
Móveis, roupas e paredes sujas. Casa com cheiro de fumaça. Janelas e portas fechadas durante todo o dia. Essas são situações enfrentadas por diversos moradores de Ilhota, que vivem próximos à empresa Têxtil Cristina, instalada no bairro Vila Nova. A fumaça negra que sai das duas chaminés da empresa e, em certos momentos, a fuligem, devido à queima de madeira, trazem incômodos a quem vive próximo a ela há pelo menos cinco anos. Segundo a comunidade local, o problema se agrava durante a noite, quando a fumaça é despejada em maior quantidade.
Marisa Merlo Siementkowski, que vive a poucos metros da Têxtil Cristina, diz que a fuligem preta produzida pela empresa fica impregnada em todos os cantos da casa. ?O cheiro da fumaça já está em nossas roupas e até mesmo os nossos cachorros estão sofrendo, já que ficam com os pêlos escuros?, ressalta. A moradora precisa varrer a casa diversas vezes ao dia, além de conviver com o cheiro de fumaça que se instala nas peças de roupa e roupas de cama. ?Toda a comunidade está apavorada. Vizinhos meus já estão com problemas respiratórios e outros não suportam essa situação, assim como eu. Já registrei um Boletim de Ocorrência, fiz registro no Fórum, conversei com pessoas da empresa e nada. Não podemos mais sofrer com isso?, relata.
Rosa Weiguert, 50 anos, afirma que a fuligem e a fumaça despejadas pela empresa têxtil já trouxeram muitos incômodos aos seus pais, que moram próximos ao local. Os pisos da casa da família de Rosa precisam ser lavados várias vezes por semana e as janelas ficam fechadas o dia todo para que os cômodos da residência não fiquem sujos rapidamente. ?Meu pai precisou colocar uma porta na varanda, pois não conseguíamos ficar ali sem sofrer com os incômodos da fumaça?, conta. Ainda conforme a moradora, o problema já se estende há mais de duas décadas, sendo que até alguns anos atrás a maior dificuldade era o mau cheiro e hoje é a fuligem.
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