Após a Câmara de Vereadores rejeitar o projeto de lei que reformula a taxa de lixo em Ilhota, a Prefeitura ainda trabalha para tentar aprovar a nova proposta para a cobrança do serviço de coleta em imóveis residenciais, comerciais e industriais da cidade. A cobrança deste ano foi distribuída no final de junho, rendeu reclamações e precisou de correções nos valores aplicados a imóveis acima do limite de 150 metros quadrados para residências e 300 metros quadrados para prédios comerciais.
Segundo o secretário de Finanças de Ilhota, Odir Pereira, o Zezinho, a cobrança acabou sendo bem aceita pela cidade e já alcançou arrecadação próxima da obtida em todo o ano passado. Ainda assim, de acordo com dados do secretário, os valores respondem apenas por 40% dos valores necessários para executar o serviço ? o restante acaba sendo subsidiado pelo município.
Tudo igual
O cálculo da taxa de lixo deste ano será mantido, mesmo com a não aprovação do projeto do governo na Câmara. ?É a forma que temos de cobrar menos da população, caso contrário o valor seria pelo menos 10 vezes maior. Precisamos contar com o apoio dos vereadores para aprovar o projeto, se não no ano que vem poderemos ter que aplicar a lei atual, que certamente vai impactar mais o contribuinte?, argumenta.
Enquanto isso, governo e vereadores tentam dialogar para ajustar a proposta que define o valor da coleta de lixo para os moradores de Ilhota. O município busca a aprovação do projeto de sua autoria, que estabelece a cobrança de 0,5 UFM (Unidade Fiscal Monetária) para três coletas por semana em uma residência, enquanto os parlamentares pretendem apresentar emendas para tentar reduzir mais a cobrança.
Edição 1511
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