Leonor Galisski, 60 anos, mora há 11 anos na rua Antônio Moser, no bairro Bela Vista. Durante todo este tempo, a moradora sempre precisou enfrentar um grande problema: a poeira que invade sua casa. A rua é de barro e, por isso, em dias mais quentes a poeira toma conta do local, incomodando os moradores. ?É muita poeira, isso é algo constante. A rua tem muitos moradores e tenho certeza que todos, assim como eu, sentem-se prejudicados?, garante.
Leonor sofre de asma e isto prejudica até mesmo a saúde. Com o excesso de poeira na rua, a casa fica fechada durante quase todo o dia, contribuindo ainda mais para as crises. ?Se eu quiser sair de casa é ainda pior, por causa da poeira. Calçar ou asfaltar a rua seria o melhor a fazer, mas infelizmente não sei quando isso será possível?, lamenta.
Assim como dona Leonor, a moradora Vanessa Zanato Pires, 28 anos, também sofre com a poeira gerada pela rua de barro. A moradora destaca que a via é muito movimentada, principalmente por causa da creche instalada no local, e isso acaba levando muito pó para as residências. ?A minha casa nunca está totalmente limpa. Eu trabalho fora, então não posso ficar tirando o pó o tempo todo. É uma situação muito complicada?, afirma. Vanessa destaca ainda que o caminhão pipa, que poderia amenizar um pouco a situação de todos, quase nunca passa pela rua Antônio Moser.
Sem contar com os serviços do caminha pipa, as famílias decidem molhar um trecho da via por conta própria, segundo o padeiro Rafael Chaves, 28 anos. Para ele, a melhor solução seria o asfaltamento da rua. ?O fluxo de veículos é intenso, por isso acho que seria necessário o asfaltamento. A poeira não dá trégua para ninguém?, reforça.
Pedido
Como a situação vem trazendo transtornos à comunidade, o presidente da Associação de Moradores do Bela Vista, Pedro José Garcia, encaminhou à Secretaria de Obras um ofício solicitando, com urgência, um caminhão pipa na via. No ofício, Pedro diz que o caminhão deveria passar pela rua Antônio Moser pelo menos duas vezes ao dia, em dias mais quentes, e que esta é uma reivindicação antiga de todos os moradores.
O que diz a Prefeitura
Procurado pela reportagem do Cruzeiro do Vale, o assessor da Secretaria de Transporte e Obras, Gilberto Goedert, revela que há algumas reclamações a respeito da poeira. Os pedidos para que o caminhão pipa passe na via também existem, porém, conforme explica o assessor, a Prefeitura conta atualmente com apenas quatro caminhões, que já possuem trajeto definido. ?Nós damos prioridade para as ruas que possuem tráfego mais intenso. Por enquanto, não há como ter um caminhão pipa neste local?, afirma. Também não há previsão de a via ser pavimentada.
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?O fluxo de veículos é intenso, por isso acho que seria necessário o asfaltamento. A poeira não dá trégua para ninguém?. Rafael Chaves, 28 anos |
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?A rua tem muitos moradores e tenho certeza que todos, assim como eu, sentem-se prejudicados?. Leonor Galisski, 60 anos |
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?A minha casa nunca está totalmente limpa. Eu trabalho fora, então não posso ficar tirando o pó o tempo todo?. Vanessa Zanato Pires, 28 anos |
Edição 1459

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