Os bancários retornaram ao trabalho na manhã desta sexta-feira (7) em Santa Catarina. De acordo com o sindicato da categoria na Grande Florianópolis, as agências da Caixa estão atendendo o público em todo estado, ao contrário de sete capitais do país.
Após um mês de greve, os trabalhadores decidiram reabrir as agências, depois de aprovar em assembleia as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), apresentadas na tarde de quinta (6). Os trabalhadores entraram em acordo após a terceira oferta da Fenaban.
"A proposta aceita tem dois blocos: um é de aumento de 8%, R$ 3,5 mil de abono, 10% de aumento no vale alimentação e 15% na cesta alimentação. O segundo bloco é o acordo coletivo de trabalho por dois anos, que antes era anual, e em 2017, reajuste pela variação do INPC e mais 1% de aumento real", disse Valdemar Bruno da Luz Filho, presidente do Sindicato dos Bancários de Joinville e região.
O Sindicato dos Bancários de Florianópolis e região também decidiu pelo fim da greve segundo o secretário de comunicação Luiz Toniolo. O sindicato é responsável por mais de 20 cidades, incluindo São José, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, Garopaba e Urubici.
Segundo Edegar Generoso, presidente do Sindicato dos Bancários de Criciúma e região explicou que o atendimento voltou ao normal nas cidades da região.
Ainda no Sul, os bancários das 15 cidades que fazem parte do Sindicato de Araranguá também decidiram pelo fim da greve.
No Oeste catarinense, os sindicatos também acolheram a proposta da Fenaban. Segundo Luiz Angelo Coan, presidente do sindicato dos bancários 45 munícipios, entre eles Chapecó e Xanxerê, o atendimento foi normalizado nesta sexta.
“Tivemos aprovação da proposta da Fenaban e das propostas especificas da Caixa e do Banco do Brasil. Em São Miguel do Oeste, Joaçaba e Concórdia também encerraram a greve”, afirmou Coan.
Também nesta sexta foram retomadas as atividades bancárias em Blumenau, segundo Leandro Spezia, presidente do sindicato que representa os trabalhadores da cidade e de municípios vizinhos, como Gaspar, Timbó, Indaial, Rodeio, Ascurra e Pomerode.
Em Lages, na Serra, catarinense, o sindicato também resolveu encerrar a greve em assembleia realizada na manhã de quinta. Lages e outras 15 cidades, entre elas Curitibanos, Santa Cecília e Bom Jardim da Serra, tem atendimento normal nesta sexta, disse o presidente do sindicato Renato Dambroz.
A greve dos bancários completou quatro semanas no país na terça-feira (4). Em Santa Catarina, as maiores adesões foram na Grande Florianópolis, onde 2 mil estão em greve, e na região Norte, com 800 adesões.A greve nacional começou em 6 de setembro.
A greve foi mais longa do que a realizada pelos bancários no ano passado, que durou 21 dias. Segundo a Contraf-CUT, a greve mais longa da categoria na história foi em 1951 e durou 69 dias. Nos últimos anos, a mais longa foi a de 2004, com 30 dias.
Na Grande Florianópolis, dos cerca de quatro mil trabalhadores que atuam na região, ao menos dois mil estavam em greve.
O sindicato dos bancários de Lages, na Serra catarinense, de 42 agências instaladas no âmbito da entidade, 25 ficaram fechadas.
Em Araranguá, dos 250 bancários, 136 estiveram em greve. São 22 agências na região.
O sindicato de Chapecó não informou o número de bancários em greve na região da entidade, mas comunicou que das 70 agências instaladas, 42 ficaram fechadas.
Em Joinville, no Norte de Santa Catarina, dos 1,8 mil trabalhadores dos bancos da região, ao menos 800 estiveram em greve, segundo o sindicato.
Os bancários pediam a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real (totalizando 14,78% de reajuste), valorização do piso salarial - no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho) e PLR de três salários mais R$ 8.317,90.
Antes do início da greve, no dia 29 de agosto, os bancos propuseram reajuste de 6,5%. Novas propostas foram apresentadas nos dias 9 e 28 de setembro, de reajuste de 7%. Todas foram rejeitadas pelos bancários, que decidiram manter a greve por tempo indeterminado.
Fonte G1 Santa Catarina
Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).