Procissão de São Cristóvão reúne centenas de fiéis - Jornal Cruzeiro do Vale

Procissão de São Cristóvão reúne centenas de fiéis

25/07/2013

A entrega dos prêmios aos vencedores da rifa de São Cristóvão ocorreu na noite desta segunda-feira, 29, na Comunidade São Cristóvão. Os ganhadores puderam levar para casa prêmios como notebooks, televisores de 32 polegadas e até mesmo um automóvel Montana. Confira abaixo algumas fotos da entrega dos prêmios:

Jean Carlo/Rádio Sentinela do Vale Jean Carlo/Rádio Sentinela do Vale
Ganhadores do 1º prêmio (Montana) Ganhadores do 2º prêmio (Moto CG)
Jean Carlo/Rádio Sentinela do Vale Jean Carlo/Rádio Sentinela do Vale
Ganhadores do 3º prêmio (TV 32") Ganhadores do 4º prêmio (notebook)
Fotos: Jean Carlo/Rádio Sentinela do Vale

 


Confira os ganhadores da Rifa de São Cristóvão. O sorteio foi realizado às 22h deste domingo:

1º prêmio (carro Montana): Isabely e Bruno, número 501.275

2º prêmio (moto CG preta): José B. Isensee, número 123.005

3º prêmio (TV 32?): Artur Oechsler Foppa, número 94.318

4º prêmio (notebook): Aristides Alves de Andrade, número 388.383

5 prêmio (notebook): João H. Vieira, número 502.243

 

Prêmios dos festeiros:

1º prêmio (moto CG azul): Miguel Nunes, número 678

2º prêmio (notebook): Carlos Cesar Zimmermann, número 717

 

Procissão reúne centenas de fiéis

O sol nem mesmo havia nascido e, por volta das 5h deste domingo, dia 28, vários carros e caminhões já formavam uma enorme fila em toda a extensão da Avenida Francisco Mastella para participar da tradicional procissão dos motoristas. As 8h, quando as buzinas dos automóveis se intensificaram, os caminhões da empresa Schramm Areias e Terraplenagem, responsável por levar a imagem de São Cristóvão, iniciaram a procissão. Poucos minutos antes das 9h, os primeiros automóveis começavam a passar pelo bairro Gaspar Grande, seguindo para a igreja da comunidade. A emoção tomou conta de diversos motoristas ao verem as gotas de água benta caindo sobre seus automóveis durante a benção, que aconteceu na principal rua do bairro.

Após a chegada de todos os motoristas, iniciou-se a tradicional missa com a presença dos festeiros da comunidade. A celebração foi presidida pelo pároco da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, Frei Germano Guesser, que abençoou todos os presentes. Ao final da celebração, os festejos iniciaram e seguiram até o final da noite. 

Confira as imagens:

Galeria 1 - AQUI
Galeria 2 - AQUI
Galeria 3 - AQUI 
Galeria 4 - AQUI

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Caminhão que vai levar a imagem de São Cristóvão já está enfeitado

Centenas de pessoas foram até a Comunidade São Sebastião, no bairro Margem Esquerda, ao meio dia deste sábado, dia 27, para participar do almoço promovido pela Schramm Areias e Terraplenagem. A empresa gasparense será a responsável deste ano por levar a imagem de São Cristóvão até a comunidade do bairro Gaspar Grande na manhã deste domingo, dia 28.

Durante a festa, a empresa mostrou aos presentes o caminhão que estará à frente da procissão dos motoristas. O caminhão já está enfeitado com flores e agora espera a chegada de amanhã para participar da procissão. O motorista que conduzirá o santo padroeiro é José Ricardo Maba.

Entre os convidados para a confraternização estão os funcionários e direção da Schramm Areias e Terraplenagem, familiares, amigos e representantes da comunidade. 

A empresa

A Schramm Areias e Terraplenagem foi fundada em setembro de 1976, tendo como foco a exportação e comercialização de areia. Mais de vinte anos depois, no ano de 1998, a empresa expandiu sua atuação, passando a investir também no ramo de terraplenagem.

 

Hoje, a empresa que leva pela primeira vez a imagem de São Cristóvão durante a procissão, conta com uma frota moderna e profissionais especializados. A sede da empresa está localizada na rua Vidal Flávio Dias, no bairro Belchior Baixo.

Veja mais fotos da confraternização AQUI.

 

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Confira abaixo o especial do Dia do Motorista produzido pelo Jornal Cruzeiro do Vale

 

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Socorro para todas as horas

O relógio informa que já passa da meia-noite. O tempo está frio e chuvoso. A rodovia pela qual o motorista segue está vazia e de repente, por algum motivo, o veículo para de funcionar. Como o local está deserto, o condutor precisa recorrer a alguém que possa lhe ajudar neste momento. A melhor opção nestes casos é entrar em contato com um motorista de guincho, que rapidamente atende ao chamado e ajuda o condutor em situações complicadas como esta.

Este episódio faz parte da rotina de Everton Schramm, 28 anos, que escolheu como profissão ser motorista de guincho. Ele trabalha há seis meses no Guincho Mondini, localizado no bairro Poço Grande, e é responsável por conduzir um dos três caminhões de guincho da empresa. Embora Everton não esteja todos os dias na empresa, o veículo que costuma dirigir fica em sua casa para que, assim que for acionado, possa atender a ocorrência o quanto antes. ?Nós atendemos apenas casos particulares e de polícia. Mesmo que eu não esteja na empresa, meu celular está ligado 24 horas por dia. Não importa se é final de semana, feriado, dia ou noite. Se o celular toca tenho que atender a ocorrência o quanto antes?, explica o motorista. Por não ter uma rotina específica, ele já ficou um dia inteiro sem atender a nenhum chamado, assim como precisou viajar durante muitas horas seguidas para conseguir finalizar seu trabalho.

Quando atende ocorrências particulares, em casos em que o carro está com problemas, por exemplo, Everton afirma que o trabalho é tranquilo e rápido. Na maioria das vezes, ele dá carona aos motoristas que precisaram ser ajudados. Esta é uma parte da profissão que ele gosta muito, já que pode conhecer pessoas e conversar. Porém, quando é chamado para auxiliar em algum acidente de trânsito, além de ser mais complicado e demorado, o trabalho também é mais chocante. ?Já atendi a vários acidentes de trânsito, muitos inclusive com óbitos. É triste, mas preciso estar lá para auxiliar os trabalhos da polícia?, destaca. Neste tipo de ocorrência, ao chegar ao local ele precisa ainda esperar o laudo da polícia para só depois transportar o veículo para a delegacia ou outro local adequado.

 

Anos de estrada

Everton trabalha como motorista há mais de seis anos. Até um ano e meio atrás, o gasparense se dedicava à vida de caminhoneiro, transportando vários tipos de cargas pelo Brasil. Hoje, trabalhando como motorista de guincho, ele afirma que fez uma boa troca ao deixar de ser caminhoneiro. ?Não era fácil dirigir por tantas horas seguidas e para lugares tão distantes. Ficava muitos dias sem ver minha família e principalmente por isso não consegui mais trabalhar desta forma. Agora, dirigindo o caminhão de guincho, minha vida melhorou bastante por ser um serviço bem mais leve e melhor?, ressalta. Na época em que era caminhoneiro, Everton chegava a ficar mais de 60 dias longe de casa. ?Meu filho nasceu e só consegui vê-lo quando ele já estava com um mês?, lembra.

Por gostar tanto do que faz, ele não consegue encontrar dificuldades que precisa enfrentar devido à profissão, exceto por uma: o trânsito nas cidades. Everton diz que quando é chamado precisa chegar o quanto antes, mas nem sempre isso é possível. ?Há muito congestionamento dentro das cidades e muitas vezes chegamos bastante atrasados por conta disso. É uma situação difícil, já que o motorista que precisa do nosso serviço está com mais pressa?.


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As armadilhas da estrada nas viagens pela madrugada 

fotopg4abrepbMD.jpgO desenvolvimento econômico brasileiro das últimas décadas e o crescimento dos mais diversos setores da economia, como supermercados, siderurgia e indústria automobilística, trouxe às estradas um número cada vez maior de caminhões. É pelo sistema rodoviário que as principais cargas são escoadas, desde a produção da agricultura até bens de consumo durável. Sem um investimento adequado na malha rodoviária, a luta contra o tempo é um agravante nas estradas, o que obriga os motoristas, muitas vezes, a cumprir jornadas noturnas e dirigir muitas horas seguidas, sem o devido descanso.

A lei do descanso, que limita o tempo em que o motorista pode dirigir sem parar, ainda não entrou em vigor, mas algumas adaptações já podem ser notadas. Nas rodovias federais, foram estabelecidos alguns pontos de parada, oferecendo um local adequado para repouso. As rodovias estaduais, entretanto, não dão esse suporte. O especialista em gestão e segurança de trânsito, Emerson Andrade, lembra que dentro da categoria dos motoristas profissionais, há uma divisão: ?aqueles que são sindicalizados e trabalham como funcionários querem a limitação na jornada, querem ser assistidos pela lei. O autônomo, por sua vez, é contra essa regulamentação, porque quer produzir mais, ele quer ficar mais tempo na estrada para aumentar seu ganho, que é pequeno?, argumenta Andrade.

Segundo Andrade, que também é policial militar rodoviário, o efeito na estrada é a imprudência, a ocorrência de excessos que acabam complicando uma viagem. ?Não necessariamente essa carga horária mais extensa vai resultar num acidente, mas resulta num excesso de carga, vem a danificação do piso, o uso de rebites para conter o sono e o problema de saúde física e mental. O acidente é uma consequência?, pondera.

 

Consciência, acima de tudo

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Álvaro Sernientcoschi tem 63 anos de idade, mais de 30 vividos na cabine de um caminhão. Ele está aposentado há 10 anos, mas continua trabalhando, numa jornada que se estende à noite, até as 22 horas pelo menos. Entretanto, não passa a madrugada na estrada, como fazia há alguns anos. Em todos esses anos de profissão, precisou virar a noite poucas vezes, duas ou três no máximo, e nunca usou qualquer produto para se manter acordado. Álvaro costuma dirigir com cautela e acredita que o profissionalismo é muito importante, sem esquecer da saúde. ?Tem gente que toma rebite pra ficar acordado a noite toda, mas se arrebenta cedo, tá virado numa sucata. Isso acaba com a pessoa?, avalia, com bastante sinceridade.

A estrada, segundo ele, está boa. O problema são os motoristas que não respeitam mais ninguém. Principalmente o limite de velocidade. ?Você pega uma carreta carregada com 30 mil quilos, ela só vai parar lá onde está aquele caminhão?, aponta ao longe, um veículo parado a mais de 100 metros de onde a conversa acontece.

Álvaro confessa que gosta de trabalhar à noite, mas não dirige de madrugada. Se precisar, respeita o horário de descanso. ?Eu paro a cada 80 quilômetros para bater os pneus, por causa da carga, e já aproveito para caminhar, porque sentado no caminhão a gente cansa?. Diz que se trabalhar com segurança, tanto faz se é à noite ou de dia. Numa viagem de Blumenau até Porto Alegre, por exemplo, com cerca de 600 quilômetros, ele demora cerca de 10 horas. É o tempo que leva uma viagem segura.

 

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Companheirismo de estrada

fotopg5abrecolorMD.jpgPassar a maior parte da vida na estrada tem suas desvantagens. O tempo longe de casa, a saudade da família e os riscos a que a maior parte dos motoristas está exposta sempre são citados entre as reclamações dos profissionais, sobretudo os que cortam as estradas do país a bordo de um caminhão. Por outro lado, a liberdade e a chance de poder conhecer a cada dia um novo lugar e novas pessoas surgem na contramão como verdadeiros diferenciais da rotina de quem trabalha ao volante.

É nos momentos de descanso que a oportunidade de conversar e fazer amizades fica mais próxima. Esperar pela autorização de notas fiscais ou pela liberação de novas cargas para seguir viagem é parte da rotina de qualquer caminhoneiro. Nesses intervalos, que podem durar horas ou até dias, entra em cena a criatividade e as preferências pessoais de cada motorista para fazer o tempo passar.

Enquanto espera por cargas em um posto de gasolina às margens da rodovia Jorge Lacerda, em Gaspar, o grupo de caminhoneiros gaúchos prefere a conversa, regada sempre a um bom chimarrão, enquanto outros preferem repousar na cabine, ao som do rádio, ou ainda aproveitar o tempo para se alimentar ou lavar o caminhão.

 

Parceria até nas refeições

A relação de proximidade e companheirismo entre os caminhoneiros é episódio frequente nas estradas. Odair Pimentel, 50 anos, trabalha desde 1996 como caminhoneiro. Nos últimos anos a rotina se limita à região Sul e é facilitada pelo fato de possuir o próprio caminhão. No entanto, já teve a oportunidade de conhecer diversos locais do país graças à profissão. Entre as histórias vivenciadas na profissão ele destaca justamente as amizades feitas, com ênfase para os pontos onde os profissionais se reúnem para aguardar a liberação de cargas ou notas.

Em uma dessas situações, Odair havia levado uma remessa de embalagens para uma fazenda num pequeno município do Maranhão, a 20 quilômetros de distância do centro da cidade. Lá, tiveram que esperar por seis dias até que os responsáveis pelo desembarque da carga chegassem. ?Como em outras vezes, estávamos com dinheiro no bolso e sem opção para comer. O que salvou foi o estoque que os outros motoristas tinham e que dividiam com todos. Fazíamos arroz, ovo e nos virávamos como dava?, relembra.

Perguntado sobre como é ser motorista nos dias atuais, ele se queixa apenas da falta de serviços disponíveis na beira das rodovias. ?Muitos postos de combustíveis fecham seu espaço e só permitem que estacione ou use o banheiro quem abastece lá. Tudo está sendo cobrado e isso pesa no bolso e na vida do caminhoneiro?, lamenta. Entre os lugares que mais gostou de conhecer, Odair cita Alagoas, considerado por ele um estado privilegiado pelas belas paisagens.

 

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Profissão: motorista de funerária

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Não importa o lugar em que Carlos Alberto Pereira, 46 anos, esteja, nem mesmo o horário do dia. Se o seu celular ou telefone tocar ele terá que se apressar para atender ao pedido por trás da ligação o quanto antes. Às vezes, é necessário percorrer muitos quilômetros até chegar ao local solicitado, ou enfrentar muitos atrasos e problemas para conseguir concluir o trabalho. Mesmo com muitos obstáculos, desafios e contratempos, ele precisa continuar exercendo sua profissão que para muitas chega a ser assustadora.

Carlos é motorista de funerária e há oito meses trabalha na Central Funerária de Gaspar. A profissão, pela qual possui imenso carinho, já acompanha sua vida há mais de 15 anos. Ele trabalhou em cidades como Itajaí, Balneário Camboriú, Penha, Piçarras e Blumenau. Natural de São Paulo, Parreira, como é conhecido entre os amigos, trabalha ao lado de outros três profissionais na Central Funerária de Gaspar. A rotina pode sofrer várias alterações, mas costuma realizar plantões aos sábados e domingos. ?Podemos receber uma ligação de madrugada, ou em um feriado, não importa. Se nos ligam precisamos sair da onde estivermos para buscar o corpo?, explica Carlos.

Na maioria das vezes, ele recolhe os cadáveres no hospital para levá-lo até a funerária. Porém, em certas situações, quando a morte se deu em consequência de algum acidente, por exemplo, Parreira tem a difícil missão de ir até o local do acidente para pegar o corpo e encaminhar ao Instituto Médico Legal, IML. ?Esse tipo de situação já não me choca mais. Claro que não é fácil, também acho muito triste, mas é o meu trabalho e preciso fazê-lo?, afirma. Há situações em que os motoristas de funerárias precisam se deslocar a cidades vizinhas, como Blumenau e Itajaí, ou até mesmo viajar para mais longe para levar o corpo para a família. Carlos já viajou para Curitiba, São Paulo e até para cidades mais distantes a trabalho.

 

Tarefas

Após pegar o corpo, ele segue para a Central Funerária, onde já há algum familiar da pessoa falecida, que traz a roupa com a qual ela será enterrada. É então que novamente Carlos se torna indispensável. Sua profissão não se limita apenas a dirigir o veículo da empresa, uma Ducato Cargo adaptada para o serviço. Ele também é responsável por preparar os corpos para o sepultamento ao lado de uma equipe especializada. ?Geralmente pedimos duas horas para a família para que possamos arrumar o corpo. Trocar de roupa, maquiar, limpar, enfim, tudo isso também é nossa função?. Em seguida, o corpo é levado para a casa mortuária para ser velado.

No outro dia, quando ocorre o sepultamento, ele volta para novamente ajudar a família. ?Meu trabalho se encerra apenas após o sepultamento. Quando volto, ajudo a família a retirar os pertences da casa mortuária e arrumar o corpo, caso precise. Depois, sigo com eles para os cortejos do sepultamento, onde meu trabalho será finalizado?. Apesar das situações complicadas e delicadas, Parreira afirma que sente grande carinho pela profissão que escolheu seguir.

Carlos embarcou nessa por ser uma pessoa muito curiosa, mas acabou ficando pelos amigos que conquistou e gosto pelo trabalho. ?Quando cheguei a Gaspar, trabalhei como motorista de uma empresa de materiais de construção por quatro anos, mas não consegui me adaptar. Hoje, não me vejo trabalhando em outro lugar que não seja aqui?, ressalta. Assim como ele, o motorista e companheiro de trabalho, Roberto José da Silva, 52 anos, também afirma que gosta muito da profissão e que dificilmente a trocaria por outra. ?Já faço isso há 22 anos e gosto muito. A Central Funerária é a minha segunda casa, onde trabalho e convivo com grandes amigos?. Para Beto, como é conhecido, o segredo de gostar tanto da profissão, apesar dos desafios e das dificuldades, é trabalhar sempre com um sorriso no rosto e com uma equipe unida.

 

Cuidado redobrado

Ser motorista de funerária e ter a responsabilidade de carregar corpos é um desafio para poucos. Segundo Carlos, o cuidado em dirigir o veículo da funerária precisa ser dobrado. ?Temos que dirigir mais devagar e com muita atenção. O principal é cuidar ao passar em lombadas físicas, já que existe o risco de o corpo sofrer com o impacto?, conta. Além disso, este tipo de motorista precisa lidar com algo ainda mais complicado: a tristeza dos familiares da vítima. ?Esta é uma parte difícil da profissão. Os familiares estão muito chocados com a situação, sensíveis, e nós precisamos fazer todo o trabalho de forma profissional e séria, sem ficarmos abalados?, destaca o motorista.

Durante todos estes anos em que esteve trabalhando como motorista funerário, Carlos já passou pelas mais diferentes situações. Sempre de bom humor, ele afirma possui inúmeras histórias, tristes e engraçadas, que estão bem guardadas na memória. Várias delas são sobre os primeiros anos de profissão, quando o próprio motorista, além de conduzir e arrumar o corpo, precisava avisar aos parentes que uma pessoa da família havia falecido. ?Era algo muito difícil. Eu chegava à casa da família e tinha que dar a má notícia. Várias vezes, as pessoas chegavam a desmaiar e passar mal. Já aconteceram casos em que eu cheguei a levar tapas no rosto?, lembra. Outra história marcante de sua vida diz respeito a sua esposa, Lílian Laurentina da Costa, 37 anos. O casal se conheceu enquanto Carlos estava trabalhando em uma funerária e está junto até hoje, após mais de 14 anos.

 

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Festa para celebrar o padroeiro

fotopg8abrecolorMD.jpgDurante este final de semana, todas as atenções estarão voltadas a São Cristóvão, padroeiro da comunidade do Gaspar Grande. Desde esta quinta-feira, 25, até domingo, 28, acontece no bairro a tradicional Festa de São Cristóvão. Celebrações religiosas, atrações musicais, ações de integração entre o público e a tradicional procissão vão integrar a programação do encontro.

A intenção dos organizadores, que já promovem o evento há 30 anos, é animar a comunidade, reforçar a fé dos devotos e marcar a passagem da data de homenagem ao santo, celebrada no primeiro dia de festa, 25, junto com o Dia do Motorista.

Os participantes terão à disposição uma área superior a 4 mil metros quadrados para aproveitar as atrações de celebração a São Cristóvão. A novidade para este ano, conforme explica o coordenador do Conselho Pastoral Comunitário, Jaime Schneider, será o novo galpão que vem sendo construído para trazer mais conforto aos participantes. ?Reformamos um antigo galpão e agora o espaço está muito mais amplo. Este será o primeiro ano em que iremos utilizar o galpão reformado?, explica.

A tradicional Festa de São Cristóvão reúne, todos os anos, um número expressivo de pessoas e Jaime acredita que nesta edição não será diferente. Além de ser um evento conhecido por grande parte da comunidade, ele afirma que a extensa programação é pensada para atingir todas as faixas etárias. ?Procuramos trazer atrações que possam divertir desde as crianças até os idosos e acredito que por isto nosso evento seja tão reconhecido no município?, afirma o coordenador do CPC.

 

Festejos

As atrações da 30ª edição da Festa de São Cristóvão tiveram início nesta quinta-feira, 25, com a celebração do Primeiro Dia do Tríduo a São Cristóvão. Mas é nesta sexta-feira, 26, que os festejos e a animação têm início. Logo após a celebração do segundo dia do tríduo ao padroeiro, às 19h30, os participantes poderão seguir ao salão da capela para se divertir com a roda da fortuna, sacola surpresa e desfrutar do completo serviço de bar e cozinha oferecido no local. Ainda neste dia, a animação estará garantida com o show do cantor sertanejo César Santoro, que sobe ao palco às 23h. No sábado, 27, às 19h30, ocorre o encerramento do tríduo celebrado pelo padre Marcos Zimmermann. Em seguida, os festejos continuam no salão da comunidade, sendo que às 22h tem início o baile com o grupo Legião Gaúcha. 

No domingo, 28, último dia do evento, a programação inicia cedo, por volta das 7h. Neste horário, os caminhoneiros começarão a se reunir próximo ao Ginásio João dos Santos, no Poço Grande, para a tradicional procissão, que todos os anos reúne centenas de caminhoneiros. ?Na última edição, tivemos mais de 500 caminhões participando da procissão. É algo muito bonito de se ver?, ressalta Jaime Schneider. Durante o trajeto entre o Ginásio João dos Santos e a Capela São Cristóvão, o Frei Germano Guesser vai dar a benção aos motoristas para protegê-los dos riscos das estradas. À tarde, o grupo Legião Gaúcha volta a subir o palco para comandar a tarde dançante, às 16h. Todos os bailes do evento são gratuitos.

 

Programação

 

fotopg9abreMD.jpgSexta-feira, dia 26

19h30 - Celebração religiosa do segundo dia do tríduo

23h - Show com Cesar Santoro

 

Sábado, dia 27

19h30 - Celebração religiosa do terceiro e último dia do tríduo com o padre Marcos Zimmermann

22h - Baile com o grupo Legião Gaúcha

 

Domingo, dia 28

7h15 - Saída da tradicional procissão, no Ginásio João dos Santos

16h - Tarde dançante com o grupo Legião Gaúcha.

 

 

O padroeiro dos motoristas

Cristóvão significa aquele que carrega Cristo. O santo protetor dos motoristas, viajantes e agricultores teria vivido por volta do ano 200 d. C., na região da Palestina, onde também nasceu Jesus. A característica mais marcante de Cristóvão era a altura e a força física. Ele, porém, tinha obstinação por colocar o próprio potencial a serviço de seres ainda mais fortes. De origem pagã, ele demorou a ser apresentado ao caminho divino. Um eremita foi o responsável pelo incentivo. Ao saber, porém, que precisaria de muita dedicação para meditar, rezar e jejuar, quis outro caminho para servir ao Senhor. Foi orientado então a se dedicar a obras de caridade e ganhou logo uma missão: usar a força e a altura para ajudar gratuitamente a população a atravessar um perigoso rio.

A responsabilidade pelo transporte de pessoas de uma margem à outra do rio o transformou em padroeiro dos motoristas. Pela lenda, numa das vezes em que se propôs a ajudar, Cristóvão ? que inicialmente se chamava Reprobus ? carregou uma criança. Cristóvão pegou o menino nos ombros e seguiu o seu roteiro. Só que, a cada passo dado, o menino lhe pesava cada vez mais. Parecia que o gigante estava carregando o peso do mundo inteiro. Ao observar o espanto de São Cristóvão, o menino lhe falou: ?Em teus ombros, levaste mais que o mundo inteiro. Tu carregaste o Senhor do Mundo. Eu sou Jesus, aquele a quem tu serves?. Desde então, o santo foi rebatizado de Cristóvão, ou seja, aquele que carrega Cristo.
 

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Com o futuro nas mãos 


fotopg10abrepbMD.jpgOs jovens de hoje são o futuro do amanhã. Apesar de clichê, a frase está diretamente ligada à profissão de Jaison Sabel, de 39 anos. Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, a busca pelo diploma do ensino superior aumenta ano após ano. Porém, trabalhar o dia inteiro e estudar no período noturno não é fácil. Cansados dessa correria do dia a dia, os jovens determinados estão, cada vez mais, procurando recursos para ir à faculdade sem ter que enfrentar de forma direta o trânsito das rodovias.

É neste momento que a profissão de Jaison entra. Ele é responsável por levar cerca de 20 universitários diariamente à Univali, em Itajaí. ?A jornada dos estudantes é muito difícil e cansativa. A maioria trabalha o dia inteiro e nem todos conseguem ir para casa antes de estudar. Indo de ônibus, eles conseguem aproveitar o tempo até a universidade para descansar um pouco?. 

A rotina para levar os estudantes à universidade começa às 17h30, quando inicia o percurso para pegar os alunos, que moram nas cidades de Gaspar e Ilhota. Após mais de uma hora, por volta das 18h50, o micro-ônibus da ACD Transportes está em Itajaí, parando nos três pontos em que os alunos ficam na Univali. ?O caminho até Itajaí é imprevisível. Principalmente porque passamos pela BR-101, não se sabe o que podemos encontrar no caminho. As longas filas que às vezes pegamos podem ser resultado de um final de semana prolongado como também de um acidente grave?, argumenta o motorista, afirmando que dá o máximo para que os estudantes cheguem sempre antes das 19h, horário em que as aulas começam.

Após deixar os alunos, Jaison segue com a topique para um posto de gasolina, onde estaciona o veículo no pátio. Nas três horas que antecedem o fim das aulas, ele aproveita para descansar, assistir a um DVD dentro do ônibus e até mesmo conversar com os colegas de profissão, que estacionam no mesmo lugar. Quando o celular marca 22h, Jaison liga o micro-ônibus e novamente segue para um local próximo à universidade, onde os alunos o encontram. Às 22h20 eles seguem para casa e, às 23h, todos os alunos estão em seus lares.

Sempre alegre e disposto a uma boa conversa, Jaison afirma que a melhor parte da profissão é poder fazer novas amizades. ?Como condutor e profissional, tenho que dar meu melhor. Eu me considero uma pessoa muito educada e tenho um respeito e admiração muito grande por esses jovens. Eles formam uma turma muito educada. Adoro trabalhar com eles?.

 

Experiência

Conhecer pessoas e fazer novas amizades foi o que levou Jaison a escolher a profissão de motorista. Na bagagem, o homem leva uma experiência de 21 anos. Da juventude até agora, ele já trabalhou como motorista de caminhão, taxi e, agora, ônibus.

Ainda jovem, aos 18 anos, começou a trabalhar como motorista de caminhão, profissão esta que se estendeu até os 24 anos. Foi então que surgiu a oportunidade de trabalhar como taxista pelas ruas de Gaspar. ?Esta foi a parte em que conheci mais pessoas. Muitas pessoas que pegavam meu taxi gostavam de conversar?.

Quatro anos mais tarde, o motorista voltou a dirigir caminhão. A viagem mais longa foi até Belo Horizonte, quando ficou cinco dias longe de casa. Até dezembro de 2012, Jaison era responsável por levar produtos de pet shop aos mais diversos comércios.

No final do ano passado, a experiência de Jaison fez com que o emprego de motorista de micro-ônibus fosse oferecido a ele. O novo desafio foi aceito na hora, já que ele estava com saudades de trabalhar diretamente com pessoas. ?Apesar de estar mais perto de casa, agora a responsabilidade é muito maior. Quando motorista de caminhão, eu transportava objetos. Agora eu levo vidas?, ressalta.

Além de levar os estudantes, Jaison também é responsável por levar e trazer funcionários de uma empresa de Brusque para o serviço. Ele pega os trabalhadores da tarde em casa ao meio-dia e leva até a cidade vizinha, onde os deixa e leva para casa os que estão terminando o turno da manhã. Todo esse trajeto termina às 16h30. Após as 23h, quando todos os alunos já estão em casa, ele retorna às ruas para buscar os funcionários que vão trabalhar no período noturno.

 

Cuidados

Mesmo com mais de duas décadas de experiência, os cuidados no trânsito estão sempre em primeiro lugar. Para se aperfeiçoar cada vez mais, ele conta que já fez diversos cursos. ?Somos obrigados a ter o curso específico para cada área e isso é muito bom. Como transportamos pessoas, o cuidado tem que estar sempre em primeiro lugar?.

Ainda segundo Jaison, apesar de tomar os devidos cuidados, é muito difícil dirigir nos dias de hoje. ?Muitos motoristas não respeitam as leis de trânsito, os pedestres e os próprios companheiros de estrada. Se tivesse uma união entre todos os motoristas, o trânsito seria muito diferente?.

 

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Terraplanagem Schramm conduz imagem do padroeiro

fotopg11abreMD.jpgComo nos anos anteriores, um dos momentos mais esperados da Festa de São Cristóvão será a procissão dos caminhoneiros, que abre o domingo de comemorações na comunidade. Neste ano, a honra e a responsabilidade de conduzir a imagem do santo no caminhão à frente do comboio serão da empresa Schramm Areias e Terraplanagem, com 37 anos de atuação em Gaspar.

Será a primeira vez que a empresa terá a missão de enfeitar a imagem de São Cristóvão e guiá-la por todo o percurso, que inclui as principais ruas da cidade, até chegar ao local da festa. Em todos os anos, porém, diretores e funcionários da Schramm Areias e Terraplanagem participam das comemorações ao santo protetor dos motoristas. ?É sempre um momento muito aguardado por todos. Os motoristas costumam se organizar e divulgar a festa?, explica a diretora da empresa, Lorena Schramm da Silva.

A imagem de São Cristóvão estará a bordo de um caminhão da marca Volvo, conduzido pelo motorista José Ricardo Maba. Outros 17 veículos da Schramm Areias e Terraplanagem devem acompanhar a procissão, que será seguida por centenas de veículos guiados por motoristas que buscam manifestar a fé e pedir a proteção do santo padroeiro. A participação de destaque da Schramm na Festa de São Cristóvão de 2013 coincide com o momento positivo que a empresa atravessa no mercado em que atua, com crescimento sólido e base de clientes que se fortalece à medida em que a relação de serviços prestados aumenta.

 

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Schramm Areias e Terraplanagem: garantia e eficiência nos serviços

fotopg12abreMD.jpgA agilidade com que os caminhões entram e saem do pátio da Schramm Areias e Terraplanagem, no bairro Belchior Baixo, é a mesma com que a empresa procura atender os clientes que buscam produtos e serviços como extração de areia, enrocamento, macadamização e aterro. Em 2013, a companhia completa 37 anos de atividades com muitos motivos para comemorar.

A Schramm nasceu em setembro de 1976 tendo como foco a extração e a comercialização de areia, feita ainda no bairro Bela Vista. Em 1998, a empresa começou a expandir a atuação, investindo também no ramo de terraplanagem. Atualmente a Schramm conta com uma frota moderna e com profissionais especializados, responsáveis pela execução eficiente dos serviços oferecidos pela empresa. A sede da empresa está localizada na rua Vidal Flávio Dias, 55, bairro Belchior Baixo.

 

Diferenciais

fotopg12abre2MD.jpgEntre os serviços oferecidos para a área de construção civil, com foco na segurança e no desenvolvimento sustentável, há espaço privilegiado para os equipamentos de qualidade que compõe a estrutura da empresa. O maquinário passa por manutenções periódicas e ajuda a aprimorar ainda mais os produtos e serviços oferecidos pela empresa. Veículos como retroescavadeiras, tratores, caminhões e rolos-compressores compõem a frota da empresa, o que diversifica a atuação e permite a prestação de serviços em várias frentes. A preocupação com o meio ambiente também é uma constante nas atividades da empresa.

 

 

 

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Da origem familiar à expansão das atividades

fotopg13abreMD.jpgA trajetória da Schramm Areias e Terraplanagem começou em 9 de setembro de 1976, ainda com o nome de Extração de Areia Schramm. A história teve início pelas mãos do empreendedor Aloys Schramm, patriarca da família, com a primeira sede situada na rodovia Jorge Lacerda, na divisa entre Gaspar e Blumenau, próximo ao atual parque fabril da empresa Malwee. Neste local era feita a extração e a comercialização de areia e agregados.

O verdadeiro processo de expansão começou na década de 1990, quando a empresa adotou o nome atual e incorporou serviços de terraplanagem. Mesmo com as mudanças e o crescimento na estrutura e na organização, algumas linhas de conduta como a preocupação com a qualidade do trabalho, o bem-estar dos funcionários, a satisfação dos clientes e a harmonia com a comunidade norteiam a atuação da empresa desde o início das atividades até os dias atuais.

A empresa, com origem familiar, ganhou corpo ao longo desses 37 anos e hoje conta com 40 funcionários e uma ampla estrutura de serviços e equipamentos para atender os clientes, em área de atuação que se estende por toda a região.

 

Serviços

A empresa fornece areia, macadame e britas para construções, com entrega rápida e eficiente. Na parte de serviços, a Schramm Areias e Terraplanagem executa todos os tipos de terraplanagem, corte e aterro, drenagens, limpezas de terrenos, enrocamento de pedras, macadamização, reconstituição de encostas e taludes e loteamentos, além de locação de equipamentos. Todos os serviços seguem a legislação ambiental e contam com acompanhamento técnico.

 

- Terraplanagem;

- Corte e aterros;

- Drenagens;

- Destoca e limpeza de terrenos;

- Demolições;

- Enrocamento de pedras e reconstituição de taludes;

- Locação de equipamentos - retroescavadeiras, trator de esteiras, escavadeiras hidráulicas, rolo compactador, motoniveladora, entre outros;

- Infraestrutura completa para execução de loteamentos; 

- Fornecimento de macadame, areia e brita.

 

 

Preocupação com os equipamentos

fotopg13retrancaMD.jpgUm dos diferenciais de atuação da Schramm Areias e Terraplanagem está na qualidade do serviço prestado aos clientes. Contando com uma equipe qualificada, a empresa busca aperfeiçoar cada vez mais os serviços, tornando as obras cada vez mais ágeis e produtivas. Toda a frota é padronizada, identificada com o logotipo da empresa, rastreada e monitorada. Os equipamentos possuem plano de manutenção preventiva e os motoristas e operadores são treinados na própria empresa.

 



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Preparativos para a procissão

fotopg14abreMD.jpgA tarefa de transportar a imagem de São Cristóvão na procissão deste ano será do motorista José Ricardo Maba, 32 anos. Escolhido pela Schramm Areias e Terraplanagem para liderar a fila de caminhões da empresa que irá percorrer as ruas da cidade convidando os moradores para participar da festa do padroeiro, ele trabalha há mais de quatro anos na empresa e se mostra feliz com a responsabilidade e com a honra que terá na festa deste ano. ?Sempre participo da festa e neste ano estou ainda mais empolgado pela oportunidade de levar o santo?, afirma. Além dos companheiros de empresa, o motorista também deve ter a companhia do irmão e da esposa durante a procissão em que carregará a imagem do padroeiro. 

Maba é mais um dos motoristas da Schramm que participam todo ano da Festa de São Cristóvão. Neste ano, outros 16 caminhões da empresa devem seguir a tradicional procissão, que todos os anos reúne mais de 100 caminhões com devotos do santo padroeiro dos motoristas. Como ocorre em todos os anos, a empresa responsável pelo transporte do padroeiro irá decorar o santo com um encontro entre funcionários, no sábado que antecede a procissão. A saída do comboio será logo nas primeiras horas do domingo, antes da procissão.

 

Colaboradores

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Hoje a empresa Schramm Areias e Terraplanagem conta com 40 colaboradores, sendo destes 18 motoristas, 14 operadores de máquinas, dois extratores de areia, um mecânico, quatro administradores e um engenheiro civil. Com a missão de sempre valorizar o funcionário, a empresa investe em equipamentos modernos e na segurança do colaborador, buscando proporcionar um ambiente de trabalho sadio e produtivo. Com equipe qualificada, honestidade e muita dedicação, a Schramm Areias e Terraplanagem conquistou espaço no mercado, estando presente em um grande número de obras que impulsionam o desenvolvimento da região.

 

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Uma vida de amor pelas estradas

fotopg15retrancaMD.jpgUma pequena cabine com poucos objetos foi a segunda casa de Valdemiro Mannrich, 73 anos, por quase 60 anos. O local era pequeno e não muito confortável, mas para ele isto nunca foi problema. O amor pela profissão era capaz de vencer os obstáculos. Ao longo destas décadas, Miro, como é conhecido pelos amigos e familiares, colecionou milhares de histórias, na maioria felizes, fez diversas amizades que pretende cultivar por toda a vida e conheceu vários estados do país. Cheio de orgulho e satisfação, Miro revela que dedicou grande parte da sua vida para trabalhar como caminhoneiro, um sonho que lhe perseguia ainda na infância.

Valdemiro é um homem muito bem disposto e cheio de vontade de continuar trabalhando. Hoje, ele já não dirige seus fieis companheiros de estrada por ter problemas cardíacos, mas vontade não lhe falta. A trajetória pelas estradas de todo o Brasil teve início muito cedo, ao começar a dirigir pequenos caminhões na década de 1950, quando tinha apenas 14 anos. Na época, o pai tinha um engenho de cana de açúcar e ele, como filho mais velho, ajudava. Trabalhando no engenho, começou a dirigir o caminhão e a partir daí nunca mais parou.

As lembranças dos primeiros contatos com um caminhão são facilmente lembradas por Miro, que as conta sempre com um sorriso no rosto, demonstrando parte de seu amor pela profissão. ?Quando eu era criança, ser caminhoneiro era uma espécie de sonho para mim, algo pelo qual eu lutaria muito para conseguir. E acabei conseguindo?, destaca. Na família, apenas um de seus tios trabalhava como motorista de caminhão e isto fez com que sua paixão aumentasse ainda mais, mesmo sem o desejo profundo do pai. ?Nem assim deixei meu sonho de lado. Subi em um caminhão e nunca mais saí?.

Em 1968, Miro comprou um pequeno caminhão, o que lhe trouxe a oportunidade de viajar para lugares mais distantes. A partir deste ano, ele passou a conhecer diversas cidades e estados brasileiros transportando as mais variadas cargas de empresas da região. Após cerca de cinco anos, o morador do Belchior vendeu o caminhão e passou a trabalhar com o tio, em Indaial, dirigindo pela primeira vez um caminhão truck.

 

Nova fase

Em meados de 1977, Valdemiro deu início a uma nova fase na vida como motorista. Neste ano, passou a conduzir carretas e a transportar cargas somente para o Nordeste. ?Este foi um período muito bom. Gostava muito de ir ao Nordeste e lá fiz muitas amizades, além de conhecer muitas cidades?, ressalta. Durante 21 anos, até 1998, ele fez viagens para esta região com as carretas, mas precisou parar por motivos de saúde. Nesta época, Miro já estava aposentado, mas nem por isso deixou a vida de caminhoneiro de lado. Por seis anos trabalhou em Itajaí, fazendo distâncias menores, e há dois anos Miro está sem trabalhar. ?Hoje estou mais limitado, mas ainda estaria trabalhando se pudesse, sem dúvida alguma?.

 

Pelas estradas do Brasil

Durante todas estas décadas de estrada, Miro colecionou histórias marcantes que estarão sempre guardadas na mente. Como caminhoneiro, ele conheceu todos os estados do Brasil, com exceção do Acre e do Amazonas. ?Conheci boa parte do país e sei que se não tivesse seguido a vida de caminhoneiro nunca teria conhecido tantos lugares?, afirma. As viagens de seu Miro levavam de 10 a 12 dias, sendo que a mais longa que realizou durou 45 dias. Orgulhoso, ele afirma que nunca teve preguiça de levantar cedo ou dormir poucas horas para conseguir realizar a entrega no prazo. Pelo contrário, sua disposição sempre foi uma característica marcante. ?Tínhamos prazo, é claro, mas não eram tão apertados como os de hoje. Dormia tarde e acordava cedo e sempre dirigi com muito ânimo e cautela, sem precisar tomar qualquer coisa que me deixasse acordado?. 

 

Amor pela família e pela profissão

Hoje, Valdemiro Mannrich mora no Belchior Alto com a esposa, Doraci Mannrich, com quem é casado há mais de 50 anos. Conciliando o difícil trabalho nas estradas e os cuidados com a família, ele teve quatro filhos, 10 netos e oito bisnetos. Todos os filhos e também a esposa já seguiram viagem com ele, cortando as estradas do Nordeste. Por mais que tenha gostado de conhecer novos lugares e pessoas ao lado do marido, Doraci revela que ser casada com um caminhoneiro não é tarefa fácil. ?Sempre foi muito bonito ver o amor que ele sentia pela profissão, mas para mim e para os filhos não era nada fácil a sua ausência. Hoje, fico mais feliz por ele estar perto da gente?, diz.

 

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Viagem segura requer planejamento

fotopg18abrecolorMD.jpgA vida de caminhoneiro está cada vez mais difícil. Valor baixo do frete, estradas pedagiadas em todo o Brasil, horários apertados, trânsito intenso, obras nas principais rodovias brasileiras. Os especialistas lembram que, para enfrentar o trajeto na estrada, o importante é manter o veículo revisado e a saúde em dia, parceria que ajuda a evitar acidentes e reduz os riscos nas cada vez mais concorridas rodovias.

Números da Polícia Rodoviária Federal mostram que, hoje, ocorrem cerca de 200 acidentes todos os meses no trecho entre Gaspar e Rio do Sul da BR-470. Estes índices já foram maiores, numa média de mais de 300 ocorrências ao todo, até 2012, antes da instalação das lombadas eletrônicas que cortam a rodovia. Na BR-101, no trecho duplicado, os acidentes são menos frequentes, mas muitos deles envolvendo caminhões, o que se torna sempre um agravante para as condições de tráfego e escoamentoda economia catarinense.

No que diz respeito às dicas de mecânica, é importante manter o caminhão revisado, com pneus, freios e suspensão em bom estado, faróis sempre regulados, assim como demais componentes elétricos e eletrônicos devem passar por um cuidado constante. O especialista em gestão e segurança no trânsito, Emerson Andrade, lembra que é fundamental que o motorista verifique as condições gerais do veículo e seus equipamentos de segurança, como extintor, triângulo e demais itens. ?A manutenção do veículo tem que ser periódica, é preciso estar atento. Às vezes a autossuficiência do caminhoneiro é tão grande que ele acaba se esquecendo do veículo, o que pode aumentar o risco nas rodovias?, alerta Andrade.

 

Profissionais precisam ter mais atenção

O comandante do Primeiro GP Polícia Militar Rodoviária de Gaspar, Luis Valmor Schenato, lembra que o caminhoneiro é um motorista profissional, e por isso precisa ter um cuidado redobrado com o trânsito e com as situações que envolvem segurança. Schenato alega que os demais condutores sempre vão esperar algo a mais dos motoristas de caminhão, e esse papel é importante no cuidado que é necessário com os demais condutores.

?Infelizmente, temos alguns caminhoneiros que não respeitam essa máxima e não veem que estão conduzindo um veículo muito maior e mais perigoso e, ainda por cima, abusam disso?, denuncia o comandante. Isso passa também pelo cuidado com a manutenção do veículo, pelo estado geral do caminhão, pneus, faróis, freios e demais componentes da mecânica que são fundamentais para quem dirige profissionalmente.

 

Saúde também é fundamental

Além dos cuidados com o veículo, é importante que o condutor se preocupe com seu estado de saúde. Jackson Santos, diretor da Ditran e especialista em transporte de carga, lembra a necessidade de se preservar a integridade física do caminhoneiro. ?Em primeiro lugar, salientar que em hipótese alguma é recomendado o uso de medicamento como inibidores de sono, que dão uma ilusão de bem estar, mas que retardam uma série de outras condições físicas, como a redução do reflexo, coordenação motora e psicomotora, o raciocínio e a lucidez tão importantes para um motorista profissional.

Na lista de cuidados com a saúde, pode-se ainda incluir a necessidade de um sono regular, exercícios, uma alimentação balanceada e leve, principalmente à noite, além de um bom planejamento para a viagem.?A direção defensiva sugere que o motorista faça, a cada seis horas, duas paradas de pelo menos quinze minutos. Esse procedimento é o suficiente para um bom relaxamento nessa viagem, o que aumenta a sensação de segurança.

Em relação aos perigos da estrada, o policial Emerson Andrade reforça da necessidade de se parar em lugares seguros e de um planejamento para viagens mais longas. A dica inclui, ao se trafegar em locais desconhecidos, que o caminhoneiro procure postos de combustíveis de grande movimentação, restaurantes maiores ou mesmo postos da Polícia Militar Rodoviária. ?Também é recomendável que o condutor fale o menos possível com pessoas estranhas e que não dê informações como tipo de carga, valor, destino, porque sempre são informações que podem despertar atenção de pessoas mal intencionadas?, finaliza Andrade.

Edição 1509

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