A cancela instalada no final da semana passada no Morro da Igreja Matriz, no Centro de Gaspar, não durou muito. No sábado, 6, um dia depois de ser colocada, a estrutura foi levada por um caminhão que tentou passar pela barreira de 2,40 metros de altura.
Segundo a Diretoria de Trânsito, Ditran, foi a sexta vez que a cancela instalada naquele trecho foi danificada por veículos que não respeitam a limitação de altura.
A iniciativa de recolocar a cancela que limita a altura dos veículos surgiu da parceria da Ditran com a Paróquia da Igreja Matriz, responsável pela manutenção do acesso.
?Acreditávamos que, com a abertura do Viaduto da Avenida das Comunidades, os caminhões iriam passar por lá. Mas não foi o que aconteceu?, conta frei Germano Gesser, pároco da Igreja Matriz.
O diretor de Trânsito, Jackson dos Santos, enfatiza que o local está bem sinalizado e que o trabalho de orientação aos motoristas já foi feito. A partir de agora, segundo ele, a estratégia que restou foi colocar agentes em horários esporádicos no alto do morro para notificar os caminhões que insistirem em desrespeitar a limitação de peso e altura. ?Infelizmente, parece que nossos motoristas ainda querem andar o mínimo possível?, lamenta.
Questionado sobre uma possível fragilidade do material das cancelas danificadas pelos motoristas, o diretor revela que as estruturas seguem normas de segurança. ?Algumas pessoas sugerem para colocar barras de ferro ou madeira, mas a verdade é que poderíamos ser responsabilizados caso alguma pessoa se machucasse ou algum veículo sofresse dano ao tentar passar pela cancela?, explica.
Jackson conta que a Ditran ajudou a paróquia ao separar o acesso de carros e pedestres no Morro da Igreja e revela que ainda não decidiu se irá fazer uma nova tentativa instalando uma nova cancela. ?Sou persistente. Talvez façamos mais uma tentativa. Mas o mais importante é que os motoristas respeitem a sinalização e usem os acessos adequados?, alerta.
Caso antigo
Não é de hoje que as cancelas não costumam durar no trânsito de Gaspar. Em 2005, a Ponte Hercílio Deeke já enfrentava problemas estruturais e os responsáveis pelo trânsito instalaram cancelas nas duas cabeceiras da ponte. Uma estrutura precisou ficar levantada e a outra também teve registros de danos causados por veículos que tentavam driblar a limitação de altura.
No Morro da Igreja, há pelo menos dois meses o trânsito de caminhões foi proibido por estar danificando a estrutura da via, além de dificultar o trânsito de fiéis e pedestres, segundo os responsáveis pela paróquia.
Edição 1431

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