Santa Catarina obteve os melhores índices do país das taxas de desocupação, de desocupação por insuficiência de horas e da força de trabalho potencial, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os dados do terceiro trimestre de 2016 foram divulgados nesta terça-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ocupação e desocupação
Menos catarinenses estão desocupados, conforme a pesquisa. No terceiro trimestre, a taxa desocupação foi de 6,4%. Isso significa uma queda de 0,3% com relação ao trimestre anterior, quando a desocupação chegou a 6,7%, maior taxa registrada desde 2012.
Entretanto, no mesmo período de 2015, entre julho e setembro, a desocupação estava em 4,4%. A taxa de desocupação considera apenas os que têm acima de 14 anos e que desejam ou precisam trabalhar.
No Brasil, a taxa de desocupação atingiu média de 11,8% no 3º trimestre, com a região Sul com média de 7,9%.
Com relação a taxa de ocupação - que inclui todas as pessoas acima de 14 anos, mesmo as que não procuram trabalho - Santa Catarina tem 59,7% da população ocupada no terceiro trimestre.
Isso também representa um aumento com relação ao semestre anterior, quando a taxa de ocupação era de 59,4%. Entretanto, no mesmo período de 2015, entre julho e semtembro, 61,4% estavam ocupados.
Conforme o balanço, o estado tem a menor taxa de subutilização da força de trabalho no país, com 9,7%. A média nacional é de 21,2%, chegando a 22,9 milhões de pessoas.
O estado também apresenta a menor "taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação", com 8%. Esse índice é relativo às pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior somadas às pessoas desocupadas.
A média nacional é de 16,5%, com 4,8 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e 12 milhões de desocupados.
A pesquisa também mostra índice de 8,1% na "taxa combinada da desocupação de da força de trabalho potencial", melhor do país. Essa métrica significa pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial). Nacionalmente, a média ficou em 16,8%, o equivalente a 6,1 milhões de pessoas.
A remuneração média dos trabalhadores em Santa Catarina no terceiro trimestre de 2016 é de R$ 2.149, valor R$ 87 mais alto que o do trimestre anterior, de R$ 2.062. Há um ano, no segundo trimestre de 2015, o trabalhador recebia R$ 2.230.
O Pnad também revela que mais catarinenses têm carteira assinada. No terceiro trimestre, foi 1.685 milhão. No segundo trimestre de 2016, foi 1.669 milhão. Em 2015, no terceiro trimestre, era 1,725 milhão.
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