
Você caminha pelas ruas de algum bairro de Gaspar comendo algum chocolate ou tomando uma garrafa de água. Já que não está usando bolsa ou mochila, assim que termina de comer ou beber você procura uma lixeira na via para se desfazer das embalagens. Mas achar uma lixeira é tarefa fácil? A reportagem do Jornal Cruzeiro do Vale percorreu algumas das principais ruas da cidade para conferir esta situação. Após esta visita chegou-se a uma conclusão: a comunidade encontra dificuldades para se desfazer do lixo particular em bairros mais afastados do Centro.
Foram visitadas 11 ruas: Coronel Aristiliano Ramos e São José, no bairro Centro, Sete de Setembro, no bairro Sete de Setembro, Barão do Rio Branco, no bairro Santa Terezinha, Prefeito Leopoldo Schramm, no Gaspar Grande, Frei Solano, no Gasparinho, João José Schmitz e Adriano Kormann, no bairro Bela Vista, e Pedro Simon e Luiz Franzói, na Margem Esquerda. Em seis destas vias não foi encontrada nenhuma lixeira. Já em outras duas foram encontradas poucas lixeiras, que muitas vezes não conseguem atender à demanda de pessoas que transitam pelo local.
Média alta
Entre as ruas visitadas pela reportagem do Cruzeiro do Vale, as que mais possuem lixeiras são a Coronel Aristiliano Ramos e São José, ambas na região central. Na rua São José são 19 lixeiras em aproximadamente 500 metros de via - uma média de uma lixeira a cada 26 metros. Na principal rua de Gaspar, há 13 cestos de lixo em uma extensão de cerca de 800 metros. Nesse caso, a média é de uma lixeira a cada 60 metros.
O inverso dessa situação ocorre nas vias dos demais bairros. Nas ruas Frei Solano, Prefeito Leopoldo Schramm, João José Schmitz, Adriano Kormann, Pedro Simon e Luiz Franzói não foram encontradas nenhuma lixeira. Na rua Sete de Setembro existem apenas duas, enquanto nos primeiros quilômetros da Barão do Rio Branco há seis.
Município não consegue atender todos os bairrosDe acordo com a secretária de Planejamento e Desenvolvimento, Patrícia Scheidt, o município reconhece que a falta de lixeiras na maioria dos bairros da cidade é um problema que afeta a comunidade. Entretanto, ainda não é possível atender todas as localidades, pois essas lixeiras possuem um custo muito elevado. ?Sabemos que ainda são poucas, mas estamos tentando, aos poucos, resolver essa situação. Para isso, em cada nova obra que fazemos, incluímos a instalação destas lixeiras?, destaca. Segundo a secretária de Planejamento e Desenvolvimento, as próximas obras a serem realizadas nos demais bairros incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento, PAC, contarão com a instalação de cestos de lixo adequados. Hoje, a manutenção das lixeiras do Centro é realizada pela Secretaria de Obras, que diariamente as limpa. Nos bairros, a limpeza das lixeiras deve ser solicitada pelos moradores.
Vandalismo
Os atuais cestos de lixo instalados há pouco tempo pelo município são de um material mais resistente, já que os atos de vandalismo são frequentes. ?Temos registrado muito vandalismo nas lixeiras, o que acaba dificultando ainda mais o nosso trabalho. As instaladas há pouco tempo na São José, por exemplo, já estão danificadas. O custo para mantê-las se torna ainda mais elevado?, ressalta Patrícia.
Edição 1527
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