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Gaspar, 29 de julho de 2014

Nova gestão avalia intervenção no hospital

Data: 29/07/2014

fotopg8abre1colorcpiaMD.jpgPor Thiago Moraes

Um ano. Este é o tempo estimado pela nova gestão do hospital de Gaspar para equilibrar as contas da instituição hospitalar.  “Quem faz milagre é a igreja. Trabalhamos com um resultado financeiro em médio prazo. Não dá para em dois meses fechar um caixa financeiro que não está fechando há muito tempo. O prazo estimado é de um trabalho de um ano para equilibrar a vida financeira do hospital.”, declara Fabiano Amorim, da empresa Amorim & Associados – Consultoria e Saúde, que tem operacionalizado a gestão do hospital durante os dois meses de intervenção do Executivo. Fabiano afirma que o financeiro sempre é o resultado de uma estrutura administrativa que é montada para gerenciar as várias frentes de trabalho. “Estamos falando de administrar um avião gigante e não um carro de passeio”, compara. Ele ressalta que o mais importante nestes dois meses de administração tem sido manter a casa em funcionamento, com o respaldo de uma infraestrutura de equipamentos para os médicos realizarem os procedimentos necessários. “O fundamental é o médico ter os equipamentos com a sua devida manutenção. Assim todo corpo clínico tem a garantia estrutural para realizar o seu trabalho. Fizemos também algumas trocas de direção em nossos setores de Recursos Humanos e de Pronto-Socorro”, avisa Fabiano, de 43 anos.

 

Relatório e auditoria

A comissão de intervenção do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, chefiada pelo empresário José Eduardo de Souza, já havia divulgado no dia 27 de junho o primeiro relatório da nova administração após a intervenção. Segundo Fabiano, até o final desta semana possivelmente será exposto o segundo relatório, que aborda questões administrativas, operacionais e financeiras. “Com relação à consultoria financeira, jurídica e administrativa que uma empresa do interior de São Paulo está fazendo, ainda não há um prazo para a finalização dos trabalhos”, observa Fabiano.

Com 89 colaboradores ativos em seu quadro de Recursos Humanos, Fabiano avisa que as cirurgias no hospital de Gaspar estão sendo realizadas conforme a demanda, e que a entidade tem contado não somente com os médicos de clínica-geral, mas também com profissionais de áreas como pediatria, ortopedia, obstetrícia, anestesia, entre outros. “Todos estes profissionais atendem a demanda do SUS e de planos particulares. Temos dois cirurgiões plásticos que atendem somente a demanda particular, e isto tem beneficiado a entrada financeira do hospital, pois a instituição fica com uma porcentagem por ceder o espaço físico e a estrutura dos equipamentos”, ressalta Fabiano.

 

Decreto prorrogado

A requisição do hospital via decreto deve vigorar por até seis meses, até novembro, podendo cessar antes de seu termo final ou ainda ser prorrogado por períodos sucessivos. No Diário Oficial da União dos Municípios, consta uma publicação de outro decreto do dia 22 de julho de 2014, assinado pelo prefeito Pedro Celso Zuchi, onde “fica prorrogado o estado de calamidade e iminente perigo público pelo prazo de 180 dias a partir de 3 de agosto de 2014”, descreve a publicação oficial.

Com isso, a gestão do Executivo no hospital de Gaspar iria até fevereiro de 2015. Segundo a secretária de Saúde, Márcia Cansian, o novo decreto se trata de uma medida jurídica de segurança. “Não temos como afirmar se vamos fazer uso deste decreto, mas em novembro vamos fazer um balanço para verificarmos se haverá necessidade de uma continuidade administrativa”, frisa Márcia.

Com relação à gestão plena do município e os recursos do SUS, o município de Gaspar segue com a responsabilidade de gerir os recursos. No dia 30 de maio, o juiz Raphael de Oliveira e Silva Borges indeferiu o pedido de liminar do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Com isso, o decreto da Prefeitura que permitiu a intervenção do Executivo nas instalações físicas do hospital de Gaspar, publicado no dia 27 de maio, continuou valendo.

Atendimento varia conforme gravidade dos casos

fotopg8abre2colorcpiaMD.jpgLidando com casos de reclamação diária de pacientes que chegam ao hospital à espera de atendimento no setor de pronto-socorro de urgência e emergência, a gestão da instituição hospitalar argumenta que o atendimento no pronto-socorro se baseia no sistema denominado de Protocolo de Manchester. “Este sistema classifica o risco no serviço de urgência e emergência e detalha os procedimentos que devem ser adotados com a chegada dos pacientes até os tipos de encaminhamento de cada caso”, pontua.

De acordo com Fabiano, casos como gripe, febres e dores corporais são exemplos clássicos que poderiam ser tratados nas unidades de saúde nos bairros e do Centro, já que o setor de urgência e emergência sempre terá os seus critérios de prioridade. “Logicamente o hospital sempre atenderá a todos que precisarem, mas é importante ressaltar que casos clínicos podem variar e a vida de um paciente que corre um maior risco deve ser levada em conta. Estes casos de fila de espera em pronto-socorro não são exclusividade de Gaspar, é uma questão cultural do país. Procuramos conversar e explicar os critérios de atendimento o máximo que podemos”, conta, minimizando queixas do atendimento recentes surgidas na última semana. 

Edição 1609
 

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1 comentário(s) neste conteúdo.

Carlos Alexandre
29/07/2014 às 12:16
Sabe o que me chama a atenção ?

Enquanto o hospital está nessa lenga lenga , e que a comunidade está cansada de ajudar, a APAE se mantém e cresce cada vez mais! Aonde será que está o erro ?
#ficadeolhogaspar tá na hora de as coisas começarem aparecer!
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