A comunidade do Gasparinho tem convivido por anos a fio com as precariedades da ponte pênsil que corta o ribeirão Gaspar Grande. Utilizada diariamente por moradores de duas das principais localidades do município e também por inúmeros alunos que aproveitam o pontilhão para cortar caminho rumo à escola Ivo d?Aquino, basta atravessar uma única vez a ponte para fazer um check-list dos defeitos.
Questões estruturais da ponte como ganchos desencaixados, grades de arames de proteção abertos, buracos, madeiras despregadas e até uma parte do trecho onde não há tábua de passagem são itens que têm preocupado a comunidade.
O aposentado Antonio Rodrigues, 73 anos, já presenciou várias promessas de autoridades políticas quanto à reforma do local. Frustrado, ele torce para que nenhuma tragédia ocorra para que se tome uma providência. ?No Brasil é assim, precisa acontecer algo ruim para a coisa certa ser feita. Tomara que eu esteja enganado?, afirma.
Juliano Pereira trabalha em uma empresa de logística próximo ao pontilhão e atravessa a pinguela diariamente. Ele observa que nem remendo improvisado a ponte tem. ?Estamos entregues à nossa própria sorte, um absurdo?, lamenta o jovem de 24 anos.
Morador do bairro há quase 40 anos, o comerciante Atanagildo Pereira opina que deveria ser feito um piso de concreto parafusado. ?Esta situação tem causado apreensão aos moradores. Já presenciei vários relatos de pais ansiosos e preocupados com seus filhos que cruzam o pontilhão todos os dias, alguns inclusive atravessam de bicicleta. É necessária uma reforma completa, em caráter urgente?, relata.
Segundo o secretário de Transporte e Obras Lovídio Carlos Bertoldi, será feita uma manutenção na ponte pênsil nesta ou na próxima semana.
![]() |
![]() |
Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).