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Quantas mudanças podem ocorrer na vida de uma pessoa ao longo de 15 anos? Ex-alunos da Escola Norma Mônica Sabel, do bairro Margem Esquerda, puderam ter uma amostra desta resposta na noite do último sábado, dia 15. Após mais de dois meses de organização, formandos das 8ª séries de 1997 participaram de um reencontro no salão do Mata Nativa, no bairro Gasparinho.
Pouco mais de 40 alunos compareceram ao encontro, que reuniu também maridos, esposas e filhos dos ex-formandos, novas companhias para os colegas de classe. Apesar do tempo, o clima de euforia e a satisfação ao cumprimentar cada novo convidado deixava a impressão de que o tempo não tinha passado. Os amigos participaram de um jantar e assistiram a vídeos com fotos dos tempos de escola. Um dos principais momentos foi quando os alunos leram cartas que diziam o que havia mudado na vida de cada um ao longo desses 15 anos.
A organização do encontro foi das ex-alunas Magali Moser e Grazielle Wanzuiten Floriano. Elas entraram em contato com a direção da Escola Norma Mônica Sabel e receberam uma lista com nomes dos alunos da época. Com a relação em mãos, usaram as redes sociais e convidaram ex-alunos do período matutino e vespertino. ?Temos uma tendência a valorizar o passado, mas ao conversar com cada um, inclusive com ex-professores, vi que realmente vivemos um momento muito especial?, avalia Magali.
A visão dos professores não destoa da dos ex-companheiros de sala de aula. O professor de Educação Física, Milton Cassiano, deu aula para a turma e fez questão de aceitar o convite do reencontro. ?Em 20 anos trabalhando na educação, nunca vi uma turma de 8ª série se organizar para fazer um reencontro deste tipo?, confessa.
A arquiteta Kelly Chiarello, 31 anos, fazia parte da turma que se formou no Ensino Fundamental da Escola Norma Mônica Sabel em 1997. Em 2001, ela foi morar no Rio Grande do Sul, onde deu ênfase à vida profissional e iniciou a trajetória na área da arquitetura. Quando recebeu da amiga Magali o convite para o reencontro, recusar não passou pela cabeça. Entre sexta e sábado, ela cruzou os 580 quilômetros que separam Porto Alegre (RS) de Gaspar especialmente para se juntar aos ex-colegas de classe.
Ela destaca que até a 8ª série, todos começavam a ter algumas amostras do que era a vida e lembra que, depois disso, os compromissos ficaram mais intensos. ?É muito bom reencontrar todos, olhar para trás e ver o que cada um construiu. Vejo uma diferença de cultura e penso que, se eu tivesse ficado aqui, talvez já estivesse com um filho, como muitas amigas aqui. Mas é ótimo ver estilos de vida diferentes e saber que elas estão tão felizes quanto eu?, comemora.
Edição 1450

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