
Na manhã desta segunda-feira, 15, por volta das 7h30, a gestante Elayne Caroline de Oliveira, 22 anos, era levada pelos bombeiros voluntários de Ilhota ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, para dar à luz o seu terceiro filho. Porém, as fortes contrações de Elayne, que estavam acontecendo a cada dois minutos, fizeram com que ela não conseguisse esperar o trânsito congestionado e, às 8h10, na Avenida Contorno Sul, em frente à Univali, em Itajaí, os três bombeiros voluntários que estavam na viatura precisaram fazer o parto da jovem.
A ambulância parou no acostamento e os bombeiros Pedro Paulo Batista Neto, Roberto Carlos Merlini e Renato Menezes fizeram o parto da criança. ?A mãe e a criança estavam bem, mas tivemos que tomar cuidado para cortar o cordão umbilical, que estava enrolado perto do pescoço da menina?, lembra Pedro Paulo.
A viatura estava próxima ao hospital e, assim que a jovem deu à luz a filha, os bombeiros conseguiram levá-la a casa de saúde, onde está internada e passa bem. Este foi o nono parto realizado pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Ilhota e o sexto em que Pedro participou, em oito anos trabalhando na cidade. No entanto, ele afirma que a emoção é a mesma em cada um. Para Roberto e Renato, este foi o primeiro parto. ?Nossa ambulância conta com todos os equipamentos necessários e por isso conseguimos realizar o parto com segurança?, destaca o bombeiro Roberto, definindo esse como o ápice da carreira.
O nascimento da terceira filha de Elayne acontecer dentro de uma ambulância dos bombeiros reforça a importância de as mulheres serem bem assistidas e orientadas durante o pré-natal. A médica Rosaura de Oliveira Rodrigues, especialista em ginecologia e obstetrícia, lembra que a maioria dos casos como esse transcorre com naturalidade, mas algumas vezes existem riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. ?Na maioria das vezes, os partos são realizados com sucesso, mas se houver qualquer complicação com o bebê não é possível levá-lo à incubadora, por exemplo?, explica. Além disso, a ginecologista destaca que o lugar precisa estar higienizado para o parto e é necessário estar com o material cirúrgico adequado para cortar o cordão umbilical, algo que nem sempre está disponível nas ambulâncias.
Na avaliação da especialista, mesmo com o alto número de casos, a falta de um hospital na cidade não é fator preponderante para os partos em ambulância. Segundo ela, um bom acompanhamento médico durante a gestação permite que a mãe se prepare mesmo com uma unidade hospitalar mais distante. ?Com um bom pré-natal, é possível minimizar os riscos de que aconteça esse tipo de situação. Com ele, a gestante estará bem orientada?.
Edição 1480
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Os bombeiros voluntários de Ilhota realizaram, na manhã desta segunda-feira, 15, um parto dentro da viatura. Elayne Caroline de Oliveira, 22 anos, moradora do bairro Centro, estava a caminho do hospital Marieta Konder Bornhausen quando deu à luz a terceira filha, por volta das 8h, na avenida Contorno Sul, já em Itajaí, a poucos quilômetros do hospital.
Segundo o bombeiro Pedro Paulo Batista Neto, que atendeu a ocorrência, a mãe e a criança estavam bem, mas os bombeiros precisaram de cuidado para cortar o cordão umbilical, que estava enrolado perto do pescoço da menina. A mãe e a filha continuam hospitalizadas, mas passam bem.
Em oito anos de trabalho nos bombeiros de Ilhota, foi o sexto parto feito pelo bombeiro Pedro Paulo. Além dele, os bombeiros Roberto Carlos Merlini e Renato Menezes também participaram do parto, que foi o primeiro da carreira deles.
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