Via estreita: Acesso oferece perigo a moradores - Jornal Cruzeiro do Vale

Via estreita: Acesso oferece perigo a moradores

07/02/2014

 

 

 

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 Uma pequena via, que dá acesso à rua Niterói através da rua Hercílio Fides Zimmermann, no bairro Margem Esquerda, vem trazendo incômodos para Jéssica Ropelatto, 27 anos, e demais moradores da região. Isto porque a via, mesmo com apenas cinco metros de largura, é considerada de mão dupla.

O acesso está localizado ao lado da casa de Jéssica, em um barranco de mais de três metros de altura. Por ser de grande movimentação, já que se tornou uma espécie de atalho, a via preocupa a moradora, que teme que algum acidente aconteça no local. ?Para piorar, esse acesso possui uma curva que tira a visão do motorista. Por ser de mão dupla, imagina se os veículos se chocam nesse local? É muito perigoso?, destaca. Como não há nenhuma proteção entre a estrada e a casa que fica do lado, ela tem medo de que os veículos possam cair em seu terreno e acabar atingindo alguém da sua família. ?Muitos motoristas não sabem que é proibido transitar com caminhões no local e mesmo assim passam, até que chegam ao final dela e encontram uma cancela. Já vi alguns caminhões grandes dando a ré. A rua é muito estreita para esses veículos?, afirma Jéssica. 

Em outubro de 2012, a Diretoria de Trânsito, Ditran, chegou a colocar alguns cavaletes na via para tentar minimizar os riscos oferecidos aos motoristas e à família de Jéssica. Entretanto, Jéssica e o marido são os responsáveis por fazer a manutenção dos cavaletes, que já estão em péssimo estado. ?Estamos esquecidos. Alguma tragédia precisa acontecer para que se tome alguma providência?. No espaço de alguns metros entre a sua casa e a pequena rua, Jéssica gostaria de colocar uma piscina ou alguns brinquedos para seu filho, porém o medo de usar o espaço acaba prevalecendo. ?Um dia podemos estar ali e um carro cair sobre nós. É uma situação muito difícil?, afirma.

Mudanças

O diretor de Trânsito, Jackson dos Santos, concorda que a rua é muito estreita para ser de mão dupla e afirma que irá rever a situação para transformá-la em mão única. ?Realmente cinco metros é muito pouco. Como nunca ninguém reclamou acabamos deixando esse acesso sem fiscalização, mas tentaremos resolver o problema?, ressalta. Neste caso, os motoristas poderão apenas utilizar a via através da rua Hercílio Fides Zimermann sentindo rua Niterói. Quanto aos cavaletes sem manutenção, Jackson afirma que a Secretaria de Obras e a própria Ditran serão informadas do assunto para que eles sejam trocados ou melhorados.

Muro veio abaixo há dois anos
 
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O perigo na via não é o único problema enfrentado por Jéssica. Em novembro de 2011, ela construiu um muro no terreno em que mora hoje, na rua Hercílio Fides Zimmermann, na Margem Esquerda. O muro de quatro metros foi erguido com o objetivo de delimitar a divisa, já que a rua citada acima ficava muito próxima ao seu terreno. Na época este acesso era de barro e Jéssica afirma que havia menor fluxo de veículos. Cerca de 10 meses depois, em setembro de 2012, o acesso foi asfaltado pela Prefeitura. ?Como havia sobrado algum material do asfaltamento, eles preencheram todo o meu muro com britas e massa de asfalto, sem ao menos saber se ele suportaria aquele peso?, ressalta. Em outubro de 2012, o muro inteiro veio abaixo. No momento da queda, o carro do pedreiro que estava construindo a casa da família estava embaixo do muro. O veículo sofreu perda total. ?Até hoje não construímos outro muro, que poderia nos oferecer algum tipo de proteção em relação à rua. Não fomos indenizados e estamos abrindo um processo contra a Prefeitura por danos materiais?, diz Jéssica.
 
De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento, Soly Waltrick, o acesso foi asfaltado em 2012 para garantir maior segurança aos motoristas que transitavam pelo local, pois o trânsito se tornou intenso. Sobre a queda do muro da casa de Jéssica Ropelatto, o secretário se limitou a dizer que não foi o asfalto que causou o problema. ?O caso já está no Ministério Público e é ele quem irá apontar os culpados?, resumiu.

Edição 1560
 

Comentários

Jessica
07/02/2014 16:15
Outra coisa que gostaria de deixar claro aqui, não é o fato do muro ter caído. Se não existisse casa e muro neste terreno, será que seria posto asfalto nesta via? Acredito que não, pois precisaria de uma contenção reforçada pra isso. E se eles fossem mesmo assim fazer, iriam fazer esta contenção, pois é de interesse do povo manter esta via. E quando se asfalta uma via, o que precisa? Drenagem, sinalização, planejamento...e nada disso tem..
A questão preocupante é o aumento de tráfego, e a velocidade dos carros..tem pessoas que cuidam, mas tem outras que não...o asfalto trás maior velocidade aos veículos..
A crianças que passam nesta via, e se vem um carro chutado?? Isso não tem nada a ver com o murro...
Mesmo que tivesse um muro ali, teria que ter sinalização adequada!!
E mais outro ponto, a obra do muro foi feita dentro da lei, e com acompanhamento de engenheiro. Foi pedido que deixasse 5 metros de via e foi deixado 6, tudo dentro do que foi autorizado pela prefeitura.
Amanda
07/02/2014 14:57
Finalmente esse caso está sendo discutido, pois passo todos os dias ali e vejo o perigo. Acho que depois que puseram o asfalto aumentou a velocidade dos carros, e já presenciei caminhões trucados subindo. Lembro de quando tinha este murro e era meio afastado da rua.

Interessante que realmente em dois anos não desmoronou mais nada deste barranco, sinal de que o asfalto prejudicou em alguma forma o muro, pois se fosse por desabamento continuaria caindo...
Jessica
07/02/2014 14:17
Bom, realmente, a rua existe há 20 anos, o murro existiu 8 meses sem apresentar problemas, e 1 mes depois do asfalto ser colocado ell caiu! Se fosse culpa do barranco, ele continuaria caindo, não é verdade, e está ali, intacto!
Quando não tinha asfalto nunca desbarrancou, mas com a tripidação dos maquinários pesados, é obvio que vai mexer aquele terra toda...

A prefeitura colocou asfalto sem ao menos deixar bueiros....e pra onde ia aquele água toda? Dinheiro do povo ilícito, pois nem foi feito planejamento. E essa rua nem tem nome, nem poderia ser asfaltada. Se o murro fosse tão fraco, não iria resisitir 8 meses, com a chuvarada toda que deu naquele ano....olhem na foto, existe barro em cima do murro caído? Não, só brita! Brita do asfalto...
É muito fácil criticar quem está de fora, Sem informação...

E tem- se testemunha que esse asfalto é sobra das obras que fizeram naquele dia, é muito fácil ir assim e jogar em qualquer rua que tem, sem fazer um estudo antes....
Pepa
07/02/2014 13:31
Quanto tempo esta rua existe? R: 20 anos mais ou menos...

Quanto tempo tem a construção da casa? R: 2 anos no máximo...

Ou seja a rua já estava ali...vocês cavucaram ainda mais...e agora ainda querem reclamar???? Ahh então tá.
Jaqueline
07/02/2014 11:16
Pode ser que agora com a divulgação em um jornal da cidade, alguem faça alguma coisa!!
Joana
07/02/2014 11:00
Faltou dizer que a casa foi feita a pouco tempo, e eles cortaram o pé do barranco fazendo ficar a rua menor. Invadiram a rua e na época ainda fizeram um muro de bloco.

Deveriam ser é responsabilizados por cavar o morro e dar prejuízo a prefeitura e ao povo.

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