
A Ponte Hercílio Deeke voltou a causar filas no Centro de Gaspar nesta segunda-feira, dia 16. Por volta do meio-dia, um caminhão com placas de João Monlevade (MG) cruzava a ponte quando apresentou um problema no câmbio e, segundo o motorista, as marchas pararam de engatar. O trânsito precisou ficar em meia-pista e houve desorganização até a chegada dos agentes da Diretoria de Trânsito, Ditran.
O motorista do caminhão, Edilson, que não quis divulgar o sobrenome, seguia com destino a Indaial e disse que pegou a ponte porque o indicaram como o caminho mais perto para a BR-470. ?Ninguém falou que não podia passar caminhão. Não tinha guardas e nem vi placas?, queixou-se o condutor, que informou não estar transportando carga. Enquanto o motorista buscava ajuda, outro caminhão chegou a passar pela Ponte Hercílio Deeke, o que aumentou a indignação dos motoristas que aguardavam para cruzar pelo local. O condutor do segundo caminhão também reclamou da sinalização, insuficiente na avaliação dele. Às 13h07 o motorista conseguiu destravar o caminhão quebrado e seguiu viagem. A Ditran não soube informar o peso do caminhão e nem se o condutor foi notificado.
Problema expõe nova capacidade da ponte
Quando a Ponte Hercílio Deeke foi liberada para veículos, no final de novembro, o limite de capacidade era para veículos de até cinco toneladas, o mesmo tolerado antes da reforma. Desde a última sexta-feira, dia 13, porém, a nova capacidade da ponte passou a ser de 25 toneladas, limite publicado em decreto, segundo o diretor de Trânsito, Jackson dos Santos.
A nova capacidade de peso se baseia no laudo elaborado após a reforma da Ponte Hercílio Deeke. A secretária de Planejamento de Gaspar, Patrícia Scheidt, explica que o laudo que detalha a realização dos reforços na estrutura da ponte determina o limite máximo de 45 toneladas, mas explica que a Ditran preferiu limitar a pesagem em 25 toneladas em função da capacidade das vias que ficam no entorno da ponte. ?O laudo aponta ainda que a durabilidade da estrutura da Ponte Hercílio Deeke, se observadas as manutenções periódicas e vistorias a cada cinco anos, é de pelo menos 50 anos?, explica a secretária.
Nos acessos à Ponte Hercílio Deeke, placas de sinalização já foram instaladas com a nova capacidade de peso da Ponte Hercílio Deeke. O que não impediu, no entanto, o problema envolvendo o caminhão ao meio-dia desta segunda. Sobre as queixas dos motoristas envolvendo a sinalização, o diretor de Trânsito afirma que é uma alegação recorrente de condutores que tentam driblar as normas de trânsito. Ele garante que o trecho está bem sinalizado. ?A verdade é que os motoristas tentam passar sem serem flagrados?, minimiza.
Pela legislação de trânsito, a infração para veículos acima da capacidade permitida que tentarem fazer a travessia é considerada média e pode render multa mínima de R$ 85 e quatro pontos na carteira.
Edição 1550