A Câmara de Vereadores de Gaspar aprovou o projeto de lei que autoriza a Prefeitura a comprar o prédio da empresa Bunge, localizado às margens da rodovia Jorge Lacerda, no bairro Poço Grande. Após pouco mais de meia hora de discursos e opiniões, os vereadores aprovaram a proposta com apenas um voto contrário. Apenas o vereador Ciro Quintino (PMDB) se manifestou contra a aquisição do imóvel pelo município.
Agora, a Prefeitura deve dar sequência à negociação com a empresa. A intenção do prefeito Pedro Celso Zuchi (PT) é retomar as conversas com a Bunge e publicar a dispensa de licitação, necessária para efetuar a compra, ainda neste ano. O projeto aprovado na sessão ordinária desta terça-feira, dia 10, prevê a aquisição da antiga sede administrativa da multinacional, que tem área construída de 8 mil metros quadrados, por R$ 13 milhões. Um milhão deve ser pago a título de entrada em duas parcelas de R$ 500 mil, uma na assinatura do contrato e outra em março de 2014. O valor restante seria pago em 144 parcelas de R$ 83,3 mil, corrigidas pela inflação mensal. O valor, segundo a Prefeitura, é próximo do que é gasto com aluguéis para secretarias e órgãos que não são comportados pelo prédio atual da Prefeitura, no Centro.
A sessão
O vereador Ciro Quintino (PMDB), relator do projeto, abriu a votação com a leitura do parecer, que atestou que os termos legais do projeto estavam de acordo com a legislação. Em seguida, o vereador Luís Carlos Spengler Filho, o Lu (PP), abordou a questão dos aluguéis da Prefeitura. Na visão dele, a redução no gasto com aluguéis com a mudança na sede administrativa da cidade será menor do que o anunciado pela Prefeitura. Segundo ele, com a construção da Policlínica no bairro Sete de Setembro e a existência de órgãos que precisam estar instalados nos bairros, como a Superintendência do Belchior, em um ano o município ainda deverá ter um custo mensal de R$ 45 mil com aluguéis, fora os R$ 80 mil provavelmente destinados à compra do imóvel no bairro Poço Grande.
Lu também abordou o possível impacto da mudança ao comércio local e pediu que a transferência seja feita de forma tranquila, sugerindo inclusive a criação de um posto de atendimento à comunidade no Centro. O vereador também cobrou a criação de uma estrutura de mobilidade na região do prédio a ser adquirido, mas revelou que votaria a favor da compra, por considerá-la uma boa oportunidade de negócio, que atende às exigências da lei.
O vereador Amarildo Rampelotti (PT) foi o terceiro a usar a tribuna. No discurso, ele defendeu a necessidade de um espaço adequado e amplo para os servidores e para atender o contribuinte. Rampelotti apresentou contas e afirmou que, em 10 anos, o impacto das parcelas de aquisição do imóvel será bem menor no orçamento do município, ao passo que o valor dos aluguéis deverá ser inflacionado nesse período. Ele defendeu a criação de um museu, uma biblioteca ou um centro histórico no local onde hoje está instalada a Prefeitura.
O vereador Giovano Borges, em seguida, discursou sobre o assunto e também defendeu a aquisição do prédio da Bunge. Caso o projeto seja aprovado, Borges defendeu a instalação de lombadas eletrônicas próximo ao local, a fim de aumentar a segurança no trânsito.
Discordância
O vereador Ciro Quintino retornou à tribuna e se manifestou contra a compra do prédio da Bunge. Ele apontou problemas da gestão atual, como as polêmicas envolvendo o Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e a construção de casas para atingidos pela calamidade de 2008, e ainda ressaltou que o imóvel da Bunge fica em uma área considerada vulnerável pelo novo Plano Diretor. ?Adquirir um imóvel pode ser legal, mas não será eficiente para a sociedade, que arca com custos e não terá um retorno efetivo?, afirmou. Ele ainda criticou o fato de as secretarias que irão ao Poço Grande ainda não estarem definidas e afirmou que a compra não deveria ser prioridade para o município.
A vereadora Ivete Mafra Hammes (PMDB) discursou em seguida e destacou a cultura já criada pelos moradores de buscar os serviços da Prefeitura no Centro de Gaspar. Ivete ressaltou a preocupação com a acessibilidade para os atendimentos da Secretaria de Desenvolvimento Social e cobrou a instalação de linhas de ônibus, rotatória na frente do prédio e também sugeriu o subsídio das famílias de baixa renda por meio de vale-transporte.
O vereador Antônio Dalsochio (PT) ressaltou que toda mudança traz certa insatisfação, mas destacou que considera a compra do imóvel uma boa oportunidade em função da economia. Para ele, a transferência da Prefeitura também é uma etapa importante para o desenvolvimento e o futuro da cidade. O vereador Marcelo Brick (PSD) foi o último a falar. Ele sugeriu, após a aprovação do projeto, buscar melhorias no transporte público e também fazer com que a Secretaria de Comércio e Turismo desenvolva ações que fortaleçam o comércio, para que os lojistas sintam menos o efeito das mudanças.
Edição 1549
A Câmara de Vereadores vota na sessão desta terça-feira, dia 10, o projeto de lei 55/2013, que pode autorizar o Executivo a fechar a negociação para a compra da antiga sede administrativa da empresa Bunge, às margens da rodovia Jorge Lacerda, no bairro Poço Grande. O projeto foi apresentado pelo município no dia 14 de outubro e teve o regime de urgência derrubado pelos parlamentares.
O projeto propõe a compra do imóvel, com 8 mil metros quadrados de área construída, pelo valor de R$ 13 milhões, com R$ 1 milhão pago a título de entrega em duas parcelas e o restante em 144 pagamentos de aproximadamente R$ 83 mil, valor segundo a Prefeitura semelhante ao que é pago atualmente em aluguéis para secretarias e outros órgãos municipais.
O vereador Ciro Quintino (PMDB), relator do projeto, afirma que os termos legais do projeto estão todos de acordo com a legislação e destaca que a decisão agora ficará com os vereadores. ?Acredito que a discussão central vai girar em torno do questionamento sobre o que a compra do prédio da Bunge irá trazer de bom para a comunidade?, avalia.
O prefeito Pedro Celso Zuchi afirma que, caso o projeto seja aprovado pelos vereadores, pretende dar sequência à negociação e publicar o edital de dispensa de licitação, necessário para concretizar a compra, ainda neste ano. Zuchi argumenta que a aquisição do imóvel será boa para a cidade e se mostra confiante para a votação. ?Conversamos muito com os vereadores e com a comunidade, fizemos audiência pública, esclarecemos todas as dúvidas, então acredito na aprovação do projeto?, afirma. Outros cinco projetos de lei também devem ser avaliados na sessão desta terça, a maioria referente a alterações no orçamento e no quadro de servidores do município.
Debate sobre prédio da Bunge avança com audiência pública
A possível compra da antiga sede administrativa da Bunge pela Prefeitura de Gaspar foi debatida na noite desta terça-feira em uma audiência pública, na Câmara de Vereadores. O encontro lotou o plenário do Legislativo e se estendeu por mais de duas horas, com participação de entidades, autoridades e moradores, que se posicionaram sobre a possível mudança da estrutura administrativa do município para o bairro Poço Grande.
A Associação de Micro e Pequenas Empresas de Gaspar, Ampe, aproveitou a audiência para protocolar um documento em que se posiciona a favor da aquisição do imóvel pela Prefeitura. Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Rovere Passos, mesmo manifestando posicionamento pessoal favorável à compra, revelou que uma pesquisa entre os associados da entidade mostrou que os comerciantes não aprovam a proposta de aquisição do prédio e a consequente saída da administração municipal do Centro.
Um laudo técnico do Corpo de Bombeiros de Gaspar ainda foi apresentado e revelou a necessidade de algumas adequações no prédio da Bunge para abrigar a estrutura municipal. Em determinado momento da audiência, o prefeito Pedro Celso Zuchi reforçou a necessidade de um espaço maior para o serviço público e afirmou que se os vereadores não aprovarem a compra do prédio da Bunge, o município pretende alugar o mesmo imóvel para instalar parte da estrutura administrativa da cidade.
A Prefeitura de Gaspar aproveitou a audiência para apresentar o planejamento de compra do imóvel, com os valores e prazos envolvidos, e também mostrou uma planilha com os custos atuais do município em aluguéis de imóveis para secretarias. A possibilidade de a Câmara de Vereadores ocupar o prédio da Bunge chegou a ser mencionada na audiência, embora sem maiores detalhes. Os parlamentares também chegaram a antecipar alguns posicionamentos. Agora o projeto de lei que pode permitir a compra do imóvel pela Prefeitura segue para as comissões da Câmara, até chegar à votação em plenário.
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Compra do prédio da Bunge é tema de audiência
A polêmica sobre a possível compra do prédio da Bunge pela Prefeitura de Gaspar deve voltar ao centro das atenções nesta terça-feira, dia 26. Uma audiência pública, agendada pelos vereadores Luís Carlos Spengler Filho, o Lu (PP), Ciro Quintino, Ivete Mafra Hammes e Marli Iracema Sontag (PMDB), pretende debater pontos favoráveis e contrários à aquisição do imóvel do bairro Poço Grande, esclarecendo pontos como os valores e prazos envolvidos na negociação. O encontro inicia às 19h, no plenário do Legislativo.
O vereador Lu recorda que desde que o projeto de compra do imóvel chegou à Câmara, em outubro, os parlamentares solicitaram algumas informações em forma de requerimento. Agora, a intenção é abrir espaço para a comunidade receber mais informações, opinar e participar diretamente desta decisão. ?Queira ou não queira, a aquisição pode representar uma mudança de sede e isso mexe na estrutura da cidade. Queremos saber o que as entidades pensam sobre isso, consultar o comércio para saber se haverá impacto econômico, questionar a população sobre eventuais transtornos de deslocamento. Todas essas questões poderão ser mais detalhadas na audiência?, argumenta.
O projeto de lei que autoriza o município a efetivar a compra do imóvel ainda não chegou às comissões da Câmara. Pela proposta enviada pelo Executivo, o município pretende adquirir o imóvel por R$ 13 milhões, com R$ 1 milhão pago como entrada e o restante em 144 parcelas. O valor dos pagamentos seria, segundo o município, semelhante ao que é gasto atualmente em aluguéis para secretarias e órgãos do governo.
Para o vereador Amarildo Rampelotti (PT), líder do governo, a definição pela compra ou não do prédio da Bunge é uma decisão administrativa e deveria ser tomada pelos vereadores, sem necessidade de audiência pública. No entanto, mesmo com desconfiança, ele pretende participar do encontro e reforçar os motivos que tornam a proposta interessante para o município, na avaliação da bancada do partido. ?É nítido e claro o objetivo da oposição de tumultuar o projeto, mas a verdade é que precisamos de um espaço para o contribuinte ser melhor atendido e para o servidor trabalhar com mais espaço e condições. Se não for na Bunge vai ter que ser em outro lugar, que provavelmente será mais caro?, defende.
O Executivo trabalha para tentar levar o projeto à votação ainda este ano, mesmo com a proposta de lei não tramitando mais em regime de urgência.
Prédio da Bunge: Câmara quer audiência pública em novembro
A Comissão de Gestão Pública da Câmara de Vereadores tenta mais um movimento decisivo no jogo de xadrez que se transformou a compra do prédio da Bunge Alimentos pela Prefeitura de Gaspar. Dá entrada na sessão desta terça-feira, 5, um requerimento que solicita a realização de uma audiência pública para discutir este assunto na cidade.
De acordo com a vereadora Ivete Mafra Hammes (PMDB), a audiência traria mais transparência ao processo, em função de toda a polêmica sobre a compra do imóvel ? quebra do regime de urgência e o envio de diversos requerimentos à Câmara.
?A Comissão solicitou mais informações e algumas respostas são demaoradas. Mas nada impede que este projeto seja votado em menos de 30 dias. Mas para garantir uma análise mais criteriosa, precisávamos quebrar o regime de urgência?, justifica a vereadora.
Segundo Ivete, se o requerimento que autoriza a audiência pública for aprovado, a Comissão vai usar a próxima reunião, marcada para a quinta-feira, 7, para agendar a reunião ainda para o mês de novembro.
?Todos os segmentos precisam ser ouvidos, queremos a participação de toda a sociedade. Precisamos responder à população como vai ficar o transporte público, a mobilidade urbana, os custos com a mudança, o impacto para o comércio da área central, entre outras questões?, alerta Ivete.
Segundo ela, algumas entidades já estão se manifestando informalmente, e as opiniões estão divididas. Ela vê a audiência pública como muito importante: ?quanto mais abrir a discussão ao coletivo, melhor será para a administração. Teremos maior transparência, e não apenas um decreto do gabinete do prefeito?, esclarece.
Para o líder do governo na Câmara, vereador José Amarildo Rampelotti, a comunidade precisa saber o que está acontecendo. Entretanto, ele lembra que todas as ações do Executivo estão sendo tornadas públicas. Rampelotti destacou o caráter político que o caso tomou após a entrada do Projeto na Câmara. Para ele, todas as justificativas, todos os requerimentos com pedidos de explicações, a audiência pública, tudo tem conotações políticas.
?De um lado, está o Executivo querendo agilizar a compra e defendendo o negócio como algo bom para a cidade. Do outro, estão os vereadores de oposição buscando explicações para alguns pontos que não acham vantajosos na compra. Mas o que está por trás disso é uma clara ação de oposição para retardar o negócio?, argumenta.
Sobre a realização da audiência neste momento, avaliou que é mais uma medida que pode atrasar a negociação. ?Corremos o risco de perder a preferência, porque a Bunge não precisa do governo ou da oposição, ela tem outros meios para fazer a venda, e perderemos uma excelente oportunidade?, finaliza.
Edição 1538
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Câmara quer mais detalhes sobre a segurança do local
Enquanto aguarda os trâmites normais dentro do Legislativo para apreciação do Projeto de Lei que visa à compra do prédio da Bunge Alimentos pela Prefeitura de Gaspar, a Câmara de Vereadores usa de suas prerrogativas para ampliar a discussão a respeito do imóvel e de sua adequação de uso como centro administrativo do município. Na última sessão do Legislativo, a quebra do regime de urgência solicitado pelo Executivo foi aprovada por 8 votos a 5, o que dá pelo menos 45 dias para apreciação do projeto na Câmara.
Uma dessas estratégias foi a aprovação de um requerimento, assinado por cinco vereadores, que procura saber se o referido imóvel possui alvarás de segurança. O requerimento é direcionado ao comandante do 4º Pelotão de Bombeiros Militar de Gaspar, Alcione Fraga, e solicita informações sobre a atual situação do prédio administrativo da empresa Bunge Alimentos.
O vereador Sérgio Almeida (PSDB) alega que circulam boatos na cidade de que o imóvel não estaria de acordo com os padrões de segurança contra incêndio, o que preocupa os parlamentares. ?A compra será feita com dinheiro público, e compete aos vereadores mostrar para a comunidade o que está ocorrendo. Queremos saber se haverá necessidade de adequar o prédio às normas de segurança e qual o impacto financeiro ao município?, sustenta o vereador.
Requerimento
Por meio do requerimento 227/2013, os parlamentares pretendem descobrir se há projeto preventivo de incêndio aprovado anteriormente, e se ainda está em vigor, considerando que o referido prédio tem área aproximada de 8.000 metros quadrados e três pavimentos. O requerimento ainda questiona a existência de um sistema preventivo de extintores, se o prédio dispõe de instalação de para-raios e se há sistema hidráulico preventivo. Outra preocupação está relacionada com a existência de um sistema de gás central e, dentro da classificação do imóvel, qual seria a exigência neste tipo de situação.
Os vereadores ainda querem saber se existem saídas de emergência adequadas e se o sistema é o mesmo exigido pelo Corpo de Bombeiros. Por fim, o requerimento procura saber, em situação normal, qual o prazo necessário para o Corpo de Bombeiros fazer a vistoria e liberar os respectivos alvarás? A justificativa é de que, diante do montante do investimento público, é necessário discutir amplamente os custos adicionais à compra do imóvel.
Edição 153
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Regime de urgência deve ser negado pela Câmara

A sessão desta terça-feira, 22, da Câmara de Vereadores, terá que optar por acelerar ou frear momentaneamente a compra do prédio da Bunge pela prefeitura de Gaspar. Na mesma sessão, dão entrada o projeto de Lei 055/2013, em regime de urgência, e o requerimento 223/2013, que pede a descaracterização do regime de urgência, com base no artigo 53, parágrafo 4º da Lei Orgânica Municipal.
Se aprovarem a quebra do regime de urgência, os vereadores terão cerca de 45 dias para analisar o projeto em suas comissões, elaborar requerimentos para que o Executivo responda as principais dúvidas e discutir o projeto internamente, o que pode empurrar a aquisição do imóvel para 2014. Caso o regime de urgência seja mantido, a Prefeitura dará um passo importante para concretizar a aquisição do imóvel da Bunge e iniciar ainda este ano a reforma com vistas à mudança da sede administrativa.
O vereador Ciro André Quintino (PMDB), defende a descaracterização do regime de urgência e alega que com os prazos regimentais adequados é possível fazer uma avaliação mais detalhada do projeto, que vai impactar de forma significativa o município, inclusive financeiramente. ?Precisamos que alguns questionamentos sejam esclarecidos, principalmente como vai ficar o transporte coletivo para o bairro, quais secretarias e órgãos estariam indo para a nova sede, quais os valores de aluguéis estão envolvidos?, declara. Ciro ainda explica que não há intenção de barrar o projeto, inclusive em uma semana seria possível fazer uma análise preliminar e enviar os requerimentos necessários já na próxima sessão.
O vereador José Amarildo Rampelotti (PT), líder do governo no Legislativo, acredita que questões políticas podem atrasar o negócio ou até mesmo fazer com que a Câmara não aprove a compra do prédio. Sobre a quebra o regime de urgência, afirmou que faria uma reunião com a bancada do PT antes da sessão desta terça-feira para tomar um posicionamento coletivo. Mas adiantou que deve votar contra o requerimento 223/2013. ?Acredito que nossa posição contrária não vai mudar o resultado, porque não teríamos votos suficientes. Temos que fazer a nossa parte, responder a todos os questionamentos feitos pela Câmara dentro dos prazos para votar o projeto em 45 a 50 dias. Não temos nada para esconder?, finaliza Rampelotti.
Prefeito envia projeto sobre compra do prédio da Bunge
O prefeito Pedro Celso Zuchi protocolou, na tarde desta segunda-feira, dia 14, o projeto de lei para a autorização da compra do prédio da Bunge por parte da Prefeitura de Gaspar. O documento descreve o imóvel, de 8 mil metros quadrados de área construída, localizado na rodovia Jorge Lacerda, bairro Poço Grande, e revela as condições do negócio, já discutidas com a diretoria da empresa multinacional.
Se os vereadores aprovarem o projeto, o prédio será adquirido por R$ 13 milhões. O primeiro pagamento será de R$ 500 mil, no ato da assinatura do contrato de compra, e outros R$ 500 mil referentes à entrada serão pagos em março do próximo ano. Os outros R$ 12 milhões serão pagos em 12 anos, com 144 parcelas mensais de R$ 83,3 mil, valor que será corrigido mensalmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, que mede a inflação. Segundo o prefeito, a intenção é não comprometer o orçamento público usando valor semelhante ao que é pago hoje em aluguéis de imóveis para algumas secretarias e órgãos públicos. Pela proposta apresentada à Câmara, a última parcela será em dezembro de 2025.
O presidente da Câmara de Vereadores, José Hilário Melato, recebeu o documento, que entrará na pauta da sessão da terça-feira da próxima semana, dia 22, quando terá definido um relator. ?A partir daí o texto será encaminhado para as comissões de Legislação e Justiça, Economia e Finanças e Gestão Pública. Após o parecer das comissões, a proposta seguirá para análise e votação dos vereadores?, explica. Por ter sido protocolado em regime de urgência, o Legislativo tem, inicialmente, prazo de 45 dias para concluir a tramitação do projeto.
Durante a entrega do projeto, o prefeito antecipou que serão necessárias algumas adequações no acesso da rodovia para o prédio, informou que os móveis guardados no prédio devem ficar para o município e garantiu que as conversas com a empresa ocorrem há pelo menos um ano. Segundo ele, a intenção do município é disponibilizar uma linha circular para fazer o trajeto entre Centro e Poço Grande, facilitando o deslocamento da população para a possível nova sede administrativa do município. ?O mais importante é que o prédio certamente vai comportar nossa cidade pelos próximos 20, 30, 40 anos?, afirmou Zuchi.
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Quem vai: |
Quem fica: *Biblioteca Municipal (pode ir para o atual prédio da Prefeitura) *Secretaria de Saúde (Permanece no mesmo local até a conclusão da Policlínica) *Secretarias de Agricultura e de Transporte e Obras (Ocupam imóvel próprio) *Ditran (Ocupa imóvel próprio) *Fundação Municipal de Esportes (Ocupa imóvel próprio) *Samae (Deve ocupar outro imóvel) * Procon (Ainda em análise) |
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Vereadores são favoráveis à mudança da Prefeitura
Na iminência de oficializar o acerto com a Bunge Alimentos para a aquisição do imóvel localizado no Poço Grande, o prefeito Pedro Celso Zuchi deve encaminhar o Projeto de Lei à Câmara de Vereadores até o início da próxima semana. O prefeito mostra-se otimista com as negociações e conta com o discurso da economia para que a proposta, vital para a centralização administrativa, seja aprovada pelo Legislativo.
A visita ao prédio foi acompanhada pelo empresário Sérgio Waldrich, ex-presidente da Bunge, que afirmou que o prédio acolhia entre 650 e 700 funcionários quando serviu como sede administrativa da empresa. ?Considero o projeto visionário por trazer benefícios e conceitos modernos de gestão para o município, mas principalmente por ampliar o centro demográfico de Gaspar, dando uma nova dinâmica para a cidade?, avalia. Waldrich vem acompanhando as negociações, que teriam começado já há seis meses, e afirmou que a empresa vem sendo flexível nas negociações.
De uma forma geral, os vereadores também mostraram-se inclinados a aprovar a proposta do Executivo. Dos 13 entrevistados, nenhum mostrou-se contrário. Foram sete depoimentos favoráveis, enquanto outros seis preferem avaliar melhor o projeto, os custos para o município e os detalhes da mudança da administração para o novo prédio.
Entre os parlamentares que estão avaliando a proposta, o vereador Antônio Dalsochio (PT) afirma que ainda não tem opinião formada sobre o assunto, e que aguarda o projeto para melhor análise. ?Em princípio, sou favorável, vai representar economia para o município e centralizar o atendimento. Mas gostaria de ver o projeto como um todo para emitir um parecer?, avaliou Dalsochio.
O vereador Luis Carlos Spengler Filho (PP) também prefere receber o projeto para definir sua posição. Ele acha uma boa ideia, que representa avanços administrativos, mas pensa que alguns pontos precisam ser melhor esclarecidos. ?Precisamos saber quais as secretarias e órgãos seriam atendidos lá, quais os custos com a adaptação, além de como será resolvida a questão da acessibilidade e do transporte público. Ainda precisamos ouvir a comunidade?, argumentou.
Entenda a proposta
O imóvel deve ser adquirido por R$ 1 milhão de entrada, mais R$12 milhões em parcelas mensais de aproximadamente R$ 80 mil. O valor ficaria bem próximo dos R$ 90 mil mensais pagos em aluguéis atualmente. Caso a administração vá para o prédio no Poço Grande, abre-se a possibilidade de transferência da Câmara, que hoje paga aluguel no Gascic, para a atual Prefeitura, o que foi lembrado pelos vereadores.
| ANDRÉIA ZIMMERMANN NAGEL ANTÔNIO CARLOS DALSOCHIO CIRO ANDRÉ QUINTINO DANIEL FERNANDES DOS REIS GIOVANO BORGES HAMILTON GRAF JAIME KIRCHNER JOSÉ AMARILDO RAMPELOTTI JOSÉ HILÁRIO MELATO LUIS CARLOS SPENGLER FILHO MARCELO DE SOUZA BRICK SÉRGIO L. BATISTA DE ALMEIDA JOSÉ ADEMIR MOURA |
DEM PT PMDB PT PSD PT PMDB PT PP PP PSD PSDB PSC |
Sim |
Edição 1531
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Projeto para compra deve sair até início da próxima semana
Prefeito, vice-prefeita, secretários municipais e vereadores participaram na manhã desta quarta-feira de uma visita ao prédio da Bunge, no bairro Poço Grande, que pode ser a nova sede da Prefeitura de Gaspar. A visita durou cerca de uma hora e meia e serviu para apresentar a estrutura para representantes da cidade.
Ao final do encontro, o prefeito Pedro Celso Zuchi afirmou que o projeto de lei para a aquisição do imóvel deve ser enviado para a Câmara de Vereadores até, no máximo, o início da próxima semana. Segundo Zuchi, as conversas com a empresa para a compra do prédio estão bastante encaminhadas. Uma reunião na tarde desta quarta deve decidir os últimos pontos da negociação antes da conclusão do texto.
O imóvel deve ser adquirido pelo valor de R$ 13 milhões. O pagamento seria feito durante 12 anos, em parcelas mensais de aproximadamente R$ 80 mil, valor próximo dos R$ 90 mil mensais, segundo o prefeito, pagos em aluguéis para secretarias e órgãos que não ocupam o prédio principal da Prefeitura. Mais R$ 1 milhão deve ser pago a título de entrada. A compra, no entanto, ainda precisará ser aprovada pela Câmara de Vereadores.
O prédio da Bunge tem três pisos e cerca de 8 mil metros quadrados, contra aproximadamente 2,5 mil metros quadrados do prédio ocupado atualmente pela Prefeitura. O estacionamento conta com 260 vagas de garagem. O prédio foi construído no início da década de 1980 e passou por obras de modernização em 2006.
Veja mais fotos da visita AQUI.
Gestão moderna
O empresário Sérgio Waldrich, ex-presidente da Bunge, acompanhou a visita e afirmou que o prédio acolhia entre 650 e 700 funcionários quando o imóvel servia de sede administrativa da Bunge. ?Considero o projeto visionário por trazer benefícios e conceitos modernos de gestão para o município, mas principalmente por ampliar o centro demográfico de Gaspar, dando uma nova dinâmica para a cidade?, avalia. Waldrich vem acompanhando as negociações, que teriam começado já há seis meses, e afirmou que a empresa vem sendo flexível nas negociações.
O prefeito Pedro Celso Zuchi também se mostrou confiante na negociação enquanto apresentava os espaços do prédio. ?Os grandes fatores que vêm nos influenciando a buscar esse espaço são os aluguéis que precisamos pagar, a possibilidade de ampliar a área de trabalho e as vagas de estacionamento, que hoje são uma dificuldade. E devemos ter tudo isso com o mesmo custo que temos atualmente, sendo que as parcelas vão terminar?, argumenta.
Debate na Câmara
Com a chegada do projeto à Câmara de Vereadores até o início da próxima semana, o Legislativo terá que entrar em cena para avaliar a aquisição do imóvel e decidir sobre a possível compra do prédio por parte da Prefeitura. Alguns vereadores aproveitaram para acompanhar a visita desta quarta e conhecer melhor a estrutura.
O vereador Luis Carlos Spengler Filho, o Lu, acredita que o prédio poderá comportar com tranquilidade a administração municipal. No entanto, destacou algumas preocupações como o acesso da comunidade ao local. ?Para permitir que os moradores possam continuar acessando com tranquilidade a Prefeitura, é importante discutir melhor alguns pontos como o reforço no transporte coletivo?, destaca. A vereadora Andreia Zimmermann Nagel também ressalta a necessidade de discutir melhor esses pontos, mas acredita que ao longo do debate a comunidade deve manifestar apoio à mudança. ?Precisamos discutir alguns ajustes como o acesso ao local, talvez a construção de um terminal urbano, mas o espaço realmente é excelente e deve acolher bem a estrutura do município?, afirma.

O vereador Amarildo Rampelotti diz torcer para a concretização do negócio porque, segundo ele, o município precisa de espaço e também reduzir o custo com aluguéis, o que será permitido com a aquisição do imóvel. ?Será possível também juntar quase todos os serviços, otimizando o atendimento e diminuindo as despesas com telefone, secretárias para recepção, sem contar o transtorno poupado para o cidadão, que hoje precisa ir em vários locais diferentes?, avalia o parlamentar, que espera que os vereadores assimilem bem a ideia.
Prefeitura atual
No prédio onde funciona atualmente a Prefeitura, entre as ruas Coronel Aristiliano Ramos e São Pedro, a intenção do prefeito é construir um espaço destinado à cultura e à história do município, que também possa servir para receber turistas que visitam a cidade. A mudança da Câmara de Vereadores para o espaço, no entanto, também é defendida por alguns representantes.
Prefeito comanda visita oficial ao prédio da Bunge nesta quarta
Com o intuito de conhecer as instalações do centro administrativo para onde pretende transferir a estrutura da Prefeitura de Gaspar, o prefeito Pedro Celso Zuchi, acompanhado da vice-prefeita Mariluci Deschamps Rosa, visitará oficialmente nesta quarta-feira, dia 9, às 9h, o prédio da Bunge, no bairro Poço Grande.
Participam da visita ainda vereadores, secretários municipais, representantes da Associação Empresarial de Gaspar, Acig, da Associação de Micro e Pequenas Empresas, Ampe, e da Câmara de Dirigentes Lojistas, CDL, além de empresários locais.
Ao lado de empresários, o prefeito Pedro Celso Zuchi já se reuniu com diretores da Bunge, que sinalizaram positivamente para a possibilidade de compra do prédio. Concluídas as negociações com a empresa em São Paulo, o Executivo encaminhará nos próximos dias um projeto de lei para a Câmara de Vereadores para a tramitação da proposta.
Edição 1531
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Confira a entrevista do prefeito de Gaspar:
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Pouco mais de dois meses após publicar decreto declarando de utilidade pública o prédio onde funcionava a sede administrativa da Bunge, no bairro Poço Grande, o prefeito Pedro Celso Zuchi adianta as negociações para transferir a estrutura administrativa do município para o imóvel às margens da rodovia Jorge Lacerda.
Atualmente, segundo Zuchi, a Prefeitura trabalha na elaboração do projeto de lei que será enviado à Câmara de Vereadores para tentar oficializar a mudança. A previsão é de que o texto possa ser concluído e chegar ao Legislativo já nos próximos 15 dias. ?Vamos convidar os vereadores para visitar o imóvel e preparar uma apresentação ampla da proposta, que só vai trazer benefícios para o município?, argumenta.
Os termos da negociação entre Prefeitura e Bunge já teriam sido acertados num encontro entre representantes do município e da executiva da multinacional. O valor de R$ 13 milhões, proposto inicialmente, foi mantido e, segundo Zuchi, a empresa também não teve objeções quanto à forma de pagamento, que ocorreria por financiamento direto com até 12 anos de duração. Como o Cruzeiro do Vale antecipou em agosto, a intenção do Executivo é utilizar o limite mensal de R$ 80 mil, equivalente ao custo do município com aluguel de imóveis para abrigar secretarias, mais R$ 1 milhão que seria pago já em 2014.
A expectativa é de que o projeto seja protolocado em regime de urgência, o que daria um prazo de 45 dias para a tramitação da proposta no Legislativo.
Avaliações
O vereador Ciro Quintino, representante do PMDB na Câmara, afirma que pretende aguardar a entrada do projeto na Câmara para avaliar mais profundamente a proposta. ?Vamos verificar o projeto, tirar nossas dúvidas, discutir o assunto com a bancada para ver se não há problemas para então definir algum posicionamento. Se for algo favorável para o município, com certeza apoiaremos?, afirma.
O vereador José Amarildo Rampelotti, líder do governo, considera positiva a proposta, segundo ele capaz de unificar praticamente todo o serviço público do município sem trazer mais custos aos cofres públicos. ?Ainda conversamos apenas com alguns vereadores e não há uma opinião formada no Legislativo. Mas será bom discutir esse assunto na Câmara, porque conseguiremos colaborar com a construção de uma proposta que seja boa para o município?, afirma.
Edição 1528
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Prefeitura no Poço Grande: o que pensam as entidades
A possível transferência da Prefeitura de Gaspar para a antiga sede administrativa da Bunge, no bairro Poço Grande, é vista com entusiasmo pelos representantes das principais entidades gasparenses. A centralização dos serviços públicos em um único prédio e a expansão do crescimento da cidade para além do Centro são os principais pontos citados pelas lideranças como benefícios que a aquisição do prédio por parte do município poderia trazer.
Na edição 1515, da última sexta-feira, dia 16, o Cruzeiro do Vale revelou detalhes da investida que a Prefeitura de Gaspar vem fazendo à multinacional após a decisão da UFSC de levar o campus do Vale para Blumenau. A proposta do município deve ser discutida em reunião com o presidente da Bunge, Pedro Parente, em São Paulo, em data ainda não definida.
A intenção, no entanto, é adquirir a antiga sede administrativa da Bunge por meio de um financiamento direto com a empresa com 12 anos de duração, usando o limite mensal de R$ 80 mil, valor equivalente ao custo do município com aluguel de imóveis para abrigar secretarias. O valor total proposto pelo município chegaria a R$ 13 milhões.
O presidente da Associação de Micro e Pequenas Empresas de Gaspar, Ampe, Ricardo Karstedt, acredita que a mudança pode ser interessante por redirecionar a área de mais movimentação do município. Na avaliação dele, o Centro está saturado e direcionar o crescimento para as áreas não alagáveis do Poço Grande pode trazer bons resultados. ?Outro benefício seria centralizar todos os serviços. Ficaria mais prático para os empresários, que poderiam resolver todas as situações em um mesmo prédio?, avalia.
O presidente da Associação Empresarial de Gaspar, Acig, Rogério Alves de Andrade, também aposta que a mudança seria boa para a cidade. ?A ideia é interessante, desde que todos os órgãos sejam levados para lá, eliminando o custo do aluguel?, analisa. Na avaliação dele, a mudança irá permitir que em 30 ou 40 anos uma nova área de movimentação e desenvolvimento se crie no Poço Grande, além de facilitar o acesso aos cidadãos pelo estacionamento.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Gaspar, CDL, José Rovere Passos, também se mostra favorável à possível mudança. Um dos argumentos é a modernidade do prédio da Bunge, que conta com gerador e é considerado de fácil adaptação para instalações de fiação e cabos de rede. ?Com a mudança, teríamos espaço para criar um centro cultural ou empresarial, com presença das entidades, onde hoje funciona a Prefeitura. O desenvolvimento também seria maior para o Poço Grande, saindo um pouco do Centro?.
Planejamento
O presidente do Núcleo Setorial Imobiliário de Gaspar, Elói Tomio, também é favorável à ideia e acredita que a mudança pode atrair mais investimentos, direcionando o crescimento da cidade. No entanto, além da necessidade de planejamento financeiro, o empresário destaca a importância de aproveitar bem o prédio atual da Prefeitura, com espaços que atraiam turistas e mais desenvolvimento.
Para o presidente da Câmara de Vereadores de Gaspar, José Hilário Melato, a mudança traria aspectos positivos como redução no custo dos aluguéis e maior eficiência no serviço público. Segundo ele, a nova sede evitaria situações como a da Secretaria de Educação, que recentemente mudou de local e hoje está separada da Biblioteca Pública Dom Daniel Hostins. ?Claro que temos que avaliar a questão jurídica, mas acredito que seja uma ideia muito benéfica?, afirma.
Mesmo simpáticos à ideia de compra do imóvel da Bunge pela Prefeitura, os representantes das entidades alertam para fatores que devem ser levados em conta antes de qualquer decisão. Um deles é para onde o crescimento está sendo direcionado no Plano Diretor, que está em fase final de revisão.
O presidente da Ampe de Gaspar lembra que o novo Plano Diretor sugere que o desenvolvimento urbano seja direcionado para a região dos bairros Gaspar Mirim e Gasparinho, considerada mais preparada para comportar a expansão. A área do Poço Grande vinha ficando em segundo plano justamente pelas características do solo, tidos como de maior risco de alagamentos. ?Nada impede que hoje a Prefeitura vá para o Poço Grande e depois seja deslocada, mas este é um ponto que precisa ser mais discutido?, argumenta Karstedt.
O presidente do Núcleo Imobiliário também alerta para o fato de que a revisão do Plano Diretor vinha direcionando a expansão urbana para outra localidade, mas acredita que a transferência da Prefeitura pode contribuir para desenvolver melhor a região. ?Para que isso aconteça, não basta transferir a Prefeitura. É preciso que haja um planejamento de longo prazo, com menos restrições e bom índice de ocupação do solo?, defende Tomio.
Karstedt vai além e, mesmo sendo favorável à possível mudança, afirma que este não é o melhor momento para o município colocar em prática a transferência de sede. ?Ainda não é hora. Temos outras preocupações como aumentar o número de servidores e melhorar os serviços públicos, para que uma licença ambiental não demore mais de 30 dias para ser autorizada, por exemplo. Acho que a Prefeitura deveria demonstrar sim a intenção de ir para o Poço Grande, mas para que os empresários se movimentem primeiro. Quando a casa estiver arrumada, com tudo funcionando melhor, poderia ocorrer a mudança?.
Enquete
Na edição 1515, de sexta-feira, dia 16, o Cruzeiro do Vale lançou uma enquete perguntando se o leitor era a favor ou contra a possível aquisição do prédio da Bunge por parte da Prefeitura. Dos 220 internautas que responderam à pergunta no portal do Cruzeiro do Vale, 56,8% afirmaram que são contrários à mudança. Já 36,8% foram favoráveis à aquisição. Outros 6,4% alegaram não ter opinião formada sobre o tema.
Opiniões
?A mudança seria interessante, Gaspar teria uma das prefeituras mais bonitas do Estado, mas ainda temos várias pendências no serviço público do município?
Ricardo Karstedt
presidente da Ampe de Gaspar
?O Centro está saturado, ninguém aguenta mais o trânsito e a mudança da Prefeitura poderia desenvolver muito a região do Poço Grande?
Rogério Alves de Andrade
presidente da Acig
?Vemos com bons olhos porque o município deixará de arcar com aluguéis e haverá a tendência de expansão econômica para outros locais além do Centro?
José Rovere Passos
presidente da CDL
?Costumo dizer que o cidadão não está preocupado se vai perder mais 10 ou 15 minutos para se deslocar à Prefeitura, mas sim em saber se vai ou não ser atendido com eficiência?
José Hilário Melatto
presidente da Câmara de Vereadores de Gaspar
?A ideia é interessante porque vai atrair um leque de investimento, mas para que o crescimento ocorra será preciso planejar uma boa ocupação do solo?
Eloi Tomio
presidente do Núcleo Setorial Imobiliário de Gaspar
Edição 1516
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Por Jean Laurindo
Com a confirmação da instalação do campus da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, em Blumenau, anunciada essa semana, o caminho ficou aberto para a Prefeitura de Gaspar negociar a compra do prédio da Bunge, no bairro Poço Grande. A intenção do Executivo continua sendo transferir a estrutura administrativa do município para o local, mais amplo e considerado em localização estratégica. No final de julho, o prefeito Pedro Celso Zuchi já havia assinado um decreto tornando o imóvel de utilidade pública, o que dá preferência para o poder público adquirir o prédio.
A confirmação de que a UFSC não virá para Gaspar fortaleceu a investida do Executivo. Nas próximas duas semanas, o prefeito Pedro Celso Zuchi deve agendar uma reunião com vereadores e outra com a presidência da Bunge, em São Paulo, para acertar detalhes da possível compra. ?A conversa está bem encaminhada. As primeiras reuniões foram positivas. Agora pretendemos nos reunir com a presidência da empresa para depois levar aos vereadores os termos da negociação e pedir o apoio deles para viabilizar essa importante mudança?, revela.
A Prefeitura já teria inclusive uma proposta pronta na mesa da multinacional. A ideia do prefeito é aplicar na aquisição do prédio valor semelhante ao que é usado no pagamento de aluguel para alguns órgãos públicos, que hoje precisam locar salas comerciais por limitação física do prédio do Executivo. Nas contas do prefeito, o valor giraria em torno de R$ 80 mil ao mês, que seriam pagos em 12 anos em financiamento direto com a empresa, totalizando quase R$ 12 milhões. Mais R$ 1 milhão seria pago a título de entrada, com recursos do IPTU do próximo ano.
Segundo informações do prefeito, a proposta de R$ 13 milhões se aproxima dos R$ 16 milhões que tinham sido pedidos pela empresa nas primeiras conversas com a UFSC. ?Seria um excelente negócio para o município. Teríamos o mesmo investimento com um espaço duas, três vezes maior e um prazo para terminar, eliminando a despesa do aluguel. É a mesma coisa que você pagar R$ 1 mil de aluguel por mês em uma casa e aparecer uma casa três vezes maior para você comprar pelo mesmo valor?, compara.
Em andamento
Por meio da assessoria de imprensa, a Bunge informou apenas que a negociação com a Prefeitura está em andamento, ?com contatos constantes entre as partes?, mas ainda sem novidades. O prédio da Bunge tem área construída de 8 mil metros quadrados. A aquisição do imóvel precisaria passar pela Câmara de Vereadores, por meio de um projeto de lei, mas Zuchi espera que o assunto possa ser votado com rapidez ainda no final deste ano. ?Conto com o apoio dos vereadores porque vamos apresentar algo bom para a cidade. Gostaria que já em fevereiro ou março do ano que vem, com a Ponte do Vale pronta, pudéssemos ter o imóvel à disposição da Prefeitura?, projeta o prefeito, com ar de otimismo.

Caso a negociação entre Bunge e Prefeitura avance, toda a estrutura administrativa do município deve migrar para o bairro Poço Grande. Com isso, a ideia do município é aproveitar o prédio atual do Executivo, entre as ruas Coronel Aristiliano Ramos e São Pedro, para construir um Museu Histórico, com espaço para recepcionar turistas e valorizar a trajetória e a cultura da cidade. O prédio onde hoje funciona a Prefeitura foi reformado pela última vez em 2010, por cerca de R$ 500 mil.
Para o prefeito, a mudança na sede administrativa serve como preparação para o desenvolvimento da cidade, já planejando uma população de 80 mil ou 100 mil habitantes. ?O importante é que não iremos onerar as contas do município porque esses gastos já estão dentro do orçamento?, defende.
Também interessada em adquirir o prédio da Bunge, a UFSC confirmou na terça-feira, 13, a escolha por Blumenau para instalar o campus da instituição no Vale do Itajaí. A decisão partiu do Conselho Gestor Universitário e acompanhou o plano original, que seguia diretriz do Ministério da Educação e do próprio governo federal. As aulas devem começar já no primeiro semestre do próximo ano, com cerca de 500 vagas em cinco cursos: Engenharia Têxtil, Engenharia de Materiais, Engenharia de Controle e Automação e as licenciaturas em Química e Matemática.
A UFSC ainda não confirmou onde pretende se instalar, mas há fortes chances de que a universidade alugue salas no prédio do Ibes/Sociesc como sede provisória. O imóvel a ser adquirido para receber em definitivo a UFSC em Blumenau ainda está em análise, mas com a recusa da universidade por Gaspar, a Prefeitura reativou as conversas de olho no prédio do bairro Poço Grande.
Edição 1515
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