Mesmo após a divulgação da situação incômoda, os moradores da rua Joaquim Alves de Andrade, no bairro Lagoa, continuam enfrentando os problemas causados por um esgoto a céu aberto que corre pela via há muitos anos. O assunto foi relatado na edição 1413 do Jornal Cruzeiro do Vale, em agosto. Três meses depois, porém, nenhuma providência foi tomada para que o problema fosse solucionado.
A situação preocupa parte dos moradores, que precisam conviver com o mau cheiro e os insetos invadindo as residências, além de precisar manter as casas totalmente fechadas em dias de muito calor ou de chuva intensa. No local é despejado grande parte do esgoto das residências, que não possuem a infraestrutura de saneamento básico necessária.
Irhardr Lindener, 78 anos, já vive na rua Joaquim Alves de Andrade há três anos e diz que o esgoto é um problema antigo, para o qual nunca foi apresentado uma solução. O morador acredita que a grande quantidade de pernilongos que invade sua casa é consequência do esgoto a céu aberto. ?É um incômodo muito grande para todos e até hoje nunca vi ninguém da Prefeitura por aqui para tentar resolver isso. Agora no verão é uma verdadeira tristeza para todos nós, por causa do mau cheiro?, aponta.
Ainda conforme Irhardr, o problema poderia ser resolvido rapidamente se fosse colocada em toda a rua uma nova tubulação. ?Estamos precisando disso?.
Denise Aparecida Cruz, 35 anos, também é uma das moradoras que está insatisfeita com o esgoto que corre a céu aberto no local. Segundo Denise, as promessas de que o esgoto seria arrumado são várias e já são antigas, porém, até hoje, continuam sendo apenas promessas. ?Moro bem próximo ao local e, por isso, vários ratos entram na minha casa. É uma tristeza, ainda mais que tenho filhos pequenos?, registra. A moradora diz ainda que já convive com este problema há 11 anos.
Possível solução
A falta de uma boa estrutura de saneamento básico na rua Joaquim Alves de Andrade também é um dos temas debatidos entre os membros da Associação de Moradores do Bairro Lagoa. De acordo com o presidente da associação, Ademar dos Santos, o setor responsável da Prefeitura já esteve no local para analisar a situação e levantou uma possível solução do caso. ?Como será necessário colocar uma tubulação nova, a Prefeitura esperava uma parceria com a comunidade, já que o custo é elevado. Mas nem todos concordaram, por isso até agora nada foi feito?, explica.
O que diz a Prefeitura
Na época em que foi procurado pela primeira vez pela reportagem do Cruzeiro do Vale, em agosto, o assessor da secretaria de Obras e Transportes, Gilberto Goedert, disse que a Secretaria não tinha conhecimento do fato em função da falta de reclamações registradas, mas garantiu que verificaria o assunto. Passados três meses, o assunto passou a ser de conhecimento da secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Patrícia Scheidt. De acordo com ela, o local em questão era uma vala de drenagem e, conforme os moradores foram se apropriando do loteamento, a vala se tornou um grande esgoto. ?O loteamento não teve um crescimento ordenado e por isto a situação é esta?. O caso ainda será deve ser discutido pela secretaria.
Edição 1441

Copyright Jornal Cruzeiro do Vale. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do Jornal Cruzeiro do Vale (contato@cruzeirodovale.com.br).