? O partido se vale de sua tentacular inserção nos circuitos formadores de opinião para converter os fatos mais comprometedores em arrevesadas e favoráveis versões.

? A visão que a legenda tem da realidade é comandada pelo objetivo final, ao qual tudo mais se submete, mantendo, com a verdade e com os fatos, em vista disso, uma relação libertina, alcoviteira.

? A politização do julgamento transformando Lula em vítima é uma estratégia que se não serve à defesa jurídica, serve à defesa política.

? O PT integra uma rede internacional de solidariedade comunista e/ou revolucionária esquerdista (o Foro de São Paulo é apenas parte dela) já habituada a dar vazão às posições aqui proclamadas pelo partido que, no passo seguinte, repercute, nacionalmente, o noticiário internacional.

Por isso se instalou a impressão de que, no exterior, a opinião pública julga ter havido golpe no impeachment de Dilma, malgrado o longo processo parlamentar dirigido, passo-a-passo, pelo STF. Também por isso o PT aposta em que, aconteça com Lula o que acontecer, sua imagem esteja sendo preventivamente enxaguada.

Há uma causa maior, porém. Para entendê-la é necessário ir a documentos partidários disponíveis na Fundação Perseu Abramo e nos arquivos do Centro Sérgio Buarque de Holanda. Muito especialmente, recomendo a leitura do documento O PT e a Constituinte (1985-1988). Ali, à página 181, no subtítulo "A posição final", se lê coisas assim:

"O PT, como partido que almeja o socialismo, é por natureza um partido contrário à ordem burguesa, sustentáculo do capitalismo. Disso decorre que o PT rejeita a Constituição burguesa que vier a ser promulgada (?); por extensão, o PT rejeita a imensa maioria das leis que constituem a institucionalidade que emana da ordem burguesa capitalista, ordem que o partido justamente procura destruir e, no seu lugar, construir uma sociedade socialista".

Por fim (pag. 184):

"O NÃO DO PT À CONSTITUIÇÃO - 'O PT, por entender que a democracia é uma coisa importante - que foi conquistada nas ruas, nas lutas travadas pela sociedade brasileira -, vem aqui dizer que vai votar contra este texto, exatamente porque entende que, mesmo havendo avanços na Constituinte, a essência do poder, a essência da propriedade privada, a essência do poder dos militares continua intacta nesta Constituição'. Com esta declaração síntese de seu pronunciamento no Congresso Constituinte, o líder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou o voto não do partido à Constituição que será promulgada no dia 5 de outubro".

Penso que esse conjunto de posições deixa claro que o partido do ex-presidente Lula opera dentro e fora dos limites da institucionalidade, aos quais, desde a origem, seus líderes não se submeteram e cujo valor não reconhecem. Opera dentro quando lhe convém e opera fora quando lhe convém. Contrariamente ao senso comum, o partido considera essa conduta virtuosa porque a situa, em quaisquer circunstâncias, com mensalão e Lava Jato ou sem mensalão e Lava Jato, na perspectiva de um ideal socialista revolucionário que a tudo purifica.
Herculano
15/01/2018 11:20
da série: a mais esperta de todas

LAVA JATO INVESTIGA IDELI SALVATTI

Conteúdo de O Antagonista. A Lava Jato investiga Ideli Salvati.

A petista é acusada de ter recebido 500 mil reais em propinas da Camargo Corrêa.

O delator Sérgio Machado, em depoimento reproduzido pelo Estadão, disse:

"Ela iria disputar uma eleição ao governo e perguntou, por telefone, se o depoente poderia receber seu chefe de gabinete; que em seguida foi procurado pelo seu chefe de gabinete no hotel Bonaparte em que estava hospedado em Brasília; que ele perguntou se o depoente poderia colaborar na campanha de Ideli Salvatti."
Herculano
15/01/2018 11:15
AQUISIÇõES DE HOSPITAIS CRESCERÃO EM 2018, por Maria Cristina Frias, na Coluna Mercado, no jornal Folha de S. Paulo

As compras de hospitais podem deslanchar neste ano, segundo consultores que atuam no mercado de fusões e aquisições desse setor.

Há muitas negociações e transações para acontecer, afirma Edgar da Costa, diretor da consultoria Ptrus, especializada nesse negócio.

"No ano passado foram cerca de R$ 4 bilhões em transações. Nossa previsão é que em 2018 esse valor triplique."

Uma mudança de regras em 2015 permitiu que estrangeiros possam exercer controle de hospitais, mas isso não significou a entrada em peso de grupos de fora -houve operações entre brasileiros e fundos de private equity.

Não existem muitas redes no Brasil, e, para os estrangeiros, ter poucas unidades não faz sentido comercial, diz Viktor Andrade, da EY.

Esses investidores entrarão em um segundo momento, quando o setor já estiver mais consolidado, afirma.

"Os fundos de private equity querem pagar pouco. Eles consideram que o mercado não tem capital e por isso oferecem valores baixos."

Existe um dilema para eles: ou seguem em um impasse com os vendedores por causa de preços ou perdem o tempo certo para uma oferta de ações em um momento futuro de economia forte, diz.

As compras na área de saúde, que, além de hospitais, inclui clínicas e laboratórios, tiveram um salto em 2017, afirma Luis Motta, da KPMG.

"O mercado de fusões e aquisições tem tendência de alta, mas esse setor tem sido um ponto fora da curva."
Herculano
15/01/2018 11:11
O PREÇO DA ESTABILIDADE, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

A polarização política do País, no grau de acirramento em que se apresenta de uns anos para cá, não é um fenômeno espontâneo, mas provocado. Na verdade, trata-se de uma artimanha criada em laboratório com um fim específico.

Ela deriva de um processo de recrudescimento do discurso político que foi espertamente pensado e implementado durante os governos lulopetistas, principalmente após vir à tona o escândalo do mensalão, como um subterfúgio para manter acesa a chama da militância naquele momento em que a aura de candura e incorruptibilidade do PT começava a ser revelada como a fraude que foi quando o partido, enfim, chegou ao poder.

Autoungido grande benfeitor da Nação, ator de inquestionável poder social e político, era conveniente ao sr. Lula da Silva àquela época encomendar a seu séquito de marqueteiros uma campanha que, artificialmente, dividisse o País entre "nós" e "eles", sendo "eles" todos aqueles que ousassem fazer oposição ao demiurgo de Garanhuns ou tão somente apontar suas incoerências e seus desmandos.

Assim começava uma cisão criada artificialmente opondo, de um lado, aqueles que estariam lutando por um País "mais justo e igualitário", identificados com as causas "do povo" e, consequentemente, com o governo petista; e, de outro, os críticos daquela administração, que estariam motivados por interesses elitistas e excludentes, inconformados com a "democratização do acesso aos aeroportos e às universidades" promovida pelo lulopetismo. Evidentemente, uma grande falácia.

Com efeito, em recente artigo publicado no Estado (ver A polarização está na política, 23/12/2017), Marco Aurélio Nogueira observou que o País está mais unido no consenso sobre as duras necessidades da vida cotidiana do que pode fazer parecer uma suposta polarização política que, a despeito das legítimas discordâncias de opinião e visões de mundo que certamente existem, está longe de ser uma marca a alcançar todo o conjunto da Nação, restrita que está aos grandes centros urbanos e, pode-se até dizer, às redes sociais.

Entretanto, se é verdade que o brasileiro médio está longe daquela polarização exacerbada e quer apenas "viver em paz, tocar a vida, criar os filhos, trabalhar e se divertir", como apontou Nogueira, também é verdade que ele quer que isso tudo lhe seja concedido por obra e graça de governantes dos quais ele se afasta ao dar por concluída a sua participação democrática por meio do voto. A democracia é um processo muito mais complexo e opera em uma dinâmica própria que não termina quando o eleitor registra as suas escolhas na urna.

A História tem mostrado que a ideia de um Estado organizado como provedor geral dos anseios da população e último guardião do interesse público está intimamente ligada ao regime democrático. No entanto, tal forma de organização social tem um elevado custo de materialização que nem todos os cidadãos parecem dispostos a pagar.

É precisamente neste estado de bem-estar social que a maioria dos brasileiros deseja viver, como apontam as pesquisas de opinião, mas sem que, em nome dele, os cidadãos sejam capazes de endossar políticas públicas imprescindíveis à sua implementação.

Um exemplo eloquente dessa particularidade brasileira é o debate acerca da reforma da Previdência. Há pessoas que ainda chegam a negar a própria necessidade de reformar o injusto e anacrônico sistema previdenciário brasileiro, seja por desinformação, seja por defesa de seus privilégios.

Certamente, trata-se de uma reforma dura e impopular, mas é imprescindível para que haja o equilíbrio das contas públicas que permita ao Estado investir em áreas essenciais como saúde, segurança e educação, que concentram a maior demanda popular por serviços públicos de qualidade.

Todos queremos viver em um país estável e equânime. A estabilidade, no entanto, tem um preço e todos precisamos estar dispostos a pagá-lo se quisermos ver nossos sonhos realizados.
Herculano
15/01/2018 11:08
CIRO GOMES É MALUCO? por Celso Rocha de Barros, sociólogo para o jornal Folha de S. Paulo

Certo, depois da entrevista de Jair Bolsonaro para a Folha na quinta passada, o sarrafo para se dizer que alguém falou besteira em entrevista subiu. Mas, enfim, pelo padrão vigente até quarta-feira, Ciro Gomes fala muita besteira em entrevista. Tem alguma coisa que não funciona na cabeça de Ciro e o faz, uma ou duas vezes por ano, perder 50 pontos de QI bem na hora em que devia estar explicando para o grande público por que votar nele seria uma boa ideia. Ou é isso ou Ciro tem um gêmeo burro que de vez em quando pula na frente dos microfones e fala besteira sobre o papel que sua mulher vai ter no seu governo, ou sobre dar tiro nos outros. Se for a segunda explicação, não vai ter jeito, o PDT vai ter que mandar matar esse cara.

Falando em PDT: depois que saiu do PSDB, Ciro fez uma grande peregrinação por pequenas legendas de esquerda, em geral ajudando-as a tornarem-se menos pequenas enquanto o abrigaram. Agora está no PDT, que parece finalmente disposto a deixar de ser só o partido do Brizola, posição difícil de manter depois que Brizola, enfim, morreu.

Para se consolidar como opção de esquerda, Ciro tem adotado um discurso bem mais à esquerda do que seria normal para alguém com sua trajetória.

Talvez dê certo. A viabilidade eleitoral de Ciro só vai começar a ser medida quando Lula for impedido de concorrer pela Justiça. O discurso à esquerda de Ciro procura atrair os lulistas que ficarão sem candidato.

Com isso, à persona de maluco, Ciro soma um discurso econômico que, a esta altura do campeonato, não me parece particularmente são. Pelo amor de Deus, não deixem o gêmeo doido chegar perto do Ministério da Fazenda.
Herculano
15/01/2018 11:04
SOCIALIZAR OS PREJUÍZOS, editorial do jornal O Globo

Faz todo sentido que funcionários contribuam para cobrir déficits de seus fundos de pensão

O debate que transcorre em torno da reforma da Previdência, em que emerge o tratamento privilegiado de que usufruem o funcionalismo público como um todo e certas castas de servidores em especial, tem servido para destacar o fato de como grupos organizados conseguiram capturar áreas do Estado em benefício próprio. Um dos motivos de ser a brasileira uma sociedade muito desigual.

Há vários casos do mesmo tipo. Além deste, sobre benesses de aposentados da Justiça, do Ministério Público, do Legislativo, entre outros setores do serviço público, há os segurados de fundos de pensão de empresas estatais.

Hoje, enfrentam dificuldades. Mas não se pode esquecer a trajetória destes fundos, entre os quais se destacam os de funcionários da Petrobras (Petros), do Banco do Brasil (Previ) e da Caixa Econômica (Funcex). Segmento também bastante privilegiado durante muito tempo, esses fundos, chamados no passado de "caixas de seguridade", garantiram altas aposentadorias vitalícias. Uma impropriedade do ponto de vista técnico, atuarial, mas que ainda é garantido a funcionários públicos que recebem benefícios iguais ao último salário obtido na ativa, também beneficiando-se dos reajustes concedidos à categoria. A norma vigorou até dezembro de 2003, garantindo-se o direito do funcionário que estava no serviço público até então.

Até as crises econômicas pós-ditadura militar, o regime destes fundos de pensão de estatais era basicamente de "beneficio definido" ?" a aposentadoria era pré-estabelecida. E se desequilíbrios houvesse, e passaram a ser frequentes à medida que a inflação subia, a empresa mantenedora cobria o rombo, e posteriormente o repassava ao Tesouro. Em artigos no GLOBO, Roberto Campos chamava a atenção que algumas estatais transferiam mais dinheiro para o fundo de seus funcionários do que pagavam dividendos ao seu acionista controlador, o Tesouro, em nome da União. Um caso evidente de captura de estatais por corporações de servidores. A instabilidade econômica levou a que esses fundos estimulassem a adesão a planos de "contribuição definida". Quer dizer, sabe-se quanto se recolhe ao plano de aposentadoria, mas seu valor só será conhecido quando o benefício for requerido. Portanto, hoje, parte dos empregados de estatais já corre um risco, como os assalariados do setor privado, que os funcionários mais antigos nunca correram.

Nesta evolução, há desencontro de contas, desavenças e disputas judiciais. A questão é que empregados mais jovens têm sido convocados a também contribuir para o reequilíbrio do fundo de sua estatal. Sensato. Reclama-se que rombos foram causados por corrupção. Principalmente nos governos lulopetistas (vide petrolão). Neste caso, houve problemas sérios de governança, com falta de fiscalização dos próprios empregados. Além do mais, se representantes dos empregados não denunciaram equívocos na gestão do fundo devido a simpatias ideológicas com governantes, os contribuintes como um todo não podem ser forçados, por meio do Tesouro, a cobrir esses déficits.
Herculano
15/01/2018 11:03
da série: como funciona o discurso do PT, da esquerda do atraso e dos sindicatos para os analfabetos, ignorantes e desinformados, a maioria dos eleitores no Brasil, mesmo depois de criar a maior recessão econômica desde a depressão de 1929, aumentar a inflação, roubar bilhões dos pesados impostos para si e os seus, e desempregar 14 milhões de trabalhadores. A culpa é dos outros.Se não for piada, é fruto de demência.

EUA ESTÃO POR TRÁS DA DESTRUIÇÃO DO BRASIL, por Chico Vigilante, deputado distrital do PT, líder sindicalista, para o 247, o meio de comunicação eletrônico da esquerda.

A nova estratégia de segurança nacional dos EUA divulgada pela Casa Branca fortalece uma tese sobre a qual venho martelando há anos.

Os americanos vêm usando o pretexto do combate à corrupção, como instrumento da CIA para desestabilizar governos no mundo todo e na América Latina, especialmente o Brasil.

Em fevereiro de 2015 publiquei artigo no Brasil 247 intitulado "Pedir ajuda ao FBI sobre a Petrobras? Isso é possível numa nação soberana?"

Nele questionava a visita de Rodrigo Janot e procuradores da Lava Jato aos EUA, cujo objetivo segundo a mídia golpista à ocasião era "pedir apoio das autoridades americanas nas investigações sobre fraudes na Petrobras".

Como assim? Indagava. A PF entrou em recesso?

Janot vai providenciar a gravação das conversas com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Agência Federal de Investigação (FBI) e a Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que fiscaliza o mercado de capitais americano, para conhecimento dos brasileiros?

Na agenda do grupo de traidores entreguistas constava encontro com todos estas instituições do governo americano.

Janot e a força tarefa da Lava Jato agiram abertamente e sem pudor ?" ao contrário de outros que atuaram nas sombras para levar Getúlio ao suicídio, derrubar Goulart e mandá-lo ao exílio.

Para facilitar o bote, que hoje vemos mais claramente, levaram de mão beijada aos EUA informações sobre o funcionamento da Petrobras, subsidiárias, e pré sal.

Que interesse tinha a Justiça brasileira de passar dados confidenciais de processos nossos para a Justiça americana? Hoje enxergamos: ajudá-los a nos roubar oficialmente bilhões de dólares como indenização por prejuízos mal explicados ?" direitos negados a acionistas brasileiros e à própria Petrobras.

Agora, neste início de 2018, sem meias palavras, a Casa Branca deixa bem claro, em documento sobre Segurança Nacional, como as investigações de corrupção em outros países, como a Lava Jato, podem ser usadas como armas letais contra os interesses econômicos do Brasil e de outras nações.

"Os instrumentos econômicos ?" incluindo sanções, medidas de combate à corrupção e ações de execução empresarial ?" podem ser importantes para dissuadir, coagir e restringir a ação de adversários", diz o documento americano.

A desnacionalização de estatais brasileiras, a destruição de nossas grandes empreiteiras, o desemprego de milhares de engenheiros e trabalhadores das áreas petrolífera, indústria naval e construção civil... tudo isso teve o dedo dos EUA. A confissão está assinada.
Herculano
15/01/2018 10:56
ODEBRECHT TINHA JATINHO PARA LULA CHAMAR DE SEU, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

A Odebrecht colocou à disposição do ex-presidente Lula um jato executivo capaz de levá-lo a qualquer lugar do mundo, ora a serviço da empreiteira, ora para uso pessoal. Ele agia como se o jato fosse de sua propriedade. Integrantes da força-tarefa da Lava Jato suspeitam que o luxuoso Gulfstream G200 pode ter sido adquirido para o petista tão logo ele deixou a presidência da República, no final de 2010.

CONTA-CORRENTE
Uma das linhas de investigação é sobre a suposta compra do jatinho no âmbito da "conta-corrente" de Lula delatada pela própria Odebrecht.

TRIPULAÇÃO PESSOAL
A suspeita de "uso exclusivo" decorre da informação de que Lula teria escolhido pessoalmente a tripulação do Gulfstream.

CHAMANDO DE SEU
Lula usou esse jato a serviço da Odebrecht ou cumprindo agenda pessoal, segundo revelou o ex-diretor Alexandrino Alencar.

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA
Alexandrino Alentar, que foi preso na Lava Jato, fez acordo de delação premiada e reforçando acusações de tráfico de influência contra Lula.

COMANDO DA JUSTIÇA MUDA DE MÃOS EM SETEMBRO
O comando do Judiciário mudará de mãos em setembro, com a posse do paulista Dias Toffoli na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). E um grande amigo dele, ministro João Otavio de Noronha, assumirá a presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ). E, este ano, passará a chefiar a corregedoria nacional de justiça do Conselho Nacional de Justiça o alagoano Humberto Martins, ministro do STJ.

VOLTA POR CIMA
Toffoli foi recebido com certa reserva, ao ser nomeado em 2009, mas conquistou o respeito do STF e aos 50 anos chegará à sua presidência.

HOMEM CERTO
Além de ser um dos ministros mais admirados, João Otavio de Noronha também construiu sólida liderança no STJ, que finalmente vai presidir.

EQUILÍBRIO É O MOTE
O ministro Humberto Martins, próximo corregedor nacional de Justiça, é um mestre do relacionamento, mas também é austero nas decisões.

DEFESA DA CORRUPÇÃO
O PT promete começar no dia 13 seus "atos por todo o país" contra o julgamento do recurso no TRF-4, dia 24, de Lula, condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro a 9,5 anos de cadeia.

DEFESA DA JUSTIÇA
Em contrapartida, o vigilante movimento "Vem Pra Rua" fará atos em defesa da Justiça e contra a corrupção em pelo menos dez cidades, como Belo Horizonte, Fortaleza, Maceió, Rio de Janeiro e São Paulo.

ESSES TUCANOS...
O deputado Otávio Leite (RJ) já havia prometido que seu partido, o PSDB, "tomaria a frente" de negociações para derrubar o veto ao Refis para pequenas e microempresas. Ainda continua em cima do muro.

PT SUPERFATURA FILIADOS
O PT diz, em seu site oficial, que são 1.809.280 filiados ao partido. Mas em suas manifestações contra o "golpe", contra o impeachment ou em defesa de Lula, jamais conseguiu reunir nem dez por cento desse total.

BOAS NOTÍCIAS
O governo Temer comemorou esta semana o anúncio de que a inflação no Brasil em 2017 é a mais baixa desde 1998 (2,95%), mas celebrou também o índice para famílias mais pobres: 2,07%, o menor da história.

REBAIXAMENTO É AVISO
A nota sobre o rebaixamento da economia pela Standard & Poor's (BB para BB-) deixa claro que o governo vai lavar as mãos se o Congresso não aprovar medidas fiscais, especialmente a reforma da Previdência.

NÃO DEVE DAR TEMPO
O PT prometeu esta semana que a Comissão Executiva Nacional fará "reunião ampliada para reafirmar a candidatura de Lula à presidência da República" no dia 25. Mas só se ele ainda estiver solto.

QUASE NINGUÉM SE IMPORTA
O abaixo-assinado contra a posse da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) no ministério do Trabalho é, de longe, o menos relevante dos últimos anos: apenas 343 assinaram a petição no Change.org.

PENSANDO BEM...
...neste Dia do Adulto, era de se esperar que muitos políticos agissem como tal. Mas eles ainda estão de férias.
Herculano
15/01/2018 10:53
PROIBIR CARNE EM CERTOS DIAS DA SEMANA Só PODE SER IDEIA DE FASCISTA, por Luiz Felipe Pondé, filósofo, no jornal Folha de S. Paulo

Muitas vezes você deve ter se perguntado para que serve um deputado estadual no Brasil. Uma resposta que deve vir à sua mente é: para nada. Mas, você pode, infelizmente, estar errado.

Para além da inutilidade estrutural de grande parte dos políticos no Brasil, a organização política do Brasil determina a quase inutilidade dos deputados estaduais porque tudo é decidido em Brasília.

Como disse um amigo meu, se você cometer um crime no Brasil e se esconder na Assembleia Legislativa estadual, provavelmente, o crime prescreverá, porque quase ninguém vai lá.

As coisas sempre podem piorar: alguns entre os muitos inúteis podem resolver "legislar" e aí, a emenda sai pior do que o soneto. Inúteis são menos perigosos quando ficam quietos.

Por incrível que pareça, alguém parece estar tentando proibir restaurantes e bares de vender produtos de carne às segundas-feiras no Estado de São Paulo, em nome da defesa animal.

Temos em Brasília as bancadas da bala, da Bíblia, do boi, e agora, em São Paulo, temos a bancada da rúcula. Para essa bancada, a humanidade de sete bilhões de Sapiens pode sim se alimentar de rúcula com alface, apesar de toda a história da seleção natural dizer o contrário.

Tudo bem, modas são modas, e vivemos uma era de modas ridículas, principalmente entre jovens riquinhos. Veganos de todos os tipos, seguindo o guru Peter Singer e seu "Animal Liberation" de 1975, afirmam que comer animais é "especismo". O termo é cunhado como analogia a "racismo". Bicho também é gente.

Partilho da sensibilidade de cuidado com os animais e desconfio de quem maltrata animais. Mas, como seres naturais que somos, precisamos nos alimentar.

Não existe a natureza que os veganos imaginam em suas vidinhas protegidas e cheias de pequenos luxos alimentares presentes em restaurantes descoladinhos. A natureza é uma besta fera que devora tudo.

Câncer é tão natural quanto uma praia maravilhosa e deserta. Entrega um vegano desses pra besta fera que é a natureza e você verá o que acontece: os vermes carnívoros comerão os veganos, assim como comerão os frequentadores de churrascarias. A riqueza material corre o risco de deixar todo mundo abestalhado.

Afora o fato evidente de que as pessoas podem gostar ou não de carne, sentir-se bem comendo carne ou não, ter nojo ou não (e ninguém deve se meter nessa questão de gosto pessoal), a ideia de transformar em lei algo assim (proibir as pessoas de comer carne em locais públicos num dia da semana) só pode passar pela cabeça de algum fascista verde radical. Ou de alguém financiado por algum grupo de interesse em "dinheiro verde". Ou de um neoidiota contra a carne.

Se leis assim passarem um dia, teremos chegado ao fundo do poço de uma tendência contemporânea que é o fascismo de butique.

O que é fascismo de butique? É gente que transforma suas pequenas manias em pautas universais, do tipo: "A humanidade tem que viver como eu acho que ela deve viver".

Jovens que vêm de boas famílias, normalmente, compõem o grosso desse fenômeno. Na Europa, como bem dizia o sociólogo Zygmunt Bauman (1925-2017), esse tipo de jovem é produto do Estado de bem-estar social, mas no Brasil e nos EUA são frutos de pais com razoável grana que pagam escolas caras que abraçam árvores.

Eduque seu filho para ser uma "pessoa com outra qualidade de consciência" e terá um idiota pra sempre a ser sustentado em suas manias narcísicas de comportamento "puro". Nunca se prepararam tão mal os jovens para a vida real como nos últimos anos. Jovens assim não enfrentariam desafios, dos Neandertais a Hitler.

Faça um teste consigo mesmo: se você achar que sabe como as pessoas deviam viver para serem melhores, a chance de você ser um fascista de butique é enorme.

Enfim: alguém quer proibir você de comer um churrasquinho na segunda-feira. Quer ir jantar à noite? Estaria a fim de comer um steak com molho poivre e fritas? A Assembleia Legislativa de São Paulo, do alto da sua infinita utilidade, quer proibir.

A bancada da rúcula vai obrigar a você a comer o que ela quer que você coma.
Herculano
15/01/2018 10:52
PROTESTAR CONTRA DECISõES DA JUSTIÇA, TENTANDO INFLUENCIAR JUÍZES, É PARTE DO JOGO DEMOCRÁTICO; CEDE À PRESSÃO É QUE NÃO É! Por: Reinaldo Azevedo na Rede TV

Alguns setores que se fingem de liberais, mas que gostam mesmo é de chicote - contra os adversários, claro! ?", mostram-se inconformados com as manifestações marcadas pelos petistas para tentar influenciar a decisão dos desembargadores do TRF 4. Será isso compatível com a democracia?

É claro que sim! Desde que esteja de acordo com os limites da lei. No mundo inteiro, setores organizados da sociedade vão às ruas para tentar influenciar a decisão de juízes. Estes, sim, é que devem fazer como Ulisses, não é?, na sua viagem de volta a Ítaca: tapar os ouvidos com cera para não se deixar levar pelo canto das sereias, pouco importando se estas empunham bandeiras vermelhas ou verde-amarelas. Vale dizer: togados não devem ceder ao alarido, mas fazer alarido compõem a essência do regime democrático.

Ou não foram pressões absolutamente legítimas as manifestações em favor do impeachment de Dilma ?" que, nota à margem, reafirme-se, cometeu crime de responsabilidade? Alguns dos nossos liberais de meia-tigela se esqueceram de que o Senado Federal, nos casos de crime de responsabilidade, atua como corte julgadora. Sim, aquilo a que se assistiu foi um julgamento. Não por acaso, quem presidiu os seis dias da sessão que cassou o mandato de Dilma foi Ricardo Lewandowski, então presidente do Supremo. Votaram pela condenação 61 parlamentares-juízes; contra ela, apenas 20. E, até onde me lembro, não ocorreu a ninguém, PORQUE TERIA SIDO ESTÚPIDO FAZÊ-LO, questionar se a pressão era ou não democrática.

"E se a turma contrária à condenação, diante de um resultado eventualmente adverso, resolver partir para a briga?" Bem, acho que deve sofrer as consequências legais de seus atos. O primeiro passo e retirar o sujeito da rua e colocá-lo sob a segura guarda do Estado para esfriar a cabeça. Não vejo risco de que isso possa acontecer. Que a PM, no entanto, se prepare para o pior. O nome disso é prudência. E prudência é o que recomendo aos senhores políticos e militantes de um lado e de outro.

E que todos nos lembremos de uma regra de ouro da tolerância: a liberdade será sempre a liberdade de quem discorda de nós.
Herculano
15/01/2018 10:47
A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO PT, por Guadêncio Torquato, no jornal Folha de S. Paulo

O ano eleitoral que se inicia coloca em xeque o dilema que tem afligido o PT ao longo dos últimos anos: arrefecer o peso do discurso, produzindo nova "carta aos brasileiros", à semelhança da que Luiz Inácio Lula da Silva apresentou em 2002, ou continuar a massificar o bordão da luta de classes ("nós e eles"), sob a crença do eterno retorno, conhecido conceito de Nietzsche (1844-1900), ancorado no princípio de que as situações existenciais se repetem indefinidamente no tempo.

A dúvida que paira sobre o PT e seu chefe maior parece levar em conta, de um lado, a perspectiva de melhoria da economia ?"nesse caso, o discurso radical seria mal recebido por parcela da população?" e, de outro, o resgate do legado que a administração lulista se gaba de ter proporcionado ao país: a maior distribuição de renda da história. E que hoje virou fumaça.

A isca com que Lula pretende fisgar o eleitorado, em outubro, seria um elenco de compromissos com o povo, não apenas uma expressão moderada para cooptar o mercado, como se fez em 2002.

O fato é que o petismo está ajustando o discurso de forma a driblar os índices positivos alcançados pelo atual governo, rebater o tiroteio sobre a era petista, com foco no envolvimento de seus protagonistas no mensalão e na operação Lava Jato, e se apresentar como a melhor alternativa para enfrentar a crise (por ele perpetrada).

A identidade do petismo, plasmada ao longo do percurso iniciado em 1980, sempre se pautou pelo viés socializante. Recuperar o eixo histórico ante um Estado que avança na direção de reformas liberais e diminui seu porte não será fácil.

Lula abriu o discurso de posse na Presidência, em 1º de janeiro de 2003, com o verbo mudar. Era o conceito que unia sindicalistas, intelectuais e membros da Igreja Católica, fundadores do PT. Mas o país não mudou sob o mando petista. A leitura atual não perdoa os desvios do ciclo Lula/ Dilma, mesmo sob as glórias do programa distributivista de renda, assentado no Bolsa Família.

O ex-metalúrgico chegou a se autodesignar "metamorfose ambulante", em peroração humorística para explicar o vaivém do PT, ora trafegando na extrema esquerda do arco ideológico ?"quando grita jargões e ecoa o apartheid social?", ora aliado a siglas que o petismo condena, como o próprio MDB.

Imerso no arquipélago partidário, o PT perdeu o discurso original, sujou-se no lamaçal da corrupção e, incrível, adentrará o campo eleitoral com alianças à direita e à esquerda, maneira de garantir a eleição do maior número de governadores, senadores e deputados.

Lula deu o tom: o PT tem de ser pragmático. Precisa ganhar musculatura e garantir boa posição no ranking. A dúvida persiste: um discurso mais leve, menos radical, fará o gosto da militância? A resposta é não. O petismo tem a militância mais engajada e conta com a CUT e o MST, seus exércitos de retaguarda. Os militantes defendem um discurso virulento para compor a feição oposicionista.

Para voltar a ser competitivo, ao PT sobra a alternativa de voltar a esgrimir a espada com que ataca o statu quo. Ocorre que o resgate da velha identidade só terá êxito caso as reformas do governo Temer derem com os burros n'água.

Só assim o petismo assumirá a condição de maior força oposicionista. Em suma, não se sustenta a leveza de ser do PT. É mais provável que Lula assuma a cara zangada de João Ferrador, dos tempos de metalúrgico, para mostrar raiva e indignação como perseguido do juiz Sergio Moro. Pretende ir às urnas como vítima.

Condenado pelo TRF-4 e impedido de disputar o pleito, teria como modelo a figura do Nazareno carregando a cruz até o calvário. Sob o manto de mártir, há quem veja Lula puxando o substituto na direção do segundo turno da eleição.

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