Profissionais que atuam no Centro de Referência Especializada da Assistência Social, Creas, Secretaria de Desenvolvimento Social, Centro de Referência da Assistência Social, Cras, e Conselho Tutelar participaram na última semana de um encontro para discutir dados sobre a área de atuação desses órgãos. A psicóloga Anelise Hammann Volanski apresentou os resultados da pesquisa ?Caracterização da demanda do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos, Paefi, na cidade de Gaspar?.
A pesquisa, realizada durante os meses de outubro, novembro e dezembro pela psicóloga e pela estagiária de Psicologia Isabelli Laís dos Santos, teve como objetivo descobrir quais os setores que mais encaminharam famílias ao Paefi nos anos de 2012 e 2013, além de caracterizar os tipos de demandas que chegaram ao serviço e em que bairros havia uma demanda maior. De acordo com Anelise, o trabalho foi de extrema importância para o município, já que será possível definir ações que possam melhorar os trabalhos oferecidos pelo Paefi, programa que oferece apoio, orientação e acompanhamento especializado a famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos.
Resultados
Para a pesquisa, foram analisados os casos atendidos em 2012 e 2013. Segundo a psicóloga Anelise, os casos que mais chegaram ao Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos neste período foram de conflito familiar, negligência e violência sexual. ?Porém, houve um número ainda maior de encaminhamentos inadequados, ou seja, que deveriam ser atendidos por outros programas. Apesar disso, esses casos receberam o atendimento do Paefi?, explica. Outro resultado importante foi identificar o bairro Margem Esquerda como a localidade em que há maior número de casos encaminhados ao programa. Para finalizar, a psicóloga e a estagiária descobriram que o Conselho Tutelar ainda é o setor que mais encaminha famílias ao Paefi. ?Em 2012, 78% dos casos foram encaminhados pelo Conselho Tutelar. Em 2013, o número caiu para 60%?, destaca Anelise. Conforme a psicóloga, o número de atendimentos realizados pelo Paefi aumenta a cada ano e por isso é importante que seja feito um trabalho capaz de caracterizar os casos.
Edição 1561
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