Dançarinos sobem ao palco do festival de Dança a partir desta terça-feira - Jornal Cruzeiro do Vale

Dançarinos sobem ao palco do festival de Dança a partir desta terça-feira

18/09/2012

fotopg13abrecolorMD.jpgOs preparativos para mais uma edição do Festival Escolar da Canção, FEC, estão a mil. Pais, professores, coreógrafos e alunos já definem os últimos detalhes de cada apresentação e se preparam para mostrar às centenas de convidados o talento dedicado à dança.

O FEC inicia na noite desta terça-feira, 18, e segue até o dia 21, sexta-feira. O Ginásio João dos Santos será o palco de inúmeras apresentações de dança, que envolvem não apenas os alunos, mas também pais e professores.

O evento conta com a participação de 26 unidades de ensino do município, e cerca de 950 alunos vão dançar 75 coreografias distribuídas em 11 categorias diferentes. Nas quatro noites, o Festival inicia às 19h. 

A abertura de cada noite conta com a apresentação de grupos dos municípios de Gaspar, Blumenau e Pomerode, reconhecidos estadual, nacional e internacionalmente. Na noite de quinta-feira, 20, por exemplo, o evento começa com a participação do Grupo Alpino Germânico, de Pomerode, que também se apresentou ano passado na Oktoberfest de Munique, na Alemanha. A entrada para cada noite tem o valor de R$3.

Categorias

Na primeira noite do Festival Escolar de Dança sobem ao palco as categorias A, alunos até cinco anos, categoria E, estudantes de até 15 anos, e H com as duplas e trios. Já na quarta-feira, 19, as categorias B, alunos de até seis anos, F, Ensino Médio, e categoria I, livre, serão as responsáveis por animar a noite.

A competição continua e no dia 20, quinta-feira, quando serão apresentadas as categorias C, alunos de até oito anos, G, solo, J, danças populares e K, direção, professores, funcionários, pais e comunidade. Para finalizar a 18ª edição do evento, na sexta-feira, 21, sobem ao palco os alunos de até dez anos na categoria D, além de os dançarinos e dançarinas campeões, que vão se reapresentar. ?A premiação do 1º, 2º e 3º lugares também será feita neste dia?, lembra o diretor de Cultura Gabriel Corrêa.

 

Festival mobiliza as instituições participantes

A correria de alunos e professores durante as semanas que antecedem o Festival Escolar de Dança é grande. O nervosismo, a vontade de rever os passos e fazer o melhor está presente em cada participante.

De acordo com a coreógrafa do Colégio Universitário, Luciane da Cruz Souza Gambá, cerca de 70% das instituições de ensino participantes se mobilizam para o evento. ?O FEC é muito importante para todas essas escolas e por isso a organização é intensa?, afirma Luciane, lembrando ainda que o festival proporciona aos participantes a chance de revelar seu talento. ?Isto é essencial, já que os alunos se esforçam ainda mais por saberem que serão reconhecidos?.

Ainda segundo a coreógrafa, a dança tem grande importância na vida daqueles que a praticam, principalmente por ajudar no desenvolvimento de todos os dançarinos. ?O desafio de subir no palco e se apresentar para centenas de pessoas já trabalha com a timidez e postura da criança. Além disso, com a dança, é desenvolvido o ritmo que ajuda também nas atividades em sala de aula, como a escrita?, explica.
A coreógrafa da Escola Professor Honório Miranda, Andressa Basei, também afirma que o Festival Escolar de Dança incentiva os alunos do município a se dedicarem a esta atividade e dá a oportunidade de se destacarem. ?Todos os nossos alunos que participam do evento nos surpreendem. O resultado é positivo e podemos ver o quanto eles realmente se dedicaram para a coreografia?, diz. Ainda conforme Andressa, toda a escola se organiza e se prepara para fazer bonito no FEC.

fotopg13retrancaandressacolorMD.jpgPaixão que se tornou profissão

A paixão pela dança começou quando Fernanda da Silva estava na quinta série e participou do Festival de Dança pela primeira vez, estudando na Escola de Educação Básica Zenaide Schmitt Costa. Desde então, esta atividade faz parte do seu dia e hoje, aos 22 anos de idade, a paixão é também sua profissão. ?O festival com certeza traz muitas oportunidades aos alunos, desperta esse amor pela dança e proporciona uma espécie de estímulo. Sou um exemplo disso?, lembra.

Durante alguns anos, Fernanda participou do festival e quando terminou os estudos optou pela faculdade de Educação Física. ?Agora trabalho nos CDIs do município como professora de dança, mas já trabalhei também nas escolas. É uma profissão apaixonante?, destaca.

 

 

Paixão que vai além dos preconceitos

A coreografia ensaiada, o figurino pronto e o frio na barriga antes de iniciar qualquer apresentação de dança faz parte da rotina de diversos dançarinos e dançarinas. Seja em uma pequena mostra de dança apenas para os amigos e familiares, seja em uma grande apresentação para centenas de pessoas, as crianças, adolescentes e adultos que se dedicam a esta paixão sempre tentam mostrar o seu melhor.

Em Gaspar, a dança é uma atividade muito forte, que atrai diversos alunos dedicados e com muito talento. Embora seja muito comum encontrar mais meninas nos grupos escolares de dança, os garotos estão mostrando que também podem fazer bonito nas apresentações.

Wesley Diogo, 16 anos, participa dos ensaios de dança em sua escola e faz parte das coreografias há três anos.  Para o garoto, a dança é muito importante em seu dia a dia, principalmente por sentir-se melhor física e mentalmente. ?Comecei a dançar por vontade própria, mas meus amigos e meus pais me incentivaram bastante?, destaca o adolescente. Há três anos, quando Wesley começou a fazer parte do grupo de dança, o preconceito de algumas pessoas existiu, porém não o atrapalhou em momento algum. ?Acho uma besteira, e não vou parar de fazer isso só porque tem gente que não acha legal. É um passatempo que eu gosto muito?, protesta.

Assim como Wesley, Marcos Paulo Rodrigues, 16 anos, que entrou este ano para o grupo de dança da Escola Professor Honório Miranda, também acredita que o preconceito com dançarinos não é relevante e capaz de fazer com que ele desista de praticar esta atividade. ?É algo muito legal, e que eu realmente gosto por isso faço. Muitas vezes, o preconceito existe sim, mas eu sei que quem é amigo me entende e não vê problema algum?, destaca o estudante. Marcos fala ainda que, se tiver a oportunidade, continuará dançando e se apresentando ao público.

Para ter uma vida mais saudável e dedicar seu tempo a algo produtivo, Robert Rick, 16 anos, começou a participar das coreografias do grupo da escola onde estuda. O garoto conta que a decisão foi apoiada por seus pais e amigos, e hoje a dança faz parte da sua rotina. ?Eu gosto muito de fazer parte do grupo de dança e por isso quero participar das coreografias mais vezes?, afirma o adolescente.

fotopg12wesleycolorPQ.jpg Wesley Diogo, 16 anos,
participa dos ensaios de dança
em sua escola e faz parte das
coreografias há três anos.
Marcos Paulo Rodrigues, 16 anos, 
entrou este ano para o grupo de dança
da Escola Professor Honório Miranda e
acredita que o preconceito com
dançarinos não é relevante
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fotopg12robertcolorPQ.jpg Robert Rick, 16 anos, começou
a participar das coreografias do
grupo da escola onde estuda.

 

Meu filho, um dançarino

fotopg12retrancamatheuscolorMD.jpgFernanda de Andrade Giraldi não esconde o orgulho que sente quando vê seu filho Matheus, de apenas cinco anos de idade, participando de alguma apresentação de dança. ?É algo muito importante, e por este motivo incentivo ao máximo. Espero que ele continue gostando de participar das coreografias por algum tempo ainda?, revela a mãe. Matheus vai participar do Festival Escolar de Dança, que inicia nesta terça-feira, 18, e Fernanda acredita que sua participação é muito importante, já que acaba gerando uma competição saudável e ajuda o filho a se socializar ainda mais.

Os diversos benefícios da dança, principalmente para a saúde, são os principais motivos que fazem com que Rosicler Seratti Foletto incentive tanto a filha Isadora, 10 anos, a praticar a atividade. Segundo a mãe, Isadora dança desde muito pequena, e esta atividade a ajudou a ter mais disciplina, desenvoltura e expressão corporal. ?É um orgulho ver a minha filha dançar e ser tão participativa no grupo. Sempre incentivei bastante, mas ela faz mesmo porque gosta muito?, garante. Em relação ao Festival Escolar de Dança, Rosicler diz que é uma iniciativa muito legal, onde há uma interação muito grande entre diversos estudantes do município.

A mãe coruja Kátia Cilene Benewenuth também sente muito orgulho da filha Ana Caroline, 13 anos, que faz parte do grupo de dança da Escola Ferandino Dagnoni há mais de quatro anos. ?A minha filha se dedica muito e por isso gosto muito de participar de ensaios junto com ela e mostrar o quanto a apoio?, destaca. Desde que Ana Caroline começou a participar desta atividade, Kátia revela que sua educação e sua saúde melhoraram consideravelmente. ?O importante é saber que grande parte do seu tempo está sendo dedicado a uma atividade cheia de benefícios?, diz. A paixão da garota de 13 anos pela dança é tão grande que pretende transforma-la em sua profissão.    

Edição 1424

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