A mãe do garoto de 13 anos que esfaqueou um colega na saída da escola no final da manhã da última terça-feira, C.E.A., falou à equipe de reportagem da Rádio Sentinela do Vale sobre o comportamento do filho.
A mulher de 36 anos é costureira, está desempregada e afirma que está com vergonha até de sair na rua por causa do que o filho mais velho fez. Segundo ela, o garoto que estuda no período da tarde, teria ido à escola pela manhã para limpar umas coisas que ele tinha sujado e que por isso estava com um canivete para raspar a parede.
?Ele garante que o outro garoto pulou em cima dele primeiro e deu um soco na cabeça e que ele só se defendeu. Meu filho não é bandido, ele não é agressivo, pelo contrário, sempre cuida do irmão quando eu peço?, desabafa a mãe, que diz ter chorado muito desde que soube do fato.
Agora, mãe e filho esperam pela chegada do dia 3 de outubro, quando participarão de uma audiência na promotoria Pública, que ficou responsável pelo caso.
Uma briga entre adolescentes quase terminou em tragédia no final da manhã desta terça-feira, 14. Um aluno da escola Vitório Anacleto Carodoso, na localidade de Porto Arraial, saía da escola no momento em que foi abordado por um garoto de 13 anos que portava um canivete e após discutir com o colega acabou esfaqueando o menino de 14 anos no pescoço.
A briga chocou os moradores da localidade e demais alunos da escola. Após esfaquear o garoto, o agressor fugiu e jogou o canivete no mato. A equipe da Polícia Militar foi acionada e após ajuda da comunidade chegou até o agressor, que foi levado para a Delegacia de Polícia onde foi instaurado um Termo Circunstanciado, por tratar-se de um adolescente.
A vítima foi socorrida pela equipe do Posto de Saúde que fica em frente à escola e apresentava suspeita de perfuração no pulmão, porém, depois de ser levada ao Hospital de Gaspar, foi constatado que havia apenas um corte no pescoço e o garoto passa bem.
O diretor da escola, Valdemar de Carvalho, garante que esta foi a primeira vez que algo tão trágico aconteceu no educandário. ?Infelizmente temos estes adolescentes sem limites. Nossos alunos ficaram bem assustados e mesmo o fato tendo ocorrido fora da escola, vamos fazer uma campanha para trabalhar o tema com nossas crianças. Já realizamos várias palestras com a juíza, com o comandante da PM, mas vamos voltar a falar sobre brigas e agressões?, explica o diretor.
O aluno agressor não estava na escola na manhã desta terça-feira. Segundo Valdemar, ele estuda no período da tarde e pelo que pessoas da comunidade falaram, o garoto estava na rua esperando o adolescente agredido, que saía da escola no momento da briga.
Edição 1415

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