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| Ruas do Coloninha estão entre as analisadas |
Cerca de 80 ruas de Gaspar, nominadas nos últimos quatro anos, tiveram todo tipo de serviço básico suspenso por uma determinação do Ministério Público. Nenhuma delas pode receber qualquer tipo de benfeitoria, como instalação ou substituição de rede elétrica, água e esgoto, serviços de patrolamento ou reparos por parte do poder público, pois estariam ilegais.
A medida faz parte de uma ação do Ministério Público de Gaspar que suspende todo investimento público em novas vias da cidade que apresentam desacordo com algum aspecto da legislação vigente. Na maioria dos casos, são novas ruas de loteamentos e que não possuem largura mínima de 12 metros, por exemplo. Mas, entre as mais de 80 vias públicas, muitas são estradas que cortam o município, ou mesmo vias tradicionais que não tinham nome e que tiveram indicação aprovada pela Câmara de Vereadores. Mesmo assim, o MP gasparense suspendeu a nomeação e os serviços públicos em todas as vias, para verificar em separado a situação de cada uma delas.
O vereador José Amarildo Rampelotti (PT), vê essa medida com um certo tom de exagero. Para ele, muitos casos poderiam ter sido deixados de fora da determinação do Ministério Público, pois se tratam sabidamente de ruas históricas da cidade, dentro da legalidade e de todos os aspectos técnicos necessários.
?Encontramos no mesmo caso ruas de 120, 150 anos, que são estradas gerais do município e que estariam com a situação consolidada, mas que se enquadram na mesma determinação. Quem perde com isso é a população?, avalia o vereador. Rampelotti reconhece que muitas delas, nos últimos anos, receberam nominação sem condições, mas não concorda que a medida seja extensiva a todos os casos.
?Temos que avaliar com cuidado os detalhes desta ação. Inclusive já propus ao MP uma audiência pública para apresentar o problema à comunidade e chegarmos todos a um entendimento, para garantir os benefícios públicos aos cidadãos?, projetou o vereador.
Segundo ele, o MP está analisando caso a caso e ainda não se manifestou quanto a prazos para liberar algumas vias do que Amarildo chama de punição. ?Essas famílias não podem ser cerceadas de seus direitos básicos. Vamos continuar acompanhando este caso, cobrando providências para que a situação seja solucionada o mais breve possível?, completou.
Edição 1467

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