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Olhando a Maré - Jornal Cruzeiro do Vale

Por Herculano Domício

22/05/2017

CONTO DO BILHETE PREMIADO I
A delação premiada dos controladores (arrojados ex-jovens açougueiros e aventureiros do Centro Oeste) e seus executivos do grupo JBS feita na semana passada aos promotores federais e aceitas pelo Supremo Tribunal Federal, vai muito mais do que ameaçar à deposição do presidente Michel Termer, PMDB, justamente quando o país tomava um rumo mínimo de estabilidade econômica, ou a de desnudar para sempre, finalmente, o senador mineiro Aécio Neves, sobrinho do estadista Tancredo Neves, e até então presidente negociante do PSDB. Os delatores agiram como donos de matadouros clandestinos, acostumados a negociarem gado e carne, de duvidosa procedência sanitária, sem nota fiscal, desque que ficassem ricos.

CONTO DO BILHETE PREMIADO II
A delação ou armação, a qual vai se revelando com surpresas no tempo (e que agora apresenta a gravação como uma fraude técnica), revela também um crime continuado de uma quadrilha no poder. Ela se abriga na maioria dos partidos políticos, os quais dividem o naco do poder de plantão. Pior: outras “gigantes” empresas nacionais (ou transnacionais) terão histórias semelhantes para serem reveladas em alguns dias e semanas quando se abrirem as portas e cofres do BNDES. A JBS é hoje um dos maiores – status que conseguiu estranhamente num espaço curtíssimo e falo por conhecer profundamente esse setor - processadores de proteína animal do mundo – e que no Brasil é dono de muitas marcas como Friboi, Seara, Swift ... A JBS se tornou a gigante que é, sem ética – apesar de divulgar os seus valores nas portarias das suas unidades - beneficiada pela proximidade oportunista que teve na gestão do PT e PMDB (Lula, Dilma e Temer). Tudo com o dinheiro fácil, vindo dos pesados impostos dos brasileiros e que tomou junto ao BNDES, o de Luciano Coutinho, para repartir com políticos, agentes públicos, os seus, fingindo que essa grana era para impulsionar os seus negócios lícitos, competitivos, inovadores.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO III
A delação da JBS – como outras que já apareceram – é uma aula de sacanagens. Ela mostra claramente como se rouba no mundo político, no poder de plantão em Brasília, nos estados, nos municípios, nas repartições de todos os níveis, via a extorsão, participação e conivência de empresas, empresários e intermediários ou facilitadores nas instituições que deveria regular ou estar acima de qualquer suspeita. Enquanto "sobra" dinheiro público da rapinagem para o privado e poucos, no outro lado, faltam migalhas rodovias, portos e ferrovias para tornar os produtos do agronegócio competitivos internacional e nacionalmente. Mostra como esse dinheiro desviado faz falta na alfabetização, educação, na formação profissional, na geração de empregos qualificados, na competitividade, na inovação; como com a falta desse dinheiro desviado se compromete a segurança das pessoas, do patrimônio e produtos, fator que aumenta excessivamente os custos dos produtos, logística e negócios, todos bancados pelos consumidores.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO IV
Como faz falta esse dinheiro roubado dos nossos impostos para a assistência social, moradias, creches e principalmente na saúde pública básica, onde até morre gente pobre (a maioria dos brasileiros, que fazem parte dos milhões de desempregados), que dependem e estão na fila do SUS por falta de acesso a qualquer outro tipo de ajuda ou plano de saúde. É a essa gente humilde que é negada atendimento adequado ou dos remédios nas farmácias básicas, pois o dinheiro é desviado para atender essas maracutaias armadas entre poucos e para os do poder de plantão. Qual a razão que gente desqualificada sob todos os aspectos, travestida de empresários, mimada pela imprensa comprada por seus investimentos publicitários e de marketing, como os irmãos donos da JBS, são escolhidos para ganharem, do nada, o bilhete premiado para “terem” uma empresa referência mundial? Porque essa gente – também ávida ao poder e riqueza fácil - serve de testa-de-ferro para a sacanagem dos políticos e gestores públicos que urdem essa ladroeira toda, com ares de legalidade, diante da pobreza da maioria e à negação a empresários sérios? Com testas-de-ferro como os donos da JBS, os políticos se acham imunes às leis e fora do alcance das eventuais acusações públicas; nadam no crime e que serão sempre imputados aos outros. Simples assim. Entenderam, ou é preciso desenhar

O CONTO DO BILHETE PREMIADO CATARINENSE I
A delação da JBS da semana passada, colocou, em detalhes e provas Santa Catarina, mais uma vez, no centro do furacão de dúvidas e das sacanagens dos seus políticos e dirigentes nas sacanagens com o dinheiro público ou privado. Tudo para se beneficiá-los na competição e perpetuação pelo e no poder. Vergonha. O governo de Santa Catarina, por intermédio do então senador, candidato e depois governador (que continua um simples prefeito de Lages), Raimundo Colombo, PSD, e o seu então (agora ex) secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni, PSD, mais uma vez, usaram a Casan para extorquir dinheiro de particular para obter dinheiro legal e ilegal para a campanha eleitoral de 2014. Eles negam, mas não comprovam. Coisa de doido, para não dar outros qualificativos que estão tipificados no Código Penal Brasileiro e acima de tudo, no manual de ética de qualquer cidadão decente. Ladrão roubando de ladrão, segundo os delatores. Está gravado. Está parcialmente comprovado.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO CATARINENSE II
Gavazzoni pediu o boné nesta segunda-feira, aconselhado por outro pedessista, o deputado Gélson Merísio, que quer ser candidato a governador. Na verdade, está se blindando. Quer evitar associações, perguntas. Começou, então, a “limpeza” da área. Pode ser tarde, apesar da amnésia muito comum aos eleitores e eleitoras sobre esses fatos sérios, bem como o processo de manipulação muito comum aos analfabetos, ignorantes e desinformados pela máquina política. O advogado Gavazzoni para quem não se lembra, é autor das pedaladas que retiraram ICMS dos municípios numa operação estruturada da Celesc; é autor daquela tese que levou ao Supremo para embarrigar a dívida catarinense de que o devido por contrato com a união era para ser adimplido com juros simples, mas já a dívida dos contribuintes catarinenses com o tesouro do estado, deviam ser cobrados em juros compostos. Colombo, está pagando pela escolha que fez: mandou embora o seu melhor amigo e competente profissional, economista, administrador e gestor Ubiratan Rezende. Trocou-o por mágicos, espertos, gente do meio político partidário que entende bilhetes premiados e moscas que estiveram a espreita de carniças. Agora está irritado com delatores, com a imprensa ainda frágil e desacostumada ao exercício da profissão devido a escola RBS de negócios, A imprensa, assanhou-se e ameaça fazer perguntas e apontar incoerências. Colombo ficou sem chão. Usou até palavras chulas. Gavazzoni só conversou em off, sem gravação. Colombo falou que os delatores, sob pressão, estão vendendo até a mãe para se salvarem. Quem prometeu colocar a Casan à privatização e não fez, foi Colombo.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO CATARINENSE III
Quando a Odebrechet fez a sua delação, disse e está registrado, que o candidato e prepostos ao governo do estado de Santa Catarina acenaram com a possível privatização da Casan – Companhia Estadual de Águas e Saneamento. E para isso, pactuaram uma ajuda financeira expressiva “eleitoral” para quando no poder, “facilitar” os interesses da Odebrechet neste assunto e pretensão. Eleitos, esqueceram da promessa. Inventaram uma série de problemas. E na eleição seguinte, a de 2014, com a cara de pau incomum, voltaram à Odebrechet com a mesma ladainha e contrapartida. E ai a empreiteira, a esperta, caiu no conto do bilhete premiado, mais uma vez, como ela própria confessou na sua delação. Parece piada, mas não é. Agora, a JBS, revela que não só a Odebrechet foi enganada no mesmo assunto: Colombo candidato e seus prepostos de campanha e governo fizeram a mesma promessa a JBS. Eleitos, todavia, não se lançaram à privatização da Casan. O governo preservou a sua “galinha dos ovos de ouro “para tomar dinheiro lícito e ilícito dos gananciosos mais uma vez? Era o bilhete premiado, que o malandro, o estelionatário, em grupo, toma de pobres e gente até sabida, mas gananciosa em ter lucro rápido e fácil.

O CONTO DO BILHETE PREMIADO CATARINENSE IV
Esta história contada, registrada e repetida, revela que os políticos em Santa Catarina perderam até a ética na prática dos ilícitos. Este tipo de “ética”, mesmo enviesada, é o que sustenta o submundo do crime. Se fazem isso entre eles próprios, o que são capazes de fazer com a sociedade que votou e acreditou nas suas palavras, discursos, relatórios que abunda, propaganda enganosa, e promessas? Fale com um bandido (de verdade, pé de chinelo, inclusive), e pergunte a ele o que acontece a quem desonra uma promessa, um acordo ou uma informação privilegiada, ou uma trucada. Morte! Simples assim. As delegacias e a Justiça estão cheias desses casos. No mundo político catarinenses, todos estão vivos, e ainda se acham limpos para pedir votos e continuarem no poder e comando do povo pagador de pesados impostos e que não recebe a contrapartida mínima no policiamento, na saúde pública, nas escolas, nas obras de manutenção... Vergonha não só para os catarinenses, mas para a imprensa que continua pisando em ovos (se a RBS gaúcha ainda mandasse aqui, nada disso teria saído e na coletiva de ontem Colombo se sentiu desconfortável e chegou a se irritar com as razões das perguntas), com medo de processos, de ofender ou perder amigos de botecos, ou devido ao tamanho do rabo, isto sem falar nas instituições como a OAB, TCE, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Judiciário etc. Como este bilhete “premiado” catarinense já está manjado e carimbado, o que os políticos que já estão em campanha sob as bênçãos de Colombo, vão apresentar agora para obter vantagens nas próximas eleições na corrida para o palácio da Agronômica , ou até mesmo para o palácio Barriga-Verde?

ILHOTA EM CHAMAS I.
Veja esta. O atendimento pediátrico do posto de saúde de Ilhota começou a funcionar há menos de dois meses. Vai entupir a fila do clínico geral. Um aviso na porta do posto diz que a pediatra vai parar a partir de hoje. Mas, tem um esquema especial. Dependendo do caso e da sorte (ou do azar), o paciente é olhado pelo enfermeiro e dependendo do caso, ele pode passar uma receita assinada por uma médica.

O GOLPE I
O PT, o PSOL, o PDT, o PSB, o PCdoB, o MST, o PSTU, a CUT, a UNE, o Solidariedade, a Rede, o PCO, o MTST e muitas outras marcas da esquerda marcaram uma marcha no domingo pelo “Fora Temer” e pelas “Diretas Já”, não previstas ainda constitucionalmente. Fizeram isso, depois que o Movimento Brasil Livre e o Vem Prá Rua condenaram veementemente a atitude de Temer e Aécio Neves, descritas nas delações da JBS. Esses movimentos previamente agendavam protestos de rua para o mesmo domingo. E por que fizeram isso? Por esperteza. Queriam volume para impressionar a mídia, os políticos, os governantes. Bastou o MBL e o Vem Prá Rua desarmarem o circo, que a manifestação da esquerda do atraso se tornou o maior fiasco, até porque seus caixas estão em baixa, não é mais possível pagar black blocs, segurador de bandeira, gritador de megafone e sanduíches de mortadela.

O GOLPE II
Qual é o balanço e a esquerda do atraso (e à mídia que ainda dá trela e manchete para minorias como se fossem majoritárias) ainda não percebeu. O brasileiro não está cansado de Michel Temer, PMDB, ou de Aécio Neves e o PSDB. Está também. Muito. E tem que estar. O brasileiro não suporta mais é ser roubado nos seus pesados impostos por todos os políticos, gestores públicos em conluio com empresários. Os políticos querem ou estão no poder, não se sabe a razão disso, e lá manipulam mentes e corações, gente que não está nem ai para a falta de leitos, de ambulatórios, de utis, atendimentos em postinhos, remédios básicos, que vê a criminalidade aumentar, que não tem acesso à casa própria, assistência social, educação, creche, amparo a velhice, aposentadoria certa (e não as precoces, milionárias e privilegiadas para os servidores estáveis), a burocracia excessiva disfarçadas de controle, e principalmente porque não vê obras prontas, sem dúvidas, para o país avançar e competir, criando um círculo de esperança. O brasileiro quer emprego, quer ser livre, quer oportunidade inclusive de ser feliz pela sua capacidade de ser e agir. A esquerda, todavia, quer ser a tutora das vidas alheias.

NÃO PEGOU BEM I
Eu escrevo aqui, de vez em quando que a Igreja Católica por meio da CNBB e das eclesiais de base criou e espalhou o PT, como o novo, o redentor, o protetor dos pobres e o Santo nos grotões brasileiros, apesar de que para a esquerda e seus intelectuais, religião é algo abominável, pois aliena. Mas, como lhe convém na causa... A Igreja Católica Apostólica Romana é aceita. A Igreja usa apenas a fé sobre os querem em sua palavra para deixá-los mais analfabetos, ignorantes e desinformados politicamente. E por isso, recebo pau. Querem um exemplo e de Gaspar, mas que refletiu em Porto Alegre, e lá está o maior bafafá?

NÃO PEGOU BEM II
Dom Jaime Spengler é filho de Gaspar, ali do Poço Grande e como recém arcebispo, até rezou uma missa, na Igreja da Comunidade Santa Clara, a que o Gilberto Schmitt, ex-seminarista, organizou por uma boa parte da sua vida à sua construção com os dali. Hoje ele está no pastorado de Porto Alegre. Alí no dia 26 de abril, soltou esta nota: “diante das propostas que estão sendo apresentadas pelo governo federal, é fundamental que se ouça a população em suas manifestações. O povo tem o direito de ser ouvido. Reformas que incidem mais diretamente sobre a vida da maioria do povo precisam ser levadas adiante com muito discernimento. Importante que as reformas tenham sempre em consideração a inclusão social. Convém recordar o que foi dito na nota publicada pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no dia 23 de março de 2017: ‘convocamos os cristãos e pessoas de boa vontade, particularmente nossas comunidades, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o nosso povo, principalmente os mais fragilizados'”.

NÃO PEGOU BEM III
Dom Jaime que o povo precisa ser ouvido. E ele está certo. Mas, a representação legislativa não é os ouvidos e a expressão do povo? A CNBB organizada e a Igreja Católica por suas eclesiais não são os olhos, ouvidos e a expressão de seu rebanho? Ora se convoca os cristãos (deveria dizer, os católicos, para não mentir) e pessoas de boa vontade para se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, o que realmente quer dizer, se 63% dos brasileiros precisam chegar aos 66 anos de idade para obter uma aposentadoria de apenas um salário mínimo e nisso, nada será mudado? Se o que vai ser mudado, são exatamente as aposentadorias precoces de políticos e servidores estáveis, que podem ganhar em média de R$25 mil por mês e que este direito desigual, injusto vai impedir que a maioria de velhos com um salário mínimo tenham direito no futuro, como já acontece no sistema estadual do Rio Grande do Sul, onde está o gasparense dom Jaime? Quem é esse mais fragilizado a que se refere Dom Jaime e que não está abrigado pela reforma da previdência? Por que fazer discurso genérico e não apontar exatamente o erro, a injustiça e ai tentar encontrar um remédio? Quando o evangelho interpretado por gente esclarecida se perde nas causas ideológicas, a cruz pesa mais é sobre os ombros dos pobres que não lhes restam rezar e pedir milagres.

A PIADA DOS VEREADORES? I
Onde parte deles - a maioria da base do governo de Kleber Edson Wan Dall, PMDB -, passou parte da semana passada e no maior silêncio? Em Florianópolis. Fazendo o que? Participando do 113º "Seminário Brasileiro de Prefeitos e Vereadores", aquele tipo de encontro caça níquel, com diploma, e ficha de presença fajutas, que já virou até motivo de reportagem no Fantástico e que se realiza em pontos e capitais turísticas. Sugestivo, não é? Qual o objetivo dos nossos edis no evento? Segundo eles próprios, "aprender ainda mais sobre lei orgânica, regime interno, orçamento público, papel do vereador na fiscalização dos atos do executivo..."

A PIADA DOS VEREADORES? II
Ah, então, até agora, esses vereadores não sabiam qual o papel do vereador na fiscalização dos atos do executivo? Entendi! Está explicado a razão pela qual eles vêm rateando para não se ter sessão à noite para o povo acessá-la, para devolver dinheiro da Câmara e que originalmente não é dinheiro do Orçamento da prefeitura, ou impedir audiências para discutir sobre assunto que são só de interesses dos vereadores e da Câmara de Gaspar. Aprendizes! Mas, não o que prometeram e propagaram aos eleitores quando pediram votos, ou seja, de serem fiscais do povo e dos atos do prefeito? Tiveram que ir a Florianópolis à custa do povo para ter certeza disso? Acorda, Gaspar!

TRAPICHE


O deputado Ismael dos Santos, PSD, evangélico, não é um homem de partido, mas de Igreja. É assim que se elege desde que se tornou vereador em Blumenau. Em Gaspar, foi Kleber Edson Wan Dall, PMDB e deixou Marcelo de Souza Brick, PSD, chupando o dedo.

O que apareceu agora: dos milhões de reais que a JBS botou oficialmente na campanha de Raimundo Colombo, via o diretório nacional do PSD, R$500 mil foram parar na conta oficial do deputado Ismael.

Jair Bolsonaro, PSC, mas deve trocar de partido se vier ser mesmo candidato a presidente da República, veio a Santa Catarina. Fez vários comícios ou reuniões, feitas sem muita divulgação e repercussão na imprensa. E quem foi o cicerone dele por aqui? Rogério Peninha Mendonça. PMDB.

Ele empolgou muitos, principalmente os mais jovens. Assustou outros, no entanto. O que mais preocupa mesmo em Bolsonaro é a falta de qualquer intimidade e proposta econômica para o Brasil. Isso não vai dar certo.

O PT para chegar ao poder em 2002, depois de nadar muito, além de fazer a aliança com o PMDB, precisou jurar que não faria besteira na economia.

Lula até segurou o plano de estabilidade de Fernando Henrique Cardoso por quase quatro anos para garantir a sua reeleição. Depois o que se viu, foi a esquerda colocar o país no buraco onde estamos metidos. Voltarei ao tema.

Há quem defenda diretas já para presidente da República. Se elas estiverem na Constituição Federal, eu também as defenderei. Agora, sem eleições gerais (para deputados Federais e Senadores e que dão sustentação ao novo presidente ou governo), é um novo tiro no escuro.

É no Congresso onde estão os verdadeiros bandidos, que de negociata em negociata, levaram o Brasil e os brasileiros ao buraco, a inflação alta, a recessão e ao desemprego. Mas, todos eles, com os bolsos cheios, salários e mordomias garantidos pelos nossos votos e pesados impostos.

Perguntar não ofende. Alguém tem dúvidas de que o que acontece no cenário nacional, não acontece em Gaspar e Ilhota? Nós já tivemos prefeito e vice que foram açougueiros e depois se embrenharam em outros negócios, além do coronelismo político.

A porta-voz do prefeito, Kleber Edson Wan Dall, PMDB, a vereadora Franciele Daiane Bach, PSDB, diz que está indignada com as revelações sobre o seu líder Aécio Neves. Não é para menos. Mas, quem está limpo nessa história? E vamos começar pelo prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes, seu segundo amigo, e com quem se reuniu na semana passada?

Ilhota em chamas II - Quem vai julgar as condutas dos servidores de Ilhota? Foram nomeados para a Comissão Permanente de Sindicância e Processo Administrativo, os servidores Lavino Miguel Nunes (presidente), Luciana Mansoto (secretária) e Elisson Pierre Hort, membro.

Ilhota em chamas III - O prefeito Érico de Oliveira, PMDB, tomou as propriedades da Casan em Ilhota e as entregou para um terceiro administrar. Prepara para criar mais um cabide de empregos.

Ilhota em chamas IV. Vai acontecer duas coisas. Esta briga vai ser longa, vai faltar dinheiro para investimentos, vai faltar água e a conta será salgada e para outros governantes.

Ilhota em chamas V. Ora, se a prefeitura não conseguiu cuidar de uma simples balsa, quando ainda não existia a ponte dos sonhos, deixando-a a afundar várias vezes, terá condições, e principalmente recursos financeiros para investimentos, além da competência para assumir, cuidar e expandir o serviço de coleta, tratamento e distribuição de água?

Feriado só no Belchior. Quando nos dias seis de abril a prefeitura ser transferir para a intendência do distrito do Belchior, isso só ocorrerá em dia útil. Se não houver essa coincidência, essa transferência será antecipada ao primeiro dia útil do dia seis de abril.

Mas, no Belchior, será dia de festa, com desfile e tudo como orienta o projeto de lei número 12. Outra, a Câmara não está obrigada a fazer sessão nesse dia. Hum!

Absenteísmo elevado? É anormal a instauração de processos administrativos para apurar faltas sucessivas de funcionários de baixo escalão na prefeitura de Gaspar.

Talvez ajude. É atribuída ao espírita e mediúnico, Chico Xavier: "O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida; a outra enobrece a alma”

 

Edição 1802

Comentários

Herculano
23/05/2017 19:11
UFA!STF CONDENA MALUF POR LAVAGEM DINHEIRO

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo.Texto de Isadora Peron e Breno Pires, da sucursal de Brasília. Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta terça-feira, 23, pela condenação do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado e à perda do mandato na Câmara. Ele é acusado de lavagem de dinheiro devido a movimentações bancárias de US$ 15 milhões entre 1998 e 2006 em contas na ilha de Jersey, paraíso fiscal localizado no Canal da Mancha.

A maioria dos ministros seguiu a indicação Edson Fachin, que considerou a lavagem de dinheiro um crime de "natureza permanente", o que deve ter reflexo em futuras condenações da Operação Lava Jato, já que muitos dos políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobrás são também acusados desse crime. Antes desse entendimento, o crime de lavagem prescrevia em dez anos.

Além de Fachin, votaram a favor desse entendimento os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. O ministro Marco Aurélio Mello considerou inicialmente que o crime imputado a Maluf já havia prescrito, mas, diante da maioria formada na turma, resolveu votar pela condenação, o que fez o resultado, segundo a Corte, ser unânime. O esclarecimento foi feito por assessores do STF, após a conclusão do julgamento.

Durante o julgamento, ministros se manifestaram contra o desvio de dinheiro público. "Dinheiro público que foi desviado é dinheiro que não vai para a educação, não vai para a saúde, é dinheiro que não salva vidas. Punir esse tipo de delinquência é um marco da reestruturação do País. Ninguém deve ser punido para ser exemplo, somente se houver provas, e nesse caso há", disse Barroso.

A decisão do STF, porém, não autoriza a Polícia Federal a prender Maluf imediatamente. O acórdão do julgamento ainda tem de ser publicado no Diário de Justiça Eletrônico em um prazo de até 60 dias. Depois disso, a defesa do ex-prefeito de São Paulo poderá recorrer ao STF. Os advogados poderão argumentar, por exemplo, que o deputado não pode cumprir a pena em regime fechado, já que tem 85 anos. A perda de mandato também vai depender da publicação do acórdão. Somente então a Mesa da Câmara será notificada para que declare a perda da função.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Maluf de ter desviado de recursos de obras tocadas pelo Consórcio Águas Espraiadas, formado pelas construtoras OAS e Mendes Júnior e responsável por obras viárias em São Paulo. O desvio de recursos públicos de Maluf à frente da Prefeitura de São Paulo teria gerado prejuízo ao erário de cerca de US$ 1 bilhão.

Em conluio com seus parentes, Maluf teria ocultado e dissimulado a origem e natureza de recursos ilícitos por meio de transferência de valores envolvendo contas bancárias de fundos de investimentos.

A ação penal foi aberta em setembro de 2011 contra 11 acusados, entre eles Maluf e familiares. Somente o processo contra Maluf continua no Supremo, enquanto parentes passaram a responder na Justiça comum. Todos negam envolvimento no esquema.

Defesa. O advogado de Maluf, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse que vai recorrer ao plenário. No entendimento dele, o ministro Marco Aurélio votou contra a condenação, ou seja, o resultado do julgamento não foi unânime, o que possibilita a defesa usar os chamados embargos infringentes. "É impossível alguém votar pela prescrição e depois condenar. Ele (Marco Aurélio) condenou ao votar pela dosimetria, mas, tecnicamente, é que houve voto de prescrição, então nós temos direito aos embargos e levar isso ao pleno", argumentou.
Herculano
23/05/2017 18:42
REINALDO AZEVEDO PEDIU DEMISSÃO DA VEJA. ELA ACEITOU. REINALDO FOI GRAVADO PELA LAVA JATO NUMA CONVERSA COM UMA FONTE SUA, ANDREA, QUE ESTAVA GRAMPEADA, IRMÃ DO SENADOR AÉCIO NEVES. O BUZZFEED REPRODUZIU A CONVERSA
Herculano
23/05/2017 18:31
DUQUE APRESENTA FOTO QUE DESMENTE LULA

Conteúdo de O Antagonista.A defesa de Renato Duque apresentou à Lava Jato uma fotografia sua com Lula.

A fotografia foi tirada no Instituto Lula, em 2012, e desmente a versão de Lula de que só conheceu Renato Duque em 2014.

Leia o que diz a Veja:
Renato Duque afirmou que Lula tinha total conhecimento do petrolão, recebia propinas do esquema e era o comandante da estrutura criminosa. Duque disse que se reuniu três vezes com o petista para tratar de assuntos de interesse da quadrilha e, em pelo menos uma ocasião, discutiu a eliminação de provas que pudessem levar a Lava-Jato até o ex-presidente.

Sentado diante de Sergio Moro, Lula negou as acusações e disse que nem sequer conhecia o ex-diretor da Petrobras quando esteve com ele no único encontro pessoal que tiveram num hangar do Aeroporto de Congonhas, em julho de 2014.

Em sua versão para a conversa, Duque disse a Moro que ouviu de Lula um pedido para eliminar contas de propina no exterior.

Lula, por sua vez, disse que apenas apurava denúncias de corrupção envolvendo diretores da estatal.

Em meio a essa guerra de versões, a foto apresentada por Duque é uma bomba. Ela prova que Lula conhecia muito bem Duque quando esteve com ele no hangar do aeroporto. Prova também que Duque já frequentava o Instituto Lula em meados de 2012, quando a fotografia foi tirada.
Herculano
23/05/2017 16:50
BATE-BOCA ENTRE SENADORES INTERROMPE TRAMITAÇÃO DA REFORMA TRABALHISTA

Conteúdo do jornal Folha de S. Paulo. Texto de Talita Fernandes e Marina Dias, da sucursal de Brasília. A leitura do relatório da reforma trabalhista no Senado foi interrompida nesta terça-feira (23) por bate-boca entre parlamentares que se chamaram de "bandido" e de "vagabundo".

A confusão começou quando o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse para Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que ele "apoiava um governo corrupto". O tucano respondeu chamando Randolfe de "bandido", que retrucou: "me respeite, bandido é o senhor". Ataídes se irritou e partiu para cima de Randolfe, chamando-o de "moleque" e "vagabundo".

Outros senadores agiram para separar a briga. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) chegou a se sentar à mesa para impedir a leitura do relatório, que seria feita pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O tucano deixou a sessão no meio da confusão, aconselhado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

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REFORMA

O governo defende a leitura do relatório nesta terça na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) para dar impressão de normalidade em meio à crise política. Esse seria o primeiro andamento do projeto na Casa.

A sessão começou às 8:30 com uma audiência pública e foi marcada por protestos de oposicionistas que chegaram a pedir a saída do presidente Michel Temer e a prisão de Jucá, ambos investigados na Lava Jato.

"Eles não vão ganhar no grito. O próximo passo é queimar pneu aqui dentro", disse Jucá.
Herculano
23/05/2017 16:44
SUMIRAM R$35 MIL DA MALA DA PROPINA DA JBS, por Josias de Souza

Dentro de malas e atrás de malandragens escondem-se os mistérios da humanidade. Tome-se o caso do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMD-PR), ex-assessor de Michel Temer no Planalto. Recebeu propina de R$ 500 mil acondicionada numa mala. Filmado no instante da consumação da malandragem, viu-se compelido a devolver o dinheiro na noite desta segunda-feira. A Polícia Federal contou 9.300 cédulas de R$ 50 reias. Total: R$ 465 mil. Sumiram R$ 35 mil.

Pessoas bem adestradas sabem que, para contar dinheiro com segurança, convém umedecer a ponta dos dedos, para evitar que duas notas passem por uma. Aparentemente, esse tipo de cuidado é desnecessário nas operações de devolução.
Platão
23/05/2017 16:12
Boa tarde, colunista!

Infelizmente o Brasil está tão carente de líderes para o pleito eleitoral do ano que vem que qualquer maluco pode ser presidente. Até o Lulamolusco poderá ter êxito ano que vem.
Agora, temos a possibilidade de voltar com a ditadura militar. Eu era estudante na época, sei do temor que vivíamos em Florianópolis neste terrível período.
Bolsonaro disse em alto e bom tom que: "Soldado que vai para a Guerra não sentará no banco dos réus". Isso é a prova de que a ditadura está ai, basta votar neste sujeito.
Miguel José Teixeira
23/05/2017 16:11
Senhores,

Tiozão ataca: "Falta-lhe, Aécio, qualidade moral e intelectual para o exercício do cargo que disputou de presidente da República. Para o bem do Brasil, sua carreira política está encerrada."...

Sei não. . .pela ótica de vários tesoureiros PeTralhas, o Aécio está aPTo para oPTar. . .
Sidnei Luis Reinert
23/05/2017 13:44
À quem interessar, um pouco do candidato de direita( quem é de direita é contra o aborto, tráfico de drogas, bandidos, o politicamente correto...e a favor à família, educação, cultura cristã,inovação e tecnologia...) Jair Messias Bolsonaro, com moral e ética idêntica aos militares de 64, totalmente diferente dos comunistas corruptos e assassinos. Aos mais ou menos desinformados e ou ignorantes no assunto, sugiro mais cautela para não alavancar os partidos comunistas e comunistas reinantes que desde o fim do regime militar mutilam o país.


EM 2012, SEM TER BOLA DE CRISTAL E SEM SER ECONOMISTA, BOLSONARO JÁ PREVIA O CAOS ECON?"MICO DE HOJE.
https://www.youtube.com/watch?v=XmKhDACB-Qk&app=desktop

BOLSONARO X FERRO - EM DEBATE NA RÁDIO JORNAL DE PERNAMBUCO; COMÉRCIO EXTERIOR; MÉDICOS CUBANOS; ECONOMIA NACIONAL; PORTO DE SUAPE; CORRUPÇÃO NO PT; COMISSÃO DA MENTIRA; FORÇAS ARMADAS, e OUTROS.
http://familiabolsonaro.blogspot.com.br/2015/11/bolsonaro-economia-e-das-relacoes.html


NI?"BIO, PT, PMDB e BOLSONARO: NOSSAS RIQUEZAS A PREÇO DE BANANA.
https://www.youtube.com/watch?v=ptYqIbY4WHo&app=desktop

BOLSONARO: BRASIL PRECISA DE MENOS ESTADO E MAIS MERCADO.
https://m.youtube.com/watch?v=3fZKt4kC8bo
Sidnei Luis Reinert
23/05/2017 12:33
Risco de retorno de Lula à Presidência em 2018 é uma ameaça temerária de quem tenta se fingir de vivo


Edição Atualizada do Alerta Total ?" www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Onde foi parar a mala com R$ 500 mil reais que o deputado federal Rodrigo Rocha Loures recebeu do propinoduto da JBS? Eis a pergunta que nem a Polícia Federal conseguia responder até segunda-feira à noite, quando Loures devolveu a maleta recheada, com medo de que a numeração dos bolos com notas de R$ 50 reais estivesse registrada pelos investigadores. Será que estava? De repente, não... Sequer foi monitorada por chip de localização (sabe-se lá por qual motivo). Fofoqueiros de Bruzundanga advertem que a grana sumida seria um dos motivos pelos quais Michel Temer estaria chamando "urubu de meu Loures"...

Os viciados apostadores do mercado ?" que até a delação de Joesley Batista davam apoio total a Michel Temer - ainda não têm certeza de que Michel Temer conseguirá resistir no cargo. Apesar de brincarem com a bola de cristal das consultorias transnacionais (que conseguem a mágica de estabelecer percentuais para a capacidade de sobrevivência presidencial), os rentistas atordoados não sabem por quanto tempo vai se prolongar a crise política ?" que reduz ainda mais a velocidade de bicho-preguiça da recuperação econômica.

Via Facebook, o falso aliado de Michel Temer chamado Renan Calheiros receitou uma solução inconstitucional para tentar salvar a própria pele e de centenas de políticos enrolados nos escândalos de corrupção. O Senador Renan aposta no futuro, com uma tese que alegra Lula, sua petelândia e o restinho da esquerda que finge ser "oposição". Idéia de Renan: "Precisamos construir uma saída na Constituição que garanta eleições gerais em 2018 e Assembleia Nacional Constituinte. Fora disso é o imponderável. Tenho convicção que o presidente compreenderá seu papel e ajudará na construção de uma saída".

Na balada de Renan ?" e agindo em nome de Lula -, o governador da Bahia, Rui Costa, articula uma reunião de governadores, para juntar pontos comuns de interesse em meio da guerra de todos contra todos. O temor dos petistas e de seus falsos inimigos é que a "judicialização" piore ainda mais o cenário político ?" levando muitos deles para a cadeia. Por isso, Rio Costa faz a seguinte pregação: "A saída será ela política. O Judiciário, por mais legítimo que seja, não apresentará uma saída para o Brasil. O Ministério Público também não. Quem acaba com uma guerra é a diplomacia e não os militares".

A resistência de Temer ?" que já repetiu 13 vezes que não pretende renunciar ?" ganha contornos de chantagem política-emocional. Os deuses do mercado já se apavoram com a "tese" de que a queda temerária pode acelerar o retorno de Lula (alvo de seis processos na Lava Jato curitibana, já que não tem foro privilegiado, embora continue esbanjando um poderio que só tem no autoengano e na ilusão). Aproveitando o medinho do "retorno de Lula" e do risco concreto de ser obrigado a sair do poder se a chapa presidencial de 2014 for cassada, Temer acelera a aprovação de suas "reformas" no Congresso. Por ironia, até ontem, havia 13 pedidos de impeachment contra Temer... Sempre 13...

O "presidenciável" Rodrigo Maia (substituto eventual e imediato de Temer, em caso de renúncia ou impedimento) marcou para 5 de junho a votação da reforma da Previdência. Por "coincidência" (que não existe) será na véspera do dia 6 (quando o Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento da chapa-quente Dilma-Temer. Rodrigo Maia já se comprometeu a não acatar nenhum dos 13 pedidos de impedimento contra Temer. O filho de César Maia justifica: "A presidência da Câmara dos Deputados não será instrumento para desestabilizar o governo. O Brasil já vive uma crise muito profunda para que essa Casa cumpra um papel de desestabilização maior. Nossas energias ficarão concentradas no cumprimento da agenda econômica"

Michel Temer desistiu de pedir ao Supremo Tribunal Federal que suspenda as investigações em andamento pedidas pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e autorizadas pelo supremo-magistrado Luiz Edson Fachin. Os advogados de Michel Temer vão ter de rebolar muito para provar que o Presidente não cometeu crimes de prevaricação (Código Penal, art. 319), obstrução de justiça (Código Penal arts. 344, 347, 348 e 349), corrupção passiva (Código Penal, art. 317) e organização criminosa (Lei nº 12.850/2013, art. 2º) no desdobramento da gravação clandestina e ilegal feita por Joesley Batista.

Temer percebeu que seria fácil convencer os 11 ministros do STF a trancarem a instauração de inquérito. O Presidente sabe que seu grande pecado foi ter ficado calado diante de crimes relatados pelo premiadísimo delator Joesley. Como grande advogado constitucionalista, Temer também sabe muito tem que está enquadrável em crimes de improbidade administrativa e de desrespeitos às leis brasileiras (CF, art. 85, V e VII) ?" o que pode render um impeachment (processo que vai demorar séculos para ser resolvido). Por isso, só resta a Temer se fingir de vivo...

Enquanto a Petelândia grita "Fora, Temer" e "Diretas, já", sofre com a sexta ação judicial contra Lula e mais 12 pessoas (total irônico: 13). Desta vez, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, usando a reforma do famoso sítio de Atibaia como desculpa esfarrapada para desviar grana de contratos com a Petrobras. O Ministério Público Federal pede que Lula pegue multa de R$ 155 milhões à "estatal", por prejuízos gerados pelas negociatas. Embora sustente que não é proprietário do local, o pedágio da região registra que os carros oficiais que atendem a Lula estiveram por lá 270 vezes.

Ainda vai longe a guerra dos fim dos imundos, de todos contra todos, nos poderes tupiniquins... Os políticos profissionais querem que tudo fique do jeitinho como está... A cúpula da petelândia já admite até apoiar Nelson Jobim como alternativa à saída de Temer. Mas muitos petistas preferem que Temer continue, pois o desgaste dele beneficiaria Lula em 2018. Só falta combinar este roteiro com brasileiros honestos - que querem alternativas.
Herculano
23/05/2017 11:44
O NOVO POSTE DE LULAO novo poste de Lula

Conteúdo de O Antagonista. Lula desembarca hoje em Brasília.

Segundo Ricardo Noblat, ele vai cacifar o nome de Nelson Jobim para o lugar de Michel Temer.

FHC concorda com a escolha.

Nelson Jobim é o melhor candidato para implodir a Lava Jato.

Michel Temer topou renunciar, diz O Globo.

Ele só exige a garantia de que não será preso.

Os cenários, segundo a reportagem, "incluem indulto e asilo".

FHC quer todo mundo fora da cadeia.

Segundo o Valor, ele tem defendido "a ideia de que a saída para a crise passaria pela garantia de que Michel Temer, na eventualidade de vir a deixar o cargo, possa vir a responder à justiça em liberdade".

O mesmo princípio vale para Lula, evidentemente.
Herculano
23/05/2017 08:25
O VERDADEIRO MOTIVO DE CÁRMEN PARA CANCELAR A SESSÃO DO CNJ, por Laryssa Borges, para a Veja

Em meio à crise política, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, cancelou a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) prevista para a manhã desta terça-feira.

Oficialmente, o CNJ alegou que a sessão de julgamentos foi adiada por que "a intensa agenda de trabalho no Supremo Tribunal Federal (STF), também presidido pela ministra Cármen Lúcia, recomendou o adiamento".

Nos bastidores, porém, Cármen telefonou para integrantes do colegiado e alegou que, diante da gravidade da crise política que se abateu sobre o presidente Michel Temer, não ficaria bem para o CNJ atuar como se nada estivesse acontecendo e julgar normalmente processos administrativos disciplinares e sindicâncias de menor relevância.
Herculano
23/05/2017 08:22
ESTATISMO E CORRUPÇÃO, por Ney Carvalho, historiador, para o jornal O Globo

Quanto mais ascendência o Estado tiver sobre a economia, mais corrupção existirá na sociedade respectiva. E o Brasil é vítima evidente do estatismo

Nunca as palavras de Lord Acton foram tão verdadeiras como na atualidade do Brasil: "O poder tende a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente".

Não se trata, apenas, do exercício do mesmo por uma pessoa, mas do poder do Estado e suas múltiplas facetas sobre a economia e a vida dos cidadãos, que se transfere, automaticamente, aos indivíduos, políticos ou burocratas, que controlam o Estado. E constitui a gênese da corrupção.

A história brasileira não conhece episódios de corrupção endêmica como aos que hoje assistimos, nem no Império nem na República Velha. Ambos foram regimes em que o Estado se mantinha alheio aos negócios e à vida privada. A origem da corrupção que nos assola é claramente identificável.

O crescimento da influência estatal sobre a economia nasceu há mais de oito décadas na ditadura de Getulio Vargas nos anos 1930. Vargas foi o principal responsável pelo aumento do poder do Estado mantido, inexplicavelmente, pelos regimes liberais em economia das Constituições que se sucederam desde 1946, após sua destituição.

Naqueles tempos foi uma constante a criação de repartições públicas como autarquias, conselhos, departamentos, inspetorias, institutos e, sobretudo, empresas estatais. Surgiram a Companhia Vale do Rio Doce e a Siderúrgica Nacional. De um dos presidentes da primeira dizia-se que havia bebido o rio, comido o doce e deixado um vale no caixa. A segunda chegou aos anos 1990 aos trancos e barrancos. O executivo Roberto Lima Neto, encarregado de prepará-la para privatização, narra que a empresa estava inadimplente com 44 bancos e fornecedores diversos, além de todos os impostos e contribuições. Tinha linhas de produção paralisadas por falta de insumos, e foi possível reduzir o quadro funcional em nada menos que sete mil empregados, um terço do efetivo. Essas duas empresas foram salvas da onda de corrupção atual pelas privatizações de fins do século XX.

O mesmo não aconteceu com as companhias lançadas no mandato democrático de Vargas, entre 1951 e 1954: Petrobras, BNDES, e Eletrobras. Não foram privatizadas e estão, hoje, em todos os cardápios de corrupção, prejuízos, delações premiadas e demais mazelas a que temos assistido.

O poder quase absoluto do Estado sobre a economia está na raiz da corrupção. Ela não chega a ser um fenômeno exclusivamente estatal. Se ocorrer em empresas privadas, será episódio circunscrito a cada companhia e seus acionistas. Mas quando acontece no âmbito do Estado, atinge todos os contribuintes e, portanto, a coletividade, pois é ela que pagará a conta.

Quanto mais ascendência o Estado tiver sobre a economia, mais corrupção existirá na sociedade respectiva. E o Brasil é vítima evidente do estatismo criado nos anos Vargas, mantido nas etapas posteriores, inclusive no regime militar, e exacerbado no período lulopetista.
Herculano
23/05/2017 08:19
ALIADOS COZINHAM TEMER À PROCURAR DO "PLANO B", por Josias de Souza

O derretimento político de Michel Temer deflagrou em Brasília um enredo novo. Os aliados do Planalto passaram a tratar Temer como chefe de um governo que chegou ao fim com o presidente ainda no cargo. Nesta terça-feira os caciques governistas se esforçarão para reativar as votações no Congresso. Mas fazem questão de dissociar a iniciativa da estratégia concebida por Temer para passar a impressão de que ainda preside.

"Não devemos deixar o país degringolar em função de uma crise de governo", disse Tasso Jereissati, presidente do PSDB. Estamos avaliando a situação do governo separadamente." Agripino Maia, presidente do DEM, ecoou: "Os três poderes precisam funcionar. O Judiciário faz o seu papel. O Executivo precisa fazer o dele. A nós cabe colocar o Legislativo em funcionamento. Faremos isso em nome do interesse do país, que não pode ser paralisado pela crise."

No momento, os governistas parecem menos preocupados com Temer e mais ansiosos por encontrar uma saída que os redima do fiasco de ter subido numa ponte com aparência de pinguela sem ter um plano de contingência. O Plano A era trocar Dilma Rousseff por Temer e aprovar no Congresso reformas que reacendessem as fornalhas da economia. Reativado o PIB, os apologistas do governo seriam os primeiros a se beneficiar eleitoralmente da volta do crescimento.

A delação da Odebrecht indicou que era ilusória a ideia de que Temer seria um presidente em condições de dirigir os rumos do país nesta ou naquela direção. Ficou claro que lhe faltava uma noção qualquer de ética. A delação da JBS teve para Temer o peso de uma lápide. Grampeado pelo delator Joesley Batista, o pseudo-presidente tornou-se personagem de uma história fantástica, passada num país à beira do imaginário. Uma história bem brasileira.

Aliados em geral ?"PSDB e DEM em particular?" puseram-se a matutar: "O Plano B era, era, era?'' Perceberam que não havia um Plano B. Abraçado ao PMDB sem projetar uma saída de incêndio. Agora, improvisam um Plano B em cima do joelho. Consiste na repetição do Plano A, só que com outro cúmplice no papel de presidente. Falta-lhes consenso quanto ao nome ator substituto a ser escalado para salvar as aparências até a eleição de 2018. Por isso, cozinham Temer por mais algum tempo.

Ficou fácil identificar os apoiadores de Temer no Congresso. Eles estão nas rodinhas em que as conversas terminam sempre em especulação sobre os nomes dos hipotéticos substitutos de Temer.

As menções a Henrique Meirelles chegam acompanhadas do aviso de que o ministro da Fazenda já trabalhou para a J&F, holding que controla a JBS do delator Joesley Batista. Nelson Jobim? Virou banqueiro, sócio do BTG Pactual. Rodrigo Maia? É o 'Botafogo' das planilhas da Odebrecht. FHC? Não tem mais idade. Tasso Jereissati? Irrrc? Cármen Lúcia? Vade retro!

A esse ponto chegou o país. Temer, como um disco arranhado, repete incessantemente: "Não vou renunciar." Na sua penúltima manifestação, veiculada nesta segunda-feira pela Folha, o suposto presidente acrescentou: "Se quiserem, me derrubem." Seus aliados avaliam que talvez não seja necessário empurrar.

Os pajés da aldeia governista enxergam Temer como uma espécie de cocheiro de diligência que deixou as rédeas dos cavalos escaparem de suas mãos. Pode espatifar-se a qualquer momento. No dia 6 de junho, por exemplo, quando o Tribunal Superior Eleitoral retoma o julgamento sobre a cassação da chapa Dilma Rousseff?"Michel Temer. Isso, evidentemente, se até lá não for encontrada no interior da diligência desgovernada a mala com R$ 500 mil que a JBS entregou a Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor que Temer credenciou como interlocutor junto a Joesley Batista, o ''falastrão''.
Herculano
23/05/2017 08:17
DELAÇÃO DE JOESLEY RECEBE DESCABIDA PREMIAÇÃO, editorial do jornal O Globo

A anistia dos irmãos do grupo JBS pelo Ministério Público recebe críticas, diante da gravidade dos crimes confessados de corrupção

Não está em questão a importância do instrumento da delação premiada para que pessoas físicas e jurídicas ajudem na investigação de crimes, em troca da atenuação de penas. Dispositivo em vigor há muito tempo em vários países, e consagrado pelos resultados positivos que obtém, o mecanismo da "colaboração premiada" foi instituído no Brasil, em 2013, na lei 12.850, sobre organizações criminosas, ironicamente sancionada pela então presidente Dilma Rousseff, cada vez mais enredada em malfeitos apurados pela Lava-Jato devido ao tipo de testemunho instituído por esta lei.

O balanço que a Lava-Jato periodicamente atualiza comprova o êxito da investigação, robustecida pelas delações. Apenas em 2016, a operação, instituída na cidade de Curitiba em março de 2014, levou a que R$ 204 milhões ?" a mais elevada cifra já recuperada pela Justiça no Brasil ?", rapinados na Petrobras, fossem restituídos à estatal. Os números sobre condenações, prisões preventivas, penas lavradas etc. também são retumbantes.

O que se encontra em debate é o espírito magnânimo com que o Ministério Público tem negociado a atenuação de penas com criminosos confessos, em troca da ajuda no desbaratamento de quadrilhas e na revelação de corruptos dentro de governos e na política.

Este debate cresceu bastante com o acerto feito entre a Procuradoria-Geral da República e os irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo JBS. A delação de Joesley, a gravação que fez do presidente Temer ?" contestada por este ?", a do tucano Aécio Neves, e os entendimentos com o deputado Rocha Loures, por indicação de Temer, cujo desfecho foi a entrega de uma mala com R$ 500 mil, são explosivos em si.

Como também é explosivo o que a PGR oferece aos irmãos: imunidade em outras investigações relacionadas ao caso e perdão judicial, a depender da palavra final do juiz. Ou seja, anistia integral. Concessões que vêm sendo feitas na Lava-Jato já haviam sido alvo de críticas, mas a anistia dos irmãos tem sido vista como uma overdose de benevolência, um desrespeito a quem paga pesados impostos, bilhões deles destinados ao JBS nos governos Lula e Dilma.

Diante deste acordo, Marcelo Odebrecht parece vítima de rigores medievais: completará em dezembro dois anos e meio trancafiado em Curitiba, para ficar mais cinco em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica.

Sequer a multa de R$ 110 milhões para cada irmão, a serem pagos a perder de vista, chega a ser penalidade compatível com a gravidade dos crimes cometidos. A multa equivale a irrisórios 7% do patrimônio declarado por Joesley.

A PGR alega que os riscos pessoais corridos pelos delatores para registrar delinquências ainda em curso justificam o acordo. Porém, o perigo é que a delação premiada vire uma via rápida para a impunidade. Assim, a lei deixa de ter caráter pedagógico, de prevenção.
Herculano
23/05/2017 08:16
JBS PODE TER TRAÇADO METICULOSAMENTE SAÍDA DO PAÍS, por Cláudio Humberto, na coluna que publicou hoje nos jornais brasileiros

O presidente da J&F e da JBS, Joesley Batista, está sob suspeita de haver preparado meticulosamente sua saída do País, por isso se articula na Câmara a criação de uma CPI para investigar o esquema. Ao vazar a delação, o grupo já havia reduzido o Brasil a apenas 20% de operação, concentrando 70% de tudo nos Estados Unidos, a nova pátria dos delatores. O País que financiou o grupo virou "passado".

COFRES ABERTOS
Financiado pelo BNDES nos governos Lula e Dilma, o grupo J&F/JBS saltou seu faturamento dos R$4 bilhões em 2007 para R$170 bilhões.

A JOGADA
Antes da delação, o "americanófilo" Joesley já vivia a maior parte do tempo nos EUA. Mas precisava se livrar das investigações no Brasil.

100% DE PERDÃO
Com o esperto acordo de delação, os controladores da J&F/JBS se livraram de pelo menos 5 operações/ações penais muito cabeludas.

BYE, BYE, BRASIL
Os delatores também deixam para trás dívida de R$1,8 bilhão junto ao INSS e a devolução dos quase R$13 bilhões que tomaram do BNDES.

AÇÃO DE JANOT NO STF GARANTE ELEIÇÃO INDIRETA
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, impetrou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contestando o artigo do novo Código Eleitoral, que prevê eleição direta no caso de vacância do cargo de presidente ou vice-presidente da República em até três anos e meio após o início do mandato. Ele alega que uma lei não pode alterar a Constituição, daí sua iniciativa.

LEI ATUAL
A Constituição diz que se deve realizar eleição indireta, no Congresso, em caso de queda do presidente após os 2 primeiros anos de mandato.

LEI NOS ESTADOS
A ação apresentada por Janot também faz com que eleições majoritárias, como para governador, sejam regidas pela lei estadual.

MUDA MUITO
Caso o STF acate a ADI de Janot, a lei que fundamentou a substituição do governador do Amazonas pode ser alterada. A eleição pode mudar.

'HOMEM DA MALA' PROCESSADO
O lobista da JBS/J&F, Ricardo Saud, é réu agora de uma queixa-crime em razão de suas mentira contra este colunista. Mentiu em depoimento para se vingar da denúncia de sua atividade criminosa, aqui publicada em 2014, como "homem da mala" do grupo acusado de saquear o País. Ele próprio confessou que foi mesmo o "homem da mala" da JBS.

PRESIDENCIÁVEIS
No PPS, dois nomes circulam entre líderes como alternativas a Michel Temer em caso de saída do presidente. Raul Jungmann e Nelson Jobim, ambos com bom trânsito nas Forças Armadas.

SEM INTOLERÂNCIA
Garibaldi Filho (PMDB-RN), ex-ministro da Previdência de Dilma, fez mensagem em solidariedade a Temer nas redes sociais. Horas depois, excluiu a publicação. Quis "evitar o clima de intolerância", explicou.

RUIM COM ELE...
Assustados com as incertezas sobre o que viria por aí, e com a ameaça às reformas inadiáveis no Congresso, analistas do mercado já discutem nas redes sociais se a melhor saída para o Brasil seria manter o presidente Michel Temer no cargo.

DEM COM TEMER
A bancada do DEM na Câmara dos Deputados decidiu permanecer na base aliada do governo Michel Temer. É o que jura de pé junto o líder da legenda, deputado Efraim Filho (PB).

AGRADOU O NINHO
O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) agradou no PSDB após dizer que as reformas em trâmite, apesar do atraso, devem seguir com ou sem Temer. Isso deixou os tucanos bem animados com o futuro.

ÁUDIO EDITADO
O perito Ricardo Molina confirma haver encontrado "mais de 50 edições" no áudio entregue por Joesley Batista ao Ministério Público Federal. A perícia foi encomendada pela defesa de Michel Temer.

ESTÍMULO À GRAVIDEZ PRECOCE
Supostos costumes indígenas desafiam a lei. Engravidar meninas rende processo penal, exceto entre índios. No Sul, a Justiça mandou pagar salário maternidade a índias grávidas de menos de 16 anos.

PENSANDO BEM...
...agora só falta o gravador do grampo de Joesley Batista ser extraviado na viagem dos Estados Unidos para o Brasil.
Herculano
23/05/2017 08:13
STF PODE REVER PERDÃO, por Merval Pereira, no nornal O Globo

A anistia prometida aos irmãos Batista pelo Ministério Público Federal (MPF) não deve ser mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a quem cabe a última palavra sobre o assunto. "O Ministério Público não é dono do perdão", sintetizou um ministro do Supremo ao comentar a péssima repercussão que a anistia a Joesley e Wesley Batista teve na sociedade.

Quando, ao fim do processo, o procurador-geral da República encaminhar ao STF sua conclusão, com os pedidos de penas para os envolvidos e o perdão para os donos da JBS, caberá à Segunda Turma decidir. Neste momento, deverá ser revista a proposta do Ministério Público para adequar a punição ao que diz a legislação. O artigo 13, parágrafo único, diz que "a concessão do perdão judicial levará em conta a personalidade do beneficiário e a natureza, circunstâncias, gravidade e repercussão social do fato criminoso".

Como o Ministério Público é um representante da sociedade, e o perdão judicial tem sido rejeitado de maneira enfática pelos cidadãos, que têm se manifestado através das mídias sociais e abaixo-assinados, caberá ao juiz, no caso aos ministros da Segunda Turma, adequar a penalidade à legislação sem dar a impressão de que houve uma exceção favorável aos irmãos Batista nesse caso.

Como não houve até agora nenhuma condenação final no STF, os parâmetros das penas e dos benefícios das delações premiadas ainda não foram definidos. Somente na primeira instância houve sentenças. A tendência entre os ministros do STF é tratar com rigor esse caso, dando apoio às decisões do ministro Luiz Edson Fachin, que homologou a delação dos irmãos Batista apenas no aspecto formal, e não entrou ainda no mérito da questão.

O presidente Michel Temer desistiu de pedir a paralisação do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) porque, tendo colocado contra si um prazo fatal, seria derrotado no plenário nesta quarta-feira e perderia, em consequência, o apoio político para continuar governando.

A maioria no STF tende a considerar que o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava-Jato, agiu corretamente ao homologar a denúncia da Procuradoria Geral da República e abrir o inquérito contra o presidente da República pelos indícios veementes que se encontram nos autos que, além do áudio da conversa, têm o relato detalhado do empresário Joesley Batista sobre o encontro com o presidente Temer.

A perícia do áudio seria feita no curso do inquérito, que não depende apenas dele para existir. Mesmo que ele venha a ser considerado prova inútil na sua totalidade, ainda resistirão os depoimentos de Joesley e seus executivos. Mesmo o áudio pode ser considerado válido em partes ou no todo, sendo aparentemente minoritária a tese de que, anulado o áudio, também seriam anuladas automaticamente as partes da delação premiada nele contidas.

A defesa do presidente Temer, ao contratar o perito Molina para a análise da fita, ganhou tempo e retirou da frente o prazo que havia sido colocado pelo próprio presidente da República. Mas também acrescentou novas incongruências à sua defesa, pois se houvesse certeza de que o áudio estava mesmo manipulado criminosamente, aí é que haveria razão para pedir o arquivamento do inquérito. Além do fato de que o perito fez sua análise sem ter o aparelho com que foi captado o áudio, o que ele dizia na véspera aos jornais que seria imprescindível. Esse pendrive está sendo enviado dos Estados Unidos e será analisado pela perícia técnica da Polícia Federal.

Existe, por exemplo, a possibilidade de que esse tipo de tecnologia interrompa a gravação sempre que há um silêncio no diálogo, e recomece a gravar em seguida, o que justificaria uma eventual interrupção, sem que signifique que houve uma edição ou supressão de falas.

Os depoimentos de Joesley e Wesley Batista e seus executivos, gravados pelos procuradores do Ministério Público, têm a mesma importância que todas as demais delações, havendo apenas a necessidade de obter provas do que foi delatado. O áudio seria uma prova incontestável e aceleraria o inquérito, porém mesmo na sua ausência há outros elementos de prova, como as malas de dinheiro monitoradas pela Polícia Federal e os demais documentos entregues pelos delatores ao Ministério Público.
Herculano
23/05/2017 08:11
A DELAÇÃO QUE É UM ESCÂNDALO, editorial do jornal O Estado de S. Paulo

A delação do empresário da JBS é escandalosa, e não apenas pelos crimes relatados. As histórias que a cercam são de enorme gravidade, indicando, no mínimo, o pouco cuidado com que se tratou um material com enorme potencial explosivo para o País

O vazamento da delação de Joesley Batista na semana passada deixou uma vez mais o País profundamente consternado, ao envolver em ações criminosas graduados personagens da vida nacional, a começar pelo presidente da República, Michel Temer. Surpreende que denúncias tão graves tenham sido divulgadas ?" assumindo, assim, ares de veracidade ?" sem que nada do que delas consta, e tampouco as circunstâncias que envolvem os fatos, tenha sido averiguado previamente. Tal açodamento foi, no mínimo, irresponsável. Haja vista as consequências da divulgação nos campos político, econômico e financeiro.

A delação do empresário da JBS é escandalosa, e não apenas pelos crimes relatados. As histórias que a cercam são de enorme gravidade, indicando, no mínimo, o pouco cuidado com que se tratou um material com enorme potencial explosivo para o País.

Em primeiro lugar, causa escândalo o fato de que a principal notícia vazada na noite de quarta-feira passada não foi confirmada e, mesmo assim, o Ministério Público Federal (MPF) não fez qualquer retificação. Foi afirmado que um áudio gravado por Joesley Batista provava que o presidente Michel Temer havia dado anuência à compra do silêncio de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro. Ainda que a conversa apresentada seja bastante constrangedora para o presidente Michel Temer pelo simples fato de ter sido travada com alguém da laia do senhor Joesley Batista, das palavras ouvidas não se comprova a alegada anuência presidencial. Ou seja, aquilo que tanto rebuliço vem causando na vida política e econômica do País desde a semana passada não foi comprovado e, pelo jeito, não o será, pelo simples fato de não existir.

Como o Broadcast ?" serviço de notícias em tempo real da Agência Estado ?" revelou no sábado passado, a gravação da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer no Palácio do Jaburu não foi periciada antes de ser usada no pedido de abertura de inquérito contra o presidente. Ou seja, nem mesmo essa medida de elementar prudência foi adotada pelo Ministério Público Federal. Em razão de a denúncia envolver altas personalidades, seria curial dar os passos processuais com extrema segurança, até mesmo para evitar eventual nulidade da ação e consequente impunidade dos eventuais culpados. Tudo indica, no entanto, que o principal objetivo do MPF era obter notoriedade, e não fazer cumprir a lei.

A fragilidade da delação de Joesley Batista não se esgota nesses pontos. De forma um tanto surpreendente, o MPF não apresentou denúncia contra o colaborador, como se a revelação dos supostos crimes cometidos pelo presidente da República e por outros nomes importantes da vida nacional fosse suficiente para remir a pena do criminoso confesso. Trata-se de evidente abuso, a merecer pronta investigação da Justiça. Se, como o MPF denuncia, os crimes foram tão graves e abrangem toda a política nacional, é um grave e escandaloso erro ?" para dizer o mínimo ?" conferir perdão a quem os perpetrou e lucrou abundantemente. Note-se que a lei proíbe que se dê imunidade aos líderes de organização criminosa. Não seria essa a função dos senhores Joesley e Wesley Batista nos acontecimentos em questão?

Além disso, até o momento não foi apresentada uma possível razão que justificasse o procedimento seguido pelo MPF e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à delação de Joesley Batista. Como não estava ligado à Operação Lava Jato, o caso deveria ter sido distribuído por sorteio, e não encaminhado diretamente ao ministro Edson Fachin.

A delação de Joesley Batista ainda expõe o Ministério Público em dois pontos muito sensíveis. O delator contou que o procurador Ângelo Goulart Villela, mediante pagamento de R$ 50 mil mensais, era seu informante dentro do MP. Ora, tal fato leva a checar com lupa todos os passos do empresário nesse processo de colaboração. Além disso, um procurador da República, que atuava muito próximo a Rodrigo Janot, deixou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para trabalhar no escritório que negocia com a própria PGR os termos da leniência do Grupo JBS. Tudo isso sem cumprir qualquer quarentena.

Ansiosamente, o País espera que avance o combate à corrupção. Tal avanço deve ser feito, porém, de forma menos descuidada.
Herculano
23/05/2017 08:10
AO QUE SE ESCONDE COMO JOÃO

1. A legitimidade da sua queixa está na proporção em que esteja plenamente identificado como um leitor

2. Mas, agradeço, mesmo assim. A alta audiência não é a toa, apesar das restrições técnicas do espaço e da ferramenta disponibilizada.

3. Agora, uma pergunta derradeira, onde, em outro espaço na mídia local, você leitor, encontra, tantas informações, denúncias, comparativos e análises sobre as jogadas e disfarces dos políticos e instituições de Gaspar e Ilhota?

4. O que acontece no cenário nacional, acontece no cenário local, basa ver o que aconteceu nas eleições do ano passado, que se aplicada a lei como ela deve ser, impediria vários candidatos. Alguns deles, deverão ainda ter consequências.

5. Por fim, a leitura não é obrigatória. É opcional, exatamente pelo valor do conteúdo.
Herculano
23/05/2017 08:01
TEMER POSTERGA SEU DIA D, MAS CRISE ESTÁ LONGE DE ENCERRADA, por Igor Gielow, no jornal Folha de S. Paulo

Com a postergação dia D para Michel Temer no STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente e a corte ganham tempo para tentar achar uma solução para a enroscada institucional em que estão devido ao episódio da delação dos irmãos Batista, da JBS.

Para o presidente, o tempo é exíguo e a tarefa, hercúlea. O Planalto vai tentar manter seu rebanho no mesmo pasto e apresentar avanço no seu programa econômico. Se fracassar, contudo, na leitura do relatório da reforma trabalhista nesta terça (23), a senha da perda de controle do Parlamento estará dada.

E a fatura vai ficar mais cara, tanto na negociação de alívio de dívidas de ruralistas quanto o programa de refinanciamento de dívidas.

O problema maior é que isso não garante o apoio das grandes siglas que sustentam o governo, PSDB e PSD à frente e com DEM representado pela cadeira do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ).

O desembarque está longe de ser um assunto tabu entre líderes dessas agremiações.

Do ponto de vista do Supremo, a decisão de adiar a análise do pedido enfim retirado de suspensão do inquérito contra Temer evidencia operações mais complexas.

Como se sabe, a corte tenta formar consensos, e Temer deixou os ministros pressionados com o clima de decisão imposto ao que deveria ser uma análise banal de uma fase preliminar da apuração.

Isso porque, menos do que o áudio ser ou não uma "prova imprestável", algo importante processualmente mas que pouco altera a percepção política da conversa, o que está em questão são os próprios métodos da Procuradoria-Geral da República.

Não só eles, mas também o papel do ministro Edson Fachin na elaboração da delação dos Batista e ao tomar decisões monocráticas duras. Uma confusão dos diabos.

Se adiou o dia D desta quarta, Temer sabe contudo que tem um encontro marcado com o termo na terça, 6 de junho, quando o Tribunal Superior Eleitoral votará a cassação da chapa na qual elegeu-se vice em 2014.

Para quem gosta de simbolismos, foi também numa terça, no 6 de junho há 73 anos, que o mais famoso dia D da história aconteceu, com a invasão aliada da Normandia. Quem fará qual papel agora ainda é uma incógnita.
Herculano
23/05/2017 07:55
A NOTÍCIA SE REPETE SOBRE A ROUBALHEIRA DE MILHÕES DOS PESADOS IMPOSTOS DO POVO E OS LADRÕES POLÍTICOS, TODOS OS DIAS. VERGONHA. AINDA TEM A CARA DE PAU DE CULPAR A IMPRENSA LIVRE, INVESTIGATIVA, INVESTIGADORES, PROMOTORES E JUDICIÁRIOS. BANDIDOS.

HOJE, POLÍCIA FEDERAL E ESTÁ NAS RUAS A CAÇA DOS EX-GOVERNADORES DISTRITAIS ARRUDA E AGNELLO POR FRAUDES DE QUASE R$1 BILHÃO NO ESTÁDIO MANÉ GARRINCHA

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo e Texto de Fabio Serapião, Julia Affonso e Fausto Macedo, da sucursal de Brasília. A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 23, a Operação Panatenaico. Em nota, a Federal informou que as ações realizadas pelas equipes de policiais desde as 6h da manhã tem por objetivo investigar uma organização criminosa que fraudou e desviou recursos das obras de reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha para Copa do Mundo de Futebol de 2014.

Os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) são alvo da Operação Panatenaico.

Orçadas em cerca de R$ 600 milhões, as obras no estádio custaram ao fim, em 2014, R$ 1,575 bilhão. O superfaturamento, portanto, pode ter chegado a quase R$ 900 milhões

Alvos das ações de hoje estão agentes públicos e ex-agentes públicos, construtoras e operadores das propinas ao longo de 3 gestões do Governo do Distrito Federal. A hipótese investigada pela Polícia Federal é que agentes públicos, com a intermediação de operadores de propinas, tenham realizado conluios e assim simulado procedimentos previstos em edital de licitação. A renovação do Estádio Mané Garrincha, ao contrário dos demais estádios da Copa do Mundo financiados com dinheiro público, não recebeu empréstimos do BNDES, mas sim da Terracap, mesmo que a estatal não tivesse este tipo de operação financeira prevista no rol de suas atividades.

Em razão da obra do Mané Garrincha ?" a mais cara arena de toda Copa de 2014 ?" ter sido realizada sem prévios estudos de viabilidade econômica, a Terracap, companhia estatal do DF com 49% de participação da União, encontra-se em estado de iminente insolvência.

Para recolher elementos que detalhem como operou o esquema criminoso que superfaturou a obra e lesou os cofres do GDF e da União, os cerca 80 policias envolvidos na operação foram divididos em 16 equipes. Devem ser cumpridos, no total, 15 mandados de busca de apreensão, 10 mandados de prisão temporária além de 3 conduções coercitivas. As medidas judiciais foram determinadas pela 10a. Vara da Justiça Federal no DF, todas as ações ocorrem em Brasília e arredores.

O nome da operação é uma referência ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, competições realizadas na Grécia Antiga que foram anteriores aos jogos olímpicos. A história desta arena utilizada para a prática de esportes pelos helênicos, tida como uma das mais antigas do mundo, remonta à época clássica, quando estádio ainda tinha assentos de madeira. A construção foi toda remodelada em mármore, por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C. e foi ampliado e renovado por Herodes Ático, no ano 140 d.C., com uma capacidade de 50 mil assentos. Os restos da antiga estrutura foram escavados e restaurados, com fundos proporcionados para o renascimento dos Jogos Olímpicos. O estádio foi renovado pela segunda vez em 1895 para os Jogos Olímpicos de 1896
João
23/05/2017 07:54
É sr. articulador, o que está acontecendo no Brasil todas as emissoras e a imprensa em geral estão noticiando. Mas e o que está acontecendo em Gaspar agora até o sr. vai parar de noticiar? Gaspar virou um marasmo e não é mais assunto para esta coluna que devia ser local?
Pois então Herculano, parece a escola da RBS contaminou até o senhor, uma pena, pois pode ter certeza que os leitores desta coluna somente a acessam para saber o que acontece na cidade, já que a esbórnia nacional está noticiada em todo canto.
Espero que o senhor retome as origens e nos traga os assuntos locais.
Herculano
23/05/2017 07:45
SOBRE GOLPES E ELEIÇÕES, editorial do jornal Folha de S. Paulo

Nota-se, na militância que ainda chama de golpe o impeachment de Dilma Rousseff (PT), um júbilo revanchista com as agruras agora vividas por Michel Temer (PMDB).

Por natural que seja, tal sentimento não deve deixar de conflitar-se com arraigadas percepções da realidade. Afinal, os setores supostamente culpados pelo naufrágio do poder petista ?"a Lava Jato, a imprensa, o mercado?" desempenham os mesmos papéis de antes.

O aparato policial investiga (não sem alguma dose de abusos), os veículos de comunicação reverberam (além de apresentarem suas próprias apurações e pontos de vista), os agentes econômicos protegem seus interesses. O processo por vezes é cruel, mas mantém-se nos limites do jogo democrático.

Golpe não houve, tampouco está em curso. O impeachment respeitou, ao longo de meses, os ritos jurídicos e legislativos. Nada mais legítimo que Temer, igualmente, valha-se de todos os recursos e garantias legais à sua disposição.

Instituições, no entanto, nunca serão engrenagens impermeáveis às forças políticas. Dilma não foi à lona apenas por ter fraudado de modo explícito o Orçamento ?"o que, para esta Folha, não justificava punição tão traumática.

Seu destino poderia ser outro se a recessão que produziu e o estelionato eleitoral que cometeu não tivessem esvaziado sua sustentação popular e legislativa.

Numa nota de ironia, cumpre recordar que algumas das derradeiras tentativas de salvar seu mandato partiram do empresariado, que se empenhava em evitar o agravamento da derrocada econômica.

Não diferem, na essência, os cálculos que ora se fazem em torno dos desfechos possíveis para a crise do governo Temer.

Este originou-se dos votos de mais de dois terços do Congresso, agregando uma expressiva maioria ancorada na centro-direita. Mesmo sob o impacto da Lava Jato e de dissidências recentes, essa coalizão ainda reúne condições de ditar o rumo dos acontecimentos.

Só com seu aval poderão ser abertos processos, por crime comum ou de responsabilidade, contra o presidente; caso este venha a ter sua chapa cassada pela Justiça Eleitoral, seu mandato será concluído, segundo a Constituição, por um nome escolhido pelos deputados e senadores.

Em defesa dessa previsibilidade já começam a mobilizar-se grupos que temem uma recaída recessiva do país. Preocupam-se com a hipótese de avanço de uma emenda constitucional ou de uma tese jurídica que possibilite a realização, já, de eleições diretas.

Argumentam, com certa razão, que não é o melhor costume mudar as regras durante o jogo; nem será surpresa se a velha acusação de golpe voltar à tona.

Mais uma vez, não é disso que se trata. A emenda só avançará com respaldo das ruas, o que a diferencia de conchavos parlamentares; seu objetivo não é beneficiar este ou aquele de forma casuística. Ao invés de restringir um direito ?"no caso, ao voto?", o texto o universaliza. Em momento tão delicado, é opção que não convém descartar.
Periquito Irritante
22/05/2017 22:32
O navio tá afundando, mas sobrou o capitão JAIR BOLSONARO.
Herculano
22/05/2017 20:14
"GRAVADOR VAGABUNDO"

Conteúdo de O Antagonista. Ricardo Molina:

"Essa gravação (entre Michel Temer e Joesley Batista) tem problemas e isso está claro até para os leigos."

O perito diz que o gravador usado pelo delator é "vagabundo".
Herculano
22/05/2017 20:10
MONICA DE RENAN VAI FALAR, por Dora Kramer, na Veja

O senador Renan Calheiros anda quietinho em meio à balbúrdia, mas voltará a ser notícia na próxima segunda-feira (22), quando a jornalista Monica Veloso prestará depoimento ao juiz da 14ª Vara de Justiça Federal de Brasília no processo movido contra o senador por improbidade administrativa. A ação corre paralela a outra, criminal, em curso no Supremo Tribunal Federal. A acusação é a de que Calheiros pagava a pensão da filha que teve com Monica, com dinheiro recebido da empreiteira Mendes Júnior, por intermédio do lobista Cláudio Gontijo. Segundo o advogado da jornalista, Pedro Calmon, ela vai confirmar o recebimento do dinheiro pelos meios que constam na acusação. No depoimento, a ser feito por vídeo conferência (Monica mora atualmente em Belo Horizonte) a partir das 16h, podem surgir novos nomes como intermediários do senador. Por exemplo, o do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Pensão em atraso

De acordo com Pedro Calmon, Renan Calheiros está devendo R$ 450 mil de pensão da filha, valor relativo à diferença entre o que o Senado paga com base no rendimento-base de Calheiros e a cobrança de que o desconto de 25% dos rendimentos seja aplicado sobre o total levando em conta os adicionais a que tem direito o senador. Como a fonte pagadora é o Senado a cobrança judicial é feita à Casa e não a Renan Calheiros. Essa dívida não gera risco de prisão porque o básico da pensão está sendo pago, sendo devida a diferença.

Livro

Monica Veloso contou a seu advogado que já começou a escrever um livro para contar bastidores dos acontecimentos de 2007 em diante, quando a história veio a público. A ideia não é falar sobre o romance com o senador, mas revelar detalhes sobre as investigações e personagens investigados.
Herculano
22/05/2017 20:02
PROBABILIDADE DE TEMER CAIR DE 20% PARA 70%, DIZ CONSULTORIA DOS ESTADOS UNIDOS

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo. Texto de Altamiro Silva Junior. A consultoria norte-americana de risco político Eurasia atribui hoje probabilidade de 70% de o presidente Michel Temer cair, acima dos 20% estimados desde dezembro do ano passado. O cenário mais provável é que a saída do peemedebista do governo ocorra "rapidamente", de acordo com relatório divulgado nesta segunda-feira, 22.

A Eurasia ressalta que existem crescentes dúvidas sobre as evidências e acusações que implicam Michel Temer, mas a possibilidade de o presidente permanecer no Planalto se reduziu nos últimos dias. "Caso o peemedebista sobreviva, as chances são de 30%, apenas uma versão muito esvaziada da reforma da Previdência poderia ser aprovada", escrevem os analistas da consultoria especializados em Brasil, João Augusto de Castro Neves, Christopher Garman, Filipe Gruppelli Carvalho e Djania Savoldi.

Temer adotou a estratégia nos últimos dias de desqualificar as acusações do empresário da JBS, Joesley Batista, e declarou em seus dois discursos oficiais desde a última quinta-feira que não pretende renunciar, ressalta o relatório. Por isso, a Eurasia avalia que a forma mais provável de o presidente perder o cargo será no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcado para o dia 6 de junho e que vai avaliar irregularidades na chapa que o elegeu junto com Dilma Rousseff em 2014.

A Eurasia ressalta que já existem denúncias suficientes sobre irregularidades no financiamento da campanha que elegeu a chapa Dilma/Temer em 2014, mas os juízes do TSE vão também levar em conta fatores políticos mais amplos. Por isso, mesmo que as denúncias recentes não façam parte do julgamento, elas certamente vão pesar na decisão dos ministro da Corte eleitoral.

"Apesar das tentativas recentes de Temer de contra-atacar, os últimos eventos sugerem que o momento político vai continuar sendo desfavorável ao presidente no Congresso, na Justiça, nas ruas, deixando-o incapaz de governar", afirma a consultoria norte-americana. A decisão sem precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) de investigar um presidente pode também ser um indício de que a JBS passou informações adicionais ao judiciário que ainda não vieram a público, ressalta a Eurasia, destacando que muitas das acusações feitas contra Temer ainda são inconclusivas.

Do ponto de vista da agenda de reformas, os analistas da Eurasia avaliam que quanto mais demorada for a queda de Temer, pior será o cenário para o avanço das medidas no Congresso. Temer sempre teve forte habilidade política para negociar com o Congresso, mas a avaliação da consultoria é que essa capacidade se reduziu nos últimos dias e hoje dificilmente uma reforma relevante da Previdência seria aprovada. Ontem, o Planalto queria oferecer um jantar aos aliados, mas com medo de baixo quórum, resolveu fazer apenas uma reunião informal.

A Eurasia calcula que Temer perdeu nos últimos dias ao menos 20 votos para aprovar a reforma da Previdência, com a saída da base de alguns partidos, como o PSB e o PPS. Mesmo entre os partidos que não abandonaram o governo, a resistência contra a reforma deve crescer, ressalta o relatório. Por isso, os indecisos devem pender mais para serem contra as medidas. Com a permanência de Temer no cargo e a agenda de reformas mais distante, o risco é da crise se prolongar e a Eurasia avalia que pode crescer a percepção de que o custo para o País de manter o peemedebista enfraquecido no Planalto é maior do que o da sua queda, o que deve aumentar a pressão para a saída de Temer.
Herculano
22/05/2017 19:54
VENDERAM A MÃE

O governador Raimundo Colombo, PSD, não resistiu a algumas leves perguntas de alguns repórteres sobre as delações da Odebrechet e JBS

Chamou os seus ex-amigos e comensais, que lhe passaram milhões e lhe garantiram com essa dinheirama lícita e ilícita pela legislação eleitoral e na da lavagem de dinheiro, como "vagabundos", que para se livrarem dos crimes deles, venderam até a mãe, incriminando-o.

O tempo será senhor da razão. Sempre foi.
Herculano
22/05/2017 19:49
PRECISAMOS DE UM BOBO DA CORTE, por Mário Sabino, de O Antagonista

Se um dia viermos a fazer uma reforma política digna do nome, sugiro que seja criado oficialmente o cargo de bobo da corte presidencial.

Ele não precisa ter um gorro de guizos ou levar alegremente pontapés no traseiro. O seu ponto em comum com os bobos da corte medievais seria apenas o de dizer a verdade ao presidente da República.

Era para isso que serviam também esses abnegados servidores públicos na Idade Média e no começo da Era Moderna: dizer ao rei as verdades que os áulicos não tinham coragem (ou o interesse) de pronunciar. Se Michel Temer contasse com um bobo da corte, talvez percebesse o ridículo das suas declarações a respeito do encontro com Joesley Batista.

"Presidente, o senhor vai mesmo afirmar que recebe clandestinamente até intelectuais na garagem do Palácio do Jaburu, na calada da noite? Lorota, lorota, lorota!", diria o bobo da corte, dando uma cambalhota (habilidades circenses permaneceriam essenciais para a função).

"O senhor vai mesmo afirmar que não imaginava que um empresário como Joesley Batista estava metido em esquemas de corrupção? Lorota, lorota, lorota!", continuaria o bobo da corte, dando um salto mortal (talvez não seja uma má ideia o uso de um gorro de guizos nas piores crises).

Os bobos da corte teriam a obrigação de dizer a verdade ao presidente da República e de gravar tudo abertamente - com gravador profissional, ao contrário do usado por Joesley Batista, para não dar margem a laudos de peritos da Folha de S. Paulo. Uma vez por semana, os registros do bobo da corte iriam ao ar em cadeia nacional.

Como escolher o bobo da corte? Por eleição, ora. Ele integraria a chapa dos candidatos ao Planalto e, durante a campanha, deveria ter absoluta liberdade para debochar de todas as mentiras que os seus companheiros contassem. O candidato a bobo da corte seria o grande diferencial para o eleitor fazer a sua escolha.

Em "Pantagruel", François Rabelais escreveu: "Vocês sabem quantos príncipes, reis e repúblicas foram salvos, quantas batalhas vencidas, quantas situações de apuro foram solucionadas pelo conselho, opinião e profecia de bobos? Não preciso refrescar a vossa memória com exemplos. Aceitem o fato como incontestável".

Aceitem o fato como incontestável, brasileiros. Precisamos de um bobo da corte presidencial.
Herculano
22/05/2017 19:44
"OS EMPRESÁRIOS FORAM PUNIDOS OU RECEBERAM UM PRÊMIO?" PROTESTA OAB SOBRE BENEFÍCIOS A DELATORES

Conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo, texto de Ligia Formenti, da sucursal de Brasília. O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia, classificou de 'verdadeiro escárnio' os benefícios dados aos empresários Joesley e Wesley Batista, acionistas da JBS que firmaram acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Depois do acordo eles foram autorizados a sair do País. Joesley está morando com a família em Nova York. Ele é o pivô da maior crise política já enfrentada pelo governo Michel Temer, alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, obstrução da investigação e participação em organização criminosa.

Joesley gravou conversa com Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.

O áudio, entregue pelo empresário à Procuradoria, mostra o empresário admitindo a Temer uma sequência de ilícitos penais, como o mensalinho de R$ 50 mil para um procurador da República e a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, preso na Lava Jato desde outubro de 2016.

Durante a entrevista coletiva nesta segunda-feira, 22, na qual anunciou que a OAB vai protocolar nos próximos dias pedido de impeachment de Temer, o presidente da OAB criticou os termos do acordo com os irmãos da JBS, 'um deboche', em sua avaliação.

"É um verdadeiro escárnio. Os dois empresários foram punidos ou receberam um prêmio? Eles continuam com uma vida invejável e o povo brasileiro não tem saúde, educação. Vivemos uma crise política e moral", disse Lamachia.

O presidente da OAB afirmou estar 'incomodado' com essa situação e que existe possibilidade de a entidade máxima da Advocacia questionar os benefícios concedidos a Joesley e a Wesley.

"Como há advogados de todos os lados, temos de fazer isso com cuidado. Mas o fato é que a situação é gravíssima. Um deboche para sociedade."
Herculano
22/05/2017 19:38
MÃE É CONDENADA A PENA MAIOR QUE DE RÉUS DA LAVA JATO POR ROUBAR OVOS DE PÁSCOA, por Mônica Bérgamos, no jornal Folha de S. Paulo

A Defensoria Pública de SP pediu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) a anulação da sentença de uma mulher que roubou ovos de Páscoa em um supermercado em 2015 e foi condenada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de SP) a mais tempo de prisão que diversos envolvidos na Operação Lava Jato.

AMARGO 2
O executivo João Procópio Junqueira, por exemplo, recebeu sentença de 2 anos e 6 meses de reclusão por lavagem de dinheiro. A mulher foi condenada a três anos e dois meses de prisão em regime fechado -a sentença saiu quando ela estava grávida.

PRAZO
A ação da Defensoria faz parte de um mutirão criado pela entidade para atender as cerca de 1.800 presas no Estado que poderiam se beneficiar do indulto concedido a mulheres que praticaram crimes não violentos. Na última quinta (18), a força tarefa da Defensoria atendeu 60 mulheres na penitenciária de Pirajuí, no interior de SP. Quinze delas estavam presas há mais de dois anos sem condenação em primeiro grau.
Herculano
22/05/2017 19:36
LEGAMOS A NOSSOS FILHOS MAIS SINTOMAS DO QUE VALORES, por Luiz Felipe Pondé, no jornal Folha de S. Paulo.

Você quer saber se você é inteligentinho? Se começar a ficar incomodado e, para resolver isso, convencer-se de que a "educação que está dando para seu filho" fará dele uma pessoa mais tolerante, mais evoluída e mais ética, você é um inteligentinho.

Se acreditar que "a educação que está dando para seu filho" fará ele escolher sua religião e seu "gênero" de forma "autônoma e consciente", você é um inteligentinho.

Dizer frases do tipo "a educação que estou dando para meu filho" já é coisa de gente boba. Mas, quando você de fato acredita nisso, você é mesmo inteligentinho.

Legamos a nossos filhos mais sintomas do que valores. A psicanálise sabia disso, mas hoje, como tudo mais, aderiu ao marketing existencial e político. Em termos de ferramenta para pensar a realidade histórica, a psicanálise hoje é parte do sintoma e não da solução. Mais atrapalha do que ajuda.

De certa forma, a literatura de autoajuda é mais honesta do que psicanalistas pensando o mundo para salvá-lo. Pelo menos a autoajuda se sabe barata e vulgar. Os psicanalistas se acham chiques e sólidos em sua histeria cega (uso histeria aqui no sentido freudiano do termo ?"quem não souber o que é que olhe no Google).

O parricídio é um tema clássico na literatura especializada. Freud e Dostoiévski são dois dos maiores exemplos de quem pensou nisso.

Freud achava que "Os Irmãos Karamázov", de Dostoiévski, era o maior romance da literatura ocidental porque havia compreendido plenamente o complexo de Édipo. Dostoiévski pensava o parricídio tramado por seu filósofo Ivan Karamázov como profecia acerca da modernidade.

O projeto da modernidade era matar o pai como uma repetição festiva do macabro assassinato do pai da horda primitiva do mito freudiano "Totem e Tabu". Matamos o pai para sermos livres.

Para Dostoiévski, Ivan preconizava o projeto moderno de matar o pai: a tradição, a herança ancestral humana, Deus, o significado da vida herdado dessa herança, enfim, todo o arcabouço organizado da vida humana que alguns lacanianos chamaram um dia de "nome-do-pai".

Freud, por sua vez, sabia da entropia moderna: sabia que a modernidade na sua fúria carregava em si o projeto escondido da pulsão de morte, que é "a destruição do eu".

Hoje, "somos todos o pai". Toda a demonização do patriarcalismo como culpado até da poluição da Lua é apenas a parte ridícula disso.

A simples aniquilação de toda referência que não a do dinheiro e a da autonomia individual produziu uma devastação do mundo. A promessa era que a cultura e a política tomariam o lugar dos deuses e do pai. Hoje sabemos que a cultura é "fast food" e a política é histérica.

Sou um descendente direto de Ivan Karamázov, portanto, que os inteligentinhos não me venham com o eterno blá-blá-blá de que este seria um discurso nostálgico. Não.

Falo do lugar mais niilista possível: aquele de quem participa do ritual do assassinato do pai da horda primitiva a cada dia. Não há retorno para lugar nenhum. O estrago está feito. E, como sabia muito bem Freud, o pai era terrível.

O passado nunca foi feliz, como idealizaram os românticos. Faltam aos psicanalistas de hoje profundidade e coragem de não fazer parte do marketing existencial e político. Se vivessem na época de Freud, iriam condená-lo por falar obscenidades sexuais a serviço da depravação. A psicanálise se tornou histérica.

Veremos agora o matricídio. Se matamos o pai em nome da liberdade, agora afogaremos a mãe na eliminação pura e simples da maternidade a serviço da emancipação feminina e do mercado de carreiras.

Enquanto a verborragia sobre crianças e sobre valores femininos do "cuidar" cresce, as maternidades quebram por falta de mercado.

A maternidade prática desaparece sob o salto da maternidade teórica. Ninguém quer ter filhos, exceto quem não tem opção melhor. Ou gays, para se sentirem "normais". Os meninos se derretem de medo e as meninas se tornam fálicas sob as palmas da psicanálise rendida à histeria

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