O plenário da Câmara de Vereadores foi o palco da audiência pública realizada na tarde desta quarta-feira, 14, e que apresentou publicamente a Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2014. Mesmo com uma pequena participação da comunidade, o Executivo cumpriu o que está previsto em lei ao dar transparência às questões orçamentárias do município.
O fato mostra uma contradição: a cobrança pelos atos executivos não é uma prioridade da atual geração, passados pouco mais de 30 dias das manifestações que aconteceram em todo o país. O vereador Tonho Dalsochio (PT), que preside a comissão de Economia, Finanças e Fiscalização da Câmara, minimiza a pouca adesão da população ao lembrar que, de certa forma, há um acompanhamento nas reuniões mensais do Orçamento Participativo.
?Todos nós gostaríamos que o povo tivesse essa cultura de comparecer nas audiências e acompanhar o que será feito com as verbas públicas, mas isso nem sempre acontece. As reuniões do OP que acontecem nos bairros de certa forma cumprem essa lacuna, mas ainda é insuficiente em termos de participação popular?, avalia o vereador. Dalsochio avalia o orçamento para 2014 como equilibrado, contemplando as principais áreas do município, e ainda registra o crescimento no valor investido.
O vereador Marcelo de Souza Brick (PSD) tem acompanhado as principais discussões sobre o orçamento de Gaspar para o próximo ano. E também se mostra preocupado com a falta de interesse da população em saber como serão investidos os recursos públicos. Segundo ele, a tarefa dos governantes é levar a informação cada vez mais detalhada até o povo.
?É claro que as reuniões do OP são importantes, assim como as audiências públicas. Mas acredito que seria fundamental que existisse uma prática mais clara de prestação de contas à população, uma maneira mais transparente de se explicar como acontecem as coisas dentro de uma administração, a questão das licitações, os prazos para a finalização das obras e o destino dos recursos públicos, de forma mais didática, para que todos pudessem se interessar?, avalia o vice-presidente da Câmara.
Edição 1515
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