Há cerca de quatro meses, moradores da rua Benedito Schramm, no bairro Gasparinho, convivem com um terreno cheio de entulhos. O local contava com cinco residências que foram parcialmente destruídas ou interditadas na catástrofe de 2008.
As casas foram retiradas do terreno há aproximadamente quatro meses. A comunidade afirma que não foi efetuada nenhuma limpeza após a retirada das residências e que os entulhos ainda estão causando transtornos aos moradores.
O morador Mário José Wilbert, 46 anos, era dono de uma das casas que foram interditadas. De acordo com Mário, o maquinário da Prefeitura apenas derrubou parte das casas há alguns meses e não efetuou nenhuma limpeza no local desde então. ?Os entulhos estão ali ainda e é algo que nos incomoda. Em dias de chuva eles acabam descendo e podem oferecer perigo aos moradores que vivem próximos ao terreno?, diz. O morador fala também que algumas pessoas da comunidade até pensaram em limpar, porém, esta é uma responsabilidade do poder público municipal.
Mário César Ferretti, 47 anos, mora a alguns metros de distância do lugar em questão e destaca que os trabalhadores que foram até o terreno derrubar as casas ficaram por dois dias e foram embora logo em seguida sem limpar o terreno. ?A promessa foi de que eles limpariam e deixariam o local bonito, para que ali fosse criado uma espécie de campinho para as crianças se divertirem, só que isso não foi feito?, destaca.
Após ver o estado do lugar, Mário foi procurar o vereador do bairro, que prometeu limpar o local no início do ano que vem. ?Isto será prioridade para ele e eu realmente espero que seja feito, já que não é certo simplesmente abandonar o lugar?.
Para a moradora Erica Maximiliano, 64 anos, a limpeza do terreno deveria ser realizada, mas não é algo que a comunidade precisa urgentemente. ?Até agora, não trouxe nenhum incômodo para mim. O problema é se começarem a vir bichos por causa dos entulhos, aí eu serei a favor de que limpem o quanto antes?, afirma. Assim como Erica, a moradora Verônica Reichert, 59 anos, também não se incomoda com a situação, mas acredita que a Prefeitura deveria colocar algumas caçambas próximas ao terreno para aqueles que se sentirem incomodados retirar parte dos entulhos.
O que diz a Prefeitura
As cinco residências que estavam no local foram interditadas pela Defesa Civil, que contemplou essas famílias com casas no Gaspar Mirim, construídas após a catástrofe de 2008. Quando procurada pela reportagem do Cruzeiro do Vale, a coordenadora de Defesa Civil, Mari Inez Testoni Theiss, falou que a demolição das casas, ou parte delas, foi realizada entre o fim de julho e início de agosto.
Como a comunidade acompanhou a retirada das casas, a coordenadora acredita que, se há entulho no local, foi porque os moradores se comprometeram a retirar. ?Até o momento nenhum morador entrou em contato comigo para falar sobre a situação. Agora entrarei em contato para discutirmos o que poderá ser feito, mas é importante destacar que eu ainda não estava por dentro do assunto?, avisa. Ainda conforme Mari Inez, o terreno serviria como uma área de lazer para as crianças que moram na rua Benedito Schramm.

Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).