O Brasil possui hoje 300 mil pessoas com Síndrome de Down e para que os profissionais de saúde estejam preparados para dar um atendimento qualificado a este público, o Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira, 26, as Diretrizes de Atenção à Saúde da Pessoa com Síndrome de Down.
O objetivo da proposta é qualificar e humanizar o atendimento desde os primeiros dias de vida do paciente, alertando sobre as doenças que têm maior prevalência e os principais cuidados para garantir o desenvolvimento saudável.
Para José Manoel Bertoldi, tutor do irmão Mário Bertoldi, que possui Síndrome de Down e frequenta a Apae de Gaspar, esta é uma ótima notícia, já que o atendimento deverá melhorar muito. ?Agora, meu irmão está apenas na cama, mas quando ele precisava ir ao hospital era bem tratado. Só que é preciso melhorar sempre, pois essas pessoas precisam de muita atenção?, destaca.
Ainda de acordo com José, a forma de tratar pessoas com Síndrome de Down realmente precisa ser especial e não é qualquer profissional que sabe lidar com este tipo de distúrbio genético. ?Não posso reclamar, principalmente porque sempre tive também a ajuda da Apae, que é essencial. Mas os profissionais de hospitais, por exemplo, precisam estar preparados para passar todas as informações necessárias para nós de forma correta e trata-los bem?, acrescenta.
Sobre as diretrizes
Um documento, voltado às equipes multiprofissionais do SUS para o cuidado à saúde da pessoa com Síndrome de Down, foi elaborado pelo Ministério da Saúde com a colaboração de entidades sociais e especialistas e também em parceira com jovens que têm Síndrome de Down para que tivesse uma linguagem acessível para este público. No documento há informações que ajudam o profissional a identificar as características físicas da síndrome, como base nasal plana, face aplanada, cabelo fino entre outros.
Ele traz ainda recomendações aos profissionais sobre, por exemplo, como dar a notícia da família de forma humanizada tirando dúvidas, incertezas e inseguranças com relação à saúde da criança e para que a família compreenda a necessidade dos exames e dos procedimentos solicitados. Há orientação sobre o diagnóstico clínico e os exames necessários em cada fase de crescimento da criança
Esta é a primeira de uma série de diretrizes de cuidados às pessoas com deficiência que será lançada pelo Ministério da Saúde.
Edição 1427

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