Em um tempo em que a vigilância sobre o poder público é cada vez mais presente, propostas como a criação de uma ouvidoria na administração pública surgem como uma maneira de formalizar a crítica e a denúncia, tão comuns nas redes sociais. A diferença é que, com a implantação deste departamento, o governo tem maior controle sobre o que se fala dele na comunidade, além de ser um instrumento comprovadamente eficaz no auxílio à fiscalização e à ética na gestão pública.
Promover essa cultura e, ainda, divulgar um canal de comunicação mais eficiente entre a administração e a comunidade são os principais objetivos da vereadora Andréia Symone Zimmermann Nagel (DEM), ao enviar ao Executivo indicação para implementar a ouvidoria na Prefeitura, no Samae e na Fundação Municipal de Esportes. ?Entendemos que um setor com essa competência, abrindo esse canal direto com a comunidade, pode colaborar com a gestão pública e se tornar uma forte troca de informações entre a sociedade e a administração?, resumiu a autora da indicação que entra na sessão desta terça-feira, 7, da Câmara de Vereadores.
Segundo o texto do pré-projeto de Lei, encaminhado como sugestão pela vereadora proponente, a indicação tem como finalidade ?receber, registrar e classificar as reclamações e sugestões, promover estudos, propostas e gestões, em colaboração com os demais órgãos da Administração Municipal, com o objetivo de aprimorar o andamento da máquina administrativa.?
A vereadora explica que as críticas, sugestões ou reclamações podem ser feitas por telefone, pessoalmente, via internet ou por escrito por qualquer cidadão, contendo os dados de identificação do manifestante. A ouvidoria deve, entretanto, preservar a identidade do autor em sigilo. ?É uma forma de responder à comunidade, que muitas vezes reclama das condições da sua rua ou do seu bairro, mas não tem o retorno adequado, quase nunca fica sabendo qual o andamento de seu pedido. Cabe ressaltar que não serão contratados novos profissionais, a Prefeitura deve indicar um funcionário de carreira para ocupar o cargo?, justifica Andréia.
Edição 1486

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