Vizinho viu homem matar própria família e se matar em Joinville - Jornal Cruzeiro do Vale

Vizinho viu homem matar própria família e se matar em Joinville

07/11/2016
Vizinho viu homem matar própria família e se matar em Joinville

A morte de uma família em Joinville na manhã de domingo, 6 de novembro, deixou a cidade em aleta. A Delegacia de Homicídios da cidade está investigando o caso e tem um jovem de 24 anos como suspeito de matar o filho, a mulher, o pai. Ele também é acusado de ferir a mãe e, depois, se matar. “O que há de concreto é que ele usou arma fogo e arma branca contra os familiares, inclusive com testemunhas oculares. As mortes ocorreram no interior e fora da casa”, afirmou o delegado Dirceu Augusto Silveira Júnior.

Jailton Tocha é vizinho da família e testemunhou o caso. Pelo muro que divide as duas residências, ele viu parte do crime, por volta das 11h. “Conversei com ele, fui pegar uma extensão emprestada. Na hora que peguei, eles convidaram para comer uma carne, eu não quis e fui para casa. Deu uns cinco minutinhos começou um tiroteio, ele executando a família, eu vi pelo muro”, conta. Jailton consegue detalhar como tudo aconteceu. “A hora que eu vi, ele estava atirando no pai e depois ele foi atrás da mãe e se matou com a faca. Ele caiu por cima da mãe dele, que estava viva ainda. O filho e a esposa ele matou lá dentro”.

Exames cadavéricos ainda vão confirmar a maneira com que as vítimas morreram. O corpo do pai do suspeito, Nereu César Pasquali, de 53 anos, apresentava lesões causadas por facas e espingarda. O mesmo foi visto no corpo da mulher de Roberto, Aline Franciele Dalkin Pasquali, de 25 anos. O filho do casal, um menino de três anos, possuía marcas de facadas no pescoço.

A mãe de Roberto, uma senhora de 50 anos, foi ferida por faca e tiros. Ela segue internada em estado grave.

A polícia segue investigando o caso e, até a tarde de domingo, desconhecia os motivos que levaram Roberto a cometer os crimes. “Pelo que verificamos até agora, ele não possuía antecedentes. Vamos verificar a origem das armas e ouvir pessoas próximas para tentar saber a possível motivação”, disse o delegado Dirceu.

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