
O terceiro e último dia de depoimentos da CPI dos Cemitérios foi marcado por acusações por parte do ex-procurador do Município, Mario Mesquita, e o advogado Danilo Visconti, ex-assessor da procuradoria.
Os advogados dispararam acusações contra vários secretários municipais, segundo eles, condizentes com os casos de supostas irregularidades nas cobranças por reserva de túmulos e jazigos nos cemitérios dos bairros Santa Terezinha e Barracão e na contratação, segundo eles, indevida, da empresa Say Muller para a execução dos serviços.
O primeiro a depor foi Danilo e por duas horas seguidas o ex-assessor acusou secretários, servidores comissionados e até vereadores de protegerem a empresa contratada para administrar o cemitério municipal. ?A grande questão era a coleta do lixo, também executada pela Say Muller?, depôs. O ex-procurador, Mario Mesquita, manteve o mesmo discurso e fez coro com Danilo nas acusações. Segundo os advogados, a Comissão formada para avaliar as denúncias indicou aos administradores que notificassem a empresa, rompessem o contrato e a declarassem inidônea.
A grande preocupação da Administração, segundo os acusadores, era de que, sendo declarada inidônea, a empresa não poderia mais executar os serviços de coleta do lixo, gerando um caos na cidade e, por isso, segundo os advogados, os administradores estariam ?protegendo? a denunciada.
Último intimado a depor, o prefeito Pedro Celso Zuchi, não havia chegado na Câmara até o fechamento desta matéria, às 17h30 desta quinta-feira, 11..
Os depoimentos colhidos nesta semana serão minuciosamente avaliados pelos membros da CPI, formada pelos vereadores Luis Carlos Spengler, Raul Schiller, Joceli Campos de Lucinda, Claudionor da Cruz Souza e José Amarildo Rampelottti, e todo os fatos apurados até o momento serão repassados para a comunidade em uma Audiência Pública agendada para o dia 29 de outubro, no plenário da Câmara.
Depoimentos iniciaram na terça-feira
Os depoimentos da CPI dos Cemitérios tiveram início na terça-feira, 9 de setembro. Ao todo, 11 pessoas foram intimadas a prestar esclarecimentos aos vereadores. Destas, apenas Luiz Orival de Souza, proprietário legal da empresa Expansão Serviços, que participou da última concorrência realizada pela Prefeitura para escolher a empresa que administraria os serviços nos cemitérios, não compareceu.
Arnaldo Muller Júnior, proprietário da empresa Say Muller Serviços, depôs no primeiro dia e afirmou que sua participação na administração dos cemitérios não era efetiva, embora seja o proprietário legal da empresa que realizava os serviços de manutenção, limpeza e zeladoria dos cemitérios públicos municipais. Júnior observou ainda que seu pai, Arnaldo Muller, era o responsável pela administração da empresa, bem como era quem estabelecia contato com o Executivo Municipal a fim de discutir quaisquer cláusulas estabelecidas no contrato entre Poder Público e Say Muller.
Arnaldo Muller também depôs e afirmou que a venda de túmulos já era uma prática consolidada quando assumiu os serviços nos cemitérios, e que apenas continuou aquilo que já era uma tradição na região. Muller declarou ainda que os preços estabelecidos nas negociações eram definidos por ele, sem interferência do Executivo, mas ressaltou que a prática da venda e reservas de túmulos era de conhecimento da prefeitura.
O secretário de Transportes e Obras do município, Soly Waltrick, foi questionado quanto à fiscalização por parte do Executivo e afirmou que a Prefeitura só cobrava da Say Muller a realização dos serviços estabelecidos no contrato, mas que não houve fiscalização quanto aos valores cobrados, uma vez que o Executivo tinha conhecimento apenas da cobrança de serviços como compra de mármore e utilização da capela mortuária. O secretário concluiu seus esclarecimentos destacando que a partir do momento que a Prefeitura tomou conhecimento das denúncias ela rompeu o contrato com a empresa Say Muller e assumiu a administração dos cemitérios.
Edição 1431
O ex-procurador do Município, Mário mesquita, e seu assistente, Danilo Visconti vão depor na tarde desta quinta-feira, 11, último dia de depoimentos da CPI dos Cemitérios. O prefeito Pedro Celso Zuchi também será ouvido pelos vereadores que integram a Comissão e segundo o presidente da CPI, vereador Luis Carlos Spengler Filho, este deverá ser o dia mais acalorado dos depoimentos.
Ao todo, sete pessoas envolvidas nos casos de supostas irregularidades na administração dos cemitérios públicos municipais já foram ouvidas pela CPI.
Na terça-feira, primeiro dia de depoimentos, falaram Arnaldo Muller Júnior e Arnaldo Muller, proprietários da empresa Say Muller Serviços, responsável pela administração dos cemitérios municipais, e o secretário de Transportes e Obras do município, Soly Waltrick. Luiz Orival de Souza, proprietário legal da empresa Expansão Serviços, que participou da última concorrência realizada pela Prefeitura para assumir os serviços nos cemitérios, também foi convocado para prestar esclarecimentos nesta terça-feira, mas não compareceu à Câmara Municipal.
No segundo dia de depoimentos foram ouvidos os secretários Michael Zimmermann e Maristela Cizeski, o chefe de Gabinete Doraci Vanz e Peterson Corrêa, da Secretaria de Administração.

Michael Zimmermann, Peterson Corrêa, Doraci Vanz e Maristela Cizeski, todos servidores comissionados da Prefeitura, prestam depoimento na tarde desta quarta-feira, 10, na CPI dos Cemitérios, na Câmara de Vereadores.
Os envolvidos serão ouvidos a partir das 13h30, no plenário da Câmara Municipal.
Ontem, terça-feira, 9, a Comissão Parlamentar de Inquérito ouviu três dos quatro primeiros convocados para prestar esclarecimentos sobre as supostas irregularidades na administração dos cemitérios públicos municipais.
Depoimentos
Durante mais de três horas, os vereadores que integram a CPI fizeram questionamentos aos envolvidos. O primeiro a se pronunciar foi Arnaldo Muller Júnior, proprietário da empresa Say Muller Serviços, responsável pela administração dos cemitérios municipais.
Júnior afirmou que sua participação na administração dos cemitérios não era efetiva, embora seja o proprietário legal da empresa que realizava os serviços de manutenção, limpeza e zeladoria dos cemitérios públicos municipais. Observou ainda que seu pai, Arnaldo Muller, era o responsável pela administração da empresa, bem como era quem estabelecia contato com o Executivo Municipal.
Arnaldo Muller foi o segundo a se pronunciar diante da Comissão. Ele afirmou que a venda de túmulos já era uma prática consolidada quando assumiu os serviços nos cemitérios e que apenas continuou aquilo que já era uma tradição na região. Muller declarou, ainda, que os preços estabelecidos nas negociações eram definidos por ele sem interferência do Executivo, mas ressaltou que a prática da venda e reservas de túmulos era de conhecimento da Prefeitura.
O atual secretário de Transportes e Obras do município, Soly Waltrick, foi o último a prestar esclarecimentos. Ele foi questionado quanto à fiscalização por parte do Executivo quanto aos serviços prestados pela empresa que fazia a administração dos cemitérios. Soly afirmou que a prefeitura só cobrava da Say Muller a realização dos serviços estabelecidos no contrato, mas que não houve fiscalização quanto aos valores cobrados, uma vez que o Executivo tinha conhecimento apenas da cobrança de serviços como compra de mármore e utilização da capela mortuária.
O secretário concluiu seus esclarecimentos destacando que a partir do momento que a Prefeitura tomou conhecimento das denúncias ela rompeu o contrato com a empresa Say Muller e assumiu a administração dos cemitérios.
Luiz Orival de Souza, proprietário legal da empresa Expansão Serviços, que participou da última concorrência realizada pela Prefeitura para assumir os serviços nos cemitérios, também foi convocado para prestar esclarecimentos nesta terça-feira, mas não compareceu à Câmara Municipal.
Edição 1431

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