
Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, 12, o prefeito Pedro Celso Zuchi afirmou que, após viajar a Brasília para tentar solucionar o impasse da Ponte do Vale, os recursos pendentes para as obras da ponte devem ser liberados entre 15 e 30 dias. ?As obras seguirão durante este período, porém em um ritmo mais lento. Após este prazo, os trabalhos continuarão como antes?, garante o prefeito. Celso Zuchi disse ainda que as pendências com a empresa Aterpa M. Martins, responsável pela obra, tiveram início em novembro do ano passado, quando não foram repassados cerca de R$2,7 milhões.
Nos meses de dezembro e janeiro a pendência aumentou para cerca de R$2,9 milhões e em fevereiro não foram repassados aproximadamente R$2,1 milhões, o que fez com que a empresa tivesse que diminuir consideravelmente o ritmo dos trabalhos. ?Também não poderíamos utilizar o dinheiro do município, pois isso comprometeria outras obras da cidade?, destaca, lembrando que o município já repassou aproximadamente R$5 milhões para a obra e o Governo Federal R$8 milhões, de uma emenda de R$19,5 milhões.
O próximo passo do prefeito será empenhar uma outra emenda parlamentar, também destinada às obras da Ponte do Vale, de R$31 milhões, aprovada no orçamento de 2013. O prazo de conclusão da obra continua o mesmo, já que seu cronograma está adiantado.
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A empresa mineira Aterpa M. Martins, responsável
pela construção da Ponte do Vale, confirmou nesta segunda-feira, 8, a paralisação da obra em função da demora na liberação de pagamentos. Conforme o Cruzeiro do Vale antecipou na última edição, o ritmo dos trabalhos diminuiu drasticamente já na sexta-feira, 5. Nesta segunda, poucos funcionários trabalhavam na limpeza e organização do local das obras.
A confirmação da empresa veio em nota, após contato da reportagem do Cruzeiro do Vale. Segundo a Aterpa M. Martins, 110 funcionários estavam trabalhando na construção da ponte. A nota cita atrasos no pagamento como a causa da paralisação e afirma ainda que a empresa espera que os recursos sejam viabilizados logo para que os trabalhos sejam retomados.
O impasse
A secretária de Planejamento e Desenvolvimento de Gaspar, Patrícia Scheidt, revela que a empresa já vinha sinalizando a possibilidade de paralisação nas últimas semanas e admite que os trabalhos devam ser interrompidos de vez essa semana. Patrícia explica que o impasse está ligado à contrapartida do município nos pagamentos mensais à empresa. ?Quando iniciamos a obra, tínhamos apenas a emenda de R$ 19,5 milhões garantida. Com isso, a contrapartida da Prefeitura foi estipulada em 50% do valor dos repasses?, recorda.
Em função disso, os pagamentos foram divididos meio a meio entre julho e novembro. Em dezembro, porém, após a confirmação de outra emenda de R$ 19 milhões no orçamento da União de 2013, o município teria conseguido uma autorização para limitar em 8% a contrapartida municipal, índice padrão em contratações públicas e que já teria sido alcançado pela Prefeitura com os primeiros repasses.
Mesmo assim, o governo federal continuou liberando nos novos repasses apenas 50% do valor total, o que teria agravado a defasagem financeira para a empresa. Até agora, segundo a Prefeitura, a empresa teria recebido R$ 8 milhões do governo federal e quase R$ 5 milhões do município de um total de R$ 42,1 milhões orçados para a obra. ?O prefeito Celso Zuchi já esteve em Brasília nas últimas semanas para tentar resolver esse impasse. O contrato precisa ser ajustado com a contrapartida de 8% para que os próximos pagamentos ocorram de forma integral, porque não temos como comprometer mais recursos da Prefeitura?, ressalta.
Patrícia revela que as vistorias já autorizaram cerca de R$ 21 milhões para pagamentos e espera que os R$ 11 milhões restantes da primeira emenda sejam depositados em breve. ?Isso permitiria retomar a obra e nos daria um fôlego até as liberações da segunda emenda?, explica.
No final da semana passada, com a possibilidade de paralisação na obra, o prefeito Pedro Celso Zuchi agendou reuniões no Ministério das Cidades e na Secretaria de Relações Institucionais, em Brasília, para tentar solucionar o impasse. Ele embarca para a capital federal na tarde desta terça-feira, 9, e cumpre agenda na quarta. ?Vamos tentar incluir uma cláusula no contrato para trazer a contrapartida do município de 50% para 8% e buscar também a liberação dos R$ 11 milhões restantes da primeira emenda e, por que não, de valores da segunda emenda, que foram incluídas no orçamento desse ano. Nosso desafio agora será vencer a burocracia?, destaca.
Zuchi admite que já previa essa possibilidade na assinatura do contrato da obra, mas diz que decidiu ir em frente para não perder a primeira emenda de R$ 19,5 milhões, que permitiu o andamento das obras até agora. ?É difícil estipular prazos, mas imagino que tudo esteja solucionado, inclusive com o retorno da obra, em no máximo três meses?, projeta o prefeito.
Mesmo diante do impasse, Zuchi se mostra confiante e cita dois motivos para isso: o cronograma adiantado e as duas emendas que prometem recursos para a conclusão da obra. Segundo a nota da empresa Aterpa M. Martins, 53% da obra já foi concluída, o que inclui a etapa de fundação e parte dos pilares, travessas e vigas, que estavam em fase de execução.
Edição 1478
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Nove meses após o início dos trabalhos, as obras da Ponte do Vale podem estar próximas de parar. O rumor ganhou força ao longo da semana e ocorre por causa da dificuldade da Prefeitura de fazer os novos pagamentos para a empresa mineira Aterpa M. Martins, responsável pela obra. Nesta quinta-feira, 4, operários trabalharam desde a manhã recolhendo ferragens próximo ao viaduto que dará acesso à ponte e limpando o canteiro de obras.
No final da tarde desta quinta, a reportagem esteve no local das obras, mas o engenheiro responsável Marcos Castro afirmou que só pretende se manifestar sobre o caso na manhã desta sexta-feira, 5. Funcionários que trabalham na obra afirmaram que na manhã desta quinta foram orientados a concentrar esforços na reorganização do canteiro de obras. A equipe foi dispensada por volta das 17h, uma hora mais cedo do que o habitual.
Atualmente cerca de 100 funcionários trabalham na obra.
Dificuldades
Procurada pela reportagem na noite desta quinta, a secretária de Planejamento de Gaspar, Patrícia Scheidt, reconheceu a dificuldade de manter os pagamentos para a empresa. No entanto, ela afirmou que ainda não há nada certo sobre uma possível paralisação da obra. ?Mais uma vez estamos com dificuldades em função dos convênios. As liberações demoram muito e não há empresa que aguente?, destacou.
Patrícia reforçou ainda que o prefeito Pedro Celso Zuchi está mantendo contato com Brasília nas últimas semanas para tentar a liberação de novos pagamentos. Em contato com o Cruzeiro do Vale, Zuchi citou o cronograma adiantado da obra e também garantiu que não havia qualquer definição sobre paralisação. ?A empresa quer receber, é natural, e nós estamos trabalhando para isso. Infelizmente a demora na aprovação do orçamento da União nos prejudicou um pouco?, destacou, ressaltando as tratativas com o governo federal.
A obra está orçada em R$ 42,5 milhões e até agora, segundo a Prefeitura, R$ 12,6 milhões já teriam sido repassados à empresa. Segundo Zuchi, mais de 50% da obra está concluída.
Edição 1477

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