A 11 dias do fim do convênio entre Prefeitura de Gaspar e Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a renovação da parceria, que neste ano rendeu R$ 245 mil mensais à instituição hospitalar, permanece incerta. O principal empecilho para a sequência do convênio são pendências na prestação de contas, que tiveram início ainda no primeiro semestre. A falta de informações sobre o destino de cerca de R$ 900 mil, repassados pelo município de janeiro a junho, ainda na gestão anterior do hospital, seria o pivô da situação, segundo a Secretaria de Saúde. A não renovação pode fazer o hospital iniciar o ano sem a principal fonte de recursos.
A nova administração do hospital corre para buscar os documentos que dão detalhes sobre a aplicação dos recursos pela gestão anterior. Segundo a secretária de Saúde de Gaspar, Márcia Cansian, os valores dizem respeito a notas fiscais de uma empresa que não esclareceu totalmente os serviços oferecidos. O problema já havia causado a suspensão dos repasses do município no meio do ano, mas um mandado de segurança resultou na liberação dos pagamentos mensais. ?Agora, o Tribunal de Contas não aprova um novo convênio enquanto esse débito não for esclarecido?, garante a secretária.
Plano B
Com a indefinição nesse período do ano, a Secretaria de Saúde já se prepara para aumentar a estrutura para atendimentos ambulatoriais a partir do início de 2014, a fim de desafogar o hospital caso o convênio não seja renovado em curto prazo. ?Nossos serviços continuam neste final de ano, estamos com o atendimento no Centro de Acolhimento de Risco, o CAR. E a partir do dia 31 de dezembro, se houver a necessidade de estender os horários, vamos fazer isso, quem sabe levando o horário até a meia-noite, abrindo aos sábados e domingos. O hospital não pode negar atendimento de urgência, mas o município tem que dar suporte na área ambulatorial?, argumenta Márcia, que não descarta a necessidade de contratações.
A documentação sobre o caso já foi enviada ao Ministério Público. ?É importante salientar que não há interesse nenhum em não renovar o convênio e também que a atual gestão do hospital já confirmou que não se fala em fechamento. O que existem são algumas pendências que precisam ser esclarecidas para a renovação do convênio?, atenuou.
A reportagem do Cruzeiro do Vale tentou ouvir a administradora do hospital, Dilene Jahn Mello Santos, mas não conseguiu localizá-la ao longo desta quinta-feira. O último pagamento do convênio deste ano entre Prefeitura e hospital foi feito no início de dezembro.
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