Por Jean Laurindo
Orelhão quebrado, lixeiras espalhadas pelo chão, lâmpadas da iluminação pública quebradas. O cenário de depredação normalmente está associado a atos de vandalismo, que ocorrem em larga escala em grandes cidades do país e também encontram registros em Gaspar. O caso mais recente ocorreu na madrugada do último domingo, dia 20, quando dois jovens danificaram um telefone público e lixeiras na Praça do Papai Noel, no início da rua Sete de Setembro.
A ação dos dois jovens foi registrada pelo sistema de videomonitoramento da Polícia Militar, que conseguiu encontrar os autores da depredação poucos minutos depois, próximo à praça. O episódio, porém, não representa um caso isolado. No ano passado, por exemplo, a Escola Dolores Krauss sofreu com uma pichação em tom ameaçador nas paredes e precisou gastar na repintura recursos que poderiam ser usados em outras prioridades da unidade de ensino.
Inimigos da luz
O secretário de Obras de Gaspar, Soly Waltrick, revela que a maior ocorrência de depredação na cidade está ligada à iluminação pública. Ruas como a Rodolfo Vieira Pamplona, no bairro Santa Terezinha, e a Madre Paulina, no Sete de Setembro, são as recordistas em lâmpadas destruídas por atos de vandalismo. ?O maior problema está nas ruas que fazem ligações entre bairros. Nestes casos, é difícil passar uma semana sem que seja preciso fazer trocas dessas lâmpadas?, explica.
O secretário afirma que ainda não foi feito um levantamento para calcular o impacto financeiro dessas depredações aos cofres públicos, mas lamenta ter que deslocar equipamentos, funcionários e veículos de trabalho para consertar algo que logo estará quebrado novamente. ?No caso da iluminação pública, precisamos mantê-la em funcionamento para dar segurança a trabalhadores que se deslocam de madrugada?, explica. ?O município é formado por pessoas trabalhadoras, então todos deveriam ter mais cuidado?.
Em 2012, a Polícia Militar de Gaspar registrou 33 casos de danos e depredação de patrimônio. Os números representam em média uma ocorrência do tipo a cada 11 dias, mas incluem crimes contra bens públicos e privados, já que o sistema de ocorrências da PM une os dois casos. No caso da iluminação pública, por exemplo, é menos comum que as situações cheguem às estatísticas policiais.
O tenente Heintje Heerdt, subcomandante da PM em Gaspar, considera o número baixo para uma cidade do porte de Gaspar. ?Trabalhamos nesta área em duas linhas: a preventiva, que inibe a prática da depredação, e a repressiva, que busca identificar e responsabilizar os autores?, explica. Heerdt reforça também que o sistema de videomonitoramento deve ajudar a inibir este tipo de prática na região central da cidade.
O que diz a lei
De acordo com o Código Penal Brasileiro, destruir, inutilizar ou deteriorar algo alheio é passível de pena de um a seis meses de detenção ou multa. Caso o dano seja causado a patrimônio da União, Estado, município, empresa concessionária de serviços públicos ou sociedade de economia mista, entre outros tipos de agravantes, a pena sobe para detenção de seis meses a três anos e multa.
Edição 1456

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