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A Ponte Hercílio Deeke, que liga as margens esquerda e direita de Gaspar, recebeu neste domingo, 10, a pavimentação asfáltica sobre a pista que já possui sua superestrutura recuperada, no lado direito da ponte no sentido Centro/Margem Esquerda. Os trabalhos foram feitos desde a manhã e a previsão era de que o trânsito ficaria interrompido até o final da tarde, período em que apenas pedestres e ciclistas puderam fazer a travessia.
Logo após a conclusão dos trabalhos a pista usada pelos carros passou a ser a reformada, com nova pavimentação. Como a passagem de pedestres deste lado ainda não está concluída - falta a instalação de guarda-corpos, que já teriam sido contratados pela empresa -, quem passa a pé pela ponte ainda passa pelo lado não reformado.
A obra da ponte foi retomada na última quarta-feira e empresa e Prefeitura não definiram um prazo para a conclusão total da reforma.
Edição 1469
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Os operários da empresa Arcos Engenharia retornaram às obras de reforma da Ponte Hercílio Deeke na manhã desta quarta-feira, 6, após definição da retomada da obra em reunião nesta terça. Por volta das 9h, quando a reportagem do Cruzeiro do Vale esteve no local, os trabalhos se concentravam em abaixar as barras de ferro erguidas no meio da pista para dar início ao processo de asfaltamento da pista.
A etapa mais aguardada, no entanto, é a instalação dos guarda-corpos junto à passagem de pedestres, que poderão concluir os trabalhos no primeiro lado reformado da ponte. Na reunião desta terça, a empresa afirmou que já contratou os equipamentos, mas precisará de pelo menos 20 dias para recebê-los e iniciar a instalação. Somente após esta etapa é que os trabalhos devem passar para o lado oposto da ponte. A prioridade neste reinício de trabalho, segundo a secretária de Planejamento e Desenvolvimento de Gaspar, Patrícia Scheidt, é acompanhar se serão cumpridas as etapas e prazos estipulados pela empresa.
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A reunião entre a secretária de Planejamento e Desenvolvimento de Gaspar, Patrícia Scheidt, e representantes da empresa Arcos Engenharia, responsável pela reforma da Ponte Hercílio Deeke, definiu que os funcionários devem retomar os trabalhos nesta quarta-feira, 6, com os ajustes nos dois tubulões localizados nas cabeceiras da ponte.
O pagamento dos valores pendentes à empresa foi confirmado na última sexta-feira, 1º. Foram R$ 88 mil depositados pelo município, segundo a secretária. Apesar do valor baixo, ela informou que a Prefeitura não poderia adiantar esta parcela com recursos próprios sem autorização do governo federal. Uma solicitação até teria sido feita à União para estudar a possibilidade, mas o dinheiro acabou sendo liberado antes da resposta.
Patrícia reitera que cerca de 70% da obra já está concluída e que o restante do valor liberado pelo Ministério da Integração Nacional permanece na conta da Prefeitura para ser liberado à medida que as próximas etapas da obra forem cumpridas.
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Uma reunião entre a secretária de Planejamento e Desenvolvimento de Gaspar, Patrícia Scheidt, e representantes da empresa Arcos Engenharia, responsável pela reforma da Ponte Hercílio Deeke, deve redefinir o cronograma de obras para a sequência dos trabalhos. O encontro está marcado para a tarde desta terça-feira, 5, na Prefeitura.
A reunião pode decretar a data da retomada dos trabalhos na ponte, interrompidos há pouco mais de 30 dias. Na quinta-feira, 28, após a liberação da segunda parcela de R$ 1,25 milhão necessários para a sequência dos trabalhos, a secretária Patrícia Scheidt, informou que pretendia fazer no mesmo dia o pagamento dos valores atrasados à empresa. Na tarde desta segunda-feira, 5, a reportagem tentou contato com a secretária para confirmar o pagamento, mas não obteve retorno.
O restante do valor do repasse deve permanecer na conta da Prefeitura e ser liberado à medida que as etapas da obra forem cumpridas. Na reunião desta terça deve ser estipulado um novo prazo de conclusão para a ponte. A projeção inicial é de que, após o reinício, os trabalhos durem quatro meses, o que levaria o prazo inicial para o início de julho.
A secretária já informou que cerca de 70% do cronograma oficial da obra está pronto. Os próximos passos da obra, após o retorno dos funcionários ao trabalho, deve ser a colocação dos guarda-corpos junto à passagem de pedestres, principal etapa necessária para a conclusão do primeiro lado reformado da ponte.
Liberação
Na última quinta-feira, 28, a Prefeitura de Gaspar confirmou o recebimento do segundo repasse de R$ 1,25 milhão vindo do Ministério da Integração Nacional. A parcela era esperada desde o final do ano passado e, segundo a administração municipal, foi a responsável pelo ritmo lento e pela posterior paralisação dos trabalhos na ponte. Na semana passada, Prefeitura e empresa haviam se comprometido a retomar a obra de imediato após o repasse do Ministério. Até a tarde desta segunda-feira, no entanto, ainda não havia movimentação de funcionários no local da obra.
Edição 1467
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A Prefeitura de Gaspar confirmou, em nota, que a segunda parcela de R$ 1,25 milhão referente às obras de recuperação da Ponte Hercílio Deeke já está disponível na conta do município. A informação oficial veio na manhã desta quinta-feira, 28, embora o repasse já aparecesse horas antes no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, Siafi.
Com a confirmação da disponibilidade da verba, referente ao segundo e último repasse do Ministério da Integração Nacional, o município prometeu fazer os pagamentos pendentes à empresa Arcos Engenharia, responsável pela obra, e solicitar o reinício dos trabalhos. Uma reunião entre representantes da empresa e da Prefeitura ficou marcada para a tarde de terça-feira, 5, para rediscutir o cronograma de trabalho.
Próximos passos
A secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Patrícia Scheidt, acredita que os trabalhos na Ponte Hercílio Deeke serão retomados apenas no início da próxima semana, possivelmente na segunda-feira, 4. ?Após o pagamento (dos valores pendentes à empresa), entramos em uma nova etapa?, destacou. Segundo ela, o próximo passo da obra deve ser a contratação e a instalação do guarda-corpo, proteção da passagem de pedestres. Os equipamentos são necessários para concluir os trabalhos do primeiro lado reformado e ainda não haviam sido adquiridos.
Apesar da reunião que deve discutir a retomada dos trabalhos, a previsão inicial é de que os trabalhos de reforma durem mais quatro meses após o reinício.
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A parcela de R$ 1,25 milhão do Ministério da Integração Nacional referente à obra de recuperação da Ponte Hercílio Deeke está disponível para a Prefeitura, segundo informação do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, Siafi, publicada pelo colunista Herculano Domício, da coluna Olhando a Maré (veja comentários aqui). O repasse da verba para a conta da Prefeitura é o passo aguardado para fazer os pagamentos pendentes à empresa responsável e solicitar o reinício dos trabalhos na ponte, interrompidos há quase um mês.
A secretária de Planejamento de Gaspar, Patrícia Scheidt, no entanto, revela que até o início da tarde a informação repassada a ela era de que o valor seria creditado nesta quarta e chegaria à conta apenas na quinta-feira, 28. Patrícia estava no Congresso dos Municípios, em Florianópolis, onde teria conversado sobre o caso com um integrante do Ministério. No início da semana, ela havia informado que buscaria contato com a empresa assim que os valores fossem depositados.
No sistema do governo o valor liberado pelo Ministério ainda aparece como R$ 3,75 milhões. Questionada sobre a situação também no início da semana, Patrícia havia informado que o sistema estava considerando também o valor da ordem bancária que acabou cancelada, em janeiro, também no valor de R$ 1,25 milhão.
Edição 1465
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A comissão formada por integrantes de entidades de classe, vereadores e moradores da Margem Esquerda pretende fiscalizar o reinício das obras de recuperação da Ponte Hercílio Deeke. A possibilidade de retomada dos trabalhos surgiu após a emissão da ordem bancária da segunda parcela de R$ 1,25 milhão por parte do Ministério da Integração Nacional. Segundo a secretária de Planejamento e Desenvolvimento de Gaspar, Patrícia Scheidt, o valor deve estar disponível até quarta-feira, 27, o que pode permitir a sequência da obra.
A intenção inicial da comissão, criada na semana passada, era ir a Brasília cobrar a liberação dos recursos caso isso não ocorresse até o início de março. O presidente da Associação de Moradores do bairro Arraial do Ouro e líder do movimento que cobra agilidade nas obras da ponte, Carlos José Junges, o Zecão, revela que, caso o dinheiro realmente chegue e as obras recomecem, a prioridade do grupo será a fiscalização. ?Queremos colocar um integrante nosso todo dia no canteiro de obras para acompanhar os trabalhos?, garante.
A secretária de Planejamento afirma que não há impedimento para este tipo de fiscalização e se propõe a discutir o caso com o grupo. Uma reunião entre a comissão e engenheiros da Prefeitura deve ser marcada após a retomada dos trabalhos. ?Não dá para a comunidade toda fiscalizar, mas com uma comissão organizada não há problema?, afirma Patrícia, que neste momento define a liberação do depósito como preocupação principal.
A fiscalização por parte da comunidade foi discutida na reunião com moradores da Margem Esquerda na noite desta segunda-feira, 25, que também avaliou as ações do movimento até agora.
Cronograma
Os próximos passos da obra de recuperação da Ponte Hercílio Deeke devem ser discutidos em reunião entre a Prefeitura e a empresa Arcos Engenharia, após o pagamento dos valores atrasados. O diretor de projetos da empresa, Marcelo Quintanilha, informou que pretende colocar sua equipe na obra assim que os pagamentos forem efetuados, mas explicou que a definição sobre o número de funcionários que estarão envolvidos nos trabalhos depende de uma nova discussão com o município, que servirá para redefinir o cronograma da obra. A secretária de Planejamento antecipa que não irá exigir número mínimo de funcionários, mas pretende focar a cobrança no prazo estipulado de quatro meses.
No aguardo
Após a emissão da nova ordem bancária, a expectativa fica para a disponibilidade do dinheiro depositado, prometida para até três dias úteis. A secretária Patrícia considera difícil ocorrer um novo problema nesta etapa da liberação, como aconteceu em janeiro, e promete fazer os pagamentos atrasados à empresa no mesmo dia da liberação da verba. ?Esperamos que a obra seja retomada em até 24 horas depois do pagamento?, projeta. A partir do reinício dos trabalhos, o prazo estimado pela secretária para o término da obra é de quatro meses, o que leva o novo prazo de conclusão para o final de junho.
Edição 1465
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Nova comissão irá acompanhar impasse

O impasse sobre os recursos para a sequência da reforma da Ponte Hercílio Deeke vai receber o reforço de uma comissão formada por integrantes de entidades de classe, moradores e do Poder Legislativo. A definição foi tomada numa reunião na tarde desta quarta-feira, 20, na Câmara de Vereadores.
O grupo de cinco pessoas será formado por um representante da Associação de Micro e Pequenas Empresas, Ampe, um da Câmara de Dirigentes Lojistas, CDL, um da Associação Empresarial de Gaspar, Acig, um da Comissão da Desenvolvimento da Margem Esquerda, que reúne associações de moradores, e um último integrante indicado pela Câmara de Vereadores.
A intenção é unir forças e aumentar a pressão pela liberação da parcela de R$ 1,2 milhão necessária para a sequência dos trabalhos, que estão parados desde 29 de janeiro.
Uma reunião na próxima segunda-feira, 25, deve definir o representante da Comissão de Desenvolvimento da Margem Esquerda. Os vereadores também devem se reunir para discutir quem irá representar a Câmara na nova comissão formada.
No aguardo
A atuação da nova comissão, no entanto, só deve ter início em março. Na reunião, o grupo decidiu esperar 10 dias antes de tomar qualquer decisão. O prazo foi o estipulado pela equipe do Ministério da Integração Nacional ao deputado federal Rogério Mendonça, o Peninha, que consultou o andamento do caso em Brasília. Se os recursos não forem liberados até 4 de março, a comissão pretende organizar uma visita ao Ministério para pressionar a liberação da verba.
Edição 1464
Uma reunião entre o diretor de trânsito de Gaspar, Jackson dos Santos, e o capitão Adair Alexandre Pimentel, comandante da Polícia Militar de Gaspar, deve discutir formas de ampliar a segurança no semáforo da Ponte Hercílio Deeke, na região da rotatória do bairro Margem Esquerda, durante a madrugada. Entre o final de janeiro e o início de fevereiro, duas pessoas tiveram os veículos roubados enquanto aguardavam a liberação do tráfego na ponte.
Nesta quinta-feira, 14, a PM enviou um ofício à Diretoria de Trânsito, Ditran, solicitando o posicionamento de agentes de trânsito da meia-noite às 5h, a fim de dar mais fluidez ao trânsito. ?Indiretamente, isto poderia contribuir com a segurança do local?, explica o tenente Heintje Heerdt, subcomandante da Polícia Militar de Gaspar.
Outra opção apresentada no ofício foi a instalação de um semáforo inteligente, que permita a passagem à medida que surjam veículos nos dois lados da ponte. No início da semana, a PM já havia se prontificado a ampliar a presença policial na região da rotatória. ?Sabemos que a responsabilidade da segurança é da polícia. Mas como a raiz deste problema está ligada ao fluxo de veículos, ações de trânsito podem ajudar?, contemporiza.
Risco
O documento foi recebido na tarde desta quinta na Ditran. O diretor de trânsito reiterou que a guarda de trânsito de Gaspar não atua como vigilante, não tem porte de arma e ficaria em risco no local nesses horários. ?Para colocarmos nossos agentes na ponte da meia-noite às cinco horas, tem que haver acompanhamento ostensivo da polícia, senão não é possível?, avisa. A insegurança do local e a onda de atentados são agravantes citados pelo diretor.
Jackson dos Santos explica ainda que o semáforo instalado nas cabeceiras da Ponte Hercílio Deeke é de propriedade da empresa Arcos Engenharia, responsável pela reforma da ponte. Em função disso, uma eventual troca de semáforo precisaria passar pela empresa. ?Quando falamos de sinalização em órgão público, dependemos de licitação e processos burocráticos que demoram. Não é tão simples assim?, rebate.
Para resolver o impasse e debater alternativas para ampliar a segurança no local, o diretor pretende agendar a reunião com o comandante da PM até no máximo o início da próxima semana.
Ação civil pública
A ação civil pública de 2010, que resultou no início da reforma da Ponte Hercílio Deeke, conta com uma decisão judicial para que o município fiscalize o trânsito na ponte. A promotora Luciana Uller, da área da cidadania, explica que a determinação se restringe ao fluxo de veículos, para evitar a passagem com peso acima do permitido. Ela revela que a decisão não envolve a questão da segurança e que não há limite de horas para fiscalização. ?O texto diz que a Prefeitura seria responsável por promover fiscalização intensa?, afirma.
Sobre a paralisação das obras de reforma, a promotora reforça que enviou um ofício ao Ministério da Integração Nacional questionando o motivo da demora na liberação dos recursos, mas alega que até agora não houve resposta. Sem recursos para as etapas seguintes, os trabalhos de recuperação da ponte estão parados desde 29 de janeiro.
No mesmo ofício em que sugeriu a instalação de um semáforo inteligente ou a presença de guardas na ponte durante a madrugada, a PM de Gaspar também solicitou que semáforos nos cruzamentos das ruas Doralício Garcia e São Pedro com a Avenida das Comunidades permaneça desligado durante a madrugada. Segundo o documento, a iniciativa aumenta a segurança de motoristas entre a meia-noite e as cinco horas da manhã e já acontece em outras cidades, como é o caso de Blumenau.
Edição 1462
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Além de causar transtornos aos motoristas que circulam por Gaspar, a Ponte Hercílio Deeke passou a oferecer mais uma dificuldade à comunidade: a insegurança. Em menos de 20 dias, duas pessoas foram assaltadas na Margem Esquerda, enquanto esperavam o semáforo abrir para atravessar a ponte. Nas duas situações, elas tiveram os veículos tomados por bandidos.
O caso mais recente ocorreu na madrugada deste sábado, 9. A vítima, Anildo Skrepitz, 57 anos, vinha de Blumenau, onde mora, para trabalhar na Linhas Círculo. Ele estava sozinho e assim que parou no semáforo da Ponte Hercílio Deeke, por volta das 4h30, três homens e uma mulher anunciaram o assalto. Um deles estava armado e obrigou o morador do bairro Fortaleza a descer do veículo, um Palio. ?Eu reagi. Quando apontaram a arma para mim e falaram para eu descer porque iam me roubar, eu segurei a arma para tentar impedir?, explica. O dedo de seu Anildo ficou preso ao gatilho e por isto ele precisou levar cinco pontos.
Quando perceberam que o condutor não sairia do veículo, os homens começaram a bater nele. ?Eles me jogaram no chão, entraram no carro e seguiram pela BR-470 para Navegantes. Fiquei muito machucado?, conta. Enquanto os assaltantes praticavam o crime, mais cinco carros estavam parados no semáforo, mas, segundo a vítima, nenhum condutor o socorreu.
Logo após, o homem de 57 anos seguiu para o Centro, onde pegou carona com um amigo até a Delegacia de Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência. O veículo foi encontrado, horas mais tarde, em Navegantes, assim como a quadrilha. ?Eles bateram o meu carro e agora só poderei pegá-lo na quarta-feira. É um transtorno, já que é o único veículo que tenho?, diz. O medo em passar novamente pela ponte, mesmo que a pé, ainda está presente em Anildo, que afirma não se sentir seguro no local.
Segundo caso
No fim de janeiro, a motorista Cátia Silene de Souza, 35 anos, também passou por um susto no semáforo da Ponte Hercílio Deeke. Ela e mais três pessoas voltavam da praia, pela BR-470, por volta das três horas da madrugada. Ao parar para esperar o semáforo abrir, três pessoas se aproximaram do veículo, um Citroen C3, e anunciaram o assalto.
?Não tinha mais nenhum veículo esperando. Todos no carro estavam dormindo e assim que eles nos mandaram sair eu entrei em estado de choque. Não consegui falar nada?, relata. A moradora do bairro Sete de Setembro estava com a janela semiaberta e isto facilitou a ação dos bandidos, que a ameaçaram com uma faca. ?Só consegui ver um adolescente, mas estava tão assustada que nem reparei em características físicas?, recorda.
Assim que os homens seguiram pela rodovia, a condutora ligou para a Polícia Militar. Uma viatura já estava passando pelo local, mas o veículo e os assaltantes não foram encontrados. Uma semana depois, o C3 de Cátia foi recuperado em Itajaí. ?Ele está muito danificado, principalmente no motor?, conta. O veículo não tinha seguro e era o único carro da família. ?Tento evitar passar pela ponte à noite. Sinto-me insegura, pois somos obrigados a parar e não temos para onde fugir?.
A Polícia Militar de Gaspar também já identificou a necessidade de mais atenção nas cabeceiras da Ponte Hercílio Deeke, principalmente de madrugada. O tenente Heintje Heerdt, subcomandante da PM de Gaspar, destaca que o policiamento na área será reforçado nos próximos dias. Normalmente, duas viaturas fazem rondas de madrugada na região das cabeceiras da ponte, mas a partir de agora a orientação é de que a presença policial seja reforçada nestes pontos, principalmente após a meia-noite.
Heerdt lembra ainda que, para tentar evitar os crimes, os motoristas podem ficar atentos a movimentações suspeitas, estar acompanhado de, pelo menos, mais uma pessoa no carro e ligar imediatamente para o 190 diante de alguma suspeita. ?Já percebemos a necessidade de reforço na região e vamos buscar isso?, ressalta.
Edição 1461
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Nem mesmo com a manifestação de moradores que paralisou por meia hora a Ponte Hercílio Deeke no final da tarde da sexta-feira, 1º, a espera pelo repasse necessário para a sequência da reforma chegou ao fim. Até o final da tarde desta segunda-feira, 4, o município ainda aguardava a liberação da verba, bloqueada por um problema no sistema do governo federal, segundo a equipe do Ministério da Integração Nacional.
A secretária de Planejamento de Gaspar, Patrícia Scheidt, no entanto, mostrou-se mais otimista. Segundo ela, um profissional do departamento financeiro do Ministério da Integração Nacional, que acompanha o caso, iria se reunir com uma equipe do Ministério do Planejamento para tentar a liberação. Ela revela que a pressão pela liberação está chegando a Brasília. ?Eles estão recebendo ligações da Prefeitura, da imprensa e isso está sendo positivo?, avalia, citando contato feito pela reportagem do Cruzeiro do Vale na semana passada.
Manifestação
Na sexta-feira, cerca de 200 pessoas estiveram reunidas no bloqueio da Ponte Hercílio Deeke. O protesto, pacífico e tranquilo, cobrava mais agilidade na obra da ponte. ?Tenho certeza que a nossa ideia vai surtir efeito. Se não houver avanço, vamos a Brasília cobrar?, prometeu, ao final do protesto, o presidente da Associação de Moradores do Arraial do Ouro, Carlos José Junges, o Zecão, um dos líderes do movimento.

Líderes da manifestação programada para esta sexta-feira, 1º, na Ponte Hercílio Deeke se reuniram na tarde desta quinta-feira com representantes da Polícia Militar, Diretoria de Trânsito, a Ditran, Serviço de Atendimento Médico de Urgência, o Samu, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual e promotoras da Comarca de Gaspar para discutir o esquema de segurança a ser adotado durante o protesto, marcado para as 17h30 desta sexta.Na reunião, os moradores informaram que pretendem bloquear a passagem na ponte por meia hora e se comprometeram a permanecer apenas na margem direita do Rio Itajaí-Açu, próximo à escadaria da Igreja Matriz São Pedro Apóstolo. A comunidade pretende fechar a ponte com faixas pretas nas duas cabeceiras e irá usar camisetas brancas para facilitar a identificação dos policiais.
Como as principais sugestões dos órgãos de trânsito e segurança pública foram acolhidas pelos organizadores do protesto, eles se comprometeram a garantir a segurança dos manifestantes e da população que estiver passando pelo local.
Divisão de tarefas
A Polícia Militar irá controlar o fluxo de pessoas em cima da ponte durante a manifestação. Já a Ditran irá interromper o trânsito na rua Coronel Aristiliano Ramos, na altura da esquina com a rua Augusto Beduschi, até a cabeceira da ponte. Os bombeiros vão deixar uma viatura estacionada na Margem Esquerda para atender eventuais ocorrências, enquanto a Polícia Rodoviária Estadual irá organizar o trânsito no Trevo de Brusque.
No encerramento do encontro, os moradores notificaram formalmente os órgãos presentes sobre a realização do protesto, ato exigido na Constituição Federal.
O repasse de R$ 1,2 milhão necessário para a retomada das obras de recuperação da Ponte Hercílio Deeke não havia sido depositado até esta quinta-feira, 31. Na reunião com os moradores da Margem Esquerda, a secretária Patrícia Scheidt voltou a afirmar que um problema no sistema de repasses impedia a liberação.
Procurado pela reportagem nesta quinta, o integrante do departamento financeiro do Ministério da Integração Nacional, Laércio Sagrilo, afirmou que a demora no repasse se deve a um problema de comunicação entre o Sistema Integrado de Administração Financeira, Siafi, e o Sistema de Convênios do Governo Federal, Siconv.
Segundo ele, os recursos estão disponíveis, mas não podem ser repassados à conta do município por este problema nos sistemas, que já ocorre há quase uma semana. ?Estamos fazendo o possível, mas não depende da gente. O projeto de Gaspar é prioridade para nós?, garantiu.
A estimativa do servidor é de que, após o retorno do funcionamento normal dos sistemas, a verba deverá estar disponível na conta em até 48 horas.
Edição 1458
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Cerca de 50 pessoas compareceram à reunião da comissão de desenvolvimento da Margem Esquerda para discutir a realização do protesto na Ponte Hercílio Deeke para cobrar mais agilidade nas obras de recuperação. Por aclamação, os moradores decidiram por paralisar a ponte por meia hora no final da tarde desta sexta-feira, 1º, entre 17h30min e 18h.
A pedido da Polícia Militar, os manifestantes pretendem usar camisetas brancas para facilitar a identificação. Uma reunião com alguns integrantes do grupo que aprovou a realização do protesto será feita na manhã desta quinta-feira, 31, para organizar detalhes da paralisação. A ideia inicial é de que os moradores se reúnam em frente à escadaria da Igreja Matriz para, então, trancar o fluxo de veículos e reivindicar mais rapidez na obra, que se arrasta desde 2011.
Na tarde desta quinta, Diretoria de Trânsito, Corpo de Bombeiros, polícias Militar e Rodoviária, Ministério Público e membros da comissão de desenvolvimento da Margem Esquerda devem se reunir para definir o esquema de segurança da manifestação. Inicialmente prevista para durar uma hora, a interrupção da ponte foi reduzida em 30 minutos a pedido dos órgãos de segurança, que apoiaram a realização do protesto, segundo o presidente da Associação de Moradores do Arraial do Ouro, Carlos José Junges, o Zecão, um dos líderes do movimento.

Na reunião, que durou pouco mais de uma hora, a secretária de Planejamento de Gaspar, Patrícia Scheidt, compareceu para dar esclarecimentos sobre os processos burocráticos que travam a liberação do último repasse para a obra e tirou dúvidas de moradores, que chegaram a manter um debate acalorado com a secretária. "A manifestação é um direito da comunidade, mas deve trazer mais prejuízos aos moradores", afirmou.
Na sequência, alguns moradores pediram a palavra para reclamar dos problemas que a reforma da ponte traz e apoiaram a realização do protesto. A votação por aclamação definiu a realização do protesto de meia hora. "Estou satisfeito com o resultado da reunião. Acredito que a manifestação vai ter um impacto grande", afirmou Zecão, ao final do encontro.
Edição 1457
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A última semana foi marcada pela discussão sobre o possível fechamento da Ponte Hercílio Deeke para um protesto de moradores da Margem Esquerda, que cobram agilidade na conclusão da obra de recuperação. Mas a reforma na principal travessia da cidade sobre o Rio Itajaí-Açu não é o primeiro caso que desperta mobilização popular para pressionar por algum tipo de intervenção do poder público.
Em setembro de 2011, um acidente entre uma van e um caminhão deixou quatro crianças mortas no trevo de acesso a Gaspar, no km 37 da BR-470. A tragédia foi o estopim para que moradores de vários bairros da cidade se reunissem, com apoio de integrantes da iniciativa privada e até mesmo do poder público municipal, para solicitar alguma mudança no trânsito local, com o intuito de evitar novas mortes naquele trecho da rodovia.
A cobrança inicial era pela criação de lombadas físicas na rodovia, mas a sugestão foi adaptada pelo Dnit, que poucos meses depois instalou lombadas eletrônicas. Os equipamentos de controle da velocidade foram responsáveis por reduzir praticamente a zero o número de mortes naquele trecho da rodovia.
Saldo positivo
O empresário Ronildo Marafon foi um dos organizadores daquela mobilização. Ele lembra que a comunidade estava sensibilizada e abraçou a causa, que reuniu até mesmo moradores de bairros mais distantes da rodovia. Segundo ele, a manifestação foi um sucesso e resolveu o problema, já que praticamente não há mais registros de acidentes no trevo. ?Isso deveria servir de exemplo. Se todos ficarem quietos, as coisas não mudam. No nosso caso, o resultado foi altamente positivo?, avalia.
BR-470
Reivindicação: Mais segurança no trevo da BR-470
Período: setembro de 2011
Resultado: lombadas eletrônicas foram instaladas e reduziram o número de acidentes.
Em fevereiro do ano passado, a rodovia Ivo Silveira, no bairro Barracão, foi interditada por moradores da comunidade de Vila Isabel. Na época, a comunidade também reivindicava a instalação de lombadas para reduzir o número de acidentes e atropelamentos a pedestres que cruzam a rodovia.
Após discussões e cobranças da comunidade, o caso terminou com a instalação de duas lombadas físicas, responsáveis por diminuir o número de acidentes na localidade. Ainda assim, a comunidade pedia a instalação de uma lombada eletrônica, que poderia aumentar ainda mais a segurança para motoristas e pedestres no trecho.
RODOVIA IVO SILVEIRA
Reivindicação: Instalação de lombadas na Rodovia Ivo Silveira
Período: fevereiro de 2012
Resultado: lombadas físicas foram implantadas, mas a comunidade ainda gostaria de contar com redutor eletrônico de velocidade
Em outubro de 2010, cerca de 100 moradores da localidade de Águas Negras deram as mãos e fecharam a rodovia Jorge Lacerda, na altura da entrada do bairro, durante horário de pico. A intenção era chamar a atenção das autoridades para aumentar a segurança naquele trecho da via, que registrava muitos acidentes. Um deles, um mês antes, tirara a vida do jovem Cristian Correia de Lima, de apenas 20 anos.
A comerciante Inajara de Lima, que liderou a mobilização, lembra que alguns protestos já haviam sido feitos, mas não foram suficientes para melhorar a segurança no principal acesso ao bairro. Depois de convidar moradores pela imprensa e pessoalmente, ela conseguiu a companhia de moradores para fechar a rodovia e cobrar intervenções do poder público. ?Fiz um boneco que batizei de Zé da Morte para chocar as pessoas sobre as vidas que se perderam em acidentes naquele trecho?, recorda.
Inajara recorda que a mobilização repercutiu bastante na região e, depois disso, com o trabalho de cobrança feito por ela junto a órgãos públicos, foram instaladas lombadas físicas no trecho, que diminuíram o número de acidentes e praticamente acabaram com as mortes no trecho. ?Posso dizer que a reivindicação foi atendida parcialmente, porque a promessa era de que as lombadas seriam provisórias e que haveria um projeto com uma rótula e acostamentos na entrada do bairro, algo que até hoje não aconteceu?, relembra.
Mesmo com parte das exigências ainda pendente, Inajara vê de forma positiva as manifestações da comunidade em favor de questões que possam beneficiar o cotidiano coletivo. ?É importante dizer que não adianta ir para a rua e depois abandonar a causa. No nosso caso, só tivemos um resultado positivo porque continuamos pressionando órgãos públicos e cobrando na imprensa uma solução. Só a manifestação não teria resolvido nada?, aponta.
RODOVIA JORGE LARCERDA
Reivindicação: Mais segurança no trevo das Águas Negras, na SC-470
Período: outubro de 2010
Resultado: lombadas físicas foram implantadas como solução provisória, mas o projeto de rotatória no acesso ao bairro permanece no papel
A manifestação popular para cobrar mais rapidez na reforma da Ponte Hercílio Deeke foi definida por moradores que compareceram à reunião do último dia 18, junto com a comissão de desenvolvimento da Margem Esquerda, que reúne presidentes de associações de moradores da localidade. A data definida foi 1º de fevereiro, fechando o trânsito na única pista liberada entre 17h30 e 18h30.
Após a definição, os líderes comunitários que encabeçam o movimento participaram de duas reuniões com os vereadores gasparenses e com o prefeito Pedro Celso Zuchi. O principal tema discutido foi a demora na liberação do repasse de R$ 1,2 milhão necessário para a conclusão da obra. Ao longo dos últimos 10 dias, entidades também se posicionaram sobre o tema e engrossaram o coro dos que defendem um protesto sem interromper o fluxo de veículos.
Diante deste debate, a comissão de desenvolvimento da Margem Esquerda voltará a se reunir com moradores para definir se a manifestação será mantida e se irá, de fato, bloquear a passagem de veículos na Ponte Hercílio Deeke, conforme a ideia inicial. O encontro está marcado para esta quarta-feira, 30, às 19h30, na creche Vovó Lica. As lideranças convidam moradores de todos os bairros para participar do encontro e ajudar na definição.
Sem mudanças
As explicações das duas reuniões não deixaram satisfeito o presidente da Associação de Moradores do Arraial do Ouro, Carlos José Junges, o Zecão, um dos líderes da comissão da Margem Esquerda. Segundo ele, os argumentos apresentados nos encontros com os vereadores e com representantes do Executivo foram os mesmos de outras reuniões. ?Nada mudou até agora. Vamos nos reunir novamente para apresentar o resultado das reuniões e saber qual é a vontade da comunidade?, explica.
"Única saída"
Zecão explica que a vontade da comunidade será respeitada, mas acredita que manifestações populares como as que ocorreram nas rodovias BR-470 e Ivo Silveira são as únicas opções para fazer com que a população seja ouvida. ?No país em que vivemos, este tipo de manifestação é a única saída. Só com insistência da imprensa e dos órgãos públicos, ou então com alguma tragédia, para que algo seja feito?, critica.
A promotora Luciana Uller, da 1ª Promotoria da Comarca de Gaspar, responsável pela área da cidadania, vai pedir ao juiz da Comarca que envie um ofício ao Ministério da Integração Nacional para saber os motivos da demora na liberação do repasse para a obra de recuperação da Ponte Hercílio Deeke.
A decisão faz parte da ação civil pública que envolve a ponte e ocorreu após a promotora ouvir a secretária de Planejamento de Gaspar, Patrícia Scheidt, sobre o atraso nas obras, na última sexta-feira, 25. Patrícia informou que os obstáculos informados no processo, que envolviam a realocação das redes de gás e telefonia, já haviam sido superados e que agora o entrave para a sequência da obra é a liberação dos recursos.
Segundo a promotora, a intenção é ouvir do próprio Ministério a explicação para a demora na liberação do repasse. ?Também solicitamos as informações para investigar se há alguma responsabilidade da administração municipal nesse adiamento?, revela a promotora, que promete continuar acompanhando de perto o caso.
O fechamento da ponte Hercílio Deeke, previsto para a próxima sexta-feira, dia 1º de fevereiro, está se desenhando um verdadeiro presente de grego. A reforma já dura mais de um ano, há manifestações de todos os lados e uma enorme falta de respeito com moradores, motoristas, contribuintes e empresários. A obra paralisa a cidade em seus horários de maior movimento, afasta investimentos, compradores e visitantes. E tira a paciência de todo mundo no trânsito. E, agora, seu fechamento está sendo usado como moeda de troca e atrai interesses políticos numa batalha pela verdade.
A interrupção do tráfego no local, mesmo que seja apenas por uma hora, não é boa para ninguém, essa é a realidade. Vai atrasar ainda mais o trânsito, vai dificultar a mobilidade de pessoas, automóveis, cargas, entregas e não vai surtir o efeito desejado em curto prazo. Suas consequências não serão nada agradáveis, assim como suas causas são justificáveis e até questionáveis, mas é uma medida necessária. É uma ação extrema, mas sem ela a comunidade vai continuar sendo manipulada com novas datas, novos prazos, novas desculpas.
Toda vez que a comunidade decidiu fechar uma rodovia, interromper o tráfego de veículos, teve o apoio das autoridades e da força policial. Se o fechamento da ponte Hercílio Deeke vai dar o que falar, é porque alguém está interessado em não permitir. A população merece uma resposta, assim como todas as vítimas de acidentes na BR-470, Francisco Mastela, Jorge Lacerda e tantos outros serviram de forte argumento para uma vitória, ainda que pequena, das comunidades envolvidas.
O que não se pode aceitar é a barganha política que se desenha com a possibilidade de não haver o protesto. As lideranças precisam ser ouvidas. O protesto é legítimo, assim como é urgente o desejo de toda a comunidade.
Edição 1457
desta quarta-feira (23), o presidente da Câmara de Vereadores, José Hilário Melato e demais parlamentares que integram o Legislativo Municipal, receberam a comissão de desenvolvimento da Margem Esquerda. O encontro, requerido pela comissão, teve a intenção de solicitar o auxílio dos vereadores na busca por uma alternativa que solucione os problemas enfrentados pela comunidade diante dos transtornos causados pela reforma da Ponte Hercílio Deeke.
Durante o encontro, os parlamentares do município destacaram que toda forma de protesto é válida, porém o fechamento da ponte seria uma medida muito enérgica e que ocasionaria um transtorno ainda maior para todos que trafegam pela região. O tom do discurso dos vereadores esteve afinado pelo diapasão do diálogo já anunciado pelo presidente da Câmara no início da semana.
Depois de ouvidos os argumentos dos manifestantes, ficou acordado entre os presentes que antes de qualquer manifestação deve ser feita uma reunião com o prefeito Pedro Celso Zuchi, bem como com a equipe técnica da Prefeitura. Nesta reunião, a administração esclareceria o novo cronograma e o atual estágio da obra.
Pé firme
Ao final da reunião, o presidente da Associação de Moradores do bairro Arraial do Ouro, Carlos José Junges, o Zecão, reafirmou que a manifestação permanece agendada para o dia 1º de fevereiro. Entretanto, admitiu que a reunião com o prefeito pode influenciar na decisão de realizar ou não o protesto. ?Vamos ouvir o que o Executivo tem a nos dizer e, se for necessário, vamos marcar uma reunião com a comunidade na segunda-feira?, afirmou.
Diálogo
O prefeito Celso Zuchi vai receber nesta sexta-feira (25), a partir das 14h30, as lideranças comunitárias da Margem Esquerda, a Mesa Diretora da Câmara e demais Vereadores, em seu gabinete. O encontro acontece logo após a assinatura da Ordem de Serviço para elaboração do projeto de esgotamento sanitário em Gaspar.
De acordo com a Assessoria de Imprensa do município, o prefeito Celso Zuchi está bastante tranquilo e acredita no diálogo como forma de entendimento entre ambas as partes, o que vai evitar um transtorno desnecessário e que teria impacto negativo na vida de todos os cidadãos de Gaspar. Ainda conforme a Assessoria de Imprensa, o prefeito sempre deixou as portas abertas ao diálogo e vai aproveitar esta oportunidade para esclarecer o equívoco de que os recursos já teriam sido repassados à Prefeitura, o que não aconteceu de fato. A informação é de que há boas chances que estes recursos estejam disponíveis ainda nesta sexta-feira.
Entenda o caso
A comissão de desenvolvimento da Margem Esquerda, liderada por representantes da comunidade local, realizou encontro na última sexta-feira (18), para discutir a demora nas obras de reforma da ponte Hercílio Deeke. Como resultado da reunião, ficou agendada uma manifestação com fechamento da ponte ao tráfego de veículos pelo período de uma hora. A medida é considerada necessária para sensibilizar o poder público e cobrar mais agilidade nos trabalhos da reforma.
Durante esta semana, surgiram diferentes informações sobre o repasse das verbas, o cancelamento da paralisação e a legitimidade do movimento. Os vereadores se manifestaram e alguns solicitaram o diálogo com o Executivo como a melhor alternativa de resolver o problema sem a necessidade da paralisação. O encontro desta sexta-feira pode dar novos rumos às intenções da comissão, ou mesmo confirmar o manifesto sobre a ponte, agendado para 1º de fevereiro.
Edição 1456
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A Associação de Micro, Pequenas e Médias Empresas e Empreendedores Individuais de Gaspar, Ampe, divulgou nota oficial se posicionando contra a manifestação de fechamento da Ponte Hercílio Deeke, prometida por moradores da Margem Esquerda para o dia 1º de fevereiro, sexta-feira. Segundo o texto divulgado, a entidade apoia os moradores e se dispõe a participar de reuniões com o poder público para cobrar agilidade na conclusão da obra de recuperação da ponte. No entanto, na avaliação dos representantes da Ampe, o protesto idealizado só irá prejudicar a comunidade.
Além da Ampe, a comissão de desenvolvimento da Margem Esquerda, que organiza a manifestação, também buscou apoio de outras entidades, que prometeram avaliar a situação antes de definir posicionamento. Na tarde desta quarta, representantes dos moradores se reúnem com vereadores para definir estratégias no que diz respeito à ponte.
Edição 1455
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O fechamento da Ponte Hercílio Deeke, previsto para o próximo dia 1º de fevereiro como forma de protestar contra o atraso nas obras, em andamento há mais de um ano, divide a opinião dos vereadores de Gaspar. Dos treze parlamentares do município, cinco são favoráveis, cinco são contrários e outros três preferem não se manifestar enquanto essa decisão não for confirmada pelas lideranças da Margem Esquerda, que lideram o movimento.
O presidente da Câmara, José Hilário Melato (PP) endossa o côro daqueles que questionam o fechamento. Para ele, este não é o momento de se tomar uma atitude extrema como esta. ?Sou a favor da manifestação e da causa em si. Entendo os anseios da comunidade da Margem Esquerda e me solidarizo com todos aqueles que querem mais agilidade na reforma da ponte. Mas questiono a legitimidade deste movimento em nome dos moradores. Acredito que toda a comunidade deve ser ouvida, de forma mais ampla. Se for uma vontade legítima, da coletividade, aí sim seremos favoráveis ao fechamento?, esclareceu o vereador.
A opinião é compartilhada por Antônio Dalsochio (PT). Para ele, a comunidade sempre tem razão. ?Quem gosta de ficar preso no trânsito? Só que o poder público não pode escolher a empresa que vai fazer o trabalho. Na licitação, não estão colocadas as limitações da empresa. A reforma é mais complexa do que uma obra nova?, argumenta. Ele entende o protesto, mas acha que interromper o trânsito na ponte não vai solucionar o problema.
Em contrapartida, a vereadora Ivete Mafra Hammes (PMDB) pensa que a comunidade cansou de esperar pela administração municipal e todas as justificativas dadas até agora não convencem. ?O ritmo da reforma é muito lento. Esta obra já estaria pronta há muito tempo se fosse tocada sete dias da semana. A atitude, neste primeiro momento, pode parecer radical, mas é necessária?, declara. Ela acredita que no momento em que a comunidade se manifesta o poder público deve dar uma resposta mais rápida. E completa: ?sou favorável, acredito que 90 dias não são suficientes e os discursos não convencem, a menos que a empresa acelere o ritmo, dê mais atenção à obra.
Em cima do muro
Os vereadores Giovanio Borges (PSD), Jaime Kirchner (PMDB) e Ciro Quintino (PMDB) não têm opinião formada sobre o fechamento da ponte Hercílio Deeke. Eles concordam e entendem a indignação da comunidade da Margem Esquerda, mas lembram o transtorno que o ato pode causar. Eles defendem o diálogo e preferem esperar as novidades no caso para manifestarem publicamente suas opiniões.
Marcelo Brick (PSD) ? Toda manifestação em prol da população é legítima. Acha neste momento uma medida exagerada, dado que não foi conversado suficientemente. Não está muito por dentro dos detalhes, mas acha que o transtorno seria desnecessário.
José Amarildo Rampelotti (PT) ? Toda manifestação deve ser respeitada. Mas, antes, os caminhos corretos deveriam ser percorridos, o que não aconteceu. Não há um conjunto de ações que leve à paralisação.
Hamilton Graff (PT) ? A comunidade deve aguardar um pouco. A situação é crítica, a obra está demorada. É a favor de uma comissão para que os vereadores discutam como poderão fiscalizar.
Luís Carlos Spengler Filho (PP) - Do ponto de vista da comunidade, da impaciência de quem transita pelo local, é uma ação nem tão radical assim. Mas pelo tamanho do transtorno, é algo que deve ser melhor pensado. É favorável, acha que a paralisação deve surtir efeito.
Daniel Fernandes (PT) ? O atraso está causando muitos transtornos para a comunidade. É favorável ao fechamento, porque a pressão pode acelerar os trabalhos da empreiteira.
Marli Iracema Sontag (PMDB) É um momento de chamar a atenção. É uma pena que isso tem que acontecer, porque vai atrapalhar ainda mais o trânsito. É uma forma de manifestar o descontentamento com o poder público.
Andréia Zimmermann Nagel (DEM) - Sugeriu que antes do fechamento se fizesse uma audiência pública para discutir o caso, sem fechar a ponte. Mas, como o fechamento foi aprovado pela maioria, está apoiando esta atitude.
Edição 1455
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Moradores do bairro Margem Esquerda decidiram fechar a Ponte Hercílio Deeke em protesto contra a demora nas obras de recuperação da ponte. A decisão foi tomada em reunião com moradores e a comissão de desenvolvimento do bairro, na sexta-feira, 18. A manifestação ficou marcada para o dia 1º de fevereiro, sexta-feira, entre 17h30min e 18h30min. Moradores se comprometeram a levar faixas e cartazes para reclamar do impacto provocado pelo atraso e para cobrar mais agilidade na obra.
Clique aqui para ver o posicionamento dos vereadores sobre o caso
Antes de decidir pelo bloqueio da passagem na ponte por uma hora, moradores e integrantes da comissão, que reúne empresários e presidentes de associações de moradores da Margem Esquerda, chegaram a propor soluções como uma audiência pública com o prefeito e com a empresa responsável e até uma manifestação na ponte sem interromper o fluxo de veículos. No entanto, a maioria afirmou que o impacto provocado pelo atraso da obra exige uma solução mais urgente, como o protesto.
O presidente da Associação de Moradores do bairro Arraial do Ouro, Carlos José Junges, o Zecão, comprometeu-se a alertar órgãos como Ditran e Corpo de Bombeiros com antecedência. ?Não queremos causar prejuízo a ninguém, só queremos que a obra ande com mais rapidez?, afirmou. Ele revela ainda que se o repasse aguardado para a sequência chegar, a manifestação deve ser suspensa.
Uma das motivações para levar adiante a ideia foi a manifestação semelhante feita no trevo da BR-470, um ano atrás, que terminou com a instalação de lombadas e redução de acidentes.
Sem repasse
Nesta segunda-feira, 21, a secretária de Planejamento, Patrícia Scheidt, informou que o repasse esperado ainda não havia sido liberado. Ela reforçou ainda que a empresa está sem receber desde setembro e por isso o ritmo da obra está tão lento. ?Estamos sendo transparentes com a comunidade. Quanto ao fechamento da ponte, acredito que só vai trazer mais problemas?, avaliou.
Há exatos sete anos, em janeiro de 2006, a Ponte Hercílio Deeke era interditada por uma manifestação que cobrava obras de revitalização na estrutura, além da construção de uma nova ponte que ligasse a cidade à BR-470. Na ocasião, os autores da paralisação foram entidades de classe, lideranças políticas da cidade e também caminhoneiros, interessados em uma nova ligação sobre o Rio Itajaí-Açu já que uma decisão judicial já limitava o peso dos veículos que transitavam na Ponte Hercílio Deeke.
Por cerca de três horas em uma sexta-feira, o trânsito foi bloqueado por caminhões que trancaram a passagem nas duas cabeceiras da ponte e quem vinha de Blumenau enfrentou trânsito que chegou até a altura do Bela Vista Country Club.
A promotora Luciana Uller, da 1ª Promotoria da Comarca de Gaspar, responsável pela área da cidadania, pretende solicitar informações sobre o andamento das obras de recuperação da Ponte Hercílio Deeke à empresa responsável, a Arcos Engenharia,

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