Mulheres denunciam tarado do cemitério de Gaspar - Jornal Cruzeiro do Vale

Mulheres denunciam tarado do cemitério de Gaspar

23/11/2012

fotopg10abreopo1MD.jpg* Atualizado às 9h de 26/11

 

Passava das 6h45 de segunda-feira,19, quando Norma Pereira* subia o morro do Cemitério Municipal de Gaspar, no bairro Santa Terezinha, a caminho do trabalho. Ao ouvir assobios e chamados como se fosse de um amigo, olhou para o lado, no espaço em que ficam as sepulturas, próximo ao acesso lateral do cemitério. Ao invés de alguém conhecido, porém, ela se deparou com um homem com a calça abaixada, fazendo gestos obscenos e mostrando o que não devia.

O homem era de estatura mediana, pele clara, magro, aparentava menos de 30 anos e usava uma jaqueta com um risco vermelho nas laterais. Não contente, ele teria acompanhado o trajeto de Norma entre as catatumbas até que ela conseguisse se distanciar. A funcionária do Centro de Desenvolvimento Infantil Vovó Leonida conta que desde então o marido passou a trazê-la ao local de trabalho. 

Norma não foi a única a ser abordada pelo tarado do cemitério. No dia seguinte ao flagra, Teresa Gonçalves*, companheira de trabalho na creche, também estava a caminho do trabalho quando ouviu os mesmos assobios e chamados próximo a uma árvore do cemitério. Ela conseguiu avisar um vizinho, que correu para buscar uma barra de ferro e ir atrás do indivíduo. ?Ele correu para um matagal que fica quase em frente. Chamamos a polícia, demos voltas pelas ruas, mas ele conseguiu escapar?, lamenta.

 

Reincidência

Há cerca de dois meses, mães de alunos do centro de educação infantil já haviam falado sobre um homem que expunha seu talento ao ar livre a mulheres que passavam em frente ao cemitério. Como pareceu um caso isolado, a situação foi deixada de lado. Esta semana, porém, segundo moradores, o exibicionista agiu segunda, terça e quarta, sempre nas primeiras horas da manhã. ?Pedi às funcionárias que flagraram a situação para registrar um boletim de ocorrência em função da preocupação com a segurança dos alunos, das famílias e da própria comunidade?, revela a diretora do CDI Vovó Leonida, Quézia da Silva.

Procurados pela reportagem, os funcionários que trabalham no cemitério afirmaram que já ouviram a história do tarado, mas ainda não viram ninguém em ação. A expectativa das mulheres que foram expostas à prática de exibicionismo é de que a fiscalização nos horários de início e final de expediente aumente e ajude a encontrar o indivíduo.

 

*Os nomes verdadeiros foram alterados para não expor as fontes

 

Edição 1443

Comentários

Maicon Stiehler
23/11/2012 22:21
kkkkk Não falta mais nada em Gaspar.....Lamentavel
Tudo ve
23/11/2012 16:48
Uma vergonha pra Gaspar, no cemitério aonde era pra ter sossego viro uma cracolândia. Cade a administração publica ??? os policiais ????
alguém já viu policia fazendo ronda a pé no cemitério ???
Géssica
23/11/2012 15:43
Acredito que os nomes alterados nao vem ao caso, e sim o fato desse individuo, vejo ele todos os dias e sempre mechendo com todas as mulheres. Já nao basta o cemiterio ser conhecido por ponto de drogra agora tem um sem vergonha que nao tem o que fazer.
Carol
23/11/2012 13:59
O CDI é Vovó Leonida que fica no bairro Santa Terezinha e não Vovó Lica!!!
Gislaine
23/11/2012 07:56
Não achei ética a postura do jornal em trocar os nomes da mulheres colocando nas mesmas SOBRENOME.
E se tiver uma pessoa com os nomes citados?!
Fica a dica!

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