A baixa mobilização de militantes da Rede Sustentabilidade na região em busca das assinaturas para a criação do novo partido, liderado pela ex-senadora Marina Silva, é avaliada pelo presidente do Partido Verde em Gaspar, Rodrigo Althoff, como um indicativo de que o partido não será dividido na cidade, a exemplo do que vem acontecendo em nível nacional.
Nos grandes centros da política nacional, os novos companheiros de Marina correm contra o tempo para validar as 490 mil assinaturas de novos filiados até o dia 5 de outubro, data máxima para que a Rede Sustentabilidade possa registrar as candidaturas já para as eleições de 2014. Rodrigo não vê um empenho maior na região, o que, segundo ele, não põe em risco o fim do partido na cidade ou a divisão em duas frentes políticas.
?É claro que a perda de um nome de expressão na política nacional, como a Marina Silva, causou um impacto nas bases do Partido Verde. Mesmo que o Fernando Gabeira também tenha visibilidade, o momento de Marina é muito bom, inclusive sendo apontada em segundo lugar nas pesquisas eleitorais à presidência em 2014?, avaliou o presidente do PV na cidade.
Rodrigo também acredita que o futuro do PV dependa mais do próprio partido do que da criação ou não da Rede Sustentabilidade. ?Pelo que acompanho pela imprensa, a maior dificuldade neste momento é conseguir registrar as assinaturas para criar o partido. Mas há uma ideologia muito sólida no PV, que não deve ser abalada com a criação de mais uma sigla?, opinou.
Afastamento
Althoff emitiu sua avaliação enquanto presidente da Comissão Provisória, mas adiantou que está deixando a sigla nos próximos dias. Segundo ele, o PV deve reunir a executiva para deliberar a escolha de um novo presidente já nas próximas semanas. Rodrigo fica oficialmente no PV até 10 de setembro, e depois deve permanecer sem partido, até definir seu futuro político.
O ex-vereador ainda comentou sobre o excesso de siglas partidárias, ao entender que o Brasil possui partidos demais, o que não necessariamente contribui para a democracia e para um governo melhor. ?Sou a favor de uma reforma política, da redução dos partidos, e da candidatura independente de uma sigla, porque acredito mais na capacidade e nas ideias das pessoas, do que em partidos políticos. Se eu pudesse ser eleito de forma independente, eu preferiria?, justificou.
Edição 1519
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