Tarifa de água fica mais cara a partir de maio em Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Tarifa de água fica mais cara a partir de maio em Gaspar

02/04/2013

img6677MD.jpgTomar banho, lavar o carro e as calçadas são atividades que ficarão mais caras a partir de 1º de maio. Nesta segunda-feira, 1º, o Samae de Gaspar confirmou o reajuste de 9,64% na tarifa de água e dos demais serviços prestados pela autarquia. O índice leva em conta a inflação do período e também um percentual dedicado a obras de melhorias na rede de distribuição.

O vendedor João Carlos Flores, morador do bairro Santa Terezinha, gasta em média R$ 40 por mês com a conta d?água, incluindo itens como a coleta de lixo, cobrados na mesma fatura. Com a notícia do reajuste, ele já se prepara para pagar de R$ 4 a R$ 5 a mais pelos serviços. ?Acho que o aumento ficou no limite. A água é um bem tão importante que não chega a ser cara. O problema é que às vezes nosso salário não acompanha os aumentos?, avalia.

No ano passado, o serviço foi reajustado em 5,24%, enquanto nesse ano o aumento soma 6,77% de inflação entre março de 2012 e fevereiro de 2013, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, INPC, a mais 2,87%, percentual dedicado a investimentos e melhorias previstas no Plano Municipal de Saneamento, segundo a autarquia.

Divulgação

O diretor-presidente do Samae de Gaspar, Lovídio Bertoldi, explica que o percentual do aumento foi definido na semana passada. ?Até agora, conseguimos usar o capital próprio para fazer as obras de melhorias necessárias, mas agora vamos precisar de um aporte maior?, assegura.

 

Ações prioritárias


Entre os trabalhos já feitos Bertoldi cita duas estações de captação novas, a reforma completa da ETA I e a instalação de mais de 30 quilômetros de rede. Já entre as melhorias que poderão ser feitas com o incremento na arrecadação estão a conclusão da ampliação da rede na rua Luiz Franzói, além de estudos e projetos de forma na ETA II, do Bela Vista, e para levar fornecimento de água a regiões como Gaspar Alto e Alto Gasparinho. ?Nossa estimativa é de que o reajuste trará R$ 200 mil a mais para os cofres do Samae, valor menor do que os R$ 230 mil que já estamos investindo na obra da rua Itajaí?, compara.

Com o reajuste, a taxa mínima, aplicada para o consumo de até 10 metros cúbicos ao mês, passa de R$ 21,66 para R$ 23,75. ?Ainda assim, o valor fica abaixo dos R$ 27 cobrados pela Casan, que atende cerca de 70% dos municípios catarinenses?, defende. Bertoldi ressalta ainda que o novo valor foi autorizado pela Agir, agência que regula o serviço público no Médio Vale do Itajaí. O novo valor entra em vigor no dia 1º de maio.

 

Edição 1476

Comentários

Deixe seu comentário


Seu e-mail não será divulgado.

Seu telefone não será divulgado.