Cerca de 30 famílias passaram a ocupar um terreno localizado atrás da Malharia Cristina, no bairro Vila Nova, em Ilhota. A movimentação teve início há cerca de dois meses, quando as primeiras famílias começaram a construir no local. O terreno faz parte de um lote de 10 mil metros quadrados. A área é de propriedade original da Prefeitura, mas foi doada a uma empresa interessada em integrar o Distrito Industrial.
A reportagem do Cruzeiro do Vale esteve no local na manhã desta segunda-feira, 10, quando pelo menos duas famílias erguiam casas na localidade. Apesar do número de construções, a infraestrutura no local é precária. Não há água encanada, sistema de saneamento básico e a eletricidade só foi conseguida por algumas famílias que puxaram extensões de outros locais. Em geral, as casas são pequenas e de madeira.
O prefeito de Ilhota, Ademar Felisky, alega que o caso foi encaminhado para a Justiça e que apenas uma decisão judicial pode definir o futuro das famílias que ocuparam a localidade. ?Não podemos oferecer infraestrutura se a área não estiver regularizada. A Justiça é quem vai decidir?, afirma.
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Moradores cobram direito a moradia
A aposentada Sebastiana Rose de Paula se mudou para a localidade há cerca de dois meses, após construir uma pequena moradia de cerca de 10 metros quadrados. Sebastiana mora com o filho, o coletor Roque de Paula. ?A gente morava de aluguel em outra casa, mas estava ficando muito difícil. A saída foi partir para cá?, explica. Ela revela ainda que após comprar as madeiras, conseguiu construir a casa rapidamente.
Roselei Costa foi uma das primeiras a se mudar para a área e chegou a ajudar a organizar a ocupação. Ela revela que os espaços estão sendo respeitados e que o terreno que recebeu aterro não recebeu moradias. Ela revela que o maior desejo das famílias é de que a Prefeitura ofereça infraestrutura. ?Nós temos direito de moradia. Se eles quiserem oferecer outro lugar para nós morarmos, não vamos recusar. Mas precisamos de alguma ajuda?, destaca.
Ela explica que o terreno foi dividido em lotes de cerca de 150 metros quadrados e lembra que a área estava desativada há 10 anos. Rose afirma que hoje não há mais espaço disponível para outras famílias e espera por alguma intervenção da Prefeitura, principalmente no que diz respeito a rede de água e esgoto. ?A gente espera que até o começo do ano que vem a Prefeitura regularize nossa situação?, afirma.
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?A gente morava de aluguel em outra casa, mas estava ficando muito difícil. A saída foi partir para cá? Sebastiana de Paula |
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?Nós temos direito de moradia. Se eles quiserem oferecer outro lugar para nós morarmos, não vamos recusar. Mas precisamos de alguma ajuda" Roselei Costa |
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Edição 1448
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