
Caminhões de mudança, móveis espalhados pela casa, e a incompreensão estampada no rosto de alguns moradores. Este foi o cenário em Ilhota na manhã desta quarta-feira, 29, quando duas casas que ficam localizadas às margens da rodovia Jorge Lacerda, próximas à entrada do município, começaram a ceder e precisaram ser interditadas.
A residência onde Loreni Correira Cardoso estava morando há apenas dois meses desbarrancou, por volta das 7h15, devido a uma infiltração. Por sorte, seu marido estava em casa, e presenciou o momento em que uma pequena parte da casa desbarrancou, conseguindo assim retirar os móveis e objetos que estavam por perto a tempo.
?Morávamos de aluguel neste local há dois meses. Viemos do Paraná, e este foi um ótimo lugar que encontramos, principalmente porque fica perto do meu trabalho?, diz Loreni, comentando ainda que a proprietária da casa arranjou outro lugar para sua família ficar, porém a situação ficará complicada, já que a nova casa fica no bairro Minas. ?Foi um transtorno e um grande susto. Nunca achamos que algo deste tipo vai acontecer conosco, é realmente triste?, comenta a moradora, que estava muito aflita.
De acordo com a proprietária da residência onde Loreni e sua família estavam morando, Marli da Silva Luiz, o local nunca havia passado por nenhuma situação parecida. ?Já tenho essa casa há muitos anos, e realmente não imaginei que isso poderia acontecer. É muito triste ver isto acontecer com aquilo que construímos com tanto esforço?, lamenta.
Além de Loreni, Ângela Machado também teve a casa interditada neste dia, porém a família já não morava no local desde janeiro de 2011, quando uma grande parte da casa desbarrancou, e a família foi avisada que teria que se retirar. Segundo a moradora, o poder público chegou a interditar a residência naquela época, mas não fez nada além disso. ?Mesmo não morando mais naquele local, tínhamos diversos móveis guardados nela. O poder público nunca se pronunciou a respeito desta situação, e somos nós que sofremos e pagamos o prejuízo. Lutamos uma vida toda para conseguir comprar móveis e construir uma casa própria para que??, protesta Ângela.
Vistoria
De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, Roberto Carlos Merlini, nesta quinta-feira, 30, uma bióloga foi até o local realizar um estudo para ver de onde estava vindo a infiltração, que seria responsável pelo deslizamento.
?A partir daí, veremos se será necessário interditar alguma outra casa?, explica. Uma outra residência está sendo monitorada pela Defesa Civil, já que corre o risco de desbarrancar também. ?Havíamos avisado sobre a área de risco aos moradores, e sempre estivemos monitorando o local?, conclui Roberto.
Além da Defesa Civil, os Bombeiros Voluntários de Ilhota também estiveram no local orientando e auxiliando as famílias.
Edição 1419
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A movimentação em Ilhota foi intensa durante toda a manhã desta quarta-feira, 29. Por volta das 7h15, duas casas que ficam localizadas às margens da rodovia Jorge Lacerda, próximas à entrada do município, começaram a ceder.
A residência onde Loreni Correira Cardoso estava morando há apenas dois meses foi a primeira a desbarrancar. Por sorte, seu marido conseguiu tirar os móveis e objetos que estavam por perto a tempo. ?Moramos de aluguel, e a dona da casa arranjou outro lugar para ficarmos. Mas é um transtorno, e um grande susto?, comenta a moradora, que estava muito aflita.
Além de Loreni, Ângela Machado também teve a casa interditada. ?Já não morávamos nesta casa, mas havia diversos móveis guardados nela. O poder público nunca se pronunciou a respeito desta situação, e somos nós que sofremos e pagamos o prejuízo?, afirma.
Uma terceira casa também foi interditada, pois, de acordo com os Bombeiros Voluntários que estavam no local para ajudar e orientar os moradores, também está em área de risco e possui rachaduras.
Edição 1419

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