
As águas do Ribeirão Gaspar Grande, que corta o bairro Gasparinho, voltaram a ficar turvas na manhã desta segunda-feira, dia 16. O ribeirão, que há menos de um mês havia sido alvo de poluição, novamente apresentava uma coloração escura, provavelmente causada por resíduos industriais. A coloração preta tomou as águas no trecho do ribeirão próximo ao Auto Posto Julinho, no Centro, e se misturou às águas do rio Itajaí-Açu.
Moradores que acompanhavam a situação informaram que as águas do ribeirão começaram a ficar escuras por volta das 7h. Osvino Martins foi um dos que acompanhavam o fato no início da manhã e manifestou revolta com a situação. ?Parece que ninguém vê isso. Quem comete esse ato precisa ser punido?, afirma.
O gerente de Meio Ambiente da Prefeitura de Gaspar, Daniel Cardoso, revela que há 20 dias, quando o ribeirão já havia sido contaminado por resíduos industriais, a Prefeitura coletou amostras da água do ribeirão e de materiais em empresas suspeitas para serem analisadas no Senai, em Blumenau. O prazo para avaliação era de 15 a 30 dias e até o momento os resultados não foram entregues. ?Aproveitaram a chuva para despejar resíduos, mas vamos continuar investigando a situação?, prometeu o gerente.
Daniel revela que há pelo menos duas empresas do bairro Gasparinho suspeitas de provocar a situação, uma estamparia e outra têxtil. Segundo ele, nesta segunda foi elaborado um ofício para que a Polícia Ambiental auxilie o corpo técnico da Gerência de Meio Ambiente na investigação para identificar a origem da situação. ?A tubulação de onde a água desce para uma vala, que posteriormente chega ao ribeirão, é subterrânea e não é possível identificar com exatidão a origem dos resíduos. Mas com o apoio da Polícia Ambiental pretendemos buscar informações para comprovar com 100% de certeza o que está ocorrendo?, afirmou.
Empresas ainda fogem às normas
O episódio reforma a importância dos processos de tratamento de efluentes, sobretudo na indústria têxtil, com forte presença na região. Segundo o gerente de Meio Ambiente de Gaspar, ainda há uma importante parcela de empresas que possui estrutura para tratamento, mas quando está longe da fiscalização não adota os procedimentos corretos, contribuindo para a poluição de nascentes, córregos e ribeirões. ?A maioria das empresas vem se adequando às normas ambientais, que se tornaram até exigências de instituições públicas financeiras para liberação de financiamentos e alvarás, mas quando a fiscalização se volta para outra prioridade, eles voltam a eliminar resíduos de forma incorreta?, explica.
Para o tratamento adequado, a recomendação é de que a empresa contrate uma empresa especializada em manipulação de efluentes ou, no caso das indústrias têxteis, até contem com uma estação de tratamento na própria empresa. Quem não segue as normas ambientais fica sujeito a punições e multas que podem chegar até a R$ 5 milhões.
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Edição 1524
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Quem passa pela Ponte Hercílio Deeke, no Centro de Gaspar, pode observar uma grande mancha preta saindo do ribeirão do Gasparinho em direção ao Rio Itajaí-Açu. A mancha apareceu no Rio Itajaí-Açu na manhã desta sexta-feira, dia 23, e vem atraindo os olhares da população.
Entretanto, a poluição no ribeirão do Gasparinho já vem sendo denunciada há algum tempo pelos moradores do bairro que em diversos momentos veem a água ficar vermelha, preta ou azul. Há indícios que uma empresa da localidade estaria jogando resíduos químicos na água sem os devidos tratamentos.
O gerente de Meio Ambiente, Daniel Cardoso, esteve no bairro Gasparinho nesta tarde para analisar a situação. Segundo ele, a equipe do Meio Ambiente já possui suspeitas de qual é a empresa responsável pelo despejo de produtos químicos no ribeirão. ?Fomos ao local e fizemos a coleta do material, que será encaminhada ao Senai para análise. Este processo pode levar de 15 a 30 dias?, explica.
Se identificada, a empresa vai responder por crime ambiental. Ainda conforme Daniel, a água do ribeirão já está limpa, porém ainda é possível ver a coloração preta, pois o material estava muito concentrado e acabou tingindo o fundo do ribeirão. O problema já havia sido denunciado à Gerência de Meio Ambiente outras vezes.

Ainda na manhã de sexta-feira, o leitor do portal de notícias Cruzeiro do Vale, Ednei Furtado, enviou imagens do ribeirão poluído. Confira as fotos e mais informações AQUI.
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