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O setor de educação é um dos mais vulneráveis a ataques de segurança - Jornal Cruzeiro do Vale

O setor de educação é um dos mais vulneráveis a ataques de segurança

14/07/2017 09:00
Por Ricardo Santos, Cisco Educação América Latina

Recentemente, notícias sobre o maior ataque cibernético dos últimos tempos se espalharam pela rede. O “WannaCry” sequestrou e bloqueou o acesso aos arquivos dos computadores de diversas organizações, exigindo um resgate de U$S 300 bitcoins por máquina infectada. Ao todo, mais de 150 países foram afetados, incluindo organizações brasileiras, e a ameaça continua evoluindo, podendo causar ainda muitos prejuízos.

Dentre todos os setores da economia, a área de educação é uma das mais vulneráveis a ataques de ransonware. Diferentemente de outras organizações, como bancos que têm foco em segurança, a cultura organizacional das instituições de ensino foi projetada para incentivar e facilitar o acesso às informações e a troca de conhecimentos entre diversas pessoas. Professores, alunos e pesquisadores costumam acessar informações da rede escolar a partir de diferentes locais, dentro e fora do campus, e de vários dispositivos. E quanto maior o número de pessoas e aparelhos conectados, maior é a probabilidade de um ataque.

Some-se a isso o fato de que as organizações criminosas dedicadas a prática dos crimes cibernéticos estão se tornando mais sofisticadas e profissionalizadas, com a possibilidade de ataques de qualquer parte do mundo, e você terá um ambiente de vulnerabilidade perfeito. Algumas facilidades tecnológicas contribuem ainda mais para a extorsão de vítimas como a solicitação de resgates, por meio de programas de software prontos para serem comprados e vendidos a custos muito baixos, e o bitcoin, que é um sistema monetário virtual que opera sem a supervisão do Banco Central.

A maior preocupação por parte dos gestores de Instituições de Ensino com esses crimes está voltada para a proteção da integridade dos alunos, professores, pesquisadores e da comunidade acadêmica em geral. Também existe um grande cuidado em evitar um impacto negativo sobre a reputação da marca, garantir a continuidade das operações da instituição e a própria qualidade do ensino.

Portanto, é necessário que a questão de segurança digital nas instituições seja considerada um problema de todos e não só da área de TI. Isso deve envolver toda a instituição desde os líderes das áreas de gestão, acadêmica e de tecnologia da informação, até usuários finais, para que seja implementada uma política com boas práticas envolvendo processos, comportamento das pessoas e tecnologias, evitando e minimizando as ameaças virtuais.

Esse plano de segurança digital precisa ser multidisciplinar, atualizado e bem comunicado para as diferentes áreas. Governo, Indústria e Instituições de Ensino têm intensificado esse debate e já existem boas referências de modelos e boas práticas, tal como a publicada pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos.

Ampliar o debate e a conscientização entre a alta administração das Instituições sobre as ameaças e também sobre os benefícios oferecidos pela Transformação Digital é muito importante. A digitalização é um caminho sem volta e, no setor de educação, é essencial para possibilitar uma comunidade de professores e alunos cada vez mais conectada, colaborativa e com maior acesso à educação de qualidade.

Edição 1809

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