
No momento em que as principais capitais do país voltam o olhar para o sistema de transporte público em razão de manifestações populares, o principal modelo de integração do transporte coletivo das cidades do Médio Vale também ganha um fato novo. As empresas Viação Verde Vale e Rainha, únicas a contarem com linhas já incorporadas aos terminais urbanos de Blumenau, comunicaram ao Seterb o desligamento e, desde o dia 1º, voltaram a transportar os passageiros até a região central de Blumenau.
A alegação das empresas é de que a integração estava sendo feita de forma confusa, sem agradar a maior parte dos passageiros. No caso da empresa gasparense Viação Verde Vale, apenas a linha Baú-Blumenau havia sido incorporada ao sistema, em fevereiro de 2012, quando os passageiros passaram a desembarcar no Terminal da Fortaleza e, de lá, tomar outro ônibus para o bairro de Blumenau para o qual desejassem se deslocar.
O gerente de tráfego da Viação Verde Vale, Valério Soares, comunica que a empresa ainda tem interesse na integração, mas espera que ela seja retomada de forma mais organizada, de preferência já com o sistema de bilhetagem eletrônica funcionando nos veículos de todas as companhias. Assim, será possível oferecer mais segurança às empresas e comodidade aos passageiros, o que não aconteceu enquanto o transbordo foi controlado por papel. ?O Seterb não nos passou um prazo, mas já fez contato com o Deter e pretende implantar a integração em breve, de forma mais organizada?, revela.
Bilhetagem eletrônica
O pagamento eletrônico das passagens é considerado um passo importante para integrar etapas como cobrança, embarque e desembarque dos passageiros das quatro empresas da região que fazem parte do projeto. Na Viação Verde Vale, o sistema de bilhetagem eletrônica está em fase de implantação e deve entrar em funcionamento entre dois e três meses. ?Vamos dar sequência a este trabalho independentemente da integração?, garante Valério.
Em 2009, quando o Seterb anunciou o modelo de integração, a estimativa era de que 6 mil pessoas fossem afetadas com as mudanças. Com a integração, os passageiros de ônibus intermunicipais, vindos de cidades como Gaspar, Ilhota e Pomerode, só poderiam desembarcar na Rodoviária ou nos Terminais Urbanos de Blumenau. Contudo, poderiam usar o transporte coletivo blumenauense pagando apenas uma passagem. Sem a eficiência esperada na incorporação das primeiras linhas, o modelo de integração volta ao compasso de espera por novas definições entre empresas e entidades responsáveis.
Edição 1498

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