Há mais de 14 anos, a rotina de Sandro Eufrázio, 44 anos, é a mesma. O morador do bairro Margem Esquerda acorda cedo e segue para o centro da cidade, onde entrega à comunidade panfletos de lojas. O local de trabalho de Sandro é a calçada das principais ruas do município, mas o local preferido é o semáforo da Avenida das Comunidades, já que a movimentação ali é muito maior. ?O retorno do meu trabalho é muito maior neste semáforo. Como os motoristas param, dificilmente eles recusam a receber os panfletos?, explica.
Na semana passada, porém, ele foi surpreendido por um fiscal da Prefeitura quando trabalhava no semáforo. O profissional teria informado que ele não poderia mais entregar panfletos no local. ?Ele me proibiu de ficar ali e disse que eu poderia continuar entregando nas calçadas. Só que as lojas gostam quando entrego no semáforo e não posso simplesmente parar de fazer isso?, ressalta Sandro. O entregador explica que a alegação usada foi a questão da segurança. ?Mas eu trabalho há anos na Avenida e nunca me aconteceu nada?, argumenta.
A equipe do Departamento de Fiscalização da Prefeitura afirma que o alerta foi dado a Sandro para evitar o risco de acidentes perto do semáforo, onde há fluxo intenso de veículos. A decisão teria aval da Diretoria de Trânsito. A restrição, no entanto, não impede Sandro de continuar seu trabalho nas calçadas da cidade.
Edição 1466

Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).