
Empresários, profissionais e representantes de entidades de Gaspar voltaram a se reunir na tarde desta terça-feira, dia 22, para discutir propostas de alteração ao novo Plano Diretor, construído em conjunto entre a empresa Iguatemi, a Secretaria de Planejamento e o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano. O encontro ocorreu no auditório da OAB, no bairro Sete de Setembro, e contou com a presença da secretária de Planejamento Patrícia Scheidt, que apresentou os mapas e os principais pontos da revisão do plano.
O advogado Valmor Beduschi Junior, que comanda as conversas com as entidades, revela que uma nova reunião foi agendada para a próxima terça-feira, dia 29, às 8h, na sede da Associação Empresarial de Gaspar, Acig, para discutir o que foi apresentado na apresentação da secretária de Planejamento e definir que alterações serão solicitadas. A expectativa é de que a proposta dos empresários possa sair em até três semanas. ?Essas adequações no Plano Diretor que estamos discutindo são fundamentais para o município, sob pena de inviabilizar o crescimento de Gaspar?, argumenta o advogado.
Preocupações
Entre os pontos mais preocupantes para o grupo está a demarcação de supostos bolsões de água, as chamas áreas de contenção de enchente, em locais com cota de cheia acima dos 11 metros e que também estariam dentro do eixo de desenvolvimento do município. Outras mudanças consideradas prioritárias são a taxa de ocupação de terrenos, que em algumas áreas chega a cair pela metade, segundo os empresários, a mobilidade urbana e o número máximo de pavimentos em regiões como o Centro.
?O projeto apresentado pela Iguatemi é bom, mas está totalmente dissociado da realidade de Gaspar. Estamos notando uma boa-vontade com relação a nossas reivindicações, então esperamos que o município ouça quem conhece Gaspar, que somos nós, o povo e os integrantes de entidades de classe?, ressalta Beduschi Júnior.
A intenção do município é enviar o projeto à Câmara de Vereadores até o final deste ano, para que o Legislativo avalie o projeto de revisão do Plano Diretor no início de 2014. Se as mudanças consideradas prioritárias pelos empresários não forem atendidas, o grupo não descarta uma orientação para os vereadores rejeitarem a proposta.
Edição 1535
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