Carnaval combina com festa, alegria e diversão, mas às vezes também vem acompanhado de exageros e imprudências. Para evitar que os dias de festa tragam algum tipo de problema, profissionais de saúde se antecipam para ajudar os foliões e alertar sobre a importância da prevenção.
Em Gaspar, o Serviço de Atendimento Especializado, SAE, lança uma campanha municipal de prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis, DST, como a Aids, em função do Carnaval 2013. Profissionais da rede municipal de saúde irão tirar dúvidas da população das 11h às 17h desta sexta-feira, 8, na Praça Getúlio Vargas, no Centro. Está prevista ainda a distribuição de brindes, materiais informativos e preservativos.
A coordenadora do programa DST/HIV/Aids e Hepatites Virais de Gaspar, Elizabeth Correa, ressalta que pacientes que já são portadores do vírus HIV, se tiverem acesso a diagnóstico precoce, com medicamentos antirretrovirais e acompanhamento clínico adequado, tentem a ter alta significativa na qualidade de vida. ?É por isso que a população é estimulada a fazer o teste e conhecer sua condição de saúde?, explica.
A campanha municipal acompanha a ação nacional lançada pelo Ministério da Saúde, lançada ainda no final de janeiro.
Santa Catarina
No Estado, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica, Dive, intensifica pretende distribuir 2,6 milhões de preservativos masculinos, 2,8 mil preservativos femininos e 20 mil unidades de gel lubrificante íntimo aos municípios catarinenses. A gerente de Vigilância das DST/HIV/HV da Dive, Elma Fior da Cruz, explica que é justamente nessas épocas de descontração que se deve dar especial atenção à prevenção das doenças sexualmente transmissíveis. ?O número de notificações e casos das DSTs está aumentando. Por isso intensificamos nossas ações incentivando o uso da camisinha como fator de proteção?, alerta.
Segundo ela, desde 1984, Santa Catarina registrou 27.992 casos de Aids, sendo 27.044 em adultos e 948 em crianças. No mesmo período foi notificado também o vírus HIV em 4.926 gestantes. A incidência de Aids em adultos no ano passado foi de 24,6 casos para cada 100 mil habitantes. No público infantil, a proporção foi de 2,6 casos por 100 mil crianças menores de cinco anos.
Edição 1460

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