
Uma pilha de mais de 1500 páginas está nas mãos dos vereadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI, formada para apurar as denúncias de supostas irregularidades na administração dos cemitérios públicos municipais de Gaspar.
Os documentos foram repassados pelo Ministério Público, entregues pela comunidade ou ainda pelo Poder Executivo Municipal, que na última semana protocolou na Câmara de Vereadores mais de seiscentas páginas de documentos em resposta aos requerimentos feitos pela CPI.
?Agora vamos analisar todos estes documentos e dar andamento aos trabalhos da CPI. Recebemos muita informação e todas precisam ser analisadas?, aponta o presidente da Comissão, vereador Luis Carlos Spengler.
A análise de todos os documentos deve ocorrer no prazo de 15 dias, quando a CPI volta a se reunir, no dia 13 de setembro, para receber um parecer do relator da Comissão sobre as informações juntadas no processo. ?Temos muitos dados enviados pelo Ministério Púbico, que inclusive já ouviu os envolvidos no caso, como o dono da empresa denunciada, e pessoas lesadas. Ainda vamos avaliar, mas como já temos estes depoimentos em mãos, talvez não seja necessário ouvir novamente estas pessoas?, explica Lu. Até o momento a CPI ainda não intimou nenhum envolvido no caso.
Investigação
A CPI dos Cemitérios foi formada no início do mês de junho e tem até o dia 2 de novembro para apurar os casos de denúncias de irregularidades na administração dos cemitérios municipais dos bairros Santa Terezinha e Barracão. ?Estamos com a documentação em mãos e o processo está adiantado. Com certeza finalizaremos todo o processo dentro dos prazos previsto?, garante o presidente da CPI.
Entenda o caso
A CPI foi instaurada após pedido do vereador Claudionor da Cruz e Souza. O vereador tucano decidiu pedir pela CPI após solicitar ao Executivo o envio de documentos que explicassem o caso. Como não recebeu respostas e nem justificativas, o vereador decidiu que seria necessário investigar o caso mais afundo e teve o apoio necessário para propor a instalação da CPI.
As cobranças indevidas foram denunciadas pelo Jornal Cruzeiro do Vale no início de maio, depois que a Prefeitura rescindiu o contrato com a empresa prestadora do serviço. Desde então, dezenas de pessoas já apareceram com recibos que comprovam o pagamento indevido para a empresa. O proprietário da empresa, em nenhum momento, quis se manifestar pelo assunto.
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Edição 1420

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