Como estão os pontos de ônibus de Gaspar? - Jornal Cruzeiro do Vale

Como estão os pontos de ônibus de Gaspar?

11/10/2013

Por Ana C. Bernardes

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Esperar por um ônibus pode parecer tarefa simples, porém, em muitas situações, acaba se tornando complicada. Em dias de sol forte, as paradas de ônibus que não contam com proteção trazem transtornos aos usuários do transporte coletivo, assim como em dias de chuva. Outras situações também comuns são causadas pela falta de manutenção em alguns pontos de ônibus, o que resulta em bancos quebrados ou telhas danificadas.

Para Erenice Vieira Sem, 46 anos, o principal problema que faz com que a espera pelo ônibus se torne difícil é a falta de proteção nos pontos. Diariamente, ela pega um ônibus no Barracão, bairro em que mora, para ir até o Santa Terezinha, onde trabalha. Mais tarde, ela novamente vai ao ponto de ônibus esperar pelo transporte que a levará para casa. ?No Santa Terezinha, a cobertura do ponto de ônibus não cobre todo o espaço. Por isso em dias de chuva ou muito sol não é fácil esperar pelo coletivo?, destaca Erenice. Já no Barracão, revela, o ponto de ônibus fica muito próximo da via e os passageiros também não possuem muito espaço para ficar no ponto físico. ?Acho que esses problemas pequenos poderiam ser melhorados?.

Pensando nestes pequenos problemas que podem atingir os usuários do transporte público, a equipe de reportagem do Cruzeiro do Vale percorreu algumas ruas do município com o objetivo de responder a uma pergunta: como estão os pontos de ônibus de Gaspar? Foram analisados as paradas das ruas Bonifácio Haendchen, no Belchior, Luiz Franzói, na Margem Esquerda, Frei Solano, no Gasparinho, Barão do Rio Branco, no Santa Terezinha, Avenida das Comunidades, no Centro, Rodolfo Vieira Pamplona, no Gaspar Mirim, e Sete de Setembro, no bairro Sete de Setembro, além da região central. Ao total, a equipe encontrou 35 pontos e paradas de ônibus. Deste total, há 11 paradas de ônibus - locais que contam apenas com a placa que indica o local de parada do transporte público. Os outros 24 (68,6%) são pontos de ônibus físicos, todos com cobertura. 

Conclusões

Bancos ou telhas quebrados, falta de cobertura, de padronização e sujeira nos bancos e paredes. Esses foram os principais problemas encontrados nas paradas de ônibus do município, apesar de grande parte delas estarem em bom estado. No Belchior, foram analisados seis pontos de ônibus cobertos. Entre eles, apenas dois precisam de manutenção. Um deles apresenta pilares tortos e sujeira nos bancos, já o outro está com o banco torto e se encontra em meio ao mato. No bairro Margem Esquerda, entre os seis pontos de ônibus visitados, apenas dois são cobertos. Os outros contam apenas com a placa de transporte coletivo. No bairro Santa Terezinha também foram vistoriadas seis paradas de ônibus. Duas delas não possuem proteção e outra, apesar de ter cobertura, não possui banco. No Gaspar Mirim, apenas três dos sete pontos analisados são cobertos. Já no bairro Sete de Setembro, as duas paradas instaladas na rua principal não são cobertas. No Gasparinho e na região central a situação dos pontos de ônibus é a melhor. Todos os quatro pontos vistos no Gasparinho são cobertos, assim como todos os quatro da região central. 

Falta de pontos cobertos é o que mais prejudica

fotopg9abrecolorMD.jpgEntre os problemas encontrados nas paradas de ônibus da cidade, o que mais prejudica a comunidade é a falta de pontos cobertos. De acordo com o diretor de Transporte Coletivo, Dirceu dos Passos, existem em Gaspar cerca de 700 pontos de ônibus. Deste número, aproximadamente 250 (35%) são pontos físicos. O restante possui apenas a placa que informa a parada de ônibus. ?Neste momento, não temos condições de instalar o ponto de ônibus físico nesses locais. Mas essa é uma ação que deve acontecer já a partir do ano que vem?, projeta o diretor.
 
Ainda conforme Dirceu, até este ano o município não contava com uma verba destinada exclusivamente para a construção de pontos de ônibus em seu Plano Plurianual. A partir de 2014, haverá essa verba exclusiva e a expectativa é de que o número de pontos de ônibus físicos aumente consideravelmente. ?A construção de um ponto físico custa caro, em torno de R$ 700 para um simples?, ressalta. O objetivo na construção dos próximos é padronizar, já que hoje são encontrados diversos tipos diferentes pela cidade. O modelo será parecido com os instalados esse ano na região central, Bela Vista e Figueira. Estes são feitos com placas de alumínio e fechados no fundo e nas laterais com vidro. A usuária do transporte coletivo Inês Soares Isensee, 63 anos, concorda com a padronização dos pontos. Ela acredita que este novo modelo traz mais segurança e conforto aos passageiros. ?Sempre que pego ônibus prefiro esperar neste ponto novo. Espero que todos da cidade sejam dessa maneira?, opina.

Vandalismo

Frequentemente, os pontos de ônibus da cidade são alvo de vândalos. De acordo com Dirceu dos Passos, as principais ações de vandalismo são a pixação e a quebra de vidros. ?Outro problema é a colação de cartazes e lixo deixado nos pontos?, afirma. Desde o início deste ano, há uma equipe de limpeza responsável por limpar os pontos de ônibus de certas regiões da cidade semanalmente. Porém até então, essa tarefa não era realizada com tanta frequência. 

Edição 1531 

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