
A segunda audiência pública para discutir os acessos secundários da Ponte do Vale no bairro Margem Esquerda foi realizada na noite desta segunda-feira, dia 18, sem a presença de nenhum representante do Executivo de Gaspar. Segundo a vereadora Andreia Zimmermann Nagel (DEM), integrante da Comissão de Gestão Pública, que agendou o encontro, o município não enviou representante e não justificou a ausência, o que causou indignação entre as mais de 100 pessoas da comunidade que compareceram à reunião.
Participaram da audiência o representante da Secretaria de Desenvolvimento Regional, SDR Blumenau, Kleber Wan-Dall, o representante do Sindicato das Empresas de Transporte e Logística de SC, Maurílio Schmitt, o vice-prefeito de Blumenau, Jovino Cardoso Neto, o integrante da comissão de moradores criada na primeira audiência, Luciano Coradini, além dos vereadores Ivete Mafra Hammes, Andreia Zimmermann Nagel e Luis Carlos Spengler Filho, o Lu, que comandou a audiência. O Dnit também não enviou representante, mas encaminhou uma justificativa e uma cópia do projeto previsto para ser executado no cruzamento da BR-470 com a Ponte do Vale após a duplicação da rodovia.
A audiência começou com uma apresentação que relembrou a discussão sobre os acessos à Ponte do Vale, não contemplados no projeto inicial da obra, e que apresentou os encaminhamentos da primeira reunião com a comunidade, realizada em abril. Após o discurso dos demais integrantes da mesa, a palavra foi passada para a comunidade, que criticou a ausência do Executivo e sugeriu alternativas para o acesso da comunidade da Margem Esquerda à Ponte do Vale.
A audiência teve basicamente dois encaminhamentos. O primeiro deles foi a decisão de encaminhar o material colhido nas duas audiências públicas ao Ministério Público. A ideia não é oferecer os documentos em caráter de denúncia, mas sim para permitir o acompanhamento do órgão às reivindicações já feitas pela comunidade. A segunda definição foi a elaboração de um abaixo-assinado entre moradores do bairro e empresários que têm ligação com a Margem Esquerda. Alguns moradores chegaram a falar em organizar uma manifestação caso as reivindicações da comunidade não sejam analisadas até próximo da conclusão da ponte. ?Acredito que isso será apenas uma consequência caso os moradores não venham a ser ouvidos?, avalia a vereadora Andreia Zimmermann Nagel.
Contraponto
De acordo com informações da Prefeitura, o fato de não enviar representantes para a audiência pública desta segunda foi uma decisão de governo. No entanto, a secretária de Planejamento, Patrícia Scheidt, afirma que já havia explicado a situação aos moradores e vereadores na primeira audiência e que a prioridade agora é terminar de executar o contrato existente. ?Não temos como fazer um aditivo para construir os acessos, porque isso alteraria muito o custo da obra e não temos esse valor extra. Mas estamos pressionando o Dnit justamente porque precisamos de uma solução, pelo menos um acesso mínimo até março, e o Dnit nos garantiu isso?, ressalta. Segundo a Prefeitura, nesta quarta o prefeito Pedro Celso Zuchi e a vice-prefeita Mariluci Deschamps Rosa devem visitar o Dnit, em Florianópolis, para discutir mais uma vez o assunto.
Edição 1543
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