O estacionamento do Hospital de Gaspar virou alvo de uma disputa judicial entre a administração da unidade hospitalar e a empresa Águia Park Estacionamento, responsável pelo serviço, terceirizado desde dezembro de 2009.
Em novembro do ano passado, a administração do hospital foi à Justiça para pedir a rescisão do contrato com a empresa que oferece o serviço. O caso ainda não foi avaliado na Comarca de Gaspar, mas na última semana foram afixados avisos nas áreas internas do hospital orientando funcionários e pacientes a não pagar mais pelo uso das vagas.
As principais alegações da administração são de que a empresa descumpriu cláusulas como contratação de apólice de seguro, apresentação de balanço de movimentação mensal e, principalmente, os repasses financeiros de 35% do valor total arrecadado, conforme previsto no contrato.
Versões
O diretor executivo do Hospital de Gaspar, Orivald Maciel Filho, alega que foram feitos apenas dois repasses desde que a Coopervida assumiu o hospital, em abril de 2012. Os valores somariam cerca de R$ 3 mil, abaixo do que a administração julga condizente com as arrecadações. Após duas notificações à empresa, que já teria recebido reclamações na administração antiga, a direção decidiu procurar a Justiça para rescindir o contrato sem custo para o hospital.
?Em nosso questionário de satisfação, recebíamos reclamações sobre a cobrança de estacionamento. Então juntamos as irregularidades da empresa com a insatisfação dos pacientes e decidimos solicitar a rescisão?, explica.
O proprietário da empresa Águia Park Estacionamento, José Luiz Felaço, desmente as acusações e garante que vinha apresentando os balanços mensais e fazendo os repasses ao hospital. A empresa pretende continuar operando o serviço normalmente até uma definição do caso na Justiça. Felaço revela ainda que deu entrada nesta quinta-feira, 21, numa ação para pedir que o hospital retire os avisos internos e não exerça pressão sobre a comunidade. ?Eles que deixem a Justiça fazer o julgamento?, afirmou.
O empresário faz críticas à atual administração, que já teria tentado impedir a cobrança de vagas a funcionários, e promete limitar o acesso gratuito às 10 vagas previstas em contrato. ?Eu investi, coloquei cancelas eletrônicas, porque quero que o hospital dê certo. Não sei qual o intuito dele (Orivald, diretor do hospital) com isso, mas temos um contrato e vamos cumpri-lo até uma definição da Justiça?.
Edição 1464

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