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A Câmara de Vereadores de Gaspar promoveu uma audiência pública na noite desta quarta-feira, 17, para discutir a construção de alças de acesso à Ponte do Vale na região da Margem Esquerda. O encontro ocorreu no salão da comunidade São Judas Tadeu e reuniu moradores, vereadores, o prefeito Pedro Celso Zuchi, a secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Patrícia Scheidt, além de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Regional, SDR, de Blumenau e do Sindicato de Transportes e Cargas de Santa Catarina.
Moradores dos bairros Lagoa, Arraial do Ouro e Margem Esquerda participaram do encontro e acompanharam de perto o debate sobre o assunto. A secretária de Planejamento apresentou um projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, Dnit, com rotatória na saída da Ponte do Vale, elevado sobre a BR-470 e nova rótula após a rodovia, que permitiria aos condutores acessar as principais vias da Margem Esquerda.
A vereadora Andréia Zimmermann Nagel, que liderou a organização do encontro, explica que o projeto do Dnit só será colocado em prática após a duplicação da BR-470, o que ainda deve levar alguns anos. ?Precisamos de uma solução imediata, porque a partir do momento em que a Ponte do Vale estiver pronta, o trânsito vai ser liberado e precisaremos garantir a segurança dos moradores?, avalia.
Comissão
Para dar sequência à discussão sobre os possíveis acessos da Ponte do Vale à Margem Esquerda, a audiência pública resultou na criação de uma comissão formada por quatro moradores (Luciano Coradini, Marco Aurélio Gamborgi, Amarildo de Andrade e Valério), dois representantes do Executivo (Patrícia Scheidt e membro a definir) e duas vereadoras (Andreia Zimmermann Nagel e Ivete Hammes).
O grupo deve se reunir nas próximas semanas para acompanhar o processo que envolve a obra da Ponte do Vale e discutir também um estudo que irá apontar a viabilidade da construção de vias secundárias ainda antes da conclusão da obra. Também ficou definido que em 120 dias um novo encontro deve ser feito com a comunidade para apresentar os resultados do trabalho da comissão recém-formada.
O colunista do Cruzeiro do Vale, Herculano Domício, comentou a audiência pública sobre os acessos da Ponte do Vale. Confira abaixo a opinião e clique aqui para ler mais comentários na coluna Olhando a Maré.
ALGUNS DETALHES DA AUDIÊNCIA DE ONTEM A NOITE NA MARGEM ESQUERDA SOBRE AS ALÇAS DE ACESSO À PONTE DO VALE
1. A mobilização e presenças na audiência deixaram preocupados o pessoal do PT e da prefeitura. Tramam para a desmobilização e desqualificação das lideranças e vereadores da Comissão de Gestão Pública.
2. O prefeito Pedro Celso Zuchi, PT, foi à audiência. Algo extremamente positivo. Todavia deixou escapar que fez isto como um favor: poderia estar com a família, os amigos, os netos. Êpa, mas ele não é prefeito de todos nós?
3. Zuchi está convencido de que o que a comunidade pede não tem razão técnica de ser. Teimoso, vai ficar exposto outra vez como ficou no caso do Zecão com as verbas e recuperação da ponte Hercílio Deecke. O povo da Margem Esquerda está escaldado.
4. Zuchi se apresentou como o homem que mais fez obras em Gaspar. Não se discute isto> Mas a forma, a qualidade e a utilidade delas. Se ele é mesmo o prefeito que mais fez obras, por que rejeitar mais uma necessária e que vai lidar com o futuro de milhares de pessoas, sua segurança e desenvolvimento de uma região?
5.A defesa que o prefeito faz das rotatórias e que o Dnit as faça, principalmente na duplicação da BR 470, foi desmentida pelo mais petista de todos, o presidente da Câmara, o vereador José Hilário Melatto, PP. O tal superintendente enrolador do Dnit, Jõsé João dos Santos, confirmou ao Melato que não existe qualquer projeto ou proposta neste sentido. E mesmo que tivesse, antes de cinco anos não sai nada. Se o enrolão dá cinco anos, pode multiplicar por quatro. Outra. Quanto tempo que o Dnit prometeu dar um trevo descente para com a Hercílio Fides Zimmermann?. Exatos nove anos.
6. A secretária de Planejamento, Patrícia Scheitt, tentou desqualificar a pretensão do povo da Margem Esquerda, mas não foi tão resistente quanto o prefeito. Mostrou que não conhece bem quem fez o projeto dos acessos. Afirmou que foi a Prosul. Provaram que foi a sua Iguatemi.
7. O prefeito Pedro Celso Zuchi foi embora, no meio da reunião, sem se despedir do povo da Audiência Pública. Todos perceberam. O mesmo aconteceu com o presidente da Câmara, o Melatto. Em tempos de eleição o gesto teria sido outro.
8. Finalmente. Antes da audiência, o vereador Antônio Carlos Dalsochio, PT, cunhado do prefeito Zuchi, zombou dos organizadores pela quantidade de bancos que arrumaram para o povo sentar. Depois Dalsochio ficou calado ao ver que faltaram bancos e sobrou gente interessada em discutir o problema da Margem Esquerda, Arraial e Lagoa. Acorda, Gaspar!
Edição 1481

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