Parentes de desaparecidos em naufrágio fazem vigília em Itajaí - Jornal Cruzeiro do Vale

Parentes de desaparecidos em naufrágio fazem vigília em Itajaí

21/10/2016
Parentes de desaparecidos em naufrágio fazem vigília em Itajaí

Até o fim da manhã desta sexta-feira (21), continuavam desaparecidos os seis tripulantes de um navio que naufragou por volta das 5h40 de quinta (20) em Imbituba, no Litoral Sul de Santa Catarina. O homem de 57 anos que morreu foi identificado por familiares no Instituto Médico Legal (IML) de Balneário Camboriú na noite de quinta e teve o corpo liberado. O nome não foi divulgado.

As buscas devem ser retomadas por um barco da Marinha e uma aeronave da Aeronáutica às 13h desta sexta. Parentes e colegas dos desaparecidos faziam vigília nesta manhã em frente à empresa proprietária da embarcação em Itajaí, à espera de novidades.

De acordo com a Marinha, o barco pesqueiro, identificado como ´Jorge Seif Junior´, de Itajaí, naufragou a 80 quilômetros da costa de Imbituba. Outra embarcação que estava na região, proveniente de Antígua e Barbuda, foi acionada pela Marinha para ajudar no resgate. Ainda pela manhã de quinta, 17 pessoas foram resgatadas com vida pela embarcação estrangeira.

Busca visual

Sobre as chances de encontrar os desaparecidos com vida, o comandante se mostrou otimista. "Eu mesmo tenho relatos e participei de busca e salvamento que a pessoa ficou três dias no mar. Tem relatos de outros lugares do Brasil que ficaram até mais".

As buscas ocorreram inclusive na noite de quinta com um navio mercante com iluminação. "A Força Aérea faz busca radar, faz busca térmica, através de temperatura de corpo em cima da lâmina d’água, faz buscas visuais, através de militares com binóculos. E os navios também possuem essas informações, uma busca visual, uma busca radar", disse o comandante Alekson Porto, delegado da Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí.

Onda ´engoliu´ embarcação

"Foi tudo de repente", contou Elias Pereira da Silva, um dos sobreviventes do naufrágio. Bastante abalado, ele disse que uma onda "engoliu" a embarcação e que viu companheiros se afogando. "A onda engoliu o barco. Só escutei os gritos do pessoal. Ficamos 40 minutos, uma hora, escutando os gritos dos parceiros se afundando, morrendo".

Conforme a Marinha, a embarcação que naufragou tem 26 metros e é de madeira. Ela era utilizada para a pesca de atum.

Um dos sobreviventes foi retirado da embarcação estrangeira de helicóptero pouco antes das 13h de quinta e levado com dores do tórax para atendimento médico em Florianópolis.

Marinha vai investigar causa do naufrágio

Segundo a Marinha, será aberto um inquérito para apurar as causas do naufrágio, que tem prazo de 90 dias para conclusão.

A Marinha informou que, na madrugada, por volta das 5h, foi emitido um alerta de mar grosso na região, o que significa ondas de 3 metros a 4,5 metros. "Infelizmente, é muito cedo para apurar. O mais importante agora é focarmos na busca para podermos encontrar os seis que nos restam resgatar", disse o comandante.

 

Fonte G1 Santa Catarina

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