Gaspar registrou alta de 0,077 ponto no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, IFDM, estudo que mede a qualidade de vida em todos os municípios brasileiros. No ranking estadual, porém, a cidade caiu três posições e agora é considerada a 19ª melhor para se viver em Santa Catarina. Na lista deste ano, o município acabou sendo ultrapassado por cidades como Criciúma, Itajaí e Rio do Sul.
O estudo é elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Firjan, e adota como critérios apenas saúde, educação, emprego e renda. O índice final dado a Gaspar foi 0.8196, numa escala que vai de 0 a 1. No ano passado, a cidade havia ficado com 0.8119.
Apesar da queda no ranking estadual, o índice da cidade avançou e permaneceu acima do 0.8, considerado como alto desenvolvimento pela pesquisa. No ranking nacional de qualidade de vida, a queda gasparense foi mais acentuada. A cidade passou da 189ª para a 236ª posição.
No levantamento por setor, o melhor desempenho gasparense foi na saúde, em que a cidade alcançou nota 0.8614, também dentro da margem de alto desenvolvimento. Já na área de emprego e renda, o município teve queda de 0.7741 para 0.7663 e ficou apenas na média considerada de desenvolvimento moderado. O índice se divide em quatro categorias de desenvolvimento: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1).
Avaliações
A secretária de Saúde de Gaspar, Márcia Cansian, afirmou que ainda não teve acesso à pesquisa, mas revela que as avaliações da própria rede mostram que há amadurecimento na política pública de saúde. Segundo ela, o programa Estratégia de Saúde da Família, ESF, é o principal responsável pela melhora nos índices e representa mais participação pública nesta área. ?Há muitas situações em que precisamos melhorar, como a questão hospitalar e de pronto-atendimento, mas acredito que o ESF e a participação da comunidade são os pontos principais do trabalho até aqui?, destaca.
O economista da Furb, Nazareno Schmoeller, pondera que estudos como o IFDM devem ser avaliados com cautela, principalmente nos campos de saúde e educação. Segundo ele, as estatísticas nesta área apenas dão uma leve noção e não devem ser usadas como comparativos entre as cidades. ?O município precisa ter os próprios parâmetros do que ele quer para a saúde e a educação e não se basear em índices de outras cidades, que às vezes apenas premiam o menos pior?, ressalta.
O município de Ilhota também apresentou leve aumento no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, IFDM, passando de 0.7399 para 0.7472. Apesar disso, a cidade ainda permanece na faixa considerada como desenvolvimento moderado. A saúde também foi a área responsável pelo melhor desempenho da capital da lingerie e moda praia, com índice de 0.8500. No ranking estadual de qualidade de vida, a cidade aparece na 86ª posição.
Pos. / Índice / Cidade
1º / 0.8849 / Blumenau
2º / 0.8739 / Brusque
3º / 0.8737 / Florianópolis
4º / 0.8727 /Joinville
5º / 0.8607/ Chapecó
6º / 0.8559 / Pomerode
7º / 0.8541 / Jaraguá do Sul
8º / 0.8462 / Concórdia
9º / 0.8451 / Tubarão
10º / 0.8433 / Balneário Camboriú
11º / 0.8408 / Itajaí
12º / 0.8403 / Guaramirim
13º / 0.8357 / Itapema
14º / 0.8350 / Tigrinhos
15º / 0.8317 / Rio do Sul
16º / 0.8274 / Timbó
17º / 0.8266 / Tijucas
18º / 0.8224 / Criciúma
19º / 0.8196 / Gaspar
86ª / 0.7472 / Ilhota
Edição 1446

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